Transferi a atividade de sábado para o domingo, por conta das atividades profissionais. Estava programado o treino de rodagem de 26 km. Não dava para sair pela manhã, então, troquei o domingo de futebol pela corrida.
Foto 1: Na rodovia JK com o sabódromo de papael de parede

Optei por treinar dado a proximidade da Maratona de Buenos Aires, principal meta desse segundo semestre. Dificilmente, deixo de cumprir a programação da planilha, mas, vez por outra, faço umas adequações para não “quebrar” sua sequência e não comprometer minha vida pessoal e profissional. 

Foto 2: Na rodovia JK com a obra do Estádio Zerão ao fundo
O percurso foi pela rodovia JK, apenas acrescentei uma volta pelo Complexo do Araxá e retomei o percurso do treino anterior – dia 28/08 (vide post Dia Internacional do “Longão”: http://migre.me/5CU0I). Dessa vez, tive o apoio do “carro-madrinha” da Denise e suporte de água e isotônico do Juninho, além das fotografias apresentadas no post.
Foto 3:  Próximo ao Monumento do Marco Zero – linha do equador
Iniciei o treino às 17h09min. Dessa vez sem a presença do Sol. O tempo estava nublado, escuro, agradável para correr e com cara de chuva. O pace programado era de 5min10s/km a 5min30s/km. Encontrei com a equipe de apoio na rotatória do Araxá. Com o carro acompanhando e dando proteção, corri no sentido do fluxo.
Foto 4: Caixa d’água em forma de “caixa” (tambor) de Marabaixo 
O trânsito estava intenso e em alguns pontos muito perigoso. Porém, seguia bem na margem da pista e, quando tinha, na calçada. Cheguei no balneário de Fazendinha com o dia se despedindo e a noite se apresentando, mas a o povo ainda permanecia lá, se divertindo.
Foto 5:  Em frente a UNIFAP
A volta foi um pouco mais complicada, estava escurecendo rápido e com as festas nos clubes existentes ao longo da rodovia o trânsito ficava perigoso. Entretanto, consegui sair ileso e terminar o treino dentro do ritmo programado.
Foto 6: Chegando no Balneário de Fazendinha
Os 26 km foram percorridos em 2h21min25s, ritmo médio de 5min25s/km, velocidade média de 11,1 km/h e 1017 calorias gastas.
“A corrida é a melhor metáfora para a vida porque você extrai dela exatamente o que investe”

Oprah Winfrey, uma das mais populares apresentadoras de TV dos Estados Unidos, que cativa há duas décadas a audiência norte-americana.
Conforme noticiamos no blog, a respeito da possibilidade de mudança no percurso da São Silvestre para 2011(http://migre.me/5BMsG), a organização alterou apenas a chegada da prova da Avenida Paulista para o Obelisco no Parque do Ibirapuera. De acordo com a Companhia de Tráfego de São Paulo (CET), a mudança visa evitar o tumulto proveniente da chegada dos atletas com as pessoas que vão assistir ao “Show da Virada”, festa de Reveillon que acontece na Av. Paulista e que tem atraído milhares de pessoas ao longo dos anos.
Segundo a CET a medida visa dar maior segurança e conforto tanto para os atletas como para os que vão para a festa de final de ano. A mudança no percurso, entretanto, não muda a distância de 15 km da prova. O novo percurso definido ficou assim: Avenida Paulista em frente ao Masp (largada), Rua da Consolação, Rua Rego Freitas, avenidas Duque de Caxias e São João, Viaduto Elevado Arthur da Costa e Silva (Minhocão), Praça Padre Péricles e Rua Marta. Rua Margarida, Al. Olga, baixos do Viaduto Pacaembu, Rua Barra Funda, Rua Dr. Carvalho de Mendonça, Al. Nothman, Alameda Barão de Limeira, Av. São João e Largo do Paissandu, Rua Conselheiro Crispiniano, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Rua Líbero Badaró, Largo São Francisco, Viaduto Brig. Luís Antônio, Av. Brig. Luís Antônio e Av. Mal Estênio de Albuquerque Lima. Rua Manoel da Nóbrega, Rua Nabia A. Chohfi e Av. Pedro Álvares Cabral, Praça Túlio Fontoura em frente ao Obelisco (chegada).

“Dick e Rick provaram que o que parece impossível é possível a cada passo dado em sua jornada que nos inspira e nos deixa admirados. Sua ligação de amor e apoio incondicional de um para o outro os levou a realizar feitos que extrapolam o imaginável. Juntos, simbolizam coragem não apenas a quem possui algum tipo de deficiência física, mas a todos nós.”

Uta Pippig, três vezes vencedor das maratonas de Boston e de Berlim, e presidente da Take the Magic Step.

O livro “Devoção” conta a história de amor de um pai por seu filho. Rick Hoyt teve complicações durante seu parto, o cordão umbilical enrolou pelo seu pescoço e cortou o fluxo de oxigênio ao cérebro, causando uma paralisia cerebral, que afetava o movimento do corpo e sua coordenação motora, o que os médicos chamam de tetraplegia espasmódica.

Apesar de os médicos afirmarem que Rick não passaria de um “vegetal”, o que se sucede é a tentativa de seus pais Dick e Judy Hoyt de tratá-lo como um bebê normal, em que pese suas necessidades especiais e incluí-lo no seio da sociedade, para ter acesso à escola formal, ao lazer e cultura.

Da luta intensa de seus pais, após muitas recusas e muita insistência e persistência, algumas vitórias vieram. Conseguiram com apoio de uma universidade desenvolver um computador para Rick se comunicar (Comunicador Interativo da Universidade de Tufts – TIC). Sensibilizaram políticos para aprovação de uma lei que dava direitos aos deficientes físicos de terem acesso a escola normal. Até sua entrada na universidade.

Mas a vida da família mudou quando Dick e Rick resolveram participar de uma corrida beneficente. Usaram um carrinho de supermercado para acomodar Rick e seu pai o empurrou pelos 8 km do percurso. Daí em diante formou-se a Equipe Hoyt. Desenvolveram uma cadeira de rodas para melhor acomodar Rick e facilitar o deslocamento durante as corridas. Para os triatlos construíram uma bicicleta adaptada para carregá-lo na parte dianteira e prenderam um bote no corpo de Dick para puxá-lo na etapa de natação da prova. Participaram de milhares de corridas, mais de 80 maratonas, vários triatlos, inclusive ironman.

A leitura do livro é um testemunho de amor, luta e superação. Impossível não se emocionar com tamanha prova de união, paixão pelo esporte e trabalho árduo. Uma história inacreditável e impressionante. Vale a pena ler!

Ficha Técnica:

Devoção – a história de amor de um pai por seu filho / Dick Hoyt e Don Yaeger; tradução Marsely de Marco Martins Dantas. – Ribeirão Preto, SP: Editora: Novo Conceito, 2011.

Larguei o plantão às 7h30min. Não dava para treinar, pois, o Sol já estava firme e forte no horizonte. Como estou com muitos compromissos a tarde, optei por correr na esteira da academia. E foi sábia a decisão. A sala é refrigerada e foi bem agradável o treino.
Lá não tem o rio Amazonas de papel de parede como quando estamos na rua. Mas a paisagem da academia é também bem agradável de ser vista, se é que vocês me entendem. É um desfile de gente bonita. E da esteira se tem uma visão privilegiada. Além de, vez por outra, acompanhar o noticiário na TV.
Fazia tempo que não corria na esteira. Faço musculação duas vezes por semana e por sugestão do técnico, faço o aquecimento na bike, para diversificar as atividades. Mas gosto da esteira. Ela pode ser o plano B nesses casos de agenda lotada, Sol itenso e principalmente no “inverno amazônico”, temporada de chuvas na região, para quem não gosta de correr na chuva.
Fiz 1h20min de corrida na esteira. Levei água e isotônico para não interromper o treino. No final, deu tudo certo: treino de quarta cumprido.
Nos dias de terça e quinta o treino é “intervalado” ou de “tiros”, como preferem designar alguns treinadores. O objetivo é correr um pouco mais rápido que o ritmo de prova para o ganho de velocidade e preparar o organismo a um nível de esforço mais elevado que o normal.
Nesta terça (30/08), a planilha registrava 15 minutos de aquecimento; três séries de 10 minutos no ritmo de 4min30s/km, com intervalo de dois minutos entre elas e o desaquecimento de 10minutos.
Resolvi sai um pouco mais tarde que o dia anterior por conta do Sol, mesmo assim foi difícil manter o ritmo, o calor estava insuportável. Era possível senti-lo na pista. Uma espécie de camada de ar quente soprava de baixo para cima. E no percurso não tinha uma sombra sequer. É nessas horas que sentimos a falta de arborização na cidade.
Consegui fazer 4min37s/km nos primeiros dez minutos; depois, 4min47s/km e finalizei com 4min26s/km. Foi isso que consegui com aquele calor “da peste”, como diz um amigo cearense. No total foram percorridos 10,93 km em 1h03min de treino. A frequência cardíaca média foi de 169 batimentos por minuto (bpm), velocidade máxima atingida de 14,4 km/h e foram gastas 833 calorias.

Segunda-feira é dia de treino regenerativo. Isso quer dizer que a corrida é leve, volume baixo. É só na manha, como costumamos dizer. O objetivo é dar uma “pausa” para a musculatura, mas sem perder o condicionamento. Uma espécie de descanso ativo, depois dos 24 km do sábado.
Como estamos no “verão amazônico” o Sol é de rachar, de fritar os miolos. Não havia outra opção e tive que sair para treinar após às 16h30min. Podia ter optado pela manhã, bem cedinho, mas resolvi dormir um pouquinho mais, “malhar” pela parte da manhã e correr à tarde.
Paguei o preço por treinar à tarde. Como disse o Sol não deu trégua e estava quente pra “dedéu”. Como se tratava de um treino regenerativo, apenas corri descompromissadamente e nem olhei para o Garmin para ver o ritmo. O calor estava insuportável. Eu diria até que estava desaconselhável para esse tipo de atividade. Não dava para sair mais tarde porque tinha aula de inglês e só me restou encarar o astro-rei.

No final deu tudo certo! Foram 50 minutos de corrida leve, totalizando 8,68 km de percurso. O ritmo médio foi de 5min46s/km e a velocidade 10,4 km/h. A frequência cardíaca média foi de 155 bpm (batimentos por minuto) e o gasto calórico de 288 calorias.    
Acompanhei pela TV algumas provas do mundial de atletismo e vi as principais feras decepcionarem. Usain Bolt o homem mais rápido do mundo e recordista mundial dos 100 m rasos queimou a largada e foi desqualificado da prova (veja no vídeo abaixo). Com Bolt fora da disputa o seu compatriota Yohan Blake marcou o tempo 9s92 e levou o ouro.
Outro recordista mundial que também decepcionou foi o etíope Kenenisa Bekele, atual recordista dos 10.000 m (26min17s), que abandonou a prova, por conta de uma lesão. Bekele estava há um ano sem competir e retornou as pistas justamente no mundial.
A decepção brasileira foi a medalhista olímpica no salto em distância Maurren Maggi. Nas eliminatórias fez a melhor marca, entretanto, nas finais, queimou os dois primeiros saltos e no terceiro conseguiu 6,17 m, o que lhe deu a décima primeira colocação no geral.
Se foi decepcionante para quem assistiu, imagine para os atletas. “Xô zica”!
Na edição de agosto da revista Contra Relógio, na coluna Tudo em Cima do André Savazoni, há uma reportagem interessante intitulada “Treinamento à Distância Cresce no Brasil”. O texto menciona uma nova tendência de orientação técnica para corredores amadores, não-presencial, na qual a planilha de treinamento é repassada via e-mail e o contato com o técnico é feito através da internet, telefone, e-mail e redes sociais.
Posso falar de “cadeira” dessa tendência. Sou aluno virtual da Assessoria Esportiva do Adriano Bastos há quase dois anos. Busquei essa orientação por falta de assessorias na minha cidade. A intenção era me preparar para correr minha primeira maratona com apoio técnico especializado de um profissional da área. Adriano Bastos além de técnico é maratonista dos bons. É heptacampeão da Maratona da Disney.
O trabalho é realizado de acordo com o condicionamento físico inicial do atleta, diagnosticado através da Anamnese (questionário sobre o histórico de saúde geral e atividades praticadas). Você recebe a planilha mensal via e-mail e pode fazer feedback com o técnico usando, além do e-mail, o telefone e o fórum da assessoria na internet.
Uma das vantagens desse tipo de treinamento é você desenvolver qualidades que vão lhe ajudar não só no esporte, como na sua vida pessoal e profissional. Ter disciplina para cumprir a planilha; senso de compromisso com as metas estabelecidas; ser competitivo e principalmente, usufruir dos benefícios que o esporte proporciona na sua saúde, em particular e na sua vida, em geral.

Foto: Equipe reunida na tenda, na Meia Maratona da Corpore 2011
Apesar de alguns considerarem esse tipo de acompanhamento muito impessoal, quando viajo para participar de provas a tenda da assessoria é o ponto de encontro da equipe. Lá conversamos sobre a corrida, conhecemos pessoas e estreitamos laços de respeito e amizade. E foi dentro desse ambiente saudável que conheci o meu técnico.
Foto: Com o técnico e maratonista Adriano Bastos
Mas treinamento virtual funciona? Quando você ao médico e ele prescreve algo para tratamento de uma moléstia, mas você não toma os remédios e não cumpre as suas orientações, o que vai acontecer? É o que ocorre com esse tipo treinamento. Se você não cumprir o que está estabelecido na planilha não vai melhorar seu condicionamento. Não tenho dúvida que ele funciona, mas depende única e exclusivamente do atleta em cumprir sua parte.
No meu caso posso afirmar que meu condicionamento físico melhora a cada ano, apesar de estar ficando mais velho. Meus tempos nas provas vem caindo, tenho cumprido minhas metas pessoais e estou caminhando para minha terceira maratona. Tudo isso fruto de muito esforço e do acompanhamento técnico virtual do Adriano.
Então, vale a pena!
“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.”
Eduardo Galeano

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