No post Hodômetro Ligado (http://migre.me/5xlHE) a quilometragem do tênis Asics Speed Star estava em 38,21 km. Acrescente-se, agora, a distância de 21,1 km da Meia Maratona Internacional do Rio, que aconteceu ontem (21/08). Já são 59,31 km de rodagem.
O objetivo é monitorar a durabilidade do tênis em função dos quilômetros rodados no seu uso diário em treinos e provas, sem perder suas características funcionais informados pelo fabricante.
O dia de frio, sem Sol, no domingo, tornou o tempo perfeito para a corrida e a quebra de recordes na Meia Maratona do Rio de Janeiro. O queniano Mark Korir, venceu com o tempo de 1h01min33s, novo recorde da prova.
No feminino a queniana Eunice Kirwa, venceu, pela terceira vez consecutiva, com a marca de 1h10min29s e de quebra estabeleceu também novo recorde da prova.
Os recordistas quenianos frisaram que as condições de clima tornaram o dia perfeito para a quebra de recordes. E isso, de fato, ajudou tanto os atletas de elite quanto os amadores.
Não poderia deixar de mencionar meu recorde pessoal na prova. Em 2009, fiz 1h57min10s e em 2010, 1h45min47s. No domingo cravei 1h34min57s (tempo oficial), melhorando a marca em 22min15s em relação a 2009 e 10min50s comparando com 2010. E o mais importante, foi o melhor ritmo que consegui imprimir em toda a minha carreira de atleta amador. Realmente, o domingo foi um dia de recordes.
Até o Cristo Redentor ficou contente com meu desempenho na Meia Maratona Internacional do Rio. Quando me viu, abriu os braços, cumprimentou-me e fez pose para a foto.
Confesso: não esperava correr tão bem a Meia Maratona do Rio. O tempo de 1h34min57s é espetacular. Explico. Sempre avaliamos a performance numa prova pelo ritmo que imprimimos. Em provas mais curtas, de 5 a 1okm, em geral, corremos num ritmo mais rápido. É só verificar o tempo que obtive na corrida do Círio em 2009, em Belém-PA, fiz os 10 km em 45min36s, ritmo de 4min33s/km. Esse era o melhor ritmo que havia conseguido imprimir.
No caso da Meia do Rio que tem 21,1 km de percurso o ritmo foi de 4min30s/km. O melhor pace que já corri em provas. Obviamente, que estou treinando já há bastante tempo, mas essa nem era uma prova para fazer tempo. Estava, na verdade, fazendo um treinamento de luxo para o meu objetivo maior que é a Maratona de Buenos Aires, em outubro.
As condições climáticas na hora da prova são um dos fatores preponderantes sobre o desempenho de atletas, sejam eles de elite ou amadores. Já corri outras edições da Meia do Rio e todas sob Sol de rachar e o meu rendimento não chegou nem perto do que aconteceu neste domingo.
Foto: Na praia de São Conrado antes da largada. O tempo nublado anunciava como seria o clima durante a prova.
Portanto, uma “estrelinha” para São Pedro, que abençoou o meu dia e deu condições extremamente favoráveis para a minha performance nesta prova. Estou muito contente que isso tenha acontecido no Rio de Janeiro, pois, tenho uma relação afetiva muito forte com essa cidade. Ela está presente numa das páginas da minha história.
Como estava bastante frio comprei uma capa de chuva para ajudar a manter o corpo aquecido. A chuva tinha dado uma trégua, mas o tempo estava fechado e nublado. Podia voltar a chover a qualquer momento. Fiz 20 minutos de aquecimento e faltando apenas cinco minutos para a largada encaminhei-me para o pórtico.
Programei o “parceiro virtual” do Garmin para correr num pace de 4min45s/km, o que daria um tempo final de 1h40min. No decorrer da prova, caso a garganta não ajudasse faria uma corrida mais conservadora. Por outro lado, se nada incomodasse ia arriscar um pouco mais.
Os primeiros quilômetros pela Avenida Niemayer são de subida. E que subida! Logo depois, a descida! Nesse trecho não dá para correr no ritmo pretendido, o tumulto é geral e ainda temos de um lado o paredão da montanha e do outro o precipício. Programei olhar o tempo nas passagens pelo km 10, 15 e 20.
Próximo ao km 5, entrando na praia do Leblon o visual é fantástico. Fiz, nessa passagem, a minha primeira hidratação. Apenas bebi água e não molhei o corpo. A água incomodava, pois, ainda estava frio. Da praia do Leblon segui para Ipanema e no km 8, em Copacabana, ingeri o primeiro gel de carboidrato.
O visual da orla é belíssimo e encanta. Muita gente nas calçadas incentivava o povo correndo. No km 10, ainda em Copacabana, verifiquei o Garmin que marcava 46min10s, média de 4min36/km. Excelente tempo.
Continuei na mesma balada. Estava surpreendentemente bem, sem cansaço e conseguindo manter o ritmo sem quebra. No km 15, entrando na Praia do Flamengo, estava com 1h08min30s, pace de 4min33s/km. Tempo bem abaixo do que fiz na São Silvestre de 2010 (1h15min46s), que tem 15 km de percurso.
O clima continuava agradável, o Sol não apareceu. Meu corpo reagia bem, com respiração controlada e pernas querendo mais. Resolvi aumentar o ritmo e fazer os últimos seis quilômetros o mais rápido que pudesse. Aproveitei e ingeri outro gel de carboidrato e segui firme sem olhar para o relógio.
Segui minha jornada correndo forte. O corpo respondia bem ao esforço. Nada de fadiga, dores ou qualquer outra coisa capaz de causar uma quebra. “Engatei a quinta marcha e pisei fundo no acelerador”. Entrei no km 20 com 1h30min47s e conclui a prova em 1h34min57s, ritmo de 4min30s/km. Valeu e muito!
Acordei às seis da manhã e bem melhor que o dia anterior. A garganta melhorou, mesmo assim, continuei com as pastilhas e com o antitérmico. Desci para o café da manhã às seis e meia. Estava chovendo e o frio apertava. No restaurante não se falava em outra coisa: a possibilidade de correr os 21 km da Meia do Rio embaixo de chuva.
Como estava me sentindo bem, não tinha dúvidas de que iria correr a prova. Considerei a possibilidade de não participar da corrida, caso não melhorasse. Ou ainda, de não estar cem por cento, mas em condições de correr e acompanhar algum dos amigos, sem se preocupar com ritmo ou tempo. Apenas correr!
Fui para a praia de São Conrado de taxi com os amigos de Macapá: Cel. Carlos e Edson Kawara. No caminho, os termômetros indicavam 15 graus e ainda chovia. Quando chegamos em São Conrado uma chuva fina incomodava e o vento frio dava uma sensação térmica em torno de 10 graus.
Fomos direto para o guarda-volume para deixarmos a minha mochila. Comentávamos que nos últimos anos a prova tinha sido embaixo de Sol, o que dificultava, principalmente no final, já no Aterro do Flamengo. Essa era a chance de fazer um tempo expressivo. Incorporar um queniano nesse corpo de tartaruga.
Amanheci com a garganta bastante irritada e uma moleza incomum. Tenho a impressão que é por conta dessas mudanças de temperatura. Ontem, fez um Sol legal e muita gente aproveitou para curtir as praias. No final da tarde quando fui buscar o kit da prova o clima estava agradável com um vento leve.
Quando saí hoje, para encontrar alguns amigos de Macapá que vieram participar da Meia do Rio e almoçarmos juntos no Shopping Leblon, a temperatura estava mais baixa que ontem, mas com a presença tímida do Sol. No final da tarde, choveu e a temperatura despencou. Não me arrisquei mais em sair do hotel. Jantei por aqui mesmo.
No shopping aproveitei para comprar umas pastilhas para tentar aliviar a garganta e antitérmico para o caso de uma febre aparecer. De qualquer forma, não tenho dúvidas de que terei condições de correr os 21 km da prova. Só não sei se no ritmo que pretendia de 4min45s/km, para finalizar a prova em 1h40min.
Como há a previsão de chuva para a prova, tenho a impressão que tudo vai dar certo e teremos uma corrida agradável! É aguardar e torcer para amanhecer em condições de encarar esse desafio.
O kit da Meia Maratona Internacional do Rio desse ano, veio composto de uma camiseta promocional do evento da Adidas, por sinal muito boa; número do peito (8286); chip descartável; uma bolsinha porta-treco com caneta e lápis da Escola FISK; amostra grátis de café e cappuccino Três Corações; suplementos alimentares da Probiótica.
A entrega do kit da prova está sendo feita nas tendas montadas no Aterro do Flamengo, bem próximo ao Monumento aos Pracinhas da Segunda Guerra. É ágil e eficiente, o que elimina tumulto. A fila se dispersa rapidamente, conforme mostra a foto abaixo.
Depois de receber o kit, logo adiante está a feira do evento. Nela é possível encontrar peças de vestuário, tênis e outros acessórios utilizados na prática da corrida.
Diferentemente do local da entrega do kit a feira estava bastante concorrida. Geralmente, os patrocinadores oferecem seus produtos por um preço bem convidativo. É preciso jogar fora a chave do cofre, senão a firma quebra.