O Corredor Fauzer Júnior vai lançar o livro “42,195 A Maratona de desafios que superei nos meus 42 anos e 195 dias de vida por meio da corrida”. Não o conheço pessoalmente, mas o atleta-escritor treina na equipe do Adriano Bastos da qual faço parte.
O livro conta sua história desde quando iniciou suas primeiras corridas até o ano em que precisou passar por cinco cirurgias por problemas de insuficiência renal aguda. Nesse período teve ainda que conviver com a morte de membros da família, inclusive do pai. A superação diante das dificuldades e problemas de saúde veio através da corrida.
O título é uma alusão a distância oficial da maratona (42,195km) e a data em que terminou o livro, pois, completava 42 anos e 195 dias de vida. O lançamento será dia 01 de abril e contará com a presença de Adriano Bastos e José João da Silva, entre outros.
Quando estava me preparando para a Maratona de Estocolmo alguns hábitos alimentares tiveram que mudar. A dieta tinha que ser reformulada, afinal de contas entraria num período em que o volume dos treinos iria aumentar significativamente e teria que ter combustível suficiente para suportar a quilometragem dos treinamentos.
Uma das mudanças, foi a introdução de, pelo menos, 4 porções de frutas diferentes ao dia, na dieta. Era fruta no café da manhã, lanches e refeições. Na prática consumia em torno de 5 a 6 porções diárias. Mas o que chamava a atenção era a utilização de cada fruta de acordo com a programação dos treinos. Daí as “anotações” que a Aline Carrera, nutricionista, repassava para me orientar nesse trabalho.

Foto: fotosdahora.com.br
Antes do treino consumia uma porção de fruta para fornecer energia para o esforço futuro e as opções eram maçã, pêra, pêssego e melão. Essas frutas são de baixo índice glicêmico, fornecerão energia na hora da atividade, porém, precisam ser consumidas sem casca para retardar a digestão.
Durante o treino, particularmente, prefiro usar gel de carboidrato e água de coco. Tenho dificuldade de correr mastigando e tentando engolir. Para quem prefere frutas as opções são ameixa, damasco, banana e figo. Elas fornecem energia durante o treino, são de alto índice glicêmico e não pesam no estômago.
Depois da corrida é preciso repor glicogênio muscular e água. Use iogurte natural ou desnatado com uma porção das seguintes frutas: abacaxi, laranja, morango ou manga. Caldo de cana ajuda na recuperação muscular, pois, é rico em carboidratos. Melancia também é uma ótima opção.
Aproveite as frutas e bons treinos!
Mini Maratona do SESC
O ano é 1984. O evento, Mini Maratona do SESC. O percurso era de 12km, com largada na Praça Nossa Senhora da Conceição, seguia pela Rua Jovino Dinoá e Rodovia Juscelino Kubitschek e chegada na praia da Fazendinha.
A foto mostra o momento da largada da prova. Na época tinha 14 anos e estava iniciando na prática da corrida. Se não tivesse a setinha seria difícil me localizar no meio da multidão.  
Durante minha trajetória de corredor tive poucas lesões, mas uma em especial atormentou-me por alguns anos: periostite, mais conhecida como canelite. Senti pela primeira vez em 2006 e só curei, de forma definitiva, em 2009.
A canelite é uma inflamação na inserção entre o músculo e a tíbia (osso da canela) devido, principalmente, ao excesso de treinamento, sem o descanso necessário. É comum em atletas iniciantes, mais afoitos para entrarem em forma, mas também aflige os veteranos. Pode ser também provocada por usar tênis gastos ou correr em superfícies muito duras ou desniveladas.
Imagem: calcadodesportivo.com
Para o tratamento, após o diagnóstico médico, fisioterapia é a solução. Em geral são prescritos exercícios de alongamentos, fortalecimentos e aplicações de gelo. No meu caso, fiz fisioterapia (hidrocinesioterapia) e pilates. Como medida preventiva, faço aplicação de gelo após os treinos longos.
A dor provocada pela canelite é incômoda, principalmente ao levantar-se pela manhã. Em alguns casos, desaparece ao longo dia e volta com força total após a atividade física. Pode, também, impossibilitar movimentos rotineiros no seu dia a dia, como dirigir automóvel. Nos casos mais graves o quadro pode evoluir para uma fratura por estresse.
Por isso, a carga de treinamento deve ser dosada. Nunca aumente demais sua quilometragem semanal ou a intensidade dos treinos. Aqui vale a regra dos “dez por cento”: se você correr 10km num final de semana, no próximo, irá percorrer não mais que 11km. Dessa forma, seu corpo se adaptará ao esforço, sem maiores consequências.
No mundo das corridas algumas emoções são recorrentes. Quem nunca sentiu um friozinho na barriga antes de uma prova? E a tensão pré-largada? Como se não bastasse a gama de sentimos que carregamos no dia a dia, por conta de nossas atividades profissionais, problemas domésticos, o trânsito da cidade, enfim, temos, ainda, sentimentos ligados diretamente a nossa atividade esportiva. Por exemplo: quem nunca se sentiu culpado por faltar ao treino? Ou, não ficou aborrecido no treino ao levar um “escorão” de uma pessoa desatenta?
Estudiosos de psicologia do esporte alertam que essas emoções afetam o rendimento esportivo não só de atletas amadores, mas principalmente de profissionais. Controlar emoções é uma tarefa muito difícil, mas é possível aprender a lidar com elas. E esse é o papel do que os psicólogos chamam de quociente emocional (QE). O QE é a “habilidade de conhecer os próprios sentimentos, entender como eles afetam seu comportamento e, se necessário, mudar sua maneira de lidar com eles”.
Na prática, no universo das corridas, o QE é a resposta que devemos dar diante de uma dificuldade que se apresenta e que pode atuar de forma negativa na sua performance. A própria sensação de fadiga geralmente está só cabeça. Quando você está bem treinado, seu corpo tem bastante combustível para seguir adiante.
A recomendação dos psicólogos é que diante de uma situação negativa, a saída é transformaro pensamento negativo em algo positivo”. Portanto, numa corrida, quando você se deparar com uma subida ou temperatura elevada, pense positivo: treinei para vencer os obstáculos. Se você levar um “esbarrão”, lembre-se que raiva consome energia. Dessa forma, canalize suas emoções para atingir seus objetivos e tenha ganho de performance.
Para quem quer entrar em forma na água, uma nova modalidade vem sendo bastante difundida em academias. Trata-se do Deep Running ou aquajogger, que consiste em correr dentro de uma piscina funda, com o auxílio de um colete flutuador, simulando os movimentos da corrida de rua, sem encostar os pés no solo. Segundo preparadores físicos, a atividade melhora o condicionamento e a resistência muscular, com a vantagem de não prejudicar as articulações, devido a ausência de impacto.
A atividade não tem contra-indicação e pode ser praticada por qualquer pessoa, inclusive atletas maratonistas que querem melhorar a força muscular. Segundo especialistas, a modalidade melhora a resistência muscular; aumenta a flexibilidade e o alongamento e ajuda no processo de emagrecimento (gasto calórico de 400 cal em 40min).
O Deep Running é também conhecido no exterior como pool running e surgiu nos Estados Unidos como terapia para reabilitar soldados feridos no front de batalha. Por isso, vem sendo também utilizada para tratar atletas com lesões de joelho, tornozelo e coluna, com a vantagem de não ficar totalmente parado e perder condicionamento.
Então, o que você está esperando? Corra na piscina!
Deliciar-se da ternura das flores, sem jamais esquecer que para torná-las belas, dignas de elogio é necessário preparar o solo, plantar, regar todos os dias, proteger das intempéries, lutar contra as pragas e perseverar… Um dia você vai acordar, abrir a janela e se deparar com elas. Vai perceber que valeu a pena tanto esforço.

Na corrida, como na vida, todo esforço sempre lhe trará uma recompensa, por isso, vale a pena tentar.

Homenagem do blog às mulheres.
Quem não gosta de chocolate bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé. O trocadilho representa o quão desejado é essa guloseima. É simplesmente irresistível e devorar uma barra é quase que obrigação. Apesar da tentação o chocolate é um alimento que pode fazer parte da dieta do corredor se consumido sem exageros. A quantidade diária recomendada é de 30g, que contém entre 170 e 200 calorias, sendo 2g de proteína, 16g de carboidrato e 10g de gorduras totais.
Segundo estudos, os flavonóides presentes no cacau, ajudam a retardar o envelhecimento, protegem o coração, são antiinflamatórios, elevam a produção de hormônios do bem-estar e previnem a fadiga muscular. Para adquirir o mais saudável, você deve verificar o rótulo. Os mais indicados, segundo nutricionistas, são aqueles à base de massa de cacau, que não contenham mais de 5mg de colesterol e sem gorduras trans. Os que apresentam gordura vegetal hidrogenada na composição são mais calóricos e podem causar doenças no coração.
Se de chocólatra e louco todo mundo tem um pouco, então, aproveite os benefícios do chocolate. Mas sem exageros.
O treinamento continua companheiros! Apesar do imprevisto de sexta e do cancelamento do treino de sábado, o planejamento com vistas a Meia Maratona Corpore Cidade de São Paulo prossegue firme e forte. Dessa forma, foram 40km de treino, com um pouco mais 4 horas de tempo, velocidade mínima atingida de 8,8 km/h e máxima de 14,8 km/h e frequência cardíaca média de 141 bpm e máxima de 181 bpm.
 Nesse ano, já foram 52 dias de treinamento, percorrendo cerca de 530km e gastando um tempo de quase 54 horas de corrida. Hoje, retomo os treinamentos, firme e forte. Aliás, firme sim, forte, nem tanto!
Faltam 34 dias para a Meia Maratona Corpore Cidade de São Paulo 2011.
Na quinta-feira tive um desconforto estomacal. Não comi nada de diferente da dieta normal, com exceção de uma saladinha com maionese. Havia excluído a maionese da dieta, por isso a elegi como a vilã da história. No primeiro dia tive controle da situação, mas na sexta, cancelei o treino logo no início, pois, tive o pressentimento que a dor abdominal era indicativa de tempo nublado com muitas trovoadas, capaz de um pit-stop forçado. Além de uma fraqueza nas pernas. Graças aos deuses da corrida, deu tempo de chegar em casa.
Para prevenir uma situação que pudesse fugir ao controle resolvi ir ao hospital. Tomei soro, por conta da desidratação, que segundo o médico, é que ocasionou a sensação de fraqueza. Cancelei o treino de sábado e resolvi descansar para retomar os treinos e a preparação para a Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo.
O interessante do fato é que lembrei do que me aconteceu em Estocolmo, dois dias antes da maratona. Tive um desconforto, achei que havia me recuperado e conseguiria correr os 42km da prova. A partir do km 27 senti uma fraqueza nas pernas e câimbras a ponto de receber atendimento médico em duas ocasiões, mas não desisti e completei o percurso em 4h12min. Na sexta, tive a mesma sensação de fraqueza e espasmos na musculatura da panturrilha, sem, no entanto, a manifestação de câimbras pelo fato de ter cancelado o treino. Os espasmos eram prenúncio do que estava por vir.
É provável que a sensação de fraqueza esteja relacionada a desidratação, conforme diagnosticou o médico, entretanto, não há pesquisas que confirmem que câimbras musculares devido a atividade física, sejam provocadas pela desidratação ou perda de eletrólitos pelo suor. O fato é que, após um desconforto estomacal, o mais indicado é descansar, ingerir bastante líquido, inclusive água de coco e só voltar aos treinos quando estiver devidamente recuperado. Nada de correr 42km.

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