As próximas aventuras agendadas são a Meia Maratona do Rio de Janeiro (21/08) e a Maratona de Buenos Aires (09/10). A primeira é uma corrida-teste preparatória para a segunda.
Depois de conseguir correr a Maratona de São Paulo sub-4h, ou seja, abaixo de 4 horas (3h41min para ser mais preciso), a Maratona de Buenos Aires passou a ser a meta principal para 2011. A estratégia é “correr pra valer”. Fazer uma prova absolutamente técnica, para marcar tempo e concluir a prova em 3h30min, correndo num ritmo de 5min/km.
Em Buenos Aires as condições são extremamente favoráveis para obtenção de recordes pessoais. O clima é agradável com temperaturas amenas e o percurso é praticamente todo plano. Além disso, vou estar bem mais e melhor preparado do que na Maratona de São Paulo.
Portanto, a expectativa é de fazer a minha melhor maratona. E claro, aproveitar bastante a viagem.
Num post publicado no dia primeiro de fevereiro, fiz os cálculos para a previsão do meu resultado na Maratona de São Paulo. Utilizei o tempo obtido na São Silvestre de 2010 como base e apliquei a Fórmula de Riegel. O resultado determinado foi de 3h45min, com pace de 5min20s/km.`
Completei a Maratona de São Paulo em 3h41min, bem próximo do tempo previsto. A diferença de 4min pode ser atribuída a perda de tempo no início da prova e nos postos de hidratação. Mesmo assim, considerando tratar-se de uma prova longa, esses minutos podem ser desprezados para demonstrar a validade da técnica de Predição de Rendimento.
Foto: Chegada na Maratona de São Paulo
A sugestão do técnico Adriano Bastos era fazer a prova em 3h38min, com pace de 5min10s/km. Não sei informar a metodologia aplicada por Bastos para determinar o ritmo e o tempo final de prova de seus atletas, porém, fiquei bem perto desta estimativa.
Estatisticamente falando, 3h41min é um tempo médio entre os intervalos de 3h45min e 3h38min, onde a margem de erro seria de três por cento para mais ou para menos.
O fato é que as metodologias de previsão de rendimento continuam sendo um ótimo parâmetro para que o atleta tenha noção do ritmo que deverá imprimir durante as competições. Correr no ritmo certo evita um desgaste desnecessário e uma “quebra” durante a prova.
Já estou a quase 10 anos no universo das corridas. Nesse período, acumulei muitos quilômetros de rodagem e uma gama de conhecimentos na área. Tudo isso, treinando, lendo livros e revistas especializadas, além de integrar uma das melhores assessorias esportivas do país, tendo como técnico o maratonista Adriano Bastos.
O resultado de anos correndo é um cara mais enxuto, mais leve, silhueta definida, manequim bem menor e visual mais jovial. Além de muita disposição, saúde em dia e qualidade de vida.
Com esse cartão de visitas, comumente sou solicitado pelos amigos que querem dicas de planilha de treinos; tipo de tênis de corrida, a melhor prova para iniciantes e uma infinidade de outras coisas relacionadas ao mundo das corridas. Não sou um profissional da área, mas como disse, tenho uma extensa experiência na área e às vezes, não me furto de ajudar.
O tema é gostoso, pois, não se trata apenas do simples ato de correr. Você acaba se tornando um “guia turístico de corridas” ou apenas maraturista, como somos conhecidos. E isso, sempre rende boas histórias sobre viagens, lugares, pessoas e aventuras.
Mas convenhamos: só falar disso enche o saco, não é mesmo? Para não me tornar um cara chato, deixo o início desse tipo de conversa para o meu interlocutor e procuro dar opinião apenas naquilo que é questionado. A intenção é não ser um sujeito que não consegue falar de outro assunto, ser o inconveniente ou o “chato da corrida”.
O fato é que o universo do maraturismo propícia longas e boas conversas, atiça a curiosidade e é um prato cheio para quem pretende ingressar nesse mundo e precisa de um incentivo.
Seu Ferreira. Ele é o culpado. “Tadinho” dele. Estava em um momento difícil de sua vida quando resolvi buscar ajuda do céu. Em contrapartida, assumiria o compromisso de submeter o meu corpo a um esforço, que na época, seria um grande desafio: completar uma corrida de 10km. Já corria com frequência, sem se importar com a quilometragem e fazia musculação, ambas por indicação médica, para controle da hipertensão arterial. Entretanto, não tinha maiores ambições com a corrida e nem sabia se conseguiria correr essa distância.
Foi a partir desse momento que transformei a corrida em uma profissão de fé. Quando a ciência já não era capaz de dar respostas às nossas angustias, a fé mantinha acesa a chama da esperança e nos dava força para continuar acreditando, sempre.
Neste 25 de julho, meu pai, se estivesse vivo, estaria fazendo 69 anos de idade. Há dois anos ele se foi, deixando suas lembranças e muita saudade. Vamos comemorar seu aniversário, como sempre fazíamos. Essa é a forma de manter viva sua memória: nunca esquecendo.

Saudades!

“Não existe caminho para a felicidade. A felicidade está no caminho.”

Mahatma Gandhi

Pela manhã, dei uma circulada de bike pela orla de Macapá. O Sol apareceu cedo, mas não foi suficiente para assustar o povo, muita gente fazia sua caminhada matinal.
Não tenho muita habilidade com a bike. Não sei fazer “estripulias”, apenas o básico. Mas já é o suficiente para andar com segurança e curtir o passeio. Deu tempo até para conversar com amigos que encontrei caminhando.
Por falar em segurança, para quem pretende usar a bike na orla, para perder uns quilinhos, o melhor horário é pela manhã. O trânsito não é intenso e os caminhantes circulam pela calçada do passeio público. Então, sobram espaços para todos e não há disputa por um pedaço da via.
O período da tarde é o favorito do povo que frequenta a orla. Pode-se dizer que ela fica lotada. Para os caminhantes, o único problema atende pelo nome de ciclistas. Eles insistem em usar a calçada do passeio e disputar espaço com os demais usuários. Vez por outra, ocorrem acidentes.
No Aterro do Flamengo, no Rio, a prefeitura pintou faixas sobre a calçada, estabelecendo o sentido (mão e contramão) para caminhantes e corredores, para não ocorrer encontrões e faixas exclusivas para ciclistas. Além disso, o tráfego é fechado aos veículos nos feriados e finais de semana. Tudo isso para propiciar que as pessoas se exercitem com segurança.
Bem que a prefeitura poderia fazer um trabalho desses na orla. Já proibiu o estacionamento em alguns locais, poderia aproveitar essa área e fazer faixas exclusivas para ciclistas. Além disso, setas pintadas na calçada, indicando o sentido, regulamentaria o fluxo para os caminhantes e evitaria uma série de transtornos.
Aconteceu nos dias 16 e 17 de julho a Quarta Edição do TwittersRunDay e, pela segunda vez consecutiva, fui o único corredor – TwittersRun – do Amapá a participar do evento. O registro foi feito no número 72, com os seguintes dados: “@marcoaurelio_pf (Macapá/Ap): 15 km”. Esses dados foram do meu treino de sábado.
O TwittersRunDay foi criado por corredores amadores, usuários do Twitter, que registram no site suas corridas nos dias programados pelos organizadores. O objetivo é gerar integração entre os corredores que fazem parte da rede social. O evento teve a participação de 258 TwittersRun e contabilizou 3.987,5 km.
Quem quiser participar da maior comunidade de corredores brasileiros no Twitter é só acessar o site do TwittersRun (http://www.twittersrun.com.br/) e efetuar o cadastro no link “Minha Conta” (http://www.twittersrun.com.br/minhaconta_login.asp).
Atletas estrangeiros dominaram a Maratona do Rio neste domingo. A prova fez parte também dos Jogos Mundias Militares
Os corredores estrangeiros dominaram a Maratona do Rio de Janeiro, realizada neste domingo, 17 de julho. Válida também pelos Jogos Mundiais Militares, a prova teve como vencedor o militar francês Patrick Ngoie, que cruzou a linha de chegada em 2h18min17s. O primeiro civil a chegar foi o queniano Erick Kipromo Kmaio que, com a marca de 2h18min27s, ficou com a segunda colocação geral. Entre os brasileiros, o melhor foi Marcos Alexandre, quarto colocado no geral, com o tempo de 2h19min55s.
Na disputa feminina, também vitória de uma atleta militar: a norte-coreana Kum Ok Kim, com 2h 35min22s. A queniana Thabita Kibet foi a melhor entre os civis, com 2h36min52s. Nenhuma brasileira subiu no pódio. Confira abaixo a classificação final:
Masculino geral:
1º) Patrick Ngoie (FRA) – 2h18min17s
2º) Erick Kipromo Kmaio (QUE) – 2h18min27s
3º) Rachid Ghamnoumi (FRA) – 2h18min43s
4º) Marcos Alexandre (BRA) – 2h19min55s
5º) Paul Kosgei (QUE) – 2h20min43s
Masculino militar:
1º) Patrick Ngoie (FRA) – 2h18min17s
2º) Rachid Ghamnoumi (FRA) – 2h18min 43s
3º) Paul Kosgei (QUE) – 2h20min43s
4º) Arkadiusz Gardzielewski (POL) – 2h20min52s
5º) Song Chol Pak (CON) – 2h21min59s
Feminino geral:
1º) Kum Ok Kim (CON) – 2h35min22s
2º) Yanan Wei (CHN) – 2h36min19s
3º) Thabita Kibet (QUE) – 2h36min52s
4º) Johames Helario (NAM) – 2h37min15s
5º) Winfrida Kwanboka (QUE) – 2h39min49s
Feminino militar:
1º) Kum Ok Kim (CON) – 2h35min22s
2º) Yanan Wei (CHN) – 2h36min19s
3º) Johames Helario (NAM) – 2h37min 15s
4º) Winfrida Kwanboka (QUE) – 2h39min49s
5º) Monika Drybulska (POL) – 2h50min46s
Extraído do sítio http://o2porminuto.uol.com.br/.
Nessa semana o treinamento volta a sua rotina normal. Serão seis dias de atividades com muito suor correndo, levantando peso e pedalando.
A novidade fica por conta da inclusão da bike como descanso ativo. Isso quer dizer que na “folga” dos treinos de corrida, vai ter um “passeio” de bicicleta pela orla da cidade.
A ideia é diversificar o treinamento e ganhar um pouco mais de condicionamento com atividades menos exaustivas e impactantes que a corrida. Há tempos estudava essa possibilidade, mas somente agora foi possível introduzi-la no treinamento.
Com o tempo, pretendo fazer trilhas na bike. Temos locais bem adequados para sua prática em nosso Estado. O pensamento é sair, pelo menos uma vez por mês, em busca dessas aventuras. Será um espécie de maraturismo tucujú.
Quem sabe a partir dessa novidade, começo a enveredar num novo esporte: a corrida de aventura.
“Você precisa fazer o que acha que não conseguirá.”

Eleanor Roosevelt foi esposa de Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, além de diplomata, ativista dos direitos humanos e embaixadora dos EUA na ONU entre 1945 e 1952.

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