Por Marcos Paulo Reis*
É preciso agregar mais valores a sua corrida. Afinal, todos sabem que o esporte transforma, e essa mudança vai além da perda de peso e de um corpo mais bonito. A maioria dos adeptos muda também a alimentação, os horários dos compromissos sociais que antecedem os treinos mais importantes e até algumas amizades. Além disso, há o ganho de disposição, de organização do tempo e de competitividade saudável, que trazem mais resultados não só em relação a marcas nas provas, mas também para a vida do atleta.
Mas o intuito dessa coluna é ir além desses fatores e incentivar você, corredor, a ser uma pessoa melhor por meio da corrida. A ideia é colocar a mente mais em atividade enquanto corremos e sermos também solidários a quem está correndo ao nosso lado. Afinal, o objetivo de todos é o mesmo, por mais que as metas sejam diferentes.
Alguns princípios:
1 Não adianta correr se você não tem gestos educados na corrida, com os demais corredores e com o ambiente em que está praticando a atividade física. A corrida é um momento que cada um busca melhorar a sua saúde, a sua performance, o seu bem estar. Por que não estender esses propósitos para além de si mesmo? Ajude outro corredor em caso de ele cair ou passar mal, procure dar passagem, peça desculpas se pisou no pé ou esbarrou em alguém, não tenha rivalidade com outras assessorias esportivas. Todos tem o seu espaço.
2 Esteja presente em sua corrida. A prática em si requer concentração, pensar na respiração, nos movimentos, no ambiente. É preciso focar na boa realização da corrida, ainda que esses momentos sejam também propícios para insights profissionais e pessoais. Pense que é um momento do seu corpo e ele requer atenção para você perceber os sinais passados.
3 A corrida é um esporte individual, mas o convívio é grupal, já que os parques estão repletos de corredores – assim como as provas e até mesmo as ruas (talvez não cheias de corredores, mas certamente de pedestres e automóveis). Faça dessa convivência algo bom e que traga conhecimento e aprendizado.
4 Corra por prazer, não por uma obrigação. Empenhe-se em ir ao treino porque se sentirá bem lá, porque os resultados são muito bons, porque está “correndo” atrás de um objetivo proposto por você mesmo. Não corra por obrigação, pois desse modo a prática se tornará chata e os benefícios, menos aparentes.
5 Reinvente sua corrida. Faça um treino novo. Crie um parâmetro diferente. Busque a boa convivência com os demais corredores. Proponha-se ser alguém melhor dentro e fora dos treinos. Você perceberá que a satisfação pós-prova será ainda maior, assim como a endorfina liberada com a prática de sua atividade física.
6 Há muitos bons exemplos em treinos e provas. Atletas que nunca se viram compartilham géis de carboidrato, água ou bebidas esportivas. Ajudam os outros atletas a levantarem em casos de tombos. Oferecem água quando algum deles não consegue pegar um copo no posto de hidratação. Incentivam a não andar com frases motivacionais e até mesmo reduzem o ritmo para dividir alguns segundos ao lado de quem cansou antes do tempo. Em outras palavras: o que existe é companheirismo. Fique atento a esses bons exemplos e faça sua parte. Receba e passe essa gentileza adiante.
Extraído da coluna Treinador da Revista O2, edição de maio de 2009.
*Marcos Paulo Reis é diretor técnico da MPR Assessoria Esportiva, em São Paulo e colunista da Revista O2.
Retomei os treinamentos depois de uma semana de “folga” das ruas. Nesse período, fiz apenas atividades de musculação, para fortalecimento muscular, e bike indoor, para não perder muito do condicionamento aeróbico. Só dei uma pausa nas atividades de impacto para não agravar os problemas musculares.  
Hoje, porém, coloquei os pés na rua. Já estava sentindo falta disso. Dei uma corridinha leve de 50 minutos, sem se preocupar com o ritmo. O pensamento estava voltado para a perna direita. Sinto que ainda não estou totalmente recuperado, pois, as dores musculares persistem, ainda que seja em pequena intensidade, mas incomodam.
Durante o tratamento estava difícil localizar o ponto exato da dor. No treino percebi, primeiramente, uma pequena dor na região plantar do pé e depois ela sendo irradiada para a musculatura da perna. Mas depois passou e terminei o treino sem maiores problemas. Apenas o pé, nesse momento, apresenta um leve desconforto quando ando.
Tenho a impressão de que as dores podem estar sendo originadas no pé. Nesse caso, em geral são motivadas pelo uso de tênis inadequado para o tipo de pisada. Fiz o teste em 2009, resultando em pisada neutra. Nos treinos procuro fazer rodízio dos tênis para evitar desgaste excessivo de um em detrimento de outro. E eles são relativamente novos, todos adquiridos em 2010. De qualquer forma, vou passar a usar aquele que vou correr no dia prova e que só é usado para as competições, uma vez que já está se aproximado do “grande dia”.
Vou observar como a perna se comporta e continuar o tratamento durante a semana. Os treinamentos seguirão e caso as dores não retornem irei correr os 21 km da Meia da Corpore. 
Faltam 13 dias para a Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo.
A Acupuntura traz muitos benefícios a todos os praticantes de atividade física e atletas:
·         Efeito analgésico e anti-inflamatório ;
·         diminuição do edema articular;
·         restauração da força muscular e da função articular;
·         promove a cicatrização natural de contraturas e distensões (c0ntusão muscular);
·         acelera a recuperação do atleta em 30%;
Sem a lesão, a acupuntura também promove:
·         energia além de aliviar o cansaço;
·         relaxamento muscular;
·         melhora do desempenho físico e mental;
·         combate à ansiedade pré- competição;
O uso da acupuntura não apresenta restrições e traz benefício integral para o corpo, atuando tanto na prevenção como na reabilitação, garantido também melhorias na performance do indivíduo.
Agende sua consulta: (96) 3081-2001
A Maratona de Estocolmo 2011 acontecerá no dia 28 de maio, num sábado. As inscrições encerraram em novembro de 2010, mantendo a tradição de se esgotarem seis meses antes do evento. A largada está marcada para às 11h30min ao lado do Estádio Olímpico das Olimpíadas de 1912, o primeiro a ser erguido de forma permanente, antes os estádios eram desmontados após os jogos. Aliás, 2012 marca o centenário do estádio e a organização promete uma maratona a altura do evento. As inscrições já estão abertas.

A Maratona de Estocolmo foi o melhor evento de corrida que já participei. Organização impecável, atletas divididos por raias de acordo com o ritmo que pretendiam correr a prova, população apoiando, cidade muito bonita e preparada para receber os visitantes. Nas estações do metrô era só mostrar o número da corrida e a passagem era grátis.

Stockholm Marathon 2010
O percurso é duas voltas pelas belíssimas ruas da cidade com chegada no estádio olímpico. Foi a minha primeira maratona, que contou ainda com a participação de outros brasileiros: Renato Manzoli, 3h43min18s; Arthur de Assis Melo, 3h47min25s; Bruno Ferrari Salmeron, 3h55min13s; Marco Aurélio P. Ferreira, 4h12min55s; Nicolas Gomez, 4h18min42s; Denise Amaral, 5h14min36s; Luiz Antonio Fernandes, 5h45min28s; Claudia G Melo, 5h54min26s; Eduardo Lande, 6h02min34s.

Antes da largada, tomando possicionamento na baia de 3h45min

Nas fotos acima, alguns dos brasileiros que participaram da prova e que tivemos a oportunidade de encontrar nos momentos que antecederam a largada.
“Preguiça nada mais é do que mau hábito de descansar antes de ficar cansado.”
Jules Renard, escritor francês
As principais preocupações de quem quer começar na corrida e o que fazer para evitá-las e ter sucesso nas passadas
Por Gustavo ferro
Câimbra
É sinal de falta de potássio devido à deficiência natural ou ao esforço exagerado. Treinos planejados e balanceados e uma alimentação rica em potássio, como banana, tomate e laranja, ajudam muito a evitar esse incômodo muscular. Alongar-se sempre, além de depois dos treinos, também ajudar a evitar os riscos.
Dor do lado (baço)
Do lado direito do corpo está o fígado. Do esquerdo, o baço. Ambos bombeiam e filtram o sangue. E quando existe um desequilíbrio no trabalho de respiração (inspiração e expiração), motivados em especial pela quebra de ritmo na atividade física, o corredor sente aquelas “pontadas” no baço. O importante, nesse caso, é diminuir a intensidade do exercício e retomar o equilíbrio e o controle do trabalho respiratório.
Ser o último a chegar
É importante conhecer a sua verdadeira realidade física, de modo que se acontecer isso, não lhe cause nenhum constrangimento pessoal perante as pessoas. Dê uma conotação diferente ao caso, orgulho de estar superando mais um grande desafio, por exemplo, e chegue com um sorriso no rosto e satisfação por ter concluído a prova.
Não agüentar correr
Crie metas tangíveis, possíveis de serem concluídas de fato. Não queira correr 10km se nunca correu 5 km. Não se coloque em uma situação de insucesso. Comece sempre passo a passo e divida em partes cada atividade que se predispôs a fazer, de maneira que o caminho se torne menos tortuoso e mais prazeroso, a cada passo conquistado.
Falta de “ar”
Ritmo fora dos padrões de confortabilidade e problemas de baixa e/ou alta umidade são os grandes vilões do trabalho respiratório. Para evitar esse desconforto, faça uma atividade leve e gradativa, respeitando as faixas de frequência cardíaca com relação à faixa etária. Some a isso a preocupação com a hidratação correta e a escolha do melhor horário para praticar o esporte.
Vontade de ir ao banheiro
Muito dessa vontade incontrolável tem a ver com a alimentação inadequada (fermentação). Procure ir ao banheiro antes de iniciar a atividade física, hidrate-se durante o exercício e restrinja certos alimentos, gorduras e frituras, por exemplo. Atitudes como essas minimizam a possibilidade de acontecer esse problema. Conhecer o local da corrida e saber se há banheiros por perto também pode ajudá-lo em caso de “emergência”.
* Extraído da seção Primeiras Passadas da revista O2, edição de abril de 2009
Em 2008, corri minha primeira São Silvestre. Fiz uma preparação específica iniciada logo após a Corrida do Círio. Foram 10 semanas de trabalho com treinamentos realizados em cidades diferentes. Iniciei em Macapá, utilizando o percurso da orla da cidade e a área do gramado ao lado da Fortaleza de São José. Passei por Belém-PA, treinando no circuito demarcado pela Marinha nas ruas do Conjunto Médici, no bairro da Marambaia. E finalizei a preparação em Franca-SP, na área do complexo poli esportivo da cidade, onde fica o ginásio “Pedrocão”, famoso pelos jogos do Franca Basquete. Lá, há também a pista de atletismo, onde realizava meus treinos. Saudades!   

Correndo na parte externa da pista de atletismo, em Franca-SP.

A vida de corredor não é fácil. Depois que você consegue vencer a “preguiça”, alguns transtornos podem atormentar sua vida e fazer com que sua corrida se torne dolorosamente penosa. Um dos transtornos muito comuns na vida do corredor é o aparecimento de bolhas nos pés. Sua formação decorre do atrito dos pés com as meias ou com áreas salientes da costura do tênis, que provocam a separação das camadas externas da pele e o aparecimento de um fluído viscoso nessa região, que em casos mais graves pode ser sangue. Outro fator de risco é usar tênis muito justo que aperta durante a atividade.
Imagem: runnersworld.abril.com.br/materias/pes
Há várias formas simples de evitar o aparecimento de bolhas. A primeira delas é usar tênis com numeração superior ao seu número normal e folgado a ponto de deixar um vazio na frente do dedão quando tocado. Os pés incham com a corrida e se o tênis estiver justo vai provocar o atrito. Um detalhe que ajuda é enfiar o cadarço na forma de “Z”, que puxa o bico do tênis para cima e dá mais espaços para os dedos. Além disso, antes de usá-lo nos treinos devem ser devidamente amaciados.
Outra forma de evitar bolhas é usar meias específicas para corrida, pois, são confeccionadas com a finalidade de absorver o suor do pé e deixá-los secos. Existem géis lubrificantes que também ajudam a reduzir as fricções com os pontos problemáticos dos pés.
A forma mais eficiente de se prevenir contra as bolhas é parar de correr ao primeiro sinal de incômodo, antes que a área irritada se expanda. “Prevenção e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”.
Os “corredores-lutadores” Samuel Tsegay (Eritréia) e Abera Kuma (Etiópia) brigaram no Mundial de Cross Country. Os africanos se estranharam durante a prova e chegaram as vias de fato quando se aproximaram da linha de chegada. Apesar de concluírem a prova, foram desclassificados pela organização do evento. Coisa feia!
Veja o vídeo abaixo.
A Prefeitura de Macapá instalou na orla da cidade duas academias ao ar livre. O objetivo é atender aos praticantes de atividade física que utilizam a orla para caminhadas e corridas. O seu uso é gratuito e conta com educadores físicos disponíveis para orientar na utilização dos equipamentos.

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