“Disciplina para acordar focado toda manhã, perseverança para treinar através dos anos e disposição para sacrificar algumas coisas em troca de um objetivo maior.”

Meb Keflezighi, vencedor da Maratona de Nova York 2009, explicando qual é sua fórmula para a vitória.

O céu desabou em água no final da tarde de sábado. Parecia um dilúvio. Raios, relâmpagos e trovões aterrorizavam. Sair para correr nem pensar. Já estava uniformizada para o treino que mais gosto, o longão de sábado.
Meia hora depois, São Pedro deu uma trégua. Aproveitei o momento e sai em desabalada carreira, como diria um perito de trânsito. Sem Sol o ambiente ficou perfeito, ameno e agradável. As ruas foram engolidas pela água da chuva e o tênis encharcou. Foi possível testar sua capacidade em “drenar” água. A coisa funciona mesmo.   
Procurei fazer o mesmo percurso do último treino longo. Sai de casa, dei uma volta no monumento do Marco zero. Quando seguia pela orla a chuva voltou com força total. Segui e contornei a residência oficial do governador, desci a escada e dei uma volta na pista da praça Zagury, prossegui pelo “Lugar Bonito”, onde fiz duas voltas no Parque do Forte (no entorno da Fortaleza de São José de Macapá) e retornei pela orla até em casa.
O total do percurso deu 20,36 km em 1h50min de treino, ritmo médio de 5min24s/km, velocidade de 11,1 km/h e 1536 calorias queimadas. Tenho que registrar que a chuva lavou o cansaço. Terminei o treino inteiríssimo, com a musculatura sem dores, respiração controlada e sem estar extenuado.
Já mencionei algumas vezes aqui no blog que adoro correr na chuva. Melhor ainda quando ela resolver abençoar os treinamentos longos. Então, que venha a chuva!
Marílson Gomes dos Santos conquista sua oitava medalha de ouro na prova de 10 mil metros. Simone Alves vence e bate recorde mantido há 18 anos.
A pista de atletismo do Estádio Ícaro de Castro Melo foi palco de grandes conquistas durante o primeiro dia de provas do Troféu Brasil de Atletismo, realizado nesta quarta-feira (03), em São Paulo. Marílson Gomes dos Santos e Simone Alves da Silva foram os principais destaques do primeiro dia de competição.
Com 28min41s, O fundista venceu a prova de 10 mil metros e garantiu sua oitava medalha de ouro na distância.Marílson ainda tentou ajudar seu companheiro de equipe David Benedito de Macedo “O David está tentando vaga para o Pan-Americano. Ele chegou perto, mas vai ter outras oportunidades”, disse o corredor, que garantiu sua 21ª medalha no evento. Marílson, que já tem sua presença garantida na seleção brasileira, correu tranquilo. “Fiz o índice em maio (28min09s24) justamente para agora ter essa tranquilidade”, revelou.
Vitoriosa e recordista
A atleta Simone Alves da Silva, também do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA, venceu a disputa feminina dos 10 mil metros. Com 31min16s56, ela derrubou o recorde sul-americano, de 31min47s76, que pertencia a também brasileira Carmem de Oliveira desde 1993. Com o tempo, Simone garantiu o índice A da IAAF para o Mundial de Daegu, de 27 de agosto a 4 de setembro. A fundista também tem índice para correr os 5 e os 10 mil metros nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em outubro. “A minha marca não importa, quero subir ao pódio”, disse a baiana. A atleta Cruz Nonata, também do Clube BM&FBOVESPA, ficou com a medalha de prata, com o tempo de 33min08s97, mostrando assim superioridade da equipe nas provas.
Tenho a impressão que ainda não havia me recuperado do treino longo que fiz na segunda. Amanheci cansado. Mesmo assim, fui para a academia malhar. Entretanto, no período da tarde resolvi descansar. Nada de treino.
A partir de amanhã, retomo as atividades. Isso é claro, se o corpo volta a funcionar na sua totalidade. Até por que o treino é de velocidade e se estiver na marcha lenta não vou chegar a lugar nenhum.
Na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, vou fazer a estréia de um novo “pneu” de prova. Trata-se do novo tênis de corrida que vou passar a usar nos eventos. É um Asics Gel Speed Star 5.
Ele tem cabedal em “mesh” (tecido com tramas abertas), para promover maior ventilação, e envolto em tela. Tem entressola em solyte, que melhora a propulsão e tecnologia de amortecimento em Gel, que minimiza os impactos. O solado é em borracha de alta resistência à abrasão (tecnologia AHAR), que proporciona maior durabilidade. A lingüeta é fina, macia e acolchoada. Palmilha removível em EVA. Indicado para corredores com pisada neutra.
Pela primeira vez, vou monitorar a quilometragem de uso de um tênis. Há uma curiosidade em torno de sua vida útil, pois, segundo especialistas, a cada 500 ou 600 km de rodagem o tênis precisa ser trocado. Segundo eles, após essa quilometragem há uma queda de rendimento do tênis e o risco de lesões, em função de seu desgaste acentuado e por conseqüência, da perda de suas características técnicas e funcionais.
No treino longo de segunda, usei o Asics Speed Star e percorri 18,42 km. O tênis, de fato, é confortável, não aperta e calça muito bem. Não há costuras no cabedal, o que diminui o risco de formação de calos e o seu tecido facilita a ventilação. Ele tem boa propulsão, mas como era o primeiro uso, quando aumentava o ritmo e depois reduzia, ouvia o barulho do atrito como se o pé estivesse freando.
Se a primeira impressão é a que fica, o tênis está aprovadíssimo.
“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse um milagre.”

Albert Einstein, físico alemão.
Sabadão é dia de longão, mas quando tem cervejão não tem não! A rima é boa, mas não foi isso que aconteceu. Não estava cem por cento e resolvi não treinar. Deixei para o domingo, não melhorei. Hoje, não teve jeito, fiz o longão.
Optei por sair de casa, dar uma volta no monumento do Marco zero, seguir para a orla, contornar a residência oficial do governador, descer a escada e dar uma volta na pista da praça Zagury, retornar pela orla e chegar em casa.

Esse percurso deu 18,42 km em 1h40min de treino, ritmo médio de 5min26s/km, velocidade de 11 km/h e 638 calorias queimadas.

Apesar do Sol no início do treino, mantive o ritmo planejado (entre 5min10s/km a 5min30s/km). Agora é trabalhar a recuperação com uma boa noite de sono.
Estou aproveitando os dias de folga dos treinos de corrida para fazer o descanso ativo. Trata-se de atividades sem impacto e de baixa intensidade, durante o período de repouso, com o objetivo de ajudar na recuperação muscular. Atualmente, estou firme na bike.  
Estive na orla da cidade, no finalzinho do dia, pedalando. O Sol já estava se pondo. O “vento norte” do rio Amazonas tornava o passeio ainda mais agradável.
Mas nem tudo são flores. O trânsito não favorece o passeio. Falta segurança para ciclistas e pedestres. Os ciclistas tem que competir com os carros por espaço na pista. E como diz o ditado: no final, a corda arrebenta para o lado do mais fraco.
Os pedestres tem a calçada do passeio público, mas não estão livres de acidentes. Nesse espaço, tem gente de patins, bicicleta e “jump running”. Como estamos no período de férias, falta chão para todos e um empurrãozinho daqui e outro de lá, acontece frequentemente.
Uma demonstração do perigo foi o acidente ocorrido com um colega corredor, atropelado por um motociclista. A moto, para fugir do trânsito, estava trafegando pelo acostamento quando atingiu nosso atleta, que fraturou a tíbia. Isso é comum, tanto motos quanto carros circulam pelo acostamento na orla.
Graças aos deuses do esporte, terminei o passeio de bike ileso.
Minha irmã Cristina, que mora em Franca-SP, está de férias e visitando a cidade na companhia do esposo Roberto. Eu, como bom maraturista, não posso levá-los a correr pela orla, mas é possível mostrar o que temos de bom.
Demos uma circulada pela cidade. Saímos de casa, no hemisfério norte e fomos ao meio do mundo, no Monumento do Marco Zero, por onde passa a linha imaginária do Equador Terrestre.
Depois seguimos para o hemisfério sul até o Balneário de Fazendinha, distrito de Macapá. Almoçamos o tradicional “camarão no bafo” e o filé de dourada frita. O rio Amazonas ao fundo, estava com seu “ventilador” ligado na velocidade máxima, tornando o ambiente ainda mais agradável.

Voltamos ao hemisfério norte seguindo para a APA do Curiaú. Fomos recebidos pela natureza característica e exuberante do local. De fato, encanta a todos.

Agora, falta o tour etílico pela noite amapaense. Tô dentro!

Nas duas participações na Meia Maratona do Rio não consegui fazer uma corrida perfeita.
Em 2009, estava com uma lesão na panturrilha e só decidi correr momentos antes da largada, na hora do aquecimento. Sofri um pouco durante a prova com dores, insisti e conclui a prova em 1h57min10s. A meta era correr sub-2h, ou seja, abaixo de duas horas, pois era a minha estréia nos 21 km. Portanto, a meta foi atingida.
No ano passado, estava bem fisicamente e com um bom condicionamento aeróbico. Era a primeira prova pós-Maratona de Estocolmo. Entretanto, no início da prova, na subida da Niemeyer, era impossível ultrapassar e imprimir o ritmo planejado. De um lado o paredão de pedra e do outro o precipício, o jeito foi segurar e tentar algumas poucas aberturas para ultrapassagem.
Foto: Trecho do Aterro do Flamengo na Meia do Rio 2010
Mesmo assim, fiz os 15 km finais da prova de forma espetacular, imprimindo um ritmo de 4min40s/km, sob Sol forte. Completei a prova festejando o tempo de 1h45min47s, 11min23s a menos que em 2009.
Nessa edição da prova a pretensão é fazer entre 1h35min e 1h40min. Para isso, o ritmo deve variar em 4min30s/km e 4min45s/km. Não parece uma missão fácil, mas dá pra fazer. Estou treinando firme para atingir esse objetivo. A ideia é criar uma boa base para a meta principal, que é a Maratona de Buenos Aires. Então, até lá muito suor vai rolar pelas ruas da orla de Macapá.

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