No caminho para ir buscar o kit da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, não me contive em simplesmente contemplar a paisagem e resolvi eternizá-la.Esses “papéis de parede” fazem parte do percurso da prova. Olha o visual!
Fotos 1 e 2 do Pão de Açúcar visto do Aterro do Flamengo
A primeira corrida já passou. O percurso foi pelos aeroportos. Passei por cinco num total. Entre uma e outra conexão aproveitava para tirar uma soneca. Pelo menos não houve atraso dos vôos. Inclusive, foi a primeira vez que “voei” e cheguei antes da hora prevista. Difícil de acontecer com tanta mudança de aeronave. Foi o meu recorde em duração de voo.
Outro recorde veio na rapidez da bagagem. Fui premiado com a agilidade. Peguei a mala e fui direto para o hotel no Aterro do Flamengo. O trânsito fluía maravilhosamente bem e mais uma vez a sorte estava comigo.
Já fiquei outras vezes neste hotel. Ele tem a comodidade de ficar bem próximo da chegada da Meia Maratona do Rio. Isso representa ganho de tempo para retornar e iniciar a recuperação pós-prova. Quem se hospeda distante da chegada vai ter que encarar um trânsito maluco e vai gastar um pouco mais no retorno de taxi.
Domingo, Meia Maratona Internacional do Rio. Por isso, os treinos dessa semana sofreram uma pequena modificação. Apenas rodagens mais lentas. Ontem, 10 km num ritmo de 5min33s/km e hoje, 50 minutos.
A ideia é descansar a musculatura e deixá-la pronta para os 21,1 km da Meia do Rio, sem, entretanto, parar as atividades. Apenas, a musculação está temporariamente suspensa com retorno programado para o dia 29/08.
Antes da prova, há ainda uma outra maratona exaustiva a ser cumprida: a viagem. Começa na madrugada em Macapá e segue Belém/Brasília/São Paulo/Rio de Janeiro. Chegada prevista para as dez da manhã de sexta. Imediatamente, vou fazer o check-in no hotel, almoçar e aproveitar o restante do dia para descansar.
Foto de 2009: No Monumentos aos Pracinhas – Local da entrega do kit da Meia do Rio
Foto de 2009: Local da chegada da Meia do Rio, no Aterro do Flamengo
Por conta disso, só vou buscar o kit da corrida somente no final da tarde. O local da entrega é próximo do hotel, no Aterro do Flamengo, onde também é a chegada da prova.
Portanto, foco na hidratação e no descanso para estar cem por cento no dia do evento.
A previsão do tempo, segundo o site ClimaTempo, para o dia da prova é de tempo “chuvoso durante o dia e a noite”. A umidade relativa do ar no horário da largada é 95%. A temperatura vai estar variando entre 13 graus (a mínima) e 21 graus (a máxima) e a velocidade do vento de 11 km/h na direção Sul.
Participei das duas edições anteriores da Meia do Rio. Em ambas, apesar da previsão de temperaturas agradáveis para o dia da prova, o Sol sempre apareceu para dar o ar de sua graça, tornando o final uma dureza. De qualquer forma, o visual do percurso pela orla vale o “sofrimento”.
Costumo dizer que a Meia do Rio é uma corrida que você não deve ter pressa para chegar. Não é para fazer recordes pessoais ou dar tudo de si. Vamos deixar isso para os atletas de elite. É uma corrida para você apreciar a beleza e o encanto do percurso, a euforia e o apoio das pessoas e curtir o ambiente de um dos locais mais belos do Brasil.
A entrega do kit de participação na Meia Maratona Internacional do Rio será feita a partir do dia 18 e 19 de agosto das 09 às 19 horas, e no dia 20 de agosto das 09 às 16 horas, no Monumento aos Mortos da 2ª. Guerra Mundial (Monumento aos Pracinhas) – no Parque do Aterro do Flamengo, próximo ao Museu de Arte Moderna.
O kit de participação do evento é composto do número do peito (participação) de uso obrigatório; Guia de Informações do Atleta; camiseta promocional; chip de cronometragem e brindes dos patrocinadores da prova.
Já recebi o e-mail da organização do evento informando o meu número de peito – 8286. Chego na cidade do Rio de Janeiro por volta das onze da manhã e como o hotel fica no Aterro do Flamengo, próximo do local de entrega do kit, só vou buscá-lo a tarde.
No início, apenas este maraturista, que vos escreve, é quem acessava o blog. Quatros meses depois, quando fui participar da São Silvestre de 2009, os familiares e alguns poucos amigos que sabiam do fato, passaram a me acompanhar através dele.
Os acessos ganharam números maiores, mas ainda pouco expressivos, quando fui correr a minha primeira maratona, em Estocolmo-Suécia. Essa, aliás, foi a prova que motivou a criação do blog.
Depois da Maratona de Estocolmo, o blog passou a ter uma média de 20 acessos por dia. Aumentava apenas quando viajava para participar de alguma prova. Passei a fazer parte de algumas comunidades e fóruns de corredores nas redes sociais da internet e os acessos foram aumentando gradualmente.
Atualmente, o blog tem uma quantidade significativa de acessos. Levantando os dados do mês de agosto, até ontem, foram 7875, dando uma média de 492 acessos por dia. No momento desse post já há o registro de 277 acessos.
De onde vem a idéia do nome do blog de “maraturista”?
Desde 2006 já vinha viajando para participar de provas fora de Macapá e isso chamava a atenção de alguns amigos. Quando resolvi criar o blog, busquei um termo que designasse o que já vinha efetivamente fazendo e aliasse viagem, turismo e corridas. Fiz uma busca na internet e encontrei um hotel chamado “Mara Turismo”. No seu endereço eletrônico aparecia “maraturismo.com.br”. E daí, veio a idéia de designar o blog de Maraturista.
O nome ganhou força em novembro de 2009, quando um artigo foi publicado no site da UOL, pela jornalista Marina Gomes, inclusive divulgado no blog (http://migre.me/5vbJL), onde retratava essa nova categoria de turistas, que buscavam correr maratonas pelo mundo afora e depois passear. Atualmente, o termo é muito usado e a prática do maraturismo vem crescendo entre os corredores.
O blog está completando dois anos de existência. Na época de sua criação, passava por um momento difícil da vida. Havia perdido meu pai e minha mãe recuperava-se de três complicadas e seguidas cirurgias. Treinava sob tensão, mas não deixei de cumprir os treinos diários. Estava precisando manter a cabeça em ordem e funcionando, para não perder o controle diante de tanta dificuldade. Foi através do blog que encontrei inspiração para extravasar minhas angústias, de forma lúdica e saudável. E ao mesmo tempo, resolvi me lançar num desafio de correr uma maratona, como forma de superação.
Surgiu, portanto, num momento importante da minha vida, com a intenção despretensiosa de divulgar a idéia maluca de correr a minha primeira maratona e funcionar como uma espécie de “diário de bordo” da preparação. Além de tornar-se um instrumento de motivação, à medida que fosse registrando a evolução e melhoria do condicionamento físico.
A primeira postagem ocorreu num domingo do dia 16/08/2009 e não só confirmava a intenção de correr a maratona, como definia o local e a data do desafio: Maratona de Estocolmo, na Suécia, no dia cinco de junho de 2010. Na ocasião, não divulguei o endereço do blog. Ele era feito para ser lido apenas por mim. Era o meu caderno de anotação e recordação.
Com o tempo, o blog passou a registrar toda a minha história no universo das corridas de rua. Os treinos, as viagens, as provas e os desafios que se sucederam. Já aparece nos registros dos sites de buscas da internet e passou a ter acessos mais frequentes a partir da Corrida de São Silvestre de 2009.
Atualmente, o blog tem uma legião de simpatizantes. É acessado por leitores de várias cidades do Brasil e de outros países. Tem números de acessos surpreendentes para alguém desconhecido e para um esporte pouco divulgado, apesar de ser um dos que mais crescem no mundo.
Em breve, o blog ganhará uma nova roupagem e um novo endereço. Continuarei fazendo parte da tripulação, mas a máquina passará a ser pilotada pelo capitão Júnior, maraturista, parceiro e filho.
Estou monitorando a quilometragem do meu tênis Asics Speed Star. Ele será usado na Meia Maratona do Rio e na Maratona de Buenos Aires. Como não vem com hodômetro instalado, o jeito é marcar os quilômetros rodados através do Garmin.
Na sua estréia rodei 18,44 km e gostei do seu desempenho. Na corrida longa de sábado, foram mais 19,77 km. Ele calçou melhor e parecia que estava descalço, sem perder impulsão e conforto. Portanto, já são 38,21 km de estrada.
A idéia de monitorar a quilometragem do tênis é para avaliarmos a sua durabilidade e testarmos a previsão dos especialistas, que acreditam que os “pneus” de um corredor duram em média entre 500 a 600 km de uso, sem perder as suas características técnicas e funcionais, em condições normais de uso.
Até completar a quilometragem muita poeira vai rolar!