Quando fui convidada pelo “Maraturista Mor” para falar sobre minha vivência no mundo das corridas, a primeira coisa que me veio a cabeça foi “Eu sou corredora?”
Foto: Denise correndo no Complexo do Araxá – Orla do rio Amazonas
Vale aqui abrir um parêntese para minha trajetória inicial. Tive um grande incentivador que tentou por anos me levar para esse universo das corridas, mas eu sempre arranjava um jeito de desistir (sempre gostei mais de esportes coletivos como volley e handball).
Com o passar dos anos, aderir a uma prática esportiva passou a ser uma necessidade em minha vida. Passei pela natação, caminhada, academia e por fim cheguei a corrida.
O fato hoje é que sou uma mulher de meia idade tentando correr. Meu principal objetivo é me manter ativa e saudável e de quebra perder peso. Na teoria tudo é muito fácil!
Estabeleci o objetivo, a forma de fazê-lo e o resultado a ser alcançado. No dia-a-dia não é tão fácil assim. As responsabilidades familiares e profissionais são definitivamente as grandes dificuldades para atingir a meta. Os compromissos acabam por sobrepor a boa vontade.
Para superar os obstáculos é preciso agir. Readequar horários, redefinir metas, enfim, ajustar o treinamento para algo que se possa cumprir. Perseverar é preciso! Dizer não a algumas atividades profissionais, familiares e de lazer também. Mas vale a pena e o resultado compensa!
Considero-me premiada, pois corro as margens do maior rio do mundo, e as vezes até passando do hemisfério sul para o hemisfério norte. Espero melhorar meu condicionamento e com isso poder participar de provas de rua, mesmo que depois precise ir “pra andiroba”.
Ainda há muito a trilhar, mas o primeiro passo já foi dado!
* Denise é advogada, economiária, mãe, corredora iniciante, debutante na blogosfera e leitora maraturista.
A partir desta sexta-feira, vamos estar inaugurando um nova dinâmica no blog. Estaremos publicando “artigos” de nossos leitores maraturistas. A razão é simples: queremos nos leitores nos ajudando a “tocar o barco”.
Ao longo desses dois anos de vida do blog, posso dizer que temos uma legião de leitores fiéis, que nos brindam com suas visitas, comentários e gostam do estilo de vida dos praticantes do maraturismo.
Um exemplo dessa fidelização aconteceu por ocasião da Meia Maratona do Rio, em agosto. Momentos depois da prova, tivemos mais de 1700 acessos em um pouco mais de cinco horas. Nossos leitores aguardavam notícias da corrida, fotos e o resultado. Além de alguns nos manifestarem que também assistiram a prova pela TV.
Portanto, estaremos de portas abertas para recebê-los como nossos parceiros. Não há uma regra sobre que assuntos abordar. Podem falar de suas angústias em manter uma rotina de exercícios físicos; viagens que marcaram de alguma forma sua vida; locais que você corre; roupas e acessórios que você usa para correr, enfim… A corrida é um universo sem limites, sem fronteiras, que traz benefícios ao seu mundo pessoal e profissional.
Não precisa bater, a porta está aberta! Entre e seja bem-vindo!
Mangal das Garças – Belém/PA (2006): belíssimo parque na Cidade Velha de Belém, próximo ao 4◦. Distrito Naval da Marinha. Tem área de 40 mil metros quadrados e possui viveiro de borboletas e beija-flores, viveiro de pássaros, lagos artificiais, um mirante (visto na foto), que permite uma visão do parque e da Cidade Velha e um restaurante com pratos da culinária regional.
Foto: Calçadão do “Lugar Bonito” – Parque do Forte (Macapá-AP)
Não adianta reclamar do vento forte na orla do rio Amazonas. Com a proximidade da Maratona de Buenos Aires o melhor a se fazer é treinar. Continuar ralando forte para chegar em condições de atingir a meta estabelecida de concluir a prova em 3h30min.
Esses últimos três dias de atividades na orla não foram diferentes. Ventos com velocidades variando entre 20 e 23 km/h, batendo de frente, arremessando areia nos olhos e jogando o boné longe. Parecem dizer: “vai pra casa, menino!”. E dá vontade mesmo. Mas como disse, Buenos Aires está próxima e é preciso se preparar para os seus 42 km.
Na segunda-feira (12/09/2011), de certa forma, foi moleza. Treino leve, descompromissado, ritmo lento. Não gosto de falar muito o tempo do treino porque as pessoas ficam assustadas ou acham que estou tripudiando da falta de condicionamento delas. Nesse treino, inclusive, nem levei relógio. Fiz o percurso de ida/volta na orla, saindo do Araxá até o Parque do Forte na companhia do Andreas, que está retomando seus “treinos”.
No dia seguinte (13/09/2011), feriado estadual no Amapá. Muita gente caminhando, correndo e passeando nas praças, no final da tarde. Meu objetivo era quatro “tiros” de 8 minutos no ritmo de 4min30s/km. Com o congestionamento no calçadão da orla, tive muitas quebras de ritmo, porém, não esquentei com isso. Dividi educadamente o espaço e o vento com todos e corri no ritmo que me era permitido. Mesmo assim, consegui percorrer as seguintes distâncias 1,77km/1,68km/1,68km/1,63km. O que dá um ritmo médio de 4min45s/km.
Ontem (14/09/2011), prossegui com a rotina de treinos. O Andreas não apareceu e resolvi correr o tempo programado de 1h2omin no ritmo de 5min30s/km e enfrentar o calor da tarde e o famoso vento da orla. Já melhorei nesse embate com o vento, em relação às outras vezes. Fiz 13,91 km de percurso no ritmo de 5min37s/km e velocidade média de 10,7 km/h e máxima de 12,1 km/h.
A disposição e os treinos seguem firmes. Os ventos chegam e passam. Sempre “depois da tempestade vem a bonança”. Então, é continuar na luta, sem chororô.
…ela é um estímulo para cumprir as metas na vida pessoal e profissional. Seja qual for o motivo pelo qual você corre (perda de peso, saúde, condicionamento físico, relaxar), a corrida ajuda a cumprir seus objetivos.
Tinha 16 anos de idade e morava em Belém-PA. Fui para a cidade para estudar e me preparar para encarar o vestibular, pois, não existia faculdade em Macapá. Nessa época corria com frequência e participava de provas do campeonato paraense pela equipe do Imperial. Era um atleta com tempos expressivos, conseguia correr 10 km em menos de 34 minutos.
Em 1986, a prova mais badalada do Pará já era a Corrida do Círio, apesar de estar na sua terceira edição. A corrida era realizada a noite em função do calor diário na cidade. E por fazer parte da programação do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, sempre foi prestigiada pela população paraense.
Passeando pelos retratos, para combinar com a época, podemos ver como os eventos de corrida cresceram e evoluíram nos dias atuais. Na largada não havia pórtico com a indicação do patrocínio da prova ou qualquer tipo de isolamento. Era apenas uma faixa branca pintada na pista com membros da organização na frente para impedir a invasão dos atletas. Depois tinham que ser rápidos para não serem pisoteados. A elite largava na frente, mas era espremida pela multidão.
O melhor tênis de corrida na época era o seu. Ou seja, aquele que você tinha disponível. Não havia preocupação com o tipo de calçado. O tênis usado era Kichute, Bamba ou um Conga azulzinho. Grande parte da massa corria mesmo descalço.
Durante o percurso a água era fornecida pelos pagadores de promessa. Uma demonstração de como a população participava da prova. Não havia postos de hidratação previamente determinados com essa finalidade. A marcação do tempo era só para os primeiros lugares. Os demais tinham que ter seu próprio relógio.
Na chegada a classificação era feita através da entrega de uma espécie de senha, onde era anotada a classificação e entregue ao atleta para apresentar para a organização. Ele entrava numa fila e apresentava a senha. Seu nome era anotado e só depois disso, era informado a sua colocação oficial. Nesta prova, se não me falha a memória, a premiação através de medalha era para os cem primeiros colocados, o que na época já era uma grande avanço.
Outra coisa interessante da prova refere-se ao número do peito. Ele era confeccionado pelo próprio atleta. A organização apenas informava o número, mas o tecido, as cores e a arte ficavam a cargo do corredor-pintor. Por isso, os números eram tão diferentes. Tinha que ser artista para participar das provas.
Sobre a minha performance não lembro a classificação. Corri grande parte do percurso na companhia do “meu cunhado”, apelido do Marcio Ubiraci, que também era excelente corredor. Cheguei à sua frente, mas durante a prova travamos um bom duelo.
As lembranças são pertinentes. Até por que trata-se de um momento histórico acontecido a tantos anos atrás e da proximidade de mais uma edição da Corrida do Círio. E tem também o lado da conquista pessoal. Na época, estava me preparando para encarar os disputadíssimos vestibulares, com as dificuldades da falta de estrutura material e financeira e mesmo assim, consegui vencer os obstáculos. Não tenho dúvida que os atributos de perseverança, disciplina e determinação tenham sido moldados nesse período.
Quando retorno a Corrida do Círio, 25 anos depois, vejo que todo aquele esforço valeu muito a pena. São dois momentos da minha vida contados através da corrida. Daí a identificação com essa prova.
Atenção, meus amigos e amigas maraturistas! As inscrições para a Corrida do Círio 2011, na cidade de Belém-PA, que estavam previstas para hoje, 12 de setembro, foram adiadas. A TV Liberal, organizadora da prova, resolveu prorrogar a pré-inscrição para a Elite B, que havia começado no dia 24 de agosto, até o dia 19 de setembro.
A Elite B é um pelotão intermediário entre a Elite A, composta pelas estrelas do atletismo mundial, e o pelotão geral, onde estarão os demais corredores. Para participar deste pelotão os interessados devem comparecer a sede da TV Liberal na Av. Nazaré, 305, Belém-PA e pagar a taxa de R$ 30.
As inscrições para o pelotão Geral da prova, segundo o site da TV Liberal (www.tvliberal.com), devem começar a partir do dia 20 de setembro, na sua sede e no seu endereço eletrônico.
Correr na chuva é bom e eu gosto. O clima agradável torna a corrida prazerosa. A água da chuva ajuda a regular a temperatura do corpo e proporciona uma sensação de bem-estar que retarda o cansaço e nos faz correr sempre mais.
Entretanto, algo agradável pode tornar-se perigoso e irritante se você não tomar alguns cuidados nessas condições de tempo. A seguir algumas dicas se a chuva aparecer na sua corrida.
1 Se for possível, antecipe-se a chuva e pé na estrada. Quando ela cair você já vai estar aquecido;
2 Use vestimenta apropriadas para a chuva, leves, que não retenham água, permitam a transpiração e não retenham o calor corporal. Use vaselina para prevenir o aparecimento de “vermelhidões” ou assaduras devido o contato das roupas com a pele;
3 Um boné ajuda a proteger os olhos e a manter a postura correta, sem baixar a cabeça, se a chuva bater de frente.
4 Use tênis de modelos mais leves, ele vai encharcar e ficar mais pesado. Amarre-os bem, pois, o deslizamento dos pés no seu interior, pode provocar fricções e o aparecimento de bolhas. As meias devem ser impermeáveis e apropriadas para a prática de corrida;
5 os locais para correr devem ter boa visibilidade e suas roupas, cores fortes para facilitar sua visualização pelos motoristas;
6 Cuidado com os raios. Locais de campo livre, descampados, podem ser perigosos. Procure áreas residenciais;
7 Cuidado com os buracos encobertos pela água. Prefira locais pouco acidentados (subidas e descidas) e fuja das poças d’água. Cuidado com pisos lisos para não escorregar;
8 Apesar da chuva não esqueça da hidratação. Ela pode camuflar sua perda de líquidos pelo suor, por conta da sensação agradável;
9 Caso a planilha indique um treino de tiros, não há problemas em você modificar para uma corrida leve. Treinos mais intensos ou de maior volume são contra-indicados para os dias de chuva;
10 Após o treino, providencie imediatamente a troca de roupas para evitar resfriados e no caso do tênis, bolhas;
11 Um banho quente ajuda no relaxamento e recuperação muscular. Banho de chuva não vale;
“Temos uma missão com a corrida, que é deixar as pessoas mais saudáveis, ajudá-las a encontrarem seu equilíbrio. E para isso é preciso focar nas crianças, para que elas se tornem adultos ativos.”
George Hirsch, diretor de conselho da NYRR (New York Road Runners), organizador da maratona da Big Apple e coordenador da fundação que leva a corrida a 50 mil crianças pelo mundo.
Confirmada a data da 28ª Corrida do Círio em Belém-PA. A prova mais tradicional do norte/nordeste do Brasil, com 10 km de percurso, está marcada para acontecer no dia 23 de outubro, um domingo.
A prova é organizada pela TV Liberal, afiliada da Rede Globo e faz parte dos festejos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses. A corrida tem percurso de 10 km pelas ruas de Belém e nos últimos anos vem apresentando novidades. Além do chip descartável é a única prova em que participei a mostrar junto com a indicação dos quilômetros a cronometragem de prova. Como a organização limita o número de participantes (3 mil em 2010) é possível ter uma boa indicação do tempo durante a corrida.
Já participei de seis edições da Corrida do Círio, cinco consecutivas, inclusive da segunda edição, em 1986, quando a prova era noturna. Na época tinha apenas 16 anos e era estudante em Belém. O meu melhor tempo foi obtido em 2009, quando fiz 45min36s, pace de 4min33s/km. Em 2010, cheguei perto dessa marca, 45min54s.
Tenho uma relação afetiva muito forte com essa prova. Num momento difícil da vida, foi ela que me deu esperança, forças e energia para continuar acreditando, quando tudo parecia estar perdido. Cumpro uma promessa de estar presente todo ano, seja gripado, com febre, lesionado, caminhando ou correndo. Podem acreditar: eu vou…