Nessa semana retomei os treinos de velocidade (tiros). Como estou em processo de recuperação da lesão, tanto a intensidade quanto o volume foram bem abaixo do previsto na planilha. A ideia é retomar aos poucos o ritmo normal das atividades. Por enquanto, estou fazendo musculação segunda e sexta, treinando de segunda a quinta, folgando na sexta e domingo e fazendo os “longões” no sábado, visando simular o ritmo que pretendo correr na Maratona de São Paulo. Amanhã é dia de 28 km no ritmo de 5min30s/km.
A lesão está melhorando, mas de forma discreta. Segundo o ortopedista, a recuperação é lenta, entretanto, não impede a continuidade dos treinos. Apenas aconselha a redução do volume e intensidade da carga de treinamento. Além disso, tenho feito muita massagem no pé: com a garrafa com água congelada, três vezes ao dia; com as mãos e bola de tênis, sempre que estou de bobeira.

Então, daqui a pouco, como diz meu irmão: “já vou atar meu mosquiteiro”. Hora de dormir para acordar bem disposto para encarar os 28 km de chão.

Os suplementos ajudam na recuperação muscular, na melhora da performance e da saúde. Tem como principal objetivo complementar a dieta, não só de atletas profissionais como também de amadores, que não conseguem, só com a alimentação normal, as calorias e os nutrientes para ajudar no rendimento.
Os especialistas alertam, entretanto, que os suplementos não devem substituir as refeições normais do dia-a-dia e só devem ser usados em casos de “dores musculares prolongadas, dificuldade de evolução no treinamento, cansaço frequente, falta de sono ou de apetite ou mesmo anemia”, indicativos da deficiência de alguma substância, devidamente avalizados por médico ou nutricionista.
No desafio da minha primeira maratona, fiz uso de suplementos devidamente prescritos pela nutricionista. A preparação é exaustiva, os treinos longos exigem muito do corpo e os suplementos ajudam bastante na recuperação pós-treino e a manter o vigor e a disposição.
Os principais suplementos usados por atletas de elites e amadores são os seguintes:
Polivitâmico (vitaminas e minerais): São antioxidante e ajudam no metabolismo energético. Ajudam na prevenção de lesões musculares e na síntese de proteínas.
Whey Protein (proteínas): são anticatabólicos – ajudam na manutenção da massa magra (musculatura); fornecem substâncias biologicamente ativas; auxiliam no controle da ingestão alimentar; garantem a boa funcionalidade do sistema imunológico (SI).
Carboidratos (isotônicos e carboidrato em gel): fornecem sais minerais, maltodextrina, glicose, frutose e sacarose. Manutenção hídrica e, principalmente, de sódio; evitam ou previnem a desidratação e a hiponatremia (diminuição das concentrações plasmáticas do sódio); manutenção das reservas de energia (glicogênio hepático e muscular), promovendo maior ressintese de ATP celular. Manutenção da atividade do SI; previnem lesão muscular; principal fornecedor de energia para a funcionalidade do sistema nervoso central.
BCCA (aminoácidos de cadeia ramificada): Fonte de leucina, isoleucina e valina. Aumenta a síntese de proteínas e enibe o catabolismo protéico; favorece a boa funcionalidade do SI; diminui a suscetibilidade de ocorrência de infecções do trato respiratório superior (ITRS) no período pós-esforço; previne lesão muscular; principais aminoácidos oxidados pelo músculo durante o esforço físico; garante a produção de glutamina via músculo.
Glutamina: Fundamental para a síntese de proteína, substrato fundamental para gliconeogênese hepática (síntese de glicogênio no fígado) e para células de divisão rápida como as do SI, os enterócitos (células do intestino especializadas na absorção de nutrientes) e hemácias (células vermelhas do sangue), responsáveis pelo transporte de oxigênio; preserva a barreira intestinal contra microorganismos; melhora a absorção de nutrientes.
Ômega – 3: Reduz o colesterol ruim; favorece a circulação; faz bem para o cérebro e tem ação anti-inflamatória e antioxidante, ajuda a diminuir as dores musculares. Combate o estresse inflamatório nos músculos e articulações em função do treino exaustivo.
A última vez que corri abaixo de 5min/km foi na meia maratona da Corpore, dia 10 de abril. Depois disso, reduzi a intensidade e o volume das atividades. Os treinos de velocidade foram substituídos por corridas leves e curtas. Mantive, apenas, a rodagem dos sábados, por conta da proximidade da Maratona de São Paulo e as atividades de fortalecimento, através da musculação.
Essa redução na planilha de treinamento é por conta do tratamento da fascite plantar, que ainda incomoda, mas melhorou bastante. Entretanto, hoje, retomei os treinos de velocidade. A programação era três “tiros” longos de 10 minutos no ritmo de 4min30s/km, com intervalo de dois minutos entre as séries. Por precaução, fiz apenas dois “tiros” no ritmo de 5min/km.
Imagem do Garmin do treino realizado ao lado da Fortaleza de São José de Macapá. A marcação em vermelho assinala o percurso realizado.
Para tornar o treino mais confortável, ele foi realizado na grama, ao lado do mais famoso ponto turístico da cidade, a Fortaleza de São José de Macapá. A ideia foi de utilizar um piso menos duro para reduzir o impacto e não agravar a lesão. Havia apenas um incômodo no local: muitos mosquitinhos, desses que dão na grama pela manhã e desaparecem tão logo o Sol aparece. Fora isso, tudo foi perfeito.
Treinei nesse mesmo local em 2008, quando me preparava para a São Silvestre e também me recuperava de uma lesão (periostite, popular canelite). Surtiu efeito e pude participar da prova. Santa grama. Amém!    
Dia nublado, preguiçoso, que até o Sol demorou a aparecer. Bom para caminhantes e corredores da orla da cidade, o clima estava bem agradável para uma atividade física. O difícil é sair da cama. Depois disso, é só colocar um pé na frente do outro e… rua.
Foi isso que fiz e muita gente partilhou da mesma ideia. A orla democrática, como sempre, a todos recebe. Mesmo com o pé direito melhor, ainda sinto um desconforto, bem mais leve do que antes, mas não foi obstáculo para os 50 minutos de uma corridinha leve e descontraída.
Apesar da maré baixa havia um vento norte frio, que deixou o “passeio” como de um ambiente serrano, premiando aqueles que conseguiram se desvencilhar do lençol e pular da cama.

Dado o clima gostoso nem percebi que corri 8,19 km em um ritmo de 6min06s/km, velocidade média de 9,8 km/h e terminei o treino com 288 cal a menos.

Samuel Wanjiru morre ao cair de sacada no Quênia
Fundista queniano de 24 anos, medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Pequim, faleceu no final da noite de domingo. Polícia local investiga se morte foi acidental ou se foi suicídio

O queniano Samuel Wanjiru, atual campeão olímpico da maratona, morreu no fim da noite deste domingo (15) ao cair do segundo andar na sua casa em Nyahururu, próxima a Nairóbi, no Quênia. Segundo o chefe de polícia da região, Jasper Ombati, Wanjiru teve uma discussão com sua mulher, Triza Njeri. Uma investigação foi aberta para determinar se a morte foi acidental ou se foi suicídio.
O queniano Samuel Wanjiru, atual campeão olímpico da maratona, morreu no fim da noite deste domingo (15) ao cair do segundo andar na sua casa em Nyahururu, próxima a Nairóbi, no Quênia. Segundo o chefe de polícia da região, Jasper Ombati, Wanjiru teve uma discussão com sua mulher, Triza Njeri. Uma investigação foi aberta para determinar se a morte foi acidental ou se foi suicídio.
Ídolo local, Wanjiru era também uma das maiores esperanças do Quênia nas provas longas. Campeão olímpico da maratona mais jovem desde 1932, com 21 anos, e o primeiro de seu país a vencer a prova, o fundista tem ainda em seu currículo duas vitórias na Maratona de Chicago e uma em Londres. Além disso, em 2009, foi o vencedor das WMM (Circuito de maiores maratonas do mundo).
Extraído do Portal de Corrida da Revista O2 na internet http://o2porminuto.uol.com.br/
Um fato que vem crescendo nos eventos de corrida é o elevado número de participantes sem inscrição. Eles são chamados de corredores “pipoca”, numa alusão aos foliões que participam de micaretas sem abadá e se divertem tanto quanto aqueles que pagaram ao bloco. Os corredores “pipoca” usufruem de todo a estrutura disponibilizada para aqueles que contribuíram, pagando sua inscrição na prova. E é esse o motivo que preocupa os organizadores.
A estrutura montada nas provas é projetada com base no número de inscritos. É por esse motivo que há limite de inscrições nos eventos mais concorridos, como na Corrida Internacional de São Silvestre, que ocorre no final de cada ano. A intenção é não colocar em risco o esquema de atendimento para os corredores que pagaram e graças a eles o evento pôde ser realizado.
Para os corredores, um dos critérios utilizados para participarem de determinada prova é verificar a estrutura disponibilizada pela organização. Imagine se no meio de uma prova longa faltar água fresca, não tiver um esquema de segurança para controlar o fluxo de veículos, a entrada de pessoas na via e assegurar a integridade física dos participantes?
Num fórum na internet sobre o assunto, vários foram os motivos alegados para não pagar inscrição. Alguns, questionam que o preço pago da inscrição das provas é elevado. Outros, que participam de diversas corridas no mês, afirmam que a “grana” está curta e não dá para pagar todas ou utilizam uma prova-teste antes da prova-alvo e não acham conveniente pagar para participarem da primeira. Enfim, há muitos quilômetros de justificativas, algumas mais sensatas e outras nem tanto, mas nenhuma entra no mérito da questão ética, de estar burlando as regras do jogo para se beneficiar em detrimento dos demais.
Particularmente, nunca participei de uma prova sem pagar a inscrição. É uma questão de princípios. Não me sentiria bem em usufruir de uma estrutura sem ter contribuído para ela. Quero ser bem assistido do começo ao fim do evento. Aliás, a estrutura fornecida pela organização é um dos aspectos que verifico quando procuro uma prova para me inscrever.
Posso citar como exemplo a Maratona de Estocolmo. Em 2010, quando participei da prova, a novidade começou dois meses antes da corrida quando recebi a camiseta pelos correios. Na cidade de Estocolmo, com o número de inscrição não pagava passagem no metrô e nem em ônibus para ir e voltar da prova, cortesia da cidade, que recebe muito bem o turista.
Corredores no metrô, a caminho da largada da Maratona de Estocolmo
Na prova a organização oferecia guarda-volume e um “safety-deposit” destinado a guardar objetos de valor como dinheiro, documentos e jóias. Havia água e banheiros químicos dentro das baias de largada para evitar que os atletas tivessem que sair da pista. No decorrer da prova houve distribuição de água, isotônicos, bananas, barras energéticas, sopa quente, bala de açúcar, cola drink, carboidrato em gel e até pepino em conserva, em vários pontos do percurso. Havia, ainda, 22 chuveiros, bacias com água corrente e esponjas e vários caminhões com bandas de música animando os atletas, todos distribuídos pelo trajeto.
Na dispersão da maratona
Na chegada, você recebia a medalha e a camiseta finisher, simbolizando que concluiu a prova. Na dispersão, o pessoal do staff retirava o chip do seu tênis e você recebia uma sacola com chocolate, shake de morango, cola drink, amendoim, castanhas e banana. Além disso, havia atendimento médico, massagens e você podia pegar a vontade café, cerveja e cachorro-quente, tudo sem filas e correria.
Distribuição de café, cerveja e cachorro-quente
Então, me digam se não valeu a pena pagar a inscrição?
A foto foi tirada no interior do Estádio Olímpico construído para as Olimpíadas de Estocolmo de 1912, na Suécia. Foi o primeiro a ser erguido de forma permanente – antes eles eram desmontados após os jogos. O Estádio recebe a chegada da Maratona de Estocolmo e em 2012 completará 100 anos.
“Habilidade é o que o torna capaz de fazer. Motivação determina o que você faz. Atitude é o quão bem você pode fazer.”
Louis Leo Holtz, treinador de futebol americano recordista nas ligas NCAA e NFL. Ele ficou conhecido pela habilidade de inspirar os jogadores.
Neste domingo, em Belém, aconteceu o Grande Prêmio Internacional de Atletismo. O evento disputado no Estádio Olímpico Edgard Proença – o “Mangueirão” reuniu atletas de 26 países e nomes consagrados do atletismo nacional, como a campeã olímpica Maurren Maggi e algumas feras internacionais, entre eles o sudanês Ismail Ahmed (medalha de prata em Pequim) e o britânico Dwain Chambers (Campeão mundial in door dos 60 metros).
Em 2006, estava em Belém e tive a oportunidade de assistir ao evento. Na foto, eu e Denise com os medalhistas de prata em Sydney 2000, Claudinei Quirino (à esquerda) e Edson Luciano.   

Aliás, o vídeo da final do revezamento 4x100m das Olimpíadas de Sydney é um dos momentos mais emocionantes e marcantes do atletismo brasileiro, digno de ser assistido uma centena de vezes.

Os ciclistas passavam olhando de forma esquisita, alguns até assustados. Os veículos buzinavam, não sei se era de cumprimento ou desaprovação. No ônibus, os passageiros sonolentos, transformavam os assentos em cama e quase deitados, vislumbravam a paisagem, que ora parecia real e ora, imaginária.  
Esse fato vem se repetindo aos sábados. Levanto cedo e saio para correr, quando a maioria das pessoas curte o aconchego da cama. Outras, que também acordam cedo, não por opção, mas por obrigação, é que não entendem a motivação de estar na rua correndo tão cedo. Semelhante a coisa de outro mundo, que sempre aparece quando a maioria dorme.
E de fato, pareço coisa de outro mundo. Uma espécie de OCNI – Objeto Corredor Não-Identificado, com todo o respeito aos extraterrestres errantes, que vagueiam pela imensidão do universo. Talvez seja a indumentária que utilizo nos treinos: boné, simulando um capacete; mp3 nos ouvidos, parecendo uma antena; roupa colorida, coisa de marciano; cinturão de hidratação com duas garrafinhas, semelhante a um cinto com coldre de armas e tênis com propulsão, para flutuar e chegar mais rápido.

Não é nada disso! Apenas mais um treino longo. Foram 26 km, com uma breve passagem pela orla do Araxá, seguindo pela Rodovia JK rumo ao distrito de Fazendinha e retornando pelo mesmo caminho. O passeio durou 2h24min50s, média de 5min34s/km, a velocidade média foi de 10,8 km/h e ainda gastei 744 cal.

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