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Li muita coisa sobre a Maratona de Buenos Aires. Algumas, concordei, outras, nem tanto. Vou aproveitar o blog para dar os meus pitacos sobre a prova. Afinal de contas, essa não foi a minha primeira maratona internacional. Aliás, com as três maratonas que corri: uma na Suécia, outra no Brasil (em SP) e esta em Buenos Aires, já é possível estabelecer um bom parâmetro para analisar a organização de Buenos Aires.
Kit pré-prova
A entrega do kit foi feita num centro de convenções. Apesar de rápida, estava tumultuada. Como a organização possibilita que você saiba de seu número de peito, via e-mail, tenho a impressão que se as filas fossem feitas pelo número de peito, elas estariam mais organizadas e menos tumultuadas.
O kit da prova deixou muito a desejar para um evento que cobra 70 dólares na inscrição. Era simples, para não dizer outra coisa. Tinha camiseta (sem manga), número do peito, chip, pulseira de borracha, mapa do percurso e uma pulseira com a cor definida de acordo com seu ritmo pretendido para a prova.
As novidades ficaram por conta da possibilidade de você customizar a camiseta fornecida no kit e tirar uma foto num pórtico que simulava a linha de chegada com um painel eletrônico onde você podia colocar uma frase pequena ou seu nome.
Largada
Na largada havia indicação das baias de ritmo. Você poderia acessar qualquer baia, pois, não tinha qualquer controle por parte da organização. Como o número de participantes não era tão elevado não chegava a comprometer o ritmo inicial. A largada foi dada pontualmente na hora programada, às 07h30min.
Percurso
O percurso da Maratona de Buenos Aires é o grande atrativo da prova. A altimetria quase toda plana facilita a manutenção do ritmo e propicia boas marcas pessoais. Alguns pequenos trechos, entretanto, com largura diminuta das vias, ocasionavam um acumulo de atletas que dificultava a corrida. Na área portuária, era preciso estar atento. Pisar nos trilhos provocava um escorregão. Presenciei várias pessoas, que por pouco, não se “estabacaram” no chão. Mas no geral, a passagem pelos pontos turísticos da cidade dava um sabor especial a prova.
Hidratação
A organização propiciou água e gatorade alternadamente em vários trechos da prova. Distribuiu também frutas. Portanto, não deixou nada desejar nesse aspecto. O único pecado, a meu ver, foi cometido na chegada. Ao completar a prova em 3h25min, recebi a medalha, água, gatorade, um antiinflamatório e só!
Li relatos de pessoas que receberam além do citado acima, barras de cereal e cookies. Não recebi nada isso e vários outros atletas, que estavam hospedados no mesmo hotel que eu e que completaram a prova, também não receberam. Não sei dizer o que aconteceu.
Vale a pena!
No geral, avalio a organização da Maratona de Buenos Aires como muito boa. Mas há também outras vantagens para você colocar esse evento no seu calendário de corridas. É uma viagem internacional com custo de viagem doméstica e de curta duração, apenas duas horas e meia de voo. Na cidade há varias opções para passeio e o idioma favorece a comunicação.
Além de tudo isso, a prova é indicada para quem pretende entrar no mundo das maratonas ou melhorar sua marca pessoal na distância. O percurso é quase totalmente plano, com clima ameno, passando em vários pontos turísticos da cidade, com relativamente poucos corredores e muita, mas muita vibração. De fato, vale a pena!


