“A melhor forma que conheço para superar a baixa motivação para a corrida é voltar a fazer contato com a fonte da paixão por correr. A motivação e a paixão são, de certa forma, diferentes. A paixão é um amor devastador pela experiência de uma atividade favorita. A motivação é um impulso para se envolver em uma atividade baseada em alguma recompensa que a atividade oferece além do simples prazer da experiência em si. Quando se tem uma grande paixão por correr, ou por qualquer outra coisa, não é necessário nenhuma motivação extra. Mas a motivação sem paixão só pode levá-lo até determinado ponto.”
(Dean Karnazes – Ultramaratonista e autor do livro ‘50 Maratonas em 50 dias – Segredos que aprendi correndo’)
Um bom teste para esse início de temporada é a Corrida de Belém. A prova faz parte dos festejos dos 396 anos da cidade e é organizada pela Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer (SEJEL) em parceria com o jornal O Liberal.
O percurso é de 10 km e irá percorrer o centro histórico de Belém. A largada e a chegada serão em frente ao shopping Boulevard, na Doca de Souza Franco. O trajeto seguirá pela Av. Castilho França, Av. Portugal, Rua Padre Champagnat, Praça Frei Caetano Brandão, Rua Tomázia Perdigão, Praça D. Pedro I, Rua 16 de Novembro, Av. Conselheiro Furtado, Av. Roberto Camelier, Tv. Mundurucus, Av. Padre Eutíquio, Rua Gama Abreu, Av. Nazaré, Tv. 14 de Março, Av. Gov. José Malcher, Av. Doca de Souza Franco.
INSCRIÇÕES: de 14 a 27 de janeiro
VALOR: R$ 15 (de 14 a 24 de janeiro) e R$ 20 (de 25 a 27 de janeiro)
LOCAIS DE INSCRIÇÃO:
-BOULEVARD SHOPPING: de 2ª a sábado, de 10 às 22h; domingo, de 12h às 22h.
-SEJEL: Aldeia de Cultura Amazônica, 2◦. Piso – Sala de Coordenadoria de Esporte. 2ª a 6ª feira, de 08 às 12h e de 14h às 18h.
DATA: 29 de janeiro de 2012
PERCURSO: 10 km
LOCAL DALARGADA: Boulevard Shopping
HORA: 07h
Uma ótima opção de lazer e diversão.
A Maratona de São Paulo é a maior e uma das principais provas do calendário nacional. Apesar da organização divulgar que ela é a maratona mais rápida do Brasil, isso é uma meia-verdade. Para os atletas de elite, isso é um fato. O vencedor em 2011, David kemboi Kiyeng, fez 2h11min51s, contra 2h20min49s de João Marcos Fonseca, vencedor da Maratona de Porto Alegre, que tem um percurso plano.
Entretanto, para os amadores a história não é bem assim. Participei da Maratona de São Paulo em 2011 e pude sentir na pele, ou melhor, na perna, que a altimetria da prova não é tão favorável a tempos expressivos. O percurso é dureza, tem as subidas dos viadutos e, principalmente, a do túnel do Tribunal de Justiça no final da prova. Quando atingi esse ponto do percurso pouquíssimos atletas se aventuravam a correr, subiram caminhando. Não me lembro de outra ocasião em que ultrapassei tanta gente, próximo da chegada de uma corrida, quanto nessa maratona.
Maratona de SP 2011: Subida do túnel do Tribunal de Justiça
Não indicaria essa prova para quem pretende estrear nos 42 km. A organização é fantástica, mas como disse, a altimetria é bem inconstante, tornando o percurso duro. Além disso, a prova costuma ocorrer com clima quente e como é televisionada, a largada é às nove da manhã. A chegada é ainda mais quente e penosa, debaixo do sol escaldante do pós-meio-dia.
Um outro fator negativo da Maratona de SP é que o percurso é monótono e quase zero de incentivo, pois, pouca gente vai às ruas para acompanhar a corrida. O público se concentra no Parque do Ibirapuera apenas para assistir a chegada.
Não estou querendo desanimar quem pretende participar da Maratona de SP. Estou apenas mostrando que ela não é mais indicada para os amadores que querem fazer sua primeira maratona. E posso comprovar isso, através de números. Fiz 3h41min46s nela, nas condições que relatei acima. Três meses depois, corri a Maratona de Buenos Aires em condições opostas: clima ameno, altimetria plana e largada às 7h30min da manhã. Resultado: 3h25min31s. Uma performance bem melhor e com 16min15s a menos, sendo o meu recorde pessoal na distância.
  
É lógico que, para quem busca desafios, a Maratona de SP é uma boa pedida. Mas é bom estar preparado para a dureza que é a prova.

Tão difícil quanto obter a exigida qualificação é se inscrever na Maratona de Boston. A organização depois de anunciar os novos tempos de qualificação para a prova (vide http://www.maraturista.net/uma-boa-meta-para-2012/), fez alguns ajustes para quem pretende corrê-la em 2013, pois, para 2012, apesar de valerem as mesmas regras, as inscrições já encerraram.

Para 2013, a preferência para inscrição será para os mais rápidos entre aqueles que já tem o índice. No primeiro dia, se inscreverão aqueles com tempo de 20 minutos abaixo da linha de corte. No segundo dia, aqueles com 10 minutos abaixo do índice e, no terceiro, esse tempo cai para cinco minutos abaixo. Somente após esses critérios, quem obteve o tempo limite poderá se inscrever.
Na prática, isso quer dizer que, quem obtiver o tempo limite, que no meu caso é de 3h15min (faixa etária de 40-44 anos), terá que aguardar que os atletas que fizeram tempo de 2h55min, 3h05min, 3h10min e entre 3h10min e 3h14min, nessa ordem, respectivamente, ou seja, entre 2h55min e 3h14min se inscrevam, e se sobrar vaga, aí poderão se inscrever.
A ideia da organização da prova é privilegiar os mais rápidos. Agora não basta apenas obter o índice. Para assegurar a participação tem que ser rápido na pista e obter um tempo ainda mais expressivo do que o exigido.
A Maratona de Boston é só para os fortes… e rápidos também.
Depois de cruzar a linha de chegada da Maratona de Estocolmo (Suécia) em 2010, muito orgulhoso e satisfeito de completar minha primeira maratona. O sorriso disfarça a dor e o cansaço, mas não esconde a alegria. 
Se a pretensão é correr 10km em 50 minutos, pace de 5min/km, a estratégia é simples: treine, mas treine muito no ritmo pretendido.
Já venho registrando meus treinos desde 2005. Em 2009, comecei a compartilhar através do blog. Acho importante essas anotações para se ter parâmetros do processo de evolução do condicionamento físico e da performance.
Com o advento dos relógios com a tecnologia de GPS, atletas e técnicos ganharam novas ferramentas e indicadores para nortear o seu treinamento. Esses dispositivos informam durante o treino o ritmo, a velocidade, a distância percorrida, as calorias gastas e a frequência cardíaca. E mais, esses dados podem ser repassados diretamente para o computador.
Com essas informações é possível saber se um atleta é capaz de sustentar determinado ritmo numa prova. Ora, se ele nunca conseguiu atingir um ritmo de 4min30s/km, nos treinos de “tiro”, por exemplo, como poderá sustenta-lo numa prova, se o seu corpo nunca experimentou este ritmo antes? A lógica na corrida é que o que você doa nos treinos é o que vai receber na hora da prova. E é nisso que os indicadores podem nos ajudar.
Para sustentar um ritmo, o treino de “tiros” é fundamental. Seu objetivo é adaptar o organismo a um grau de esforço mais intenso e com isso tornar o ritmo de rodagem e o de prova mais confortável, uma vez que se está adaptando a algo bem mais exaustivo. Assim, para que você corra a 4min30s/km, terá que experimentar ritmos ainda mais rápidos, tipo 3min50s a 4min20s/km, dependendo da duração do “tiro”.
É o que os especialistas chamam de princípio da especialidade. Quer dizer que se você quer melhorar uma habilidade vai precisar treiná-la. Então, se queremos melhorar uma marca numa corrida, precisamos treinar o ritmo pretendido para a prova.
Portanto, para quem pretende correr uma prova de 10 km em 45 minutos, pace de 4min30s/km, uma sugestão de ritmos para treinos deve ser a seguinte:
● rodagens menores da semana: 5min30s a 5min50s/km
● longos de sábado: 5min10s a 5min30s/km
● tiros curtos: de 2 a 4 minutos: 4min a 4min10s/km
● tiros médios: de 5 a 7 minutos: 4min10s a 4min20s/km
● tiros longos: de 8 a 12 minutos: 4min30s/km.
Prosseguindo com o monitoramento da quilometragem do tênis de corrida da Asics – o Speed Star 5. Ele foi usado pela última vez no dia 03 de dezembro de 2011, quando percorri 13,61 km num treino de “tiros”. Naquela oportunidade o “hodômetro” já marcava 256,35 km.  
Na terça (10/01/2012), voltei a utilizar o Asics num treino de “tiro”. Dessa vez, rodei com a média de 4min38s/km e finalizei o treino após percorrer 10,24 km. Portanto, a nova quilometragem do tênis é 266,59 km.
Ressalte-se que, como o tênis não vem com hodômetro instalado, meço sua quilometragem através do GPS do Garmin. E a ideia de monitorar os quilômetros rodados com o tênis é para avaliar a sua durabilidade e testar a previsão dos especialistas, que acreditam que os “pneus” de um corredor duram em média entre 500 a 600 km de uso, sem perder as suas características técnicas e funcionais, em condições normais de uso.
Com esse tênis, corri em 2011 as seguintes provas: Meia do Rio (21/08), Maratona de Buenos Aires (09/10) e a Corrida do Círio (23/10). Em todas, consegui melhorar minhas marcas.
1 Conheça seus pés: um teste de pisada é essencial antes da compra.
2 Não se aventure: invista em marcas confiáveis.
3 Beleza não é tudo: o bonitinho pode, sim, ser ordinário.
4 Cuidado com o papo do vendedor: muitas vezes ele não tem conhecimento nem experiência para indicar o que é bom para você.
5 Conheça-o por dentro: examine costuras internas e palmilhas.
6 Ouça opiniões: nem sempre o que é bom para os outros é bom para você, mas colher várias opiniões antes da compra pode indicar uma direção.
7 Cada objetivo, uma sentença: há modelos indicados para diferentes tipos de treino.
8 Compre o modelo anterior: fique de olho na época de lançamento de novos modelos. As lojas queimam os estoques dos antigos a preços que valem a pena.
9 Trote na loja: não tenha receio de parecer ridículo, teste.
10 Não tenha medo de repeteco: em time que está ganhando não se mexe. Usou e gostou de um modelo? Quando for trocar, compre outro igual. Os riscos de você errar caem para praticamente zero.
Extraído da edição especial da Revista Runner’s Brasil n◦. 38.
Nessa época do ano é preciso ter em mãos um plano B para não cabular a planilha e dar prosseguimento a sequência de treinamento. Como estamos no “inverno” amazônico, a temporada de chuvas já começou. Sair para correr debaixo de muita água não faz à cabeça de muita gente.
Uma saída é a esteira da academia. Além do conforto de um local fechado, livre da chuva, há a possibilidade de alternar a corrida com exercícios nos equipamentos. Ou seja, realizar atividades de circuitos, tão importantes nessa fase de início de temporada para fortalecer a musculatura e desenvolver o trabalho de força.
Por outro lado, se você é adepto do “quanto mais água melhor” essa é a sua estação. A água da chuva dá um alívio danado e torna a corrida ainda mais agradável. Senti-la batendo no corpo e lavando o rosto nos faz valorizar as coisas simples da vida. Além disso, sair para correr num dia que muitos consideram desfavorável, ratifica seu compromisso em cumprir suas metas. Quando muitos desistem diante das adversidades, você encontra motivação para seguir em frente.
Mas se você não é adepto de exercícios em ambientes fechados e não gosta da chuva, o jeito é fazer como os paraenses, diante da famosa chuva diária com hora marcada: marcar compromisso depois da chuva.
•Mais de 150 pessoas trabalham na organização da prova durante todo o ano.
•130 bandas animando todo o percurso.
•60 mil sachês de carboidrato em gel.
•1700 banheiros químicos.
•93600 garrafas de água mineral.
•800 mil fotos tiradas dos participantes por 80 fotógrafos oficiais.
•236 mil litros de água natural.
•121 mil litros de isotônico.
•38 postos médicos pelo percurso, além da chegada, com desfibriladores em quase todos eles.
•Mais de 8 mil voluntários na semana da prova.
•7700 kg de roupas deixadas pelos corredores e encaminhadas para instituições de caridade.
Dados da Revista Contra-Relógio, edição de dezembro de 2011.

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