Quando se inicia no mundo das corridas, empolgação é o primeiro sentimento que merece destaque. Com o tempo, correr em condições adversas de clima ou conciliar a rotina de treinos com os horários de trabalho faz a empolgação ir para o ralo e, em geral, as pessoas desistem da árdua tarefa de correr.
Para isso não acontecer é preciso ter certeza da escolha do esporte. Se gosta de nadar, faça natação, assim, estará fazendo algo fruto de seu desejo, fundamental para se tornar algo prazeroso. A corrida é uma boa opção para quem deseja qualidade de vida e boa forma, pois, promove o bem estar e a saúde física e mental.
A dificuldade inicial é adequar os horários da rotina diária com os dos treinos. Para quem trabalha em tempo integral só vai encontrar disponibilidade de horário nos extremos do dia, ou pela manhã ou à noite. É importante adequá-los para que seu esporte não atrapalhe seus afazeres. Se só dispõe de tempo a noite, treine a noite. Do contrário, corra pela manhã.
Depois de estar convencido de sua preferência pela corrida e adequar seu horário de treino a sua rotina diária, é sempre bom buscar uma motivação para continuar correndo. Algo estimulante como ouvir música durante a corrida, correr uma prova numa outra cidade ou país, ou mesmo, estabelecer metas pessoais para cumprir numa prova. 
Quando se tem um objetivo definido para cumprir numa prova há o estímulo para continuar treinando. Estabelecer metas a curto, médio e longo prazo é uma boa opção. O fato de querer cumprir essas metas e buscar o resultado, mantém a motivação e é um forte argumento para não parar de correr. Além disso, constrói no corredor o espírito de superação, prática muito saudável que traz benefícios para sua vida pessoal e profissional.
Obviamente, que, se por um lado, as metas devem ser atingíveis, por outro, difíceis para proporcionar o caráter do desafio. Ou seja, próximas daquilo que o corredor pode atingir. Caso contrário, podem ter efeito negativo se não forem cumpridas. Um mandamento que o corredor deve obedecer é respeitar os limites do corpo.
É dessa forma que a prática da corrida torna-se um vício saudável. Essa busca por superação dos limites é o caminho para levá-lo a uma vida com mais qualidade. Os benefícios virão na melhoria da forma física, do humor, da qualidade do sono e da estética do corpo. Além de torná-lo mais disciplinado, determinado e motivado para vencer os desafios que a vida nos impõe.  
Na cidade não temos muitos locais adequados para a prática da corrida. O mais usado é o calçadão da orla de Macapá, que vai do Complexo do Araxá até o parque do Forte. No Araxá, entretanto, uma parte da calçada desabou, deixando um buraco enorme, com cerca de três metros de diâmetro. Com a força das marés a tendência é o buraco aumentar e impedir as pessoas de utilizarem aquele espaço, que é um cartão-postal da cidade. Mas esse fato não aconteceu ontem. Já está ali, há pelo menos um ano.
Isso é uma demonstração de como a cidade está maltratada, abandonada e sem a menor perspectiva de melhoria.
Com os anos de corrida e consultas com nutricionistas, aprendi algumas regras nos programas de reeducação alimentar. Uma delas é ter a dieta balanceada na proporção de 60% de carboidratos, 25% de gorduras e 15% de proteínas. A dificuldade é saber quais alimentos ingerir para atingir essa proporção e o horário do dia mais adequado, de acordo com sua programação de treinos.
No meu caso, a dificuldade maior é diversificar essa dieta. Encontrar os substitutos para cada alimento, para que a refeição não seja entediante, enjoativa. Vejo isso como principal fator para as pessoas saírem da dieta e perderem o foco. Para o corredor não há como aliar performance sem uma alimentação adequada. Vai faltar combustível na hora do treino e a “máquina” vai quebrar.
Quando treino pela parte da manhã ou final da tarde a opção que utilizo é duas fatias de pão integral com queijo branco (minas) e uma fruta (maçã, pera, melão ou pêssego), consumidos cerca de uma a duas horas antes da atividade. O almoço, geralmente, é feito com arroz ou macarrão, feijão, carne magra (branca ou vermelha), verduras e legumes com azeite, suco e fruta.
Depois do treino, as baterias precisam ser recarregadas o mais breve possível. Quando treino pela manhã, tomo um café com pão francês com o queijo minas, suco e uma fruta (abacaxi, morango, laranja ou manga). Entretanto, nos treinos a tarde, devido ao horário, prefiro fazer a refeição normal (jantar), com os mesmos ingredientes do almoço, com exceção de feijão.
Os “longões”, treinos de rodagem que realizo aos sábados, acima de uma hora e meia, há necessidade de reposição de carboidratos durante a atividade. Costumo utilizar o carboidrato em gel e bebidas esportivas. Depois do treinamento, uso suplemento alimentar para a recuperação muscular na proporção de quatro gramas de carboidrato por um grama de proteína.
Obviamente, que dependendo da distância da prova que vou participar, a dieta pode variar. Por isso, é importante ter o assessoramento de um “personal diet”, com especialização na área esportiva. Com a “máquina” abastecida e bem cuidada, podemos ir mais longe.
Terceira semana de março e continuo a preparação para a Meia da Corpore. As dores musculares persistem, mas trocaram de lugar. A panturrilha deu sinais de melhora, porém, passei a senti dores na musculatura frontal da perna direita. Não dá para saber, ao certo, de que músculo a dor é irradiada. Dá para sentir ao toque que, muito provavelmente, é na região do músculo tibial anterior. O fato é que já está incomodando na hora da corrida.
Já comuniquei ao treinador (Adriano Bastos) e estou aguardando o pronunciamento dele. De qualquer forma, substitui o treino de hoje que seria uma corrida de 50 minutos, no ritmo de 5min30s a 5min50s/km pela bike da academia e as atividades normais de musculação. Pelo visto, essa semana as atividades serão na academia.
Faltam 20 dias para a Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo.
“Habilidade é o que o torna capaz de fazer. Motivação determina o que você faz. Atitude é o quão bem você pode fazer.”

Louis Leo Holtz, treinador de futebol americano recordista nas ligas NCAA e NFL. Ele ficou conhecido pela habilidade de inspirar os jogadores.

Já efetuei minha inscrição na Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo. O número do peito já está definido é 2251. As inscrições continuam abertas no site www.corpore.org.br e a taxa de inscrição é de R$ 70 para não sócios e R$ 55 para sócios. A prova está marcada para o dia 10 de abril, com largada e chegada no campus da USP.
Mapa do percurso
Nessa época do ano, com as chuvas intensas, é preciso muita disposição para sair da cama e ir treinar. Por isso, é sempre bom ter um plano B para o caso da preguiça se apoderar do corpo. No meu caso, tenho a planilha de treinamento que deve ser cumprida de segunda a sábado. Ela é a atividade principal, o plano A. Já declarei que gosto de correr na chuva, com a ressalva de que ela venha quando já estou correndo. Quando já está chovendo aí a coisa muda de figura. O jeito é recorrer ao plano B.
Nesta quarta foi o que aconteceu. A chuva estava muito forte e resolvi correr na academia, que é meu plano B. Para a minha surpresa os funcionários não vieram abrí-la. Aquela preguicinha que me referi no início, tomou conta deles. E agora? Voltei ao plano A e encarei a chuva.
A programação era correr uma hora e dez minutos, num ritmo de 5min30s a 5min50s/km. Saí da esquina de casa na Rua Jovino Dinoá rumo a orla. Não havia uma viva alma nas ruas, nem carros, nem bicicletas. Corri solitariamente no complexo do Araxá e segui pela Avenida Beira Rio. Na “rampa do açaí” estava aquela muvuca de sempre e já era seis da manhã. Sinal de que não iria faltar açaí. Prossegui na orla com a chuva ainda intensa, vez por outra passava um carro, mas nada que incomodasse. A pista era toda minha. Passei a dividir a calçada com os garis que bravamente se mantinham na chuva e tentavam impedir que entulhos entupissem os locais que davam vazão para a água da chuva.
Cheguei ao Parque do Forte e a área de estacionamento estava completamente vazia. Continuei minha jornada pela Rua Cândido Mendes, no contra-fluxo e circundei a residência oficial do Governador. Como ele está em viagem oficial a Brasília não vi nem os PM’s nas guaritas. Tenho a impressão que aproveitaram a chuva para um cochilo. Nesse instante me veio a pergunta: será que eu sou o único maluco a sair na hora da chuva?
Desci as escadas às proximidades da sede da OAB-AP e fui para a pista da “praça Zagury”. Dei uma volta nela e subi as escadas. Prossegui pela rua da Praça do Coco até a Fortaleza. Circulei pela praça do “forte” e peguei o caminho de volta pela orla. Já passava das sete. Apesar de nenhum corredor ou caminhante; carros, ciclistas e alguns transeuntes já se aventuravam pelas vias. Quando cheguei ao Complexo do Araxá o trânsito já era normal para o horário, até porque a chuva havia dado uma trégua. Completei o treino e segui para casa.
Comprovei que gosto de correr na chuva sem nenhuma ressalva. A corrida foi tranquila e prazerosa. Pude constatar que mesmo diante de um dia desfavorável, para a maioria das pessoas, encontrei motivação para torná-lo agradável e iniciar a jornada com muito vigor e disposição. A lição que se pode tirar é que quando muitos desistem diante das adversidades, você pode encontrar motivação e, com disciplina e determinação, seguir em frente.  
Quando se fala em dieta, todo mundo sabe uma: dieta da lua, das cores, da sopa, enfim. Existe uma infinidade delas, todas prometendo sucesso rápido e perda de peso imediata. Sem entrar no mérito da discussão da eficiência de cada uma delas, mas dietas restritivas de nutrientes essenciais, que não levam em consideração as reais necessidades do organismo, não funcionam, principalmente, para os praticantes de atividade física. O organismo precisa de carboidratos, proteínas, gorduras (as boas), vitaminas e minerais.
Uma dieta, em particular, chama a atenção, não só pela simplicidade, como também pela lógica histórica de sua justificativa. Trata-se da Dieta do Homem de Neanderthal. Sua premissa na escolha do que comer parte da indagação se o homem de Neanderthal teria acesso àquele alimento. Ele comia massa, sorvete, baguete, enlatados e embutidos? Com certeza não. E frutas, verduras, peixes e carnes? Pode apostar que sim. O fundamento lógico dessa dieta é que os alimentos consumidos pelos primitivos de Neanderthal foram concebidos para o nosso corpo, sem qualquer tipo de conservantes e corantes. Os vegetais eram orgânicos e a carne fresca.
Imagem: construindohistoriahoje.blogspot.com
Portanto, a partir de agora, na hora de escolher determinado alimento, faça a pergunta: “O homem de Neanderthal teria aceso a esse alimento?” Se a resposta for negativa, descarte; se for positiva, aproveite, bom apetite e bons treinos!

Semana passada o sinal de alerta acendeu. Senti dores musculares na panturrilha da perna direita sem nenhum motivo aparente. As dores já incomodavam até no momento da caminhada. Treinei até quarta e no restante da semana resolvi dar uma paradinha para tratar da lesão iminente.
Fiz o tratamento convencional com bolsa de gelo na região da dor por 20 minutos, de três a quatro vezes ao dia. Mas o que realmente deu resultados mais satisfatórios foram as sessões de acupuntura com eletroestimulação. Logo após a primeira sessão já senti melhoras e a partir da segunda, as dores já não incomodavam mais, até sumirem completamente.
Retornei as atividades hoje. Corri cedinho para poder observar, ao longo do dia, o comportamento da panturrilha. Continuo o tratamento e caso não melhore vou procurar um ortopedista para avaliar melhor o meu quadro. Já aprendi que é melhor parar algumas semanas do que continuar treinando e passar meses tentando curar uma lesão.
O planejamento desse ano não vai ficar prejudicado. Se for necessário, refaço e mudo a programação de provas que havia marcado no calendário. A Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo, não há como adiar, já fiz minha inscrição, comprei passagens e reservei hospedagem. Posso até não corrê-la, mas a viagem está confirmada. Como um bom maraturista, se não der para correr, pelo menos o turismo está garantido.
Faltam 27 dias para a Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo.
Tem gente que diz que em nosso Mundo
não há espaço para relacionamentos sérios, duradouros.
Que a correria do Mundo em que vivemos não permite uma vida saudável em sociedade.
Então vivemos em Mundos diferentes.
No meu Mundo,
qualidade de vida
vem em primeiro lugar.
No meu Mundo, quem acompanha meus passos
e faz o corre-corre dos meus dias mais agradável
tem muita importância.
Por isso, dou tanto valor a você, companheiro.
Sei que nossa relação não é fácil.
Vivemos entre tapas e beijos.
Noites de frio e dias de calor.
E você está sempre lá, pro der e vier.
Amarrado ao meu corpo.
Por isso, dou tanto valor a você, companheiro.
Sua presença me fortalece, melhora meu dia a dia.
Você faz parte de meu Mundo.
Você faz parte da minha corrida.
Sou corredor.
Meu tênis é meu companheiro.
Meu Mundo é a Corrida.
Extraído da campanha publicitária do Mundo das Corridas (www.mundocorrida.com.br)

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