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Seu Ferreira. Ele é o culpado. “Tadinho” dele. Estava em um momento difícil de sua vida quando resolvi buscar ajuda do céu. Em contrapartida, assumiria o compromisso de submeter o meu corpo a um esforço, que na época, seria um grande desafio: completar uma corrida de 10km. Já corria com frequência, sem se importar com a quilometragem e fazia musculação, ambas por indicação médica, para controle da hipertensão arterial. Entretanto, não tinha maiores ambições com a corrida e nem sabia se conseguiria correr essa distância.
Foi a partir desse momento que transformei a corrida em uma profissão de fé. Quando a ciência já não era capaz de dar respostas às nossas angustias, a fé mantinha acesa a chama da esperança e nos dava força para continuar acreditando, sempre.
Neste 25 de julho, meu pai, se estivesse vivo, estaria fazendo 69 anos de idade. Há dois anos ele se foi, deixando suas lembranças e muita saudade. Vamos comemorar seu aniversário, como sempre fazíamos. Essa é a forma de manter viva sua memória: nunca esquecendo.
Saudades!