Registrando os 12,33 km do treinamento de hoje, a quilometragem atual do tênis Asics Speed Star passa a ser 203,67 km.
Continuo firme no propósito de monitorar o seu uso para verificar sua durabilidade, sem perda de suas características funcionais. Por enquanto, ele permanece funcionando perfeitamente.
Com ele, já corri a Meia Maratona do Rio (21 km), a Maratona de Buenos Aires (42 km) e a Corrida do Círio (10 km). Em todas elas, consegui minhas melhores marcas pessoais. É um recordista.
1 Devagar e sempre. Ao completar a prova não pare bruscamente. Continue trotando e depois caminhe;
2 A musculatura agradece. Faça exercícios de alongamentos, de forma suave e se possível, use o serviço de massagem oferecido pela organização;
3 Olho na hidratação. Continue o processo de hidratação até recuperar-se completamente dos 42 km. Use água e isotônico;
4 Reabasteça a máquina. Faça um lanche com alimentos de fácil digestão, priorizando frutas. Em geral, os organizadores fornecem lanche na chegada. Entretanto, leve o seu para o caso de não oferecerem.
5 Foco na recuperação. Nos dias posteriores a prova, faça apenas um trote leve para recuperar a musculatura e evite atividades que exijam esforço intenso e prolongado.
Assisti, ontem, o programa “Vamos Correr” na ESPN Brasil e fiquei indignado com as respostas do Sr. Júlio Deodoro presidente da Fundação Casper Líbero, organizadora da São Silvestre, sobre as alterações do percurso da prova.
Demonstrando irritação e arrogância extrema ao falar sobre o treino-protesto dos corredores no dia 02/11, Deodoro questionou que o grupo presente não representa nem 1,5% do total de participantes da prova. Particularmente, senti-me representado pela galera, que contou com a presença do senador Eduardo Suplicy e do bi-campeão da prova José João da Silva.
Quando indagado sobre a logística para quem deixar o carro na Paulista e tiver que retornar, pois a chegada é no Ibirapuera, distante 2 km da largada, Deodoro demonstrou sua falta de compromisso com os corredores, afirmando que o problema não é dele e que as pessoas que se organizem para correr. E frisou: “você não é obrigado a correr”. É mole, isso?
Quem assistiu a entrevista desse cidadão pode constatar o seu despreparo para estar organizando a mais popular e importante prova do atletismo brasileiro. Ultimamente, a São Silvestre tem ficado mais conhecida pela garfe dos organizadores do que propriamente nas melhorias da prova. Ninguém esquece a entrega da medalha antes da corrida, em 2010. Agora, essas mudanças no percurso durante o período de inscrições.
Essas modificações no percurso, além de sepultarem a tradição da São Silvestre, ignoram um aspecto técnico importante. A preparação para uma prova requer o conhecimento prévio do percurso, devido a altimetria. Esse é um dos pontos levados em consideração pelos treinadores para montarem a planilha de treinos de seus atletas. O que fazer, após meses de preparação e de repente, a organização vem e altera o percurso?
O Senador-corredor Eduardo Suplicy fez um pronunciamento no Senado Federal contra as alterações do percurso e pela manutenção da largada/chegada da São Silvestre na Av. Paulista. Quem sabe politizando o fato, as autoridades possam abrir o debate para que todos participem, principalmente, os principais interessados: os atletas.
Deus não me deu o dom da escrita ou da palavra. Minha habilidade é numérica, do ponto de vista matemático. Apesar da familiaridade, encaro os números apenas pela simbologia que retratam, sem qualquer caráter místico que possam sugerir. Coisa de físico.
Do ponto de vista prático, o dia de hoje, 11/11/11, data cabalística, que só ocorre uma vez a cada 100 anos, só não será típica por uma pequena quebra na minha rotina de treinamento. Normalmente, a sexta-feira é dia e folga para recuperar a musculatura das atividades anteriores e ao mesmo tempo, prepará-la para o “longão” de sábado. Como não foi possível cumprir o treino na quinta, apenas transferi para hoje. Nada mais do que isso.
Não vejo, na data de hoje, qualquer relação com previsões das ciências ocultas, que possam demandar expectativas temerárias. É apenas uma coincidência do calendário e do relógio (11h11min de 11/11/11). Procuro viver sempre apostando que o dia de hoje vai ser o melhor e acredito na força do pensamento para atrair coisas boas.
Tivoly Park – Copenhagen/Dinamarca (2010): Um grandioso parque de diversões no centro de Copenhagen. O “papel de parede” da foto é um Taj Mahal temático.
Após o anúncio da alteração do percurso da São Silvestre, que transferiu a chegada da prova da Avenida Paulista para o Parque do Ibirapuera, novas alterações no percurso deixam a corrida desfigurada.
No novo percurso, a Rua da Consolação foi excluída e a corrida segue em frente, agora, pela Av. Dr. Arnaldo. Depois, dobra-se à direita na Rua Major Natanael, que é um declive acentuado. Prossegue contornando o estádio do Pacaembu pela Rua Itápolis, desce a Av. Pacaembu até a Av. Marquês de São Vicente e segue em direção ao centro da cidade, passando, praticamente, pelo percurso antigo, Norma Pieruccini Gianotti e, Av. Rudge, Av. Rio Branco, Av. Ipiranga, Av. São João, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Rua Libero Badaró, Largo do São Francisco e Av. Brigadeiro Luiz Antonio, cruza a Paulista e desce em direção ao Ibirapuera, finalizando no Obelisco.
Imagem extraída do site globoesporte.com
Tenho a impressão que a direção da São Silvestre está sepultando aquela mística que envolve a prova. Há muita manifestação contrária a essas mudanças, que descaracterizam a prova mais charmosa e tradicional do Brasil. A sua grandeza está exatamente na sua tradição. É por isso, que tornou-se o sonho de consumo de todos corredores.
A São Silvestre sem a chegada na Paulista é como feijão sem arroz, cinema sem pipoca, corrida sem medalha. Já imaginou a São Silvestre sem corredores? Parece que é isso o que a organização pretende com essas mudanças.
…ela proporciona melhora no condicionamento cardiorrespiratório, qualidade do sono, bem-estar, ativa o sistema imunológico e previne doenças, o que nos mantém longe de hospitais e médicos.
O ano é 1985. O evento é no município de Santana-AP. Trata-se da Corrida Comunitária Santanense, organizada pelo extinto Centro Social Urbano Vitória Régia e ocorrida no dia 29 de setembro. Não lembro com exatidão da distância da prova, mas se não me falha a memória o percurso era de 6 km. A foto abaixo mostra o momento da largada.
Na época, tinha 15 anos e já era conhecido pelos corredores. Um deles, em particular, era o meu grande “adversário”. O “Curiba”, hoje Dj Markinho, era um grande estrategista e dono de um ritmo invejável. Sempre travávamos uma disputa à parte, mas dentro de um ambiente de muita amizade. Um incentivava o outro. Nesta prova, ele me venceu. Chegou na quinta colocação e eu na sétima.