Terceira semana de treinamento do mês de fevereiro e planilha gabaritada. Foram um pouco mais de 63km percorridos em 6h de treinos, com uma velocidade média de 10,5 km/h.
No total, já foram sete semanas de treinamento, percorrendo uma distância de 393km em 42h de dedicação, num ritmo médio de 9,4 km/h. Continuo firme e forte rumo a Meia Maratona Corpore de São Paulo, dia 10 de abril.
Então, começo hoje a contagem regressiva: faltam 48 dias para a minha próxima aventura!
A orla de Macapá é a porta de entrada da cidade. Cartão postal que encanta os visitantes. É, também, o local favorito dos praticantes de caminhada e corrida. Durante a semana, muita gente utiliza a calçada que vai do Parque do Forte até ao Araxá para se exercitar, seja pela manhã, tarde ou à noite. Até aí, tudo bem!
Nos finais de semana, entretanto, a coisa fica complicada. No treino do sábado tenho optado em realizá-lo pela manhã, uma vez que teria mais tempo para a recuperação pós-treino, por tratar-se de uma atividade de maior volume (acima de 1h30min de duração). O problema é que fica impossível usar a calçada da orla, em função de estar sendo utilizada como uma boate a céu aberto. As pessoas colocam caixas térmicas com bebidas alcoólicas, ligam o som do carro e o passeio público passa a funcionar como pista de dança. Não tem como passar e nem pedir passagem, sob pena de levar umas “bolachas”. É bom nem tentar…
Para piorar as coisas, se você tentar usar a pista (rua) da Beira Rio pode correr o risco de ser atropelado. Carros entram e saem da área de estacionamento repentinamente, podendo provocar acidentes. E mais: motoristas embriagados, som alto, garrafas quebradas, prostituição, lixo sendo lançado no rio, fedentina danada de xixi e um assédio imoral com as mulheres que por ali passam, que chega a ser constrangedor.  
Decididamente, correr na orla, nos finais de semana, não é uma boa pedida. A sugestão é usar o espaço das praças que tanto a do Parque do forte, quanto a do Araxá, permite uma boa visão do rio e exercitar corpo e mente, sem maiores problemas.
O espaço é público, mas deve obedecer a finalidade para a qual foi concebida. Certamente, ali não é apropriado para o que está acontecendo. Se não for tomada uma providência a tendência é a coisa crescer e tornar a frente da cidade uma “currutela”. Portanto, no momento atual, pelo menos nos finais de semana, corra da orla…
“Fazer a mesma coisa sempre é uma coisa que você não deveria fazer nunca.
Faça exercícios, pratique esportes, descanse, brinque, relaxe. Faça o que fizer não esqueça de aproveitar bem o seu dia.”

Extraído da campanha publicitária da UNIMED Rio

A queniana Mary Keitany estabeleceu hoje a nova mais rápida marca mundial para a meia-maratona; ela conseguiu 1h05min50s em prova nos Emirados Árabes Unidos.
O recorde anterior pertencia à queniana naturalizada holandesa Lornah Kiplagat, com 1h06min25s no Campeonato Mundial de Meia-Maratona em Udine, Itália, em 2007. Pelo feito ela ganhou US$ 75 mil e agora já passa a ser uma das cotadas para o pódio na Maratona de Londres, dia 17 de abril, inclusive com chance de derrubar o recorde da inglesa Paula Radcliffe, que é 2h15min25s, em Londres 2003.
A atleta, de 29 anos, já era a segunda mulher mais rápida na distância, uma vez que tinha feito 1h06min36s em Birmingham, Inglaterra, em 2009. No ano passado ela debutou em maratona, em Nova York, quando ficou na terceira posição, com 2h29min01s.
Na prova dos Emirados, o pódio foi completado por etíopes: Dire Tune (1h08min52s) e Mare Dibaba (1h08min57s). No masculino, vitória do também etíope Deriba Merga, em 59min24s.
Extraído do blog da Revista Contra-relógio:

A organização da prova passa a exigir índices ainda mais baixos para os próximos anos.
A Maratona de Boston sempre exigiu tempos pré-determinados por faixas-etárias para a inscrição de atletas amadores. Isso quer dizer que, diferentemente de outras maratonas, a de Boston, exige uma qualificação pré-prova, ou seja, a condição para você conseguir se inscrever é que tenha obtido, em outras provas, o índice estabelecido para cada faixa etária.
Nesta semana, dia 16 de fevereiro, a organização divulgou os novos índices para quem deseja participar da prova em 2012 e 2013. A medida foi tomada em função do grande número de pedidos de inscrições para 2011, que se esgotaram em apenas oito horas. A Maratona de Boston está marcada para o dia 18 de abril.
Os novos índices são os seguintes:
2012
Idade/Homens/Mulheres
18-34  3h10min       3h40min
35-39  3h15min        3h45min
40-44 3h20min       3h50min
45-49  3h30min       4h00min
50-54  3h35min       4h05min
55-59  3h45min       4h15min
60-64 4h00min      4h30min
65-69  4h15min        4h45min
70-74  4h30min       5h00min
75-79  4h45min       5h15min
80 +   5h00min       5h30min                  

2013
Idade/Homens/Mulheres
18-34  3h05min       3h35min
35-39  3h10min       3h40min
40-44 3h15min        3h45min
45-49  3h25min       3h55min
50-54  3h30min       4h00min
55-59  3h40min       4h10min
60-64 3h55min       4h25min
65-69  4h10min       4h40min
70-74  4h25min       4h55min
75-79  4h40min       5h10min
80 +   4h55min       5h25min                  
Na Maratona de Boston só correm, além da elite, os melhores entre os atletas amadores. Na minha categoria, dificilmente obteria índice para corrê-la em 2012 e 2013.  A meta em 2011 é correr, a maratona do segundo semestre, bem próximo de 3h30min, portanto, teria que baixar cerca de 15min do tempo para obter qualificação, algo bem difícil em se tratando de 42km. Mas é bom não me aborrecerem, senão…
Adriano Bastos, medalha de prata em 2010, busca vitória inédita na prova, que será realizada no próximo domingo, dia 20 de fevereiro
O paulista Adriano Bastos, heptacampeão da Maratona da Disney, tentará neste domingo, dia 20 de fevereiro, a vitória no Campeonato Ibero-Americano de Maratona, que será realizado em Caracas, na Venezuela. Em 2010, o atleta, que ocupa a quinta colocação no Ranking Brasileiro de maratona, com o tempo de 2h17min48s, ficou com a medalha de prata.

Adriano Bastos
Os brasileiros, aliás, dominaram a prova do ano passado, com Claudir Rodrigues conquistando a medalha de ouro e Marcos Alexandre Elias a de bronze. No feminino, a paraibana Mary Emannuella da Costa Oliveira será a representante brasileira. Ela está em 18º lugar no Ranking Brasileiro, com 2h54min09s.”
DIZEM QUE CORRIDA NÃO TEM SEGREDO.
BASTA RESPIRAR FUNDO E ENCARAR O ASFALTO.
PODE NÃO TER SEGREDO, MAS TEM RECEITA.
AFINAL, SE DE BARRIGA VAZIA NINGUÉM PARA EM PÉ,
CORREDOR SEM ENERGIA PARA NA PISTA.
QUER TREINAR BEM? ALIMENTE-SE BEM.
QUER DORMIR BEM, TRABALHAR BEM?
COMA TAMBÉM.
ALIMENTE CORPO E MENTE.
SEU CORPO É UMA MÁQUINA,
PRECISA DE COMBUSTÍVEL.
É PRECISO ENERGIA PARA TRANSFORMAR VONTADE EM SUOR.
EVITE EXAGEROS.
TÃO IMPORTANTE QUANTO SEGUIR SEUS INSTINTOS,
É SABER CONTROLÁ-LOS.
DOMINE A FERA EM VOCÊ.
SEM ALIMENTAÇÃO BALANCEADA,
SEU TREINO FICA DESCOMPASSADO.
FALTA AR, FALTA PERNA.
SOBRA TEMPO, SOBRAM ADVERSÁRIOS.
COMIDA É TREINO.
COMIDA É TEMPO.
COMIDA É OXIGÊNIO.
ALIMENTAR-SE BEM PODE FAZER A DIFERENÇA
ENTRE CHEGAR E QUEBRAR.
PASSAR E SER PASSADO.
SUBIR E DESCER DO PÓDIO.
NO BÊ-A-BÁ DA CORRIDA,
O ÚNICO RESULTADO QUE REALMENTE IMPORTA
É SENTIR-SE BEM.
SINTA-SE BEM. NUTRIDO.”
Extraído da campanha publicitária do Mundo Nutrição (http://www.mundonutricao.com.br/)
A alagoana Marily dos Santos, de 32 anos, já representou o Brasil na maratona dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, chegando na 51ª colocação em 2h38min10s. Agora, corre atrás do índice para os jogos olímpicos de Londres, em 2012. Pelos cálculos da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) o índice, no feminino, será 2h30min59s.

 Marily dos Santos na Corrida do Círio-PA em 2010 (Foto Renata Rodrigues)
É uma das principais atletas brasileiras da atualidade e forte candidata para obter o índice. Nas últimas edições da São Silvestre tem sido figura garantida no pódio.
A atleta que é especialista nas provas de 10km, já venceu quatro vezes a Corrida do Círio em Belém e já esteve em oito no pódio, sendo a sua atual campeã com o tempo de 35min04s.
Artigo interessante sobre essa mania que toma conta dos corredores. Extraído do site da UOL http://viagem.uol.com.br/ultnot/2009/11/23/ult4466u765.jhtm.
Misto de esportistas e visitantes, ‘maraturistas’ conhecem cidades de outro ponto de vista
MARINA GOMES
Colaboração ao UOL Viagem
Corridas têm atraído cada vez mais adeptos e uma nova classe de turistas vai se consolidando: os chamados “maraturistas”, aqueles que procuram maratonas mundo afora para correr. E depois, claro, passear. E não pense que eles ficam cansados depois dos 42 km – sempre sobra fôlego para bater perna. Seguindo essa tendência, algumas agências já se especializaram em vender pacotes completos, com inscrição da prova, hospedagem, aéreo e passeios.
O jornalista Rodolfo Lucena, 52, autor de “Maratonando, desafios e descobertas nos cinco continentes” correu cerca de 25 provas no exterior e indica outras vantagens. “Na corrida você descobre lugares que talvez sequer notasse em um passeio comum. Além disso, cria uma relação mais profunda e visceral com a terra onde corre. Sempre descubro um jeito de participar de uma corrida quando vou ao exterior a trabalho e divido minhas férias para permitir que eu faça o maior número possível de corridas”, diz.
Qual prova é a sua cara?
Para as pessoas que riscam os países no mapa de acordo com as corridas que eles oferecem, é fácil montar a lista de “viagens dos sonhos”, pois cada vez mais há provas para todos os gostos e distâncias em quase todas as capitais do mundo. Na maioria o percurso coincide com os cartões-postais da cidade, tornando a corrida uma opção turística imperdível, mesmo que seja apenas para torcer.
Para os mais tradicionais, há um vasto leque como França, Itália, Inglaterra e Estados Unidos. Em Paris, por exemplo, largada e chegada no Arco do Triunfo e passagens por Notre Dame, Torre Eiffel e museu do Louvre fazem com que ela seja reconhecidamente como uma das mais charmosas maratonas.
Quem busca algo mais exótico e desafiador pode tentar a Maratona da Muralha da China com seus 5.164 degraus que exigem um bom fôlego ou a Maratona do Sol da Meia Noite, em Tromso, em pleno verão norueguês, quando o sol não se põe. Há ainda as corridas inóspitas de Victoria Falls, no Zimbábue, e a do Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, onde depois da prova o roteiro turístico inclui uma passada na paradisíaca Zanzibar para relaxar.
Aqueles que procuram mais diversão podem escolher a Maratona da Disney, com todos os personagens acompanhando e colorindo o caminho, que passa pelos parques Epcot, Magic Kingdom e Animal Kingdom, ou a Rock’nRoll Series (várias cidades americanas), em que o ritmo vibrante é ditado pelas bandas no caminho e pelos inúmeros Elvis maratonistas. Ainda pensando em conciliar música e passadas, dá para tentar a Maratona do Reggae, na Jamaica.
Se seu interesse é o turismo histórico, prepare-se, pois as opções não são menos interessantes. Dá para gastar a sola do tênis no Egito, em Marrakesh, na Ilha de Páscoa ou em Istambul, na qual se atravessa a ponte entre a Europa e a Ásia, o novo e velho mundo, e o contraste é belíssimo.
Mas se tudo que você quiser depois de tanto esforço for mesmo curtir uma praia, aproveite as corridas de Honolulu, no Havai e Moorea, no Tahiti.
Menos, por favor
Se você até gosta de correr, mas 42 km ainda são uma meta distante, saiba que a maioria das provas oferece distâncias menores, como meia-maratona (21 km) e as chamadas “fun run”, de 5 ou 10 km. Mas quando seu interesse não é correr, há uma terceira chance de fazer parte desses grandes eventos esportivos pelo mundo: candidatando-se como voluntário. O dentista de São Luis do Maranhão Gustavo Pinho encontrou na internet um anúncio para trabalhar em uma corrida de bicicletas na África do Sul, o Cape Epic, uma prova que dura oito dias. Convidou outro amigo e foram para lá. “Foi uma experiência inesquecível, apesar de só pedalarmos por lazer, de vez em quando. Vimos todos aqueles atletas de elite, fizemos vários amigos e conhecemos a África do Sul de uma maneira diferente e bem mais barata, pois a organização da prova providencia hospedagem e alimentação. Além disso, passamos por lugares diferentes, que não estão nos roteiros turísticos típicos”, conta.
Emoções diferenciadas
Seja conhecendo uma cidade pela primeira vez ou revendo alguma já visitada, é fato que o olhar e as sensações depois da corrida serão completamente distintas. “Eu já conhecia Chicago, mas o clima é totalmente diferente. Há muita gente nas ruas incentivando, principalmente no bairro das colônias mexicana e chinesa, onde os moradores fazem um espetáculo à parte, com trajes e danças típicos. Famílias inteiras saem às ruas ao longo do percurso e as crianças querem o “take five” dos corredores (tocar com as mãos espalmadas) e no dia seguinte é comum colocar a medalha no peito e receber cumprimentos pelas ruas. Fiquei surpreendido, senti um grande respeito e calor humano, pois não importa a colocação na prova, você se sente como um vencedor. Em Nova York eu também me senti um astro, tamanho o incentivo e respeito de todos”, relata o empresário Eduardo Ribeiro, 44, que já percorreu as maratonas de Chicago, Nova York, Berlim, Boston e Paris.
O empresário Samuel Seibel, 54, que também gosta de suar a camisa quando não está entre os livros da Livraria da Vila, em São Paulo, tem na bagagem as medalhas de Nova York, Boston, Chicago, Berlim e Paris, que são as preferidas dos corredores. Isso porque exceto por Paris, todas, junto com Londres, fazem parte do seleto grupo das World Marathon Majors, as maratonas mais bem organizadas e concorridas. E para onde você acha que ele pretende ir da próxima vez? Paris, ele responde, de pronto. “Hoje em dia podemos escolher dentre centenas de outros lugares para correr, mas preciso do aval da minha mulher, que quer passear depois”, brinca ele, que também sempre aproveita para tirar uns dias de turista comum.
Os organizadores da Corrida Internacional de São Silvestre (SS) estudam a possibilidade de mudanças na prova para 2011. A principal delas refere-se a utilização das duas pistas da Avenida Paulista e o deslocamento do palco do Revéillon para duas quadras adiante, ficando no cruzamento da Av. Paulista e Rua Augusta. Segundo os organizadores essa medida irá facilitar a largada e a dispersão e ainda será possível entregar a medalha no final da prova. A expectativa deles é de atrair cerca de 30 mil participantes para esse ano.
Já participei de três edições consecutivas da SS e cá entre nós, tenho minhas dúvidas se isso vai, de fato, melhorar o evento. Na minha humilde opinião, a organização não pode simplesmente melhorar a largada utilizando as duas pistas da Av. Paulista, sem pensar no restante do percurso. Logo adiante, no final do primeiro quilômetro, os participantes vão se espremer na Rua da Consolação. A tendência é afunilar a partir desse trecho e prosseguir até ao final da prova. Isso já acontece com 20 mil corredores, aumentando para 30, vai ser o caos total.

Foto: Arquivo Pessoal – Largada da São Silvestre de 2008
Apesar da tradição da São Silvestre, 86 edições ininterruptas, a organização tem pisado na bola. Em 2009, a largada foi alterada para atender aos interesses comerciais da emissora que transmite a prova ao vivo, deixando os atletas sem entender “patavinas”. No ano passado, a pisada foi no calo dos corredores. A entrega antecipada da medalha fez muita gente desistir de participar da prova.
A sugestão para quem quer participar da SS, em 2011, é se ligar na diversão. A largada é tumultuada pelo povo que quer aparecer na TV com suas fantasias, faixas e cartazes. Dificilmente, você consegue correr no ritmo planejado durante os cinco primeiros quilômetros. Portanto, se quer correr para baixar seu tempo nos 15km busque outro evento. Vá para a SS para curtir a prova, como se fosse para um baile de carnaval. Afinal, você vai encontrar muita gente fantasiada e uma multidão de mascarados, metidos a atletas. 

Foto: Arquivo Pessoal – Minha chegada na São Silvestre de 2008

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