Neste domingo, dia 17, acontece mais uma edição da Maratona Internacional do Rio. O percurso da prova é de 42 km, com largada no Recreio dos Bandeirantes passando pelas Praias de São Conrado, Copacabana, Botafogo e chegada no Aterro do Flamengo.
A prova conta ainda com dois outros eventos simultâneos: a Meia Maratona, de 21 km e a Family Run, de 6km.
O kit da prova começou a ser entregue ontem e prossegue até amanhã. O jantar de massas está programado para o dia 16/07 (sábado) e reunirá atletas, familiares e celebridades do esporte.
A Maratona do Rio foi eleita, pelos leitores da Revista 02, a maratona mais admirada do Brasil. Uma das melhores corridas do mundo em termos de estrutura e organização.
A Meia maravilhosa do Brasil é a do Rio. Estou falando da Meia Maratona do Rio, que em 2011 acontecerá no dia 21 de agosto. Participei das edições de 2009 e 2010. Meu melhor tempo nessa prova foi no ano passado com 1h45min47s.
A expectativa para esse ano é baixar ainda mais esse tempo. Até porque, já corri 21,1 km em 1h39min10s, na Meia da Corpore, em abril, no dia do meu aniversário. Naquela ocasião, estava lesionado, com uma fascíte plantar e tive que reduzir o ritmo nos quilômetros finais.
    
Espero correr bem perto de 1h35min na Meia do Rio, o que vai exigir um pace de 4min30s/km. É, de fato, um grande desafio, mas se correr num ritmo bom no início da prova será possível chegar nessa marca no final do percurso.
É claro que para conseguir manter o pace de 4min30s/km, preciso treinar esse ritmo e isso já estou fazendo nos treinos de velocidade que realizo às terças e quintas.
De qualquer forma, só o fato de ir para o Rio de Janeiro já é motivo de alegria. Adoro a cidade e não me canso de apreciar suas belezas.
Recebi a foto abaixo, via e-mail, enviada pela organização da Maratona Internacional de São Paulo 2011. Ela foi tirada na feira da maratona, por ocasião da retirada do kit da prova.
Tenho a impressão que estou um pouco mais veloz. Deve ser uma espécie de ressaca pós-maratona. É que depois de uma prova tão exaustiva, achamos que podemos mais e mais. O legal é que no treino de ontem não percebia que estava correndo mais rapidamente que o planejado. Vez por outra olhava no Garmin e via que o ritmo estava abaixo do intervalo 5min50s – 5min30s/km. Obrigava-me a uma marcha mais lenta, mas o pé acelerava. Ao final desta jornada inicial da semana o ritmo ficou em 5min18s/km, percorrendo 9,4 km.
A constatação é que consigo correr mais confortavelmente ritmos mais rápidos. Talvez, por conta da lesão (fascíte plantar) o corpo se “autopreservava” a ritmos menos dolorosos. Correr despretensiosamente, sem compromisso com ritmo e velocidade, sem dúvida, permite reações positivas por parte do organismo e torna a corrida mais prazerosa. E é dessa forma que pretendo continuar correndo, veloz e menos furioso e com alegria, sempre…
“Eu sempre tive a filosofia de que você tem de sonhar um pouco neste esporte. Se você permanece em sua zona de conforto, não irá fazer nada especial.”

Deena Kastor, medalha de bronze na maratona olímpica de Atenas.

Parece que foi ontem, mas já faz 16 anos. Ele veio chorãozinho, pequeno, indefeso e nos trouxe muita alegria. Hoje é o aniversário do Juninho, meu primeiro e único filho.
 O camarada cresceu e tem vida “própria”. O bom de ter filho “cedo” é poder desfrutar, curtir, viajar e partilhar, praticamente, as mesmas coisas. Ele, sempre que pode, é meu aprendiz de maraturista, parceiro nas viagens de aventura, dando um apoio todo especial.
E olha só que legal, tenho o privilégio de ser seu colega de turma, nas aulas de inglês. Algo inusitado, mas confesso que tenho aproveitado ao máximo essa oportunidade. Um privilégio que gostaria de ter desfrutado com meu pai.
Apesar de não morarmos mais juntos, ele tem lugar cativo no meu coração e está presente nas minhas lembranças, preocupações e alegrias. Como já disse a ele: o que se separa é marido e mulher; pai e mãe, jamais!

Meu filho, aceite a benção de seu pai, que te ama muito. Muita paz, saúde e sucesso. E juízo também.

Vida longa ao “Bob”!

Programei duas maratonas para 2011. Cada uma com metas bem distintas. A primeira, já cumpri, foi a Maratona de São Paulo. A meta principal era correr sub-4h, ou seja, abaixo de quatro horas. Consegui mais do que isso, fiz 3h41min46s, baixando o tempo que obtive na Maratona de Estocolmo em mais de 30 minutos.
A próxima maratona está marcada para outubro. Será a Maratona de Buenos Aires, no dia 9. A meta nessa maratona é mais ambiciosa. Pretendo correr o mais próximo possível de 3h30min. Para isso, vou precisar de um ritmo de 5min/km. Na prática, já consigo correr 21 km bem próximo de 4min30s/km, não será, portanto, tão difícil, para os 42 km, atingir o pace planejado.
A Maratona de Buenos Aires é muito procurada pelos brasileiros, principalmente, os atletas amadores. Os atrativos estão por conta da altimetria,  com percurso praticamente plano e as condições favoráveis de clima, com temperaturas agradáveis. Esses fatores ajudam na obtenção de excelentes marcas e na quebra de recordes pessoais.
Antes de partir para essa maratona, faço uma corrida-teste preparatória. Vai ser pelo belíssimo percurso da Meia Maratona do Rio, no mês de agosto. Serão 21 km pela orla da “cidade maravilhosa”. Tô dentro!
Depois do merecido descanso pós Maratona de São Paulo, estou retomando os treinamentos. Foram duas semanas de treinos leves, alternados entre dias de corrida e folga, sem atividade de musculação na academia.
O próximo desafio agendado é a Meia Maratona do Rio, que acontecerá dia 21 de agosto. A prova é considerada uma das mais belas do circuito mundial. Afinal, os atletas percorrerão 21 km pela orla do Rio, largando na Praia de São Conrado e passando pelas praias do Leblon, Ipanema, Copacabana, Leme, Botafogo e chegada na praia do Flamengo.
Essa é uma das minhas corridas favoritas. Tenho uma relação afetiva muito forte com a cidade do Rio. Por isso, aproveito a Meia Maratona do Rio para matar a saudade.  
Foto: Meia Maratona do Rio 2010
O sofrimento é passageiro, desistir é para sempre!
Foi realmente fantástico o primeiro episódio do programa Planeta Extremo exibido pela Rede Globo, neste domingo. O repórter Clayton Conservani foi participar de uma maratona na Antártica, em condições extremas de clima, com temperaturas de 30 graus negativos e ventos de mais de 100 km/h. Para suportar o trampo, o repórter passou por uma exaustiva preparação de 4 meses, treinando em câmera frigorífica, areia e muita musculação.
O vencedor da maratona foi o brasileiro Bernardo Fonseca com o tempo de 4h20min31s e Clayton chegou em sétimo lugar com 5h12min de prova. Em menos de 24 horas depois, Bernardo venceu também o desafio dos 100 km, com o tempo de 12h41min, se tornando o rei de gelo.
Talvez, seja suspeito para falar, pois a série começou mostrando uma maratona, algo que já faz parte da minha vida. Mas o que me chamou a atenção e também me emocionou foi a motivação que cada atleta encontrou para enfrentar o desafio. O próprio repórter confessou que buscou uma motivação especial para cumprir o desafio: nos momentos de dificuldade pensava na filha.
Quem já correu uma maratona sabe que durante o percurso somos tomados por muitos pensamentos que vagueiam entre o céu e o inferno. Uma linha tênue separa a decepção da glória e num piscar de olhos, podemos transpô-la. Por isso, precisamos dar um sentido para aquilo que fazemos. O que é maluquice para uns, tem uma razão de ser para outros.
Quando os devaneios seguem o ritmo das passadas, o filme que vem a cabeça tem a família com personagem principal. Isso nos dá força, alimenta o corpo e a alma, produz um efeito capaz de suportar as maiores adversidades, para vencer o mais duro dos desafios.
Correr uma maratona e vencer o desafio é para poucos humanos, em condições adversas, só os loucos.
“É simplesmente um estilo de vida, uma identidade. É quem eu sou. Se me perguntam o que sou, respondo: eu corro maratonas.”

Robert Dolphin, após completar sua 400 maratona aos 80 anos.

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