A corrida de rua é um esporte individual. Entretanto, os espaços utilizados para sua prática são de uso coletivo e portanto, frequentados por muita gente. Dessa forma, devemos compartilhá-lo de forma harmoniosa, seguindo as regras da boa convivência.
Nos meus passeios diários pela orla do rio Amazonas da cidade de Macapá-AP, seja de bike ou correndo, tenho observado que algumas pessoas não perceberam o real sentido de estarem ali. Imagino que quando você sai de sua casa para caminhar, correr ou andar de bicicleta, a intenção é descontrair, esquecer dos problemas, curtir o passeio e receber os benefícios da atividade física. Do contrário é mais prático nem sair e ficar no aconchego da família.
O que quero dizer é que algumas pessoas esqueceram que estão num espaço público e que precisam aprender a dividi-lo com as outras pessoas. Precisam estar atentas ao que fazem. Vou citar alguns exemplos. Já vi gente desatenta cuspir ou assoar o nariz para o lado e atingir alguém. Além de nojento é uma falta de educação.
Outra coisa é esbarrar em alguém muito suado. Particularmente, quando estou correndo, para evitar isso, saio do calçamento do passeio público para a pista. Tem gente que se aglomera no meio da calçada e não dá passagem nem para quem vai e nem para quem vem. Nesse caso, o esbarrão vai ser quase inevitável.
Uma prática comum na orla é levar o cachorro no passeio. Não tenho nada contra desde que o bicho fique sob controle, mas já tomei um susto com os latidos de um, outro dia, o dono estava com a guia longa. Além do mais, deixar a “titica” do cão na calçada não é nada legal.
    
Tem gente na orla que não conhece as regras de circulação. É simples: tráfego de bicicletas tem que ser na via e deixar a calçada para os pedestres. Já fui atropelado na calçada por um ciclista e felizmente, nada grave. Por outro lado, os caminhantes e corredores devem entender que a regra de circulação se dá pela direita. Se essa medida simples fosse adotada por cada um evitaria o esbarrão e aquele estresse desnecessário.
O corredor-mala a que me refiro, que vale também para o caminhante, é o sujeito com atitudes pouco condizentes com o respeito aos demais e ao próprio sentido do esporte; que torna um espaço público e democrático em algo particular, só dele; que extravasa suas angústias e decepções nos demais e que reclama de tudo e de todos. É o chato da corrida.

Foto: Reserva Natural de Kockabygget em Halmstad-SWE
Aproveite sua corridinha do dia-a-dia. Curta a paisagem, as pessoas. Faça novas amizades. Esqueça os problemas, descontraia. Não seja o “mala” da corrida. Use o bom senso e lembre-se que “gentileza gera gentileza”. Boas corridas!

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