Continuo a preparação para a Maratona de Buenos Aires. Neste sábado (13/08), corri 1h50min, fazendo o mesmo percurso da semana anterior, entretanto, a distância aumentou para 19,77 km. O ritmo foi de 5min35s/km, velocidade média de 10,8 km/h e 1527 calorias gastas.
No domingo, tenho a Meia Maratona do Rio, que é uma prova-teste preparatória para a maratona, que é a meta principal. A idéia é simular o ritmo que será adotado na maratona, treinando com todos os ingredientes de uma situação real.
Além disso, vai sobrar tempo para um “rolé” pela cidade maravilhosa. Uma praia de leve, mesmo com temperaturas amenas, já vale o passeio. Sem falar do Cristo Redentor, bondinho, museu do Maracanã. E por aí vai…
Deixei ontem o relógio de lado. Nada de marcar tempo, distância, ritmo ou velocidade. Simplesmente saí para correr descompromissadamente. É bom fazer isso para mostrar que a corrida tem que ser prazerosa.
Apesar de faltar apenas oito dias para a Meia Maratona Internacional do Rio, não há mais muita coisa a se fazer em termos de treino. Nesse momento, perder ou mudar um treino não vai interferir no condicionamento físico. Tem um ditado que diz “treino perdido, treino esquecido”. E é dessa forma que deve ser encarado.
Na verdade a Meia do Rio é uma prova-teste para a Maratona de Buenos Aires. Uma espécie de treino de luxo: imagine correr pelas praias mais belas e badaladas do país? E de quebra conhecer outros pontos turísticos da cidade maravilhosa.
Portanto, nada de estresse. Não cumprir um dia da planilha de treinamento não é o fim do mundo. Se encaramos desse jeito, não vamos precisar de um treinador para continuar correndo, mas de um psicólogo.
Nas terças e quintas a programação de treinamento é para trabalhar ritmo/velocidade. O objetivo é ganhar velocidade para poder correr no ritmo pré-estabelecido para a prova-alvo. Na prática, nesses dias corro um pouco menos lento que nos outros, mas cansa.
O processo de recuperação começa logo após o treino com a ingestão do isotônico para repor a perda de nutrientes através do suor. Em casa, ainda cansado, como uma fruta e tomo leite de soja com achocolatado, para repor carboidratos e proteínas.
Depois, por questões de higiene, um bom banho frio é imprescindível para relaxar e restaurar as energias. Como treino preferencialmente a tarde, depois do banho é hora do jantar na combinação uma salada/carboidrato/proteína/gordura boa/fruta.
Já devidamente abastecido, gelo nos pés para tratar da fascíte plantar. Na cama, deito com as pernas elevadas contra a parede por cerca de 30 minutos. Isso ajuda a eliminar as toxinas e o ácido lático. Enquanto isso, passo a vista na TV para ver o noticiário.
Para completar a recuperação uma boa noite de sono. Durmo de seis a horas diariamente e sempre acordo renovado, com a “máquina” pronta e preparada para mais uma jornada.
A vida é uma correria. Há ocasiões em que não tenho tempo para atualizar o blog. Os textos não seguem uma pauta como fazem os jornalistas. Os posts retratam o meu cotidiano, os treinos, as viagens, as provas, sem preocupação com tema ou ordem cronológica.
Na verdade, quando digo tempo refiro-me também a questão espacial. Só trato do blog em casa. Local de trabalho, como o nome já diz, é para minhas atividades profissionais. E quando estou trabalhando, principalmente em dias de plantão, literalmente moro na POLITEC. São 24 horas dedicadas exclusivamente ao labor científico da perícia.
Normalmente minhas atividades profissionais não atrapalham os treinamentos. Em dias de plantão, acordo às cinco da manhã para treinar e o restante das horas dedico ao trabalho. Assim, uma atividade não compromete a outra.
Correr faz parte da minha vida, por isso, sempre dou um jeitinho e dedico pelo menos uma hora diária para essa atividade. Na maioria das vezes não é tempo que nos falta e sim organizar melhor nossos horários e ter disposição para sair na hora vaga.
Temos horário pra tudo. Quando acordamos, a primeira coisa que fazemos é a higiene bucal, para cuidar dos dentes. Que bom seria se fizéssemos isso com nosso coração, meia hora diária de atividade já seria suficiente para cuidar de sua saúde.
Estar cansado ao final de um dia de trabalho é uma indicação que o corpo precisa de ajuda. Quem pratica atividade física sabe que o corpo condicionado fisicamente, responde melhor às demandas do dia a dia. Nos dá força e energia para suportar a carga de trabalho; enquanto outros sofrem para cumprir uma simples tarefa.
Todos nós temos a vida corrida. Portanto, isso não é a justificativa para não praticar atividade física. Viver para ver a vida passar, não é uma boa. Viva a vida intensamente, com alegria, saúde, bom humor e muita paz, fazendo a vida valer a pena. Aproveite também para dar uma corridinha!
Quando vou participar de um evento de corrida, levo alguns acessórios que considero indispensáveis. Um, bastante usado entre os praticantes de atividade física, é o boné. Não se trata de modismo, ele de fato protege a cabeça dos raios solares e impedi que a luz incida diretamente sobre os olhos.
Foto: Na São Silvestre de 2010, boné e óculos de sol
Resolvi mudar. Fiz apenas um treino com uma bandana, mas gostei do resultado. A água encharcava o tecido, mais fino que o do boné, e escorria para a cabeça. Como ela permanecia molhada, refrescava a cabeça e dava uma sensação de alívio. Na maratona, ela foi perfeita, Como havia vários postos de hidratação não tive problemas para mantê-la molhada.
Outro aspecto significativo da bandana em relação ao boné é que há uma economia de energia, não é necessário retirá-la. Pode parecer exagero de minha parte, mas quando se trata de uma maratona, um simples gesto, retirar e colocar o boné na cabeça, representa “perda” de energia e isso vai fazer falta para concluir os 42 km da prova.
Foto: Na Maratona de São Paulo de 2011, bamdana e óculos de sol
O uso da bandana vem sendo incentivado inclusive pelos organizadores de provas. Ela já faz parte do kit da corrida oferecido aos corredores. É também, uma forma eficiente de marketing para mostrar a marca de uma empresa. Além de seu baixo custo, pode ser feita em casa. A bandana Maraturista eu desenhei e minha mãe costurou. Fez sucesso com os amigos.
Por outro lado, a bandana tem um problema: não protege da incidência dos raios solares sobre os olhos, porém, isso é fácil de ser resolvido, deve ser usada com óculos de sol. Não estou dizendo que a bandana é melhor que o boné. Não é isso! Quando se trata de corridas o que é bom para um, pode ser um desastre para outros. Os acessórios devem ser testados nos treinos e só depois, usado nas corridas. Portanto, use e abuse do bom gosto e faça sucesso nas corridas.
A maioria das corridas que participei fiz uso do boné. Quando estava treinando para a Maratona Internacional de São Paulo, verifiquei que pouco tempo depois de molhar a cabeça e recolocar o boné, formava-se uma espécie de zona de calor e a “moleira” esquentava horrores. E olha que ele era indicado para esse tipo de atividade.
A corrida de rua é um esporte individual. Entretanto, os espaços utilizados para sua prática são de uso coletivo e portanto, frequentados por muita gente. Dessa forma, devemos compartilhá-lo de forma harmoniosa, seguindo as regras da boa convivência.
Nos meus passeios diários pela orla do rio Amazonas da cidade de Macapá-AP, seja de bike ou correndo, tenho observado que algumas pessoas não perceberam o real sentido de estarem ali. Imagino que quando você sai de sua casa para caminhar, correr ou andar de bicicleta, a intenção é descontrair, esquecer dos problemas, curtir o passeio e receber os benefícios da atividade física. Do contrário é mais prático nem sair e ficar no aconchego da família.
O que quero dizer é que algumas pessoas esqueceram que estão num espaço público e que precisam aprender a dividi-lo com as outras pessoas. Precisam estar atentas ao que fazem. Vou citar alguns exemplos. Já vi gente desatenta cuspir ou assoar o nariz para o lado e atingir alguém. Além de nojento é uma falta de educação.
Outra coisa é esbarrar em alguém muito suado. Particularmente, quando estou correndo, para evitar isso, saio do calçamento do passeio público para a pista. Tem gente que se aglomera no meio da calçada e não dá passagem nem para quem vai e nem para quem vem. Nesse caso, o esbarrão vai ser quase inevitável.
Uma prática comum na orla é levar o cachorro no passeio. Não tenho nada contra desde que o bicho fique sob controle, mas já tomei um susto com os latidos de um, outro dia, o dono estava com a guia longa. Além do mais, deixar a “titica” do cão na calçada não é nada legal.
Tem gente na orla que não conhece as regras de circulação. É simples: tráfego de bicicletas tem que ser na via e deixar a calçada para os pedestres. Já fui atropelado na calçada por um ciclista e felizmente, nada grave. Por outro lado, os caminhantes e corredores devem entender que a regra de circulação se dá pela direita. Se essa medida simples fosse adotada por cada um evitaria o esbarrão e aquele estresse desnecessário.
O corredor-mala a que me refiro, que vale também para o caminhante, é o sujeito com atitudes pouco condizentes com o respeito aos demais e ao próprio sentido do esporte; que torna um espaço público e democrático em algo particular, só dele; que extravasa suas angústias e decepções nos demais e que reclama de tudo e de todos. É o chato da corrida.
Foto: Reserva Natural de Kockabygget em Halmstad-SWE
Aproveite sua corridinha do dia-a-dia. Curta a paisagem, as pessoas. Faça novas amizades. Esqueça os problemas, descontraia. Não seja o “mala” da corrida. Use o bom senso e lembre-se que “gentileza gera gentileza”. Boas corridas!
Correr sempre pelo mesmo percurso pode se tornar algo chato. É como as coisas rotineiras, que depois de certo tempo você acaba fazendo por obrigação, sem prazer.
Foto: Correndo pelas trilhas da Reserva Ecológica de Kockabygget em Halmstad-Suécia
Quando se trata de corrida isso é tudo o que você não precisa. A corrida tem que ser divertida, prazerosa, descompromissada. Do contrário, você não terá disposição para largar a programação da TV, muito menos levantar do sofá para calçar um par de tênis e sair para correr.
Foto: Correndo pela orla do rio Amazonas em Macapá-AP
A estratégia é buscar novos caminhos e fugir da trilha. Quero dizer novas rotas. Incluir pisos diferentes, sair do asfalto para a grama ou areia. Até usar a tecnologia com as ferramentas de mapas do Google, por exemplo, e montar rotas por ruas arborizadas e com trânsito tranquilo, com a comodidade de ter a distância que será percorrida.
Foto: Correndo pela Rodovia JK rumo ao distrito de Fazendinha em Macapá-AP
O fato é que precisamos inovar para não enjoar. Então, fuja da mesmice e pé na estrada.
Falta um pouco menos de duas semanas para a mais bela meia maratona do Brasil. A Meia do Rio está entre as corridas mais requisitadas pelos atletas amadores. O percurso é pela orla da cidade maravilhosa, largando na Praia de São Conrado e passando pelas praias do Leblon, Ipanema, Copacabana, Leme, Botafogo e chegada na praia do Flamengo.
O legal de passar pelas praias é que o povo dá aquela forcinha. Eles formam uma espécie de “corredor polonês” para incentivar e oferecem água para os atletas, sempre com muita alegria e descontração, características marcantes do carioca.
A prova do Rio também é a favorita das celebridades. Em 2009, o Richard que me deu apoio durante a corrida, conseguiu registrar no “Desafio das Estrelas”, organizado pela Rede Globo, a passagem do Tande, ex-medalhista olímpico e apresentador dos programas “Corujão do Esporte” e “Esporte Espetacular”. Pela expressão dele na chegada, foi dureza.
Um outro motivo para correr a Meia do Rio é fazer turismo nos dias que antecedem a prova. A cidade além de maravilhosa é belíssima. Portanto, não dá para deixar de ir no bondinho do Pão de Açúcar, no Cristo Redentor, no museu do Maracanã, na cidade do samba, na Gávea e principalmente, nas praias.