Estava escuro e não dava pra ver se ia chover. Cedinho estávamos no Parque do Forte. Começamos o tradicional “longão” de sábado desfalcado do Gil Leite, com um novo integrante (Isnard Luna) e sem chuva. Ela nos pegou durante o percurso. Estava forte na intensidade e fina no tamanho dos “bagos”, quero dizer pingos. Por isso, não incomodou, ao contrário, foi bem agradável cumprir os 13 km de percurso debaixo de chuva.
Isso deve ter atenuado o cansaço, pois corremos um pouco mais rápido que o treino do sábado anterior, quando fizemos o mesmo percurso. Apesar de ter sentido o cansaço nos dois últimos quilômetros e ter diminuído o ritmo, o Isnard mostrou que tem potencial e leva jeito pra coisa. Eu e o Cel. Carlos, por outro lado, engatamos uma quinta marcha e imprimimos um ritmo de 5min10s no quilômetro final, com velocidade média de 11,5 km/h e máxima atingida de 13,9 km/h. Excelente para um final de treino.
Devo registrar que a chuva lavou o cansaço. Conclui o treino inteiríssimo, com a musculatura sem dores, respiração controlada e sem estar extenuado. Correr nesse clima é agradável e prazeroso. A chuva ajuda a regular a temperatura corporal e reduzir o cansaço. Além de dar uma sensação de bem-estar. Portanto, quem treina na chuva é pra se molhar e correr mais e mais.
Deixei para treinar no final da tarde de ontem e entrei numa fria, literalmente. O mundo desabou em água e veio acompanhado de um vento gélido. A chuva veio fina no início e estava até agradável, mas depois transformou-se num temporal. Os pingos d’água que batiam no rosto e nos olhos incomodavam. Estava difícil manter a postura correta na corrida. O jeito foi abaixar um pouco a cabeça e meter bronca no treino.
Interessante que, por estar completamente encharcado, tinha a impressão que estava correndo bem abaixo do ritmo programado. Não dava para verificar o ritmo no Garmin pelo fato dos pingos da chuva alterarem a tela constantemente ao atingi-lo. Fiquei surpreso ao baixar o treino para o computador, a média de ritmo foi de 4min38s/km. Realmente, a chuva ajuda na performance.
Nesse ritmo de 4min38s/km, cheguei a atingir a velocidade máxima de 14,6 km/h. A maior velocidade que havia registrado em provas foi 14,1 km/h, na Corrida do Círio, em Belém-PA, em 2011, quando corri num ritmo de 4min16s/km e fiz os 10km em 42min48s.

Isso é uma demonstração de que estou entrando no meu ‘pace’ de prova.

Em 2007, o mexicano e ex-governador do Estado de Tabasco Roberto Madrazo, que concorreu às eleições presidenciais de 2006 no México, tentou fraudar o resultado da Maratona de Berlim. Ele havia “completado” a prova em 2h40min, tempo excelente para um homem de 55 anos. Depois, um jornal local desmascarou a façanha do político, mostrando um vídeo em que ele desaparece entre os quilômetros 25 e 30 e reaparece a sete quilômetros da chegada. O absurdo é que ele teria que correr a uma velocidade média de 1km/min, nos quilômetros em que desapareceu, para completar a prova no tempo registrado. Nem o vencedor da prova, o etíope Haile Gebrselassie, conseguiu tal façanha.
O problema é que o mau exemplo desse político trapaceiro vem se tornando prática rotineira nas corridas de rua. Há vários registros de “corredores” que se inscrevem em provas sem, entretanto, cumprir o percurso, para reaparecerem no final e receberem a medalha.  Fico me perguntando: qual o sentido disso tudo? Qual o mérito dessa “conquista”?
Essas atitudes estão na contramão do esporte. O verdadeiro espírito do esporte, na minha concepção, é difundir valores positivos que levem a comportamentos éticos e morais saudáveis e que contribuam na formação de cidadãos dignos e honrados. Um dos objetivos do esporte em geral e da corrida em particular, é estimular crianças, jovens e adultos à sua prática, mas com respeito às regras do jogo, sem o intuito de enganar ou trapacear para se dar bem.
Corredores são do bem. Buscam bem-estar na prática esportiva desenvolvendo valores como a amizade, a generosidade, o companheirismo, o altruísmo, a lealdade, o respeito ao próximo, a igualdade, entre outros e, sobretudo, difundir valores positivos.
Quem trapaceia e transgride às regras estabelecidas não é digno de ser chamado de esportista. Não está apenas sabotando o evento, mas principalmente, a si mesmo.
O Guia Runner’s World de Corrida de Rua é destinado a corredores de todos os níveis, do iniciante ao avançado. É rico em informações sobre treinamento para corridas de rua de 5km, 10 km, meia-maratona e maratona. Traz a última palavra em técnicas e orientações sobre treinamento, ritmo de corrida, alimentação, prevenção e tratamento de lesões e outros detalhes para melhorar a performance, seja do atleta amador ou de alto rendimento.

A autora, Katie Mcdonald Neitz, é treinadora especialista em corrida de rua e editora da edição americana da revista Runner’s World. Neste livro, ela expõe toda a sua experiência e conhecimento no esporte, tornando esta obra num dos guias mais completos sobre treinamento esportivo, incluindo: programas de treinamento específicos por distância; planos de alimentação; orientações sobre hidratação; estratégias para o dia da corrida e conselhos sobre preparação mental para a competição.
Na minha humilde opinião é o livro mais completo que li sobre treinamento esportivo para corredores de rua, independentemente do seu objetivo e do nível de condicionamento. É um livro de consulta e pesquisa permanente, tanto para atletas como para treinadores. Vale o investimento!
Ficha Técnica:
Guia Runner’s World de Corrida de Rua: como treinar para provas de 5km, 10 km, meia-maratona e maratona / Katie Mcdonald Neitz. – São Paulo: Editora Abril, 2010.
Apesar do sarcasmo do título, a coisa é séria. Trata-se do cha…péu, o popular boné, bastante utilizado pelos praticantes de atividade física em geral e por corredores em particular. É um acessório de uso imprescindível nos treinos em dias mais quentes, pois protege a cabeça dos raios solares e impede que a luz incida diretamente sobre os olhos. Em geral são confeccionados em tecidos ultraleves, resistentes ao ar e transpirável.
O uso do boné não se restringe ao período do dia. Há quem o utilize durante a noite, devido ao conforto e proteção da cabeça a ação de intempéries. Há, entretanto, um cuidado a ser observado. O boné deve ter rebordo refletor para permitir que seja visto à distância, para proporcionar uma corrida mais segura.
E se você preferir pode usá-lo para compor um traje casual, esportivo e descolado. Além disso, cai bem em homens e mulheres, de todas as idades. Esse é o chá que vai ajudar na sua corrida.
As flores foram “colhidas” da belíssima floresta da Reserva Natural em Kockabygget-Halmstad, na Suécia, “quintal” da residência de Mara & Sven. No Dia Internacional das Mulheres importei essas flores do jardim do casal, para prestar essa singela homenagem.
Praticando o maraturismo no centro de Copenhagen, na Dinamarca, depois de correr os 42 km da Maratona de Estocolmo, em 2010, na Suécia.

Quando estive em Buenos Aires, para participar da maratona da cidade, em 2011, tive a oportunidade de sentir um pouco da rivalidade entre os dois principais times de futebol da Argentina, o River Plate e o Boca Júnior.
A primeira ocasião foi justamente durante a prova. Uma das atrações do percurso da Maratona de Buenos Aires é o místico estádio do “Boca”, o famoso La Bombonera. Quando passava pelo local, mesmo estando concentrado na prova, olhando pra frente e monitorando o cronômetro, era impossível não notar a manifestação dos corredores. Os torcedores do “Boca”, aplaudiam e gritavam “Boca, boca…”. Os rivais, torcedores do “River”, soltavam uma estrondosa vaia.
Depois de comemorar o meu tempo de 3h25min na maratona, meu recorde pessoal na distância, e de um breve descanso no hotel, resolvi visitar as lojas de souvenir do calçadão da Rua Florida. Foi justamente numa dessas lojas, que participei de uma situação digna de registro, que comprova essa rivalidade.
Entrei e peguei algumas “bugigangas”, dentre as quais, dois copinhos de pinga: um do “Boca” e outro do “River”. Quando fui pagar, o vendedor indagou-me se eu não havia pegado um copo errado. Informei-lhe que não. Ele insistiu. Como poderia levar copos dos rivais, ele deve ter pensado. “Qual o seu time?”, perguntou-me. Sou flamenguista e não tenho nada a ver com a rivalidade de vocês, respondi. Ele sorriu, mas não ficou convencido. A esposa dele, mais interessada na venda do que na rivalidade dos times, mostrou-me a bandeira do River Plate ao lado do balcão e disse-me: “Ele é River, entendeu?”.
Foto: Os copos que semearam a discórdia
Está explicado! O camarada quase perde a venda porque queria que eu levasse apenas o souvenir de um time. Quem torce para o “Boca” não compra nada do “River” e vice-versa. Torcer para o “Boca”, ele até poderia tolerar, mas para os dois, como poderia ser isso? A ideia era apenas ter uma lembrança dessa rivalidade, jamais torcer por times argentinos!
Já sabemos que dormir bem melhora o desempenho físico, pois é durante o sono que o hormônio do crescimento atua na restauração das fibras musculares. Pode-se dizer que o corpo recarrega as baterias durante uma boa noite de sono.
Pesquisas recentes mostram que uma noite “bem dormida” ajuda a emagrecer. A constatação veio de estudos que comprovaram que quem dorme pouco “come mais e não queima as calorias extras”, o que contribui para o ganho de peso. Outra constatação é que pessoas que passam por privação de sono, queimam entre 5% e 20% menos calorias que outros que dormem em média entre 7 e 9 horas.
Portanto, dormir bem é importante para controlar a saciedade e em consequência, o ganho excessivo de peso.
…correr em intensidade moderada melhora o desenvolvimento intelectual e a capacidade de concentração, tudo o que você precisa para um dia de trabalho produtivo.

Conheça mais o Maraturista

Envie-nos um email para tirar suas dúvidas

Somos Credenciados

Credenciado da metodologia Vo2Pro