“Uma grande árvore de grande abraço gera-se de uma fina muda. Uma torre de nove andares levanta-se de um acúmulo de terra. Uma viagem de mil léguas inicia-se debaixo dos pés”.
Lao Tsé
Estamos programando para o dia 31/12, último dia do ano, uma corrida-treino para saudar o Ano Novo e agradecer a Deus pelos muitos quilômetros de saúde, paz, trabalho e lazer proporcionados em 2011.
A intenção é reunir os amantes da corrida de rua para uma corrida-confraternização pela orla de Macapá na companhia do majestoso rio Amazonas. O percurso será de 6 km e sairá do Complexo do Araxá em direção ao Parque do Forte, contornará a Fortaleza de São José e retornará para o Araxá. A largada será às 06h30min no Complexo do Araxá.

Para participar do evento basta estar presente no local da largada e levar alguma guloseima para o lanche pós-corrida, uma espécie de café da manhã. Pode ser suco, pão, biscoito, fruta ou bolo.
Se você quiser fazer o percurso caminhando, de bike, patins… sem problemas. A ideia é saudar o Ano Novo em alto-astral.
Então, “Bora Correr”!
A pane geral que se instalou no meu computador, semanas atrás, ainda causa alguns transtornos. Na prática o notebook é mais que seu computador pessoal, ele carrega parte da história de sua vida. E no meu caso, todos os trabalhos periciais que realizei nos últimos anos. Portanto, é um bom motivo para ser tratado com carinho.
Como já tive uma experiência anterior com essa tragédia de perder informações, vinha me precavendo em backups mensais em um HD externo. Então, “perdi” cerca de um mês de trabalho. Mesmo assim, estou correndo atrás na tentativa de minimizar essa perda. Nosso perito em Informática da POLITEC, meu amigo Sepeda, está caçando os arquivos num HD diagnosticado com “morte cerebral”. Parte dos arquivos já foram recuperados, mas a busca continua.
Dos dados que ainda não foram recuperados, uma parte continha a minha rotina diária de treinamentos. São os arquivos baixados do Garmin Forerunner 405. Após os treinos e provas, os dados eram transportados para o computador e retratavam todas as informações da corrida, como: ritmo, velocidade, distância percorrida, frequência cardíaca e calorias gastas. Havia um banco de dados desde junho de 2010. Uma perda lamentável. Só não perdi aqueles que não haviam sido apagados do Garmin e ainda permanecem nele.
Para visualizar as informações do Garmin tive que baixar novamente o software Garmin Training Center e o Agente ANT +, porém tive um pouco de dificuldade. Por esse motivo não vinha divulgando a quilometragem do tênis Asics Speed Star. Mas agora, vamos aos números:
• última atualização (15/11) = 203,67 km;
• longão de sábado (19/11) = 15,07 km, total = 218,74 km;
• treino de tiro (24/11) = 11,49 km, total = 230,23 km
• longão de sábado (26/11) = 12,51 km, total = 242,74 km;
• treino de tiro (01/12) = 13,61 km, total = 256,35 km.
Portanto, a quilometragem atualizada do Asics é 256,35 km. Agora, rumo aos 300 km. Então, “Bora” correr!
Iniciei dezembro no modo “slow”, ou seja, de forma lenta. Isso não quer dizer que estou deixando de cumprir o treinamento previsto. Ao contrário, sigo gabaritando a planilha e frequentando assiduamente a academia. Então, o que será que está acontecendo?
Nos últimos três anos, nessa época do ano, seguia com os treinos num ambiente de muita empolgação, trabalhando duro e suando horrores, para estar preparado para os 15 km da Corrida Internacional de São Silvestre. Quando entrava dezembro, começava a sentir o clima da prova e quase que diariamente lia, assistia ou escrevia algo relacionado a corrida.
Tenho a impressão que a decisão de não participar da São Silvestre em 2011, deve ter desencadeado esse processo de lerdeza que está me consumindo. Talvez, nem seja pela prova em si, mas pelo fato de não ter um objetivo a cumprir nesse final ano, como normalmente acontecia.
Pensando bem, minha preparação para a programação de corridas que estabeleço durante o ano tem funcionado como uma espécie de elixir da motivação. Correr com uma meta para uma determinada prova, sela o compromisso, que faço comigo mesmo, de cumprir os objetivos estabelecidos. E quando se trata de cumprir metas em corridas a única alternativa é treinar e treinar. Por isso, a necessidade de tornar os treinamentos prazerosos e divertidos. Do contrário, vai ser algo penoso, que não vai resistir ao primeiro dia de preguiça.
É possível tirar lições disso para a nossa vida. Vejo que encontrar motivação para fazer algo na vida pessoal ou profissional é um grande dilema, mas assim como no esporte, toda conquista fruto do seu esforço, com perseverança, disciplina e determinação, terá um sabor especial e será para a vida toda.
O “SS” do titulo do post quer dizer “São Silvestre”. É mera coincidência com um símbolo que assombrou o mundo. Mas vendo o vídeo abaixo, o trocadilho até que é oportuno.
Resolvi postar o vídeo do programa “Vamos Correr” da ESPN Brasil, que exibiu a entrevista com o sr. Júlio Deodoro, presidente da Fundação Cásper Libero, organizadora da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece no último dia do ano na capital paulista.
Participei das últimas três edições consecutivas da São Silvestre e estava estudando a possibilidade de participar nesse ano diante das alterações no percurso da prova, realizadas pela organização. Entretanto, depois de assistir a entrevista desse cidadão, resolvi não participar da prova.
Vai ser minha forma de protestar contra a falta de respeito dos organizadores para com os corredores. Eles precisam entender que a multidão que participa das provas de ruas em geral e da São Silvestre, em particular, é composta de atletas amadores, anônimos que levam sua alegria, fazem a festa e engrandecem esses eventos. E como tal, devem ser respeitados. Além disso, são esses mesmos atletas que adquirem os produtos dos patrocinadores, lotam a rede hoteleira paulistana e fazem circular dinheiro no comércio, restaurantes e shoppings.
Assistam ao vídeo e tirem suas conclusões!

“O importante não é só correr. É correr a tempo”.
(anônimo)

Apesar do apagão virtual dos últimos dias, a planilha de treinamento seguiu sendo cumprida regularmente. Não “matei” nenhum dia de treino. Pelo contrário, as atividades aumentaram com meu retorno a musculação. Voltei com a rotina de três dias na academia. Nas semanas que antecederam a Maratona de Buenos Aires, havia reduzido para dois, um dia, até suspendê-la por completo. Claro que isso foi devidamente prescrito pelo técnico Adriano Bastos.
A rotina de treinos de corrida visava minha participação na São Silvestre. Última prova que havia programado para esse ano. As modificações no percurso geraram descontentamento de norte a sul do país, mas quando assisti a entrevista do senhor Júlio Deodoro, Presidente da Fundação Casper Líbero, organizadora da prova, falando sobre as modificações, fiquei indignado com sua falta de respeito para com os corredores que resolvi desistir de participar da São Silvestre 2011.
Mas como dizia, os treinos seguem normalmente. Até porque não vou para a São Silvestre, mas estou agendando com uns amigos para fazermos uma São Silvestre simbólica aqui em Macapá. Uma espécie de São Silvestre tucuju para o dia 31 de dezembro, que é um sábado, dia de “longão”. Será uma forma de protestarmos contra o que estão fazendo com a São Silvestre ao mesmo tempo que firmamos o compromisso de sair de casa para treinar.
Vamos “sentar a bota” no final do ano.

Por Sérgio Xavier Filho

Os americanos se emocionam com “New York, New York” tocando na largada da Ponte Verrazano e com a chegada triunfal no Central Park. A Maratona de Berlim termina no Portão de Brandemburgo. Nós, brasileiros, não temos uma maratona forte, mas podemos encher o peito para falar da São Silvestre. É uma prova e tanto, tem tradição, o povo vai à rua torcer por anônimos. Quem não está em São Paulo liga a televisão, enquanto o peru do dia 31 está no forno, e torce pelo João, pelo josé João, pelo Emerson, pelo Marílson da vez.
A São Silvestre é um patrimônio cultural. Simboliza a virada do ano e a conciliação do cidadão com sua cidade. A cidade dos carros se rende aos pedestres. O percurso da prova é um componente do simbolismo. Largada na avenida Paulista, a avenida mais paulista da metrópole. Passeio pelo centro e pelo minhocão, o monstrengo arquitetônico que desafoga o trânsito. Subida pela Brigadeiro Luís Antonio, virada na plana avenida Paulista. Ali recebemos dos deuses da corrida um pulmão novo e a esperança. Cruzamos a linha de chegada com a certeza de que o ano seguinte será melhor.
A maior corrida brasileira quer ficar maior. A chegada coincide com os preparativos da festa do Réveillon na Paulista. Organizadores e poder público optaram pelo fácil: transferir a chegada para o Parque do Ibirapuera, palco de outras tantas provas. O fácil não é necessariamente o melhor. Em conversas com especialistas das mais diversas áreas, percebe-se que é possível conciliar chegada da São Silvestre com festa do Réveillon com algumas modificações na dispersão. Em um país que maltrata tanto suas tradições, seria um bom prenúncio para o futuro se conseguíssemos ao menos salvar essa. Quem já correu a São Silvestre sabe como é emocionante vencer a Brigadeiro, virar na Paulista e receber o incentivo de desconhecidos. Nesse momento, não há como não acreditar no país e em nós mesmos.

* Extraído da coluna Carta do Editor da revista Runner’s World, edição 37, mês de novembro.

No mundo dos blogueiros para “calar” alguém basta retirar-lhe a conexão da internet. Se não for suficiente, há uma forma mais drástica: “confiscar” o computador. Na prática, foi exatamente isso que a assistência técnica fez comigo, deixando-me com as mãos atadas por mais de uma semana.
O resultado foi dez dias com zero de postagens. Um vazio danado tomou conta do blog. Nossos fiéis seguidores e amigos, ilustres leitores, perceberam que havia algo de errado. Menos mal que era com o notebook.
Mas agora, estamos de volta a blogosfera, contando as novidades desse final ano, que ao contrário dos outros, não será tão brilhante para os corredores, em função do que estão fazendo com a São Silvestre: desfigurando o tradicional percurso da prova. Algumas alterações foram previamente anunciadas. Outras, durante o período de inscrição. Coisa chata isso!
Aliás, vou postar aqui no blog o artigo do Diretor de Redação da revista Runner’s World, Sérgio Xavier Filho, na coluna Carta do Editor, que retrata o sentimento de todos os corredores sobre as mudanças na São Silvestre 2011, principalmente, a mudança da chegada da Av. Paulista para o Parque do Ibirapuera. Faço isso para não pensarem que estou ficando “mascarado” pelo fato de não concordar com as modificações. A opinião de quem comanda uma revista sobre corridas e é corredor amador é um bom parâmetro para avaliarmos o significado dessas mudanças.
Arranquei a mordaça e tirei as amarras. Ninguém me segura!
Vamos correr!
…ela é uma atividade física natural do ser humano. Não precisa de manual de instruções. Se você consegue caminhar, será capaz de correr. Seu coração agradece!

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