Durante a prova
1 Ritmo certo. Corra dentro de um ritmo adequado ao seu nível de condicionamento;
2 Corrida segura. Caso sinta algum desconforto, principalmente dores no peito ou falta de ar, pare imediatamente e solicite atendimento médico;
3 Foco na hidratação. Hidrate-se em todos os postos de distribuição de água.
4 Testar antes de usar. Não é recomendável estrear tênis, roupas ou acessórios numa maratona. Todo o material a ser utilizado na prova deve ser previamente testado nos treinos longos;
5 Combustível na prova. Utilize gel de carboidrato de acordo com sua estratégia de prova e os postos de hidratação. Não teste outro diferente daquele que vinha usando nos treinamentos.
Apesar do ano ainda não ter finalizado, já posso fazer um pequeno apanhado das metas estabelecidas em 2011. Até porque a última prova do ano é apenas com a intenção de participar da festa que é a São Silvestre, a corrida mais popular do país. Não há uma meta em especial a cumprir nela.
Na primeira prova do ano, comecei com a experiência de comemorar meu aniversário correndo. Foi na Meia Maratona Corpore. A prova tinha grande parte do seu percurso dentro da cidade universitária da USP, que é arborizada e plana. Isso favoreceu para estabelecer minha melhor marca nos 21 km com 1h39min10s, ritmo de 4min41s/km.
A segunda corrida do ano foi em junho. Na Maratona de São Paulo, tinha como meta correr os 42 km sub-4h, ou seja, abaixo de quatro horas. Fiz uma excelente corrida, apesar de uma pequena “quebra” no km 27, retomei o ritmo e concluí o percurso em 3h41min46s, pace de 5min15s/km. Consegui, não só correr sub-4h, como estabeleci meu recorde pessoal (RP) na distância.
Em agosto, foi a vez da Meia Maratona do Rio de janeiro. A intenção era curtir os 21 km do percurso pela orla da cidade, que passava pelas suas principais praias. Um espetáculo de percurso. O clima frio e altimetria relativamente plana, com exceção do trecho inicial, ajudaram a fazer a minha melhor meia maratona. “Voei” na cidade maravilhosa. Mais um RP. Fiz 1h34min54s, pace de 4min30s/km. Foi simplesmente espetacular!
Embalado pelo excelente resultado na Meia do Rio, fui para Buenos Aires, em outubro, com a intenção de correr pra valer a maratona, pra fazer um tempo sub-3h30min, mesmo com a indicação de tempo do técnico ser de 3h31min. A viagem para Buenos Aires foi um “desastre”. Voos cancelados, estresse, cansaço, frustração e vários outros sentimentos. Mesmo assim, fiz uma prova de superação. Corri incrivelmente bem e passeei pelas ruas da capital argentina. Estabeleci um novo RP nos 42 km, fazendo o magnífico tempo de 3h25min31s, ritmo de 4min54s/km. Fiquei muito perto de obter índice para a Maratona de Boston.
Duas semanas depois da Maratona de Buenos Aires, participei da Corrida do Círio em Belém-PA. Estava em processo de recuperação dos 42 km de Buenos Aires. Então, planejei correr num ritmo constante que pudesse baixar os 45 minutos dos dois anos anteriores. No início fiz uma prova conservadora segurando o ritmo, mas em seguida consegui correr fácil os 10 km, sem exaustão e marcar um novo RP na distância. Conclui a corrida no tempo de 42min48s, média de 4min16s/km.
O ano de 2011 é o melhor em termos de resultados e de cumprimento de metas, desde 2005, quando comecei a viajar com a finalidade de correr. Em todas as provas que participei, consegui fazer exatamente o que havia planejado. Tudo é fruto de muito treinamento, dedicação e disciplina. É por isso, que cada resultado tem um sabor especial.   
“Você não para de correr porque envelhece. Você envelhece porque para de correr.”
Christopher McDougall, autor do livro Nascido para correr
Passando a vista no regulamento da Corrida do Círio 2011, verifiquei que os cem primeiros colocados, desta edição, tem vagas asseguradas no pelotão de elite, no próximo ano. Ou seja, podem largar em posicionamento exclusivo, separado e sem aquele puxa-encolhe e empurra-empurra do pelotão geral. 
Achei interessante e resolvi pesquisar o resultado geral da prova desta edição. O centésimo colocado fez o tempo de 40min15s e antes dele, 28 atletas acima de 40 anos, também completaram a prova.
Comparando o meu tempo na corrida (42min48s) com o do centésimo colocado tem uma diferença de 2min33s. É uma diferença considerável, mas atingível. Até porque baixei cerca de 3min06s em relação ao ano passado e terminei a prova com a impressão de que ainda poderia ter feito uma marca melhor.
Vou considerar essa possibilidade e utilizá-la como motivação em 2012, para poder estar no pelotão de elite em 2013 na Corrida do Círio. É apenas uma meta, como disse atingível, para manter firme o compromisso de treinar e melhorar o nível atual de condicionamento físico.
Agora é só esperar para confirmar!
A edição de hoje do jornal A Gazeta publicou uma foto do blog na sua primeira página, para destacar sua matéria de capa. Entretanto, não registrou o crédito da fotografia. Em nosso controle de acessos feito através do site http://feedjit.com, o jornal chegou em nosso blog através de uma busca de imagens da Rodovia JK no Google.
A foto foi postada no blog no dia 09 de agosto deste ano (veja através do link http://www.maraturista.net/fuja-da-trilha/). Façamos, então, o reconhecimento ao talento fotográfico do Richard (estudante de marketing), que fez a foto durante um treinamento preparatório para a Maratona de Estocolmo, em 2010, no trecho da rodovia às proximidades do IEPA.   
Aproveitando o embalo, já que estamos falando sobre organização de maratonas, reafirmo aqui que a melhor prova que já participei, em termos de organização, foi a Maratona de Estocolmo, em 2010 na Suécia.
A organização da prova foi impecável, digna da beleza e tradição da cidade. Talvez, seja por isso que a população participa da prova como se fosse um evento de gala e trata os atletas como celebridades. O reconhecimento é tão grande que no dia da prova você anda de metrô ou ônibus, para ir e voltar, e não paga passagem, basta mostrar o número de inscrição.

Kit pré-prova

A novidade continua com a camiseta da prova que é enviada pelos correios e entregue na sua casa dois meses antes da prova. O kit é entregue numa feira montada às proximidades do Estádio Olímpico, tudo devidamente encaminhado e controlado pelo número de inscrição enviado por e-mail. Nele, é entregue o número do peito, chip, pulseira de ritmo, brindes dos patrocinadores e o “voucher” para o jantar de massas na véspera da prova. No local, havia, ainda, a feira da maratona, com equipamentos, acessórios e peças de vestuário usados na prática da corrida.
Safety-deposit
Além do guarda-volume tradicional onde se guarda mochila e outros objetos que levamos para uma prova, a organização oferecia o “safety-deposit”, espécie de guarda-volumes destinado a objetos de valor como dinheiro, documentos e jóias, sem qualquer pagamento adicional.

Largada

O sistema de som chamava os atletas de acordo com a pulseira entregue junto com o kit da prova. A cor da pulseira indicava o ritmo de prova do atleta e assim eram formadas as baias de ritmo. O acesso as baias era controlado por fiscais. Para evitar o entra-e-sai a organização providenciou água e banheiros químicos dentro das baias, na lateral da pista. E de fato, facilitava para ambas as partes.
Hidratação
Durante a prova houve distribuição de água, isotônicos, bananas, barras energéticas, sopa quente, bala de açúcar, cola drink, carboidrato em gel e até pepino em conserva, em vários pontos do percurso. Tinha 22 chuveiros, bacias com água corrente com esponjas e vários caminhões com bandas de músicas animando os atletas.

Percurso

O percurso da Maratona de Estocolmo tem seus atrativos. A cidade é formada por quinze ilhas interligadas por pontes. O visual é maravilhoso, entretanto, as subidas são durezas. A corrida passa por vários pontos turísticos da cidade, nas duas voltas. O clima é agradável, apesar da prova ocorrer no verão, mas há “refresco” fornecido pelos 22 chuveiros disponibilizados, esponjas com água corrente e as bandas tocando de tudo, inclusive samba.
Chegada
Na chegada você recebia a medalha e a camiseta finisher (simbolizando que você concluiu a prova). O pessoal do staff retirava o chip do seu tênis. Na dispersão você recebia uma sacola com chocolate, shake de morango, Cola drink, amendoim, castanhas e banana. Além disso, havia atendimento para massagens e você podia pegar a vontade: café, cerveja e cachorro-quente. Tudo sem filas e correria.
Vale muito a pena!
Apesar do percurso com muitas subidas, recomendo a Maratona de Estocolmo. O passeio alivia a dureza da prova. A cidade é belíssima e considerada a capital da cultura européia. Uma ótima opção para o turismo de corridas e para conhecer outras cidades européias devido a proximidade de outros países.
Li muita coisa sobre a Maratona de Buenos Aires. Algumas, concordei, outras, nem tanto. Vou aproveitar o blog para dar os meus pitacos sobre a prova. Afinal de contas, essa não foi a minha primeira maratona internacional. Aliás, com as três maratonas que corri: uma na Suécia, outra no Brasil (em SP) e esta em Buenos Aires, já é possível estabelecer um bom parâmetro para analisar a organização de Buenos Aires.
Kit pré-prova
A entrega do kit foi feita num centro de convenções. Apesar de rápida, estava tumultuada. Como a organização possibilita que você saiba de seu número de peito, via e-mail, tenho a impressão que se as filas fossem feitas pelo número de peito, elas estariam mais organizadas e menos tumultuadas.
O kit da prova deixou muito a desejar para um evento que cobra 70 dólares na inscrição. Era simples, para não dizer outra coisa. Tinha camiseta (sem manga), número do peito, chip, pulseira de borracha, mapa do percurso e uma pulseira com a cor definida de acordo com seu ritmo pretendido para a prova.
As novidades ficaram por conta da possibilidade de você customizar a camiseta fornecida no kit e tirar uma foto num pórtico que simulava a linha de chegada com um painel eletrônico onde você podia colocar uma frase pequena ou seu nome.
Largada
Na largada havia indicação das baias de ritmo. Você poderia acessar qualquer baia, pois, não tinha qualquer controle por parte da organização. Como o número de participantes não era tão elevado não chegava a comprometer o ritmo inicial. A largada foi dada pontualmente na hora programada, às 07h30min. 

Percurso

O percurso da Maratona de Buenos Aires é o grande atrativo da prova. A altimetria quase toda plana facilita a manutenção do ritmo e propicia boas marcas pessoais. Alguns pequenos trechos, entretanto, com largura diminuta das vias, ocasionavam um acumulo de atletas que dificultava a corrida. Na área portuária, era preciso estar atento. Pisar nos trilhos provocava um escorregão. Presenciei várias pessoas, que por pouco, não se “estabacaram” no chão. Mas no geral, a passagem pelos pontos turísticos da cidade dava um sabor especial a prova. 

Hidratação

A organização propiciou água e gatorade alternadamente em vários trechos da prova. Distribuiu também frutas. Portanto, não deixou nada desejar nesse aspecto. O único pecado, a meu ver, foi cometido na chegada. Ao completar a prova em 3h25min, recebi a medalha, água, gatorade, um antiinflamatório e só!

Li relatos de pessoas que receberam além do citado acima, barras de cereal e cookies. Não recebi nada isso e vários outros atletas, que estavam hospedados no mesmo hotel que eu e que completaram a prova, também não receberam. Não sei dizer o que aconteceu.

Vale a pena!
No geral, avalio a organização da Maratona de Buenos Aires como muito boa. Mas há também outras vantagens para você colocar esse evento no seu calendário de corridas. É uma viagem internacional com custo de viagem doméstica e de curta duração, apenas duas horas e meia de voo. Na cidade há varias opções para passeio e o idioma favorece a comunicação.
Além de tudo isso, a prova é indicada para quem pretende entrar no mundo das maratonas ou melhorar sua marca pessoal na distância. O percurso é quase totalmente plano, com clima ameno, passando em vários pontos turísticos da cidade, com relativamente poucos corredores e muita, mas muita vibração. De fato, vale a pena!
…é uma atividade que você pode praticar em qualquer fase de sua vida, independentemente da sua idade. Você não tem data certa para pendurar o tênis. Com 70, 80 ou 90 anos você pode continuar na ativa.
Os preparativos



1 Treinar pra quê? Não seja o “Romário das corridas”. Não é aconselhável participar de uma maratona se você não fez uma preparação física adequada;


2 Corra com segurança! É recomendável procurar um médico para avaliar se o seu estado de saúde está adequado a esse tipo de competição;

3 Água pra correr! A hidratação é fundamental nos dias que antecedem a prova. Tome água suficiente para não ficar com sede;

4 Foco no combustível. Na alimentação pré-prova coma alimentos de fácil digestão, sobretudo, carboidratos presentes em massas;

5 Abasteça o corpo. Se a prova for pela manhã, faça um café da manhã de duas a três horas antes da prova e um pequeno lanche (com fruta: banana, por exemplo) pelo menos uma hora antes da largada;

6 Combustível adulterado. Não coma alimentos que não esteja habituado. Eles podem provocar desconfortos estomacais e prejudicar seu rendimento;

7 Prepare a máquina. Uma boa noite de sono deixará seu corpo descansado e preparado para o desafio dos 42 km;

8 Esquentando os motores. Faça um aquecimento prévio com um trote leve e exercícios de alongamentos suaves e somente depois, se posicione para a largada.

Depois dos recordes pessoais na Maratona de Buenos Aires e Corrida do Círio, retomo as atividades do blog. Na verdade, o “desaparecimento” deveu-se, em parte, a internet que não vinha funcionando regularmente. Por isso, não vinha atualizando o blog da forma como gostaria. Fico imaginando como ficaremos no período do “inverno amazônico” se a desculpa da chuva permanecer.
Retomo, também, minhas atividades rotineiras relativas aos treinamentos, já visando a São Silvestre: cinco dias de corridas, revezando entre treinos regenerativos, tiros e longos; dois dias de musculação e um descanso ativo com a bike. Foi com esse treinamento que consegui, até agora, minhas melhores marcas, em todas as distâncias que corri. Espero que continue assim nessa prova.
Então, “bora correr”!

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