Estou passando uns dias em Belém. Mas nada de parar o treino. Cumpri as atividades normais da planilha um pouco mais lenta do que a habitual. Isso ainda por conta da fascíte plantar. Ela não incomoda tanto, mas persiste. Fiz inclusive o raio X para levar no retorno ao ortopedista.
No sábado, um longão de 25km. Estão começando as corridas longas que vão até os 35km. Corri numa das ruas do Conjunto Médici, próximo ao Residencial onde estou hospedado. A rua tem duas pistas e um canteiro central bem arborizado com “castanholeiras”, projeta uma boa sombra e dá um alívio danado. Tem uma extensão de 1,2km e a demarcação que havia sido feita pela Marinha já está apagada. O local é muito usado pelos moradores para caminhadas e também pela forças armadas para treinar seus soldados. Inclusive, no momento do treino, cruzei com uma turma de fuzileiros do Exército.
O local é muito familiar para mim. Em 2005, quando morava em Belém, utilizava essa pista para treinar. Nas minhas anotações de corrida chamava de Circuito Médici. Nela, fiz toda a preparação para o desafio da Corrida do Círio de 2006. Estava familiarizado com a pista e com as pessoas que ali frequentavam.
Pela manhã de hoje, treinei de maneira leve. Foram 50 minutos de corrida no Circuito Médici e uns exercícios de alongamento. E o melhor de tudo, sem dor. O negócio é continuar devagar e sempre…
Consegui, finalmente, uma consulta com médico ortopedista. Ele diagnosticou uma fascíte plantar no pé direito. Eu já havia constatado e comentado no post De médico e louco todo mundo tem um pouco (http://www.maraturista.net/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-u/).
O tratamento dessa vez é medicamentoso. Foi prescrito um anti-inflamatório, que já comecei a tomar ontem, e um raio X do pé lesionado. Continuo com a acupuntura e o gelo na região da lesão.
Retomo os treinamentos, apenas com corridas leves. Segundo o médico, a lesão provoca desconforto, mas não impede a prática de esporte. Entretanto, caso, não me sinta confortável, o ideal é suspender a corrida, mas continuar com o fortalecimento muscular na academia.
Ensinam os treinadores de corrida que o melhor a se fazer numa prova é correr em ritmo constante. Isso faz a diferença para quem pretende cruzar a linha de chegada sem correr o risco de “quebrar” pelo caminho. Quando se trata de uma maratona a regra tem um sentido ainda maior. Correr os primeiros quilômetros muito rapidamente pode arruinar o seu plano de ritmo e levá-lo a se arrastar nos quilômetros finais da prova.
Quando segui para correr a Maratona de Estocolmo, em 2010, por tratar-se da primeira, a recomendação do Adriano Bastos (técnico da equipe Adriano Bastos Treinamento Esportivo) foi de fazer uma prova cautelosa para garantir uma boa chegada e correr do início ao fim, num ritmo de 5min30s/km para completar em 3h52min.
A preocupação dele faz sentido. Em geral, dado a facilidade do ritmo no início da prova, corredores estreantes, tendem a correr mais rápido que o ritmo planejado. Quando conseguem finalizar a prova o fazem num tempo muito acima do planejado.
A intenção de manter o mesmo ritmo desde o início é uma forma de se poupar e guardar energia para o momento que a fadiga chegar, lá pelo km 25 ou 30, quando a prova começa a ficar difícil. Nesse momento, como você guardou energia, terá o fator psicológico a seu favor e começará a ultrapassar um grande número de corredores.
Entretanto, para manter um ritmo constante numa prova é necessário muito treino. Segundo o princípio da especificidade “para melhorar uma habilidade, você precisa treiná-la”. Portanto, se pretende concluir uma maratona em 3h, deve treinar num ritmo de 4min27s/km.
Para treinar o ritmo de corrida o treinador norte-americano Ed Eyestone sugere incluir na planilha semanal uma corrida de 10km no ritmo planejado e acrescentar a cada semana 2km até atingir 20km. Após essa distância, deve-se alternar uma semana sim e outra não de treino, até alcançar 30km. Essa rotina dura em torno de 16 semanas e deve ser encerrada três semanas antes da prova.
Para atingir um nível de condicionamento físico adequado para encarar uma maratona e manter um ritmo constante, especialistas indicam uma preparação num período mínimo de seis meses.
É preciso lembrar que não se trata de qualquer ritmo. Mas aquele adequado ao seu atual condicionamento. Se você corre 10km em 50min (média de 5min/km) e pretende na maratona esse mesmo desempenho, muito provavelmente irá “quebrar” no caminho. A sugestão é fazer os cálculos utilizando a técnica de predição de resultado ou mesmo, os testes dinâmicos em distâncias menores como os de 3km e 10km.
Pretendo correr a Maratona de São Paulo num ritmo de 5min30s/km. A ideia é completar o percurso sub-4h. Para ser mais esclarecedor, no tempo de 3h50min. Como já consigo correr a meia maratona abaixo de 5min/km, pode parecer despretencioso de minha parte. Mesmo assim, vou fazer uma prova conservadora. A meta, como disse, é quebrar a barreira das 4h.
Faltam 54 dias para Maratona Internacional de São Paulo
Muita gente gosta de correr ouvindo música. Isso virou mania. Tanto que as lojas de material esportivo oferecem uma infinidade de aparelhos com essa finalidade.
Pesquisas constataram que a música reduz a sensação de cansaço e aumenta o rendimento esportivo em torno de 20%. Haile Gebrselassie, recordista mundial da maratona, costuma sincronizar suas passadas com a música “Scaltman”, de Scatman John. Foi assim que em 2008 ele bateu o recorde mundial nos 2000m em recinto fechado. Canções acima de 120 bpm ajudam no rendimento durante as corridas. Por outro lado, músicas mais lentas ajudam nos períodos de recuperação pós-exercício.
Sou adepto da música na corrida. Ela é companheira nos treinos longos e solitários; ajuda na manutenção do ritmo e de fato, retarda a sensação de cansaço. Só não faço uso de música nos treinos de velocidade, apenas pela dificuldade de ouvir o aviso sonoro do Garmin, durante o início e fim de cada sessão dos “tiros”.
Desde 2008, o aparelho de MP3 passou a ser acessório obrigatório nas provas que tenho participado. Começo a ouvir as músicas já na concentração, nos minutos que antecedem a largada. Faço uma seleção prévia, de acordo com o objetivo na prova. Durante a corrida, procuro sincronizar o ritmo de minhas passadas com as batidas das músicas. É impressionante como funciona. Dá um gás a mais e motiva.
Foto: Na Maratona de Estocolmo 2010 no momento em que preparava o MP3 para a largada
Muitos eventos de corrida a organização toma a iniciativa e contrata bandas de vários estilos de música para presentear os corredores. Na Maratona de Estocolmo, em 2010, cruzei com várias bandas durante o percurso. Até bateria de escola de samba tinha. Além disso, a própria população colocava aparelhos de som na calçada para acompanhar a prova e torcer.
Há, entretanto, provas internacionais em que não é permitido o uso de aparelhos de mp3, ipod e outros. A justificativa não está relacionada com a melhoria do desempenho físico que a música promove, mas na preocupação com a segurança dos atletas, pois teriam dificuldade em ouvir uma comunicação da organização em casos de emergência.
O fato é que correr ouvindo música é como o feijão com o arroz, uma combinação perfeita!
A Maratona de Chicago compõe uma das cinco principais provas da modalidade a World Major Marathons, juntamente com as de Nova York, Boston, Berlim e Londres. Possui um dos percursos mais rápidos do mundo. Com poucas subidas, ideal para fazer uma prova rápida e melhorar sua marca pessoal na distância.
A cidade de Chicago paralisa para ver a prova. É cercada de expectadores que incentivam os participantes. A população é bastante acolhedora. Muitos moradores montam bancas com frutas em frente de suas casas e oferecem para os corredores, além daquelas que são distribuídas pela organização. A largada e a chegada são no centro, o percurso passa as margens do lago Michigan e principais bairros da cidade.
A organização oferece bandas de músicas, DJ’s e grupos de danças ao longo de todo o percurso, além de muita bebida esportiva, gel energético, água nos postos de hidratação a cada 2 milhas (3,2 km), banheiros e postos de atendimento médico. Há também distribuição de toalhas molhadas resfriadas, pontos com esguicho com mangueiras e hidrantes para amenizar os efeitos da elevada temperatura, se ocorrer. Na prova você pode contar com os “pace-makers” (marcadores de ritmo ou coelhos) para tentar cumprir a prova no tempo planejado.
A retirada do kit da corrida é na feira da maratona, onde estarão em exposição materiais esportivos das principais marcas e as últimas novidades em equipamentos e materiais. Além disso, há distribuição gratuita de quinquilharias como barra de cereal, gatorade, chaveiros e posters.
A Maratona de Chicago está marcada para o dia nove de outubro. Mesma data da Maratona de Buenos Aires. A Kamel Turismo está com pacote turístico para Chicago. Veja as principais informações abaixo.
Pacote Kamel Turismo:
Saída sugerida: 06 de outubro.
Retorno: 11 de outubro.
Dia da prova: 09 de outubro
Largada: 7h30min
N◦. de participantes: 45 mil
Eventos da prova: Super Feira da Maratona e Jantar de Massas a U$ 35/pessoa
Inscrição na Maratona: U$ 225,00 + Taxa de reserva U$ 25,00 (a inscrição é vinculada a aquisição do pacote terrestre). Inclui Kit da maratona, visita à feira da maratona e guarda-volumes.
PACOTE TERRESTRE
● 4 noites de acomodação no hotel escolhido.
● Translado regular do aeroporto (ida e volta).
● Seguro viagem para 3 dias.
PREÇOS POR PESSOA
Hotel Renaissance Chicago Downtown (Entrada de USD 200 +)
● Em acomodação quadrúpla: 8 x 38 USD (noite extra USD 80).
● Em acomodação tripla: 8 x 51 USD (noite extra USD 95).
● Em acomodação dupla: 8 x 75 USD (noite extra USD 135).
● Em acomodação individual: 8 x 152 USD (noite extra USD 290).
Hotel Hilton Chicago (Entrada de USD 200 +)
● Em acomodação quadrúpla: 8 x 65 USD (noite extra USD 122).
● Em acomodação tripla: 8 x 79 USD (noite extra USD 150).
● Em acomodação dupla: 8 x 110 USD (noite extra USD 210).
● Em acomodação individual: 8 x 219 USD (noite extra USD 420).
PASSAGEM AÉREA
Preço por pessoa – taxa de embarque não incluída. Saída de São Paulo. Solicite a menor tarifa disponível no ato de sua reserva. Saída de todos os Estados do Brasil.
FORMA DE PAGAMENTO
● Inscrição, sinal aéreo, sinal terrestre e pagamento dos opcionais e noite extra: através de depósito bancário para Kamel Turismo.
● Pacote terrestre: parcelado no cartão de crédito.
● Passagem aérea: parcelamento conforme a companhia aérea escolhida.
Achei oportuno, nesta Páscoa, falar de coelhos. Não exatamente o animal de cauda curta, orelhas e patas longas. Nem tão pouco, do coelho símbolo da Páscoa. Refiro-me aos “coelhos” presentes nas corridas.
Você nunca viu um coelho nos eventos de corrida? Explico. Trata-se de um corredor profissional previamente contratado pela organização, com a finalidade de ditar o ritmo para o pelotão de elite, durante um tempo estipulado para cumprir determinada distância. Em geral, são utilizados em provas longas, como uma maratona (42km) e correm de 21 a 30km.
Um fato curioso aconteceu na Maratona de São Paulo em 2002. O atleta brasileiro Vanderley Cordeiro de Lima foi contratado para ser o “coelho” até metade de prova. Quando atingiu essa distância e liderava a corrida, perguntou ao diretor da prova se poderia continuar. Com o aval do diretor para prosseguir, Vanderley não só venceu como estabeleceu o novo recorde da prova.
Imagem extraída do site welaskhellfire.blogspot.com
A versão amadora do “coelho” é conhecida no Brasil como marcadores de ritmo ou “pacersetters” nas provas internacionais. Eles estão presentes nas principais corridas do mundo e são atletas amadores oriundos de entidades esportivas ou clubes de corrida.
Quando corri a Maratona de Estocolmo, acompanhei um marcador de ritmo, para tentar cumprir a prova dentro da meta estabelecida. Só foi possível até o km 27 quando comecei a sentir câimbras e dores musculares. Mas, de fato, o marcador de ritmo ajuda. Em determinado ponto do percurso, devido ao cansaço, temos dificuldade em manter o ritmo e ter certeza se estamos dentro do pace planejado. Com ele é possível corrigir o ritmo e economizar energia para concluir a prova.
Marcadores de ritmo da Maratona de Estocolmo 2010
No Brasil, os marcadores de ritmo foram introduzidos pela Corpore (Corredores Paulistas Reunidos), em 1998, na Maratona de São Paulo. Atualmente, são figuras presentes nas principais maratonas do país.
Agora que você já conhece o “coelho” da corrida, aproveite e peça o seu chocolate ao Coelho da Páscoa. Bom apetite!
Programa televiso de uma emissora local, noticiou hoje os buracos existentes na orla de Macapá. Foram mostrados buracos existentes em bairros distintos, como no Perpétuo Socorro e Araxá. Em ambos os locais, a calçada do passeio público está quase totalmente destruída, apresentando perigo para os pedestres.
Já havia mostrado aqui no blog, num post do dia 22 de março, o buraco da orla do Araxá (Leia acessando o link: http://www.maraturista.net/perigo-na-orla-do-araxa/). Entretanto, nenhuma providência foi tomada pela prefeitura. Pelo visto, só vão resolver o problema quando acontecer uma tragédia.
Não sou marinheiro de primeira viagem quando se trata de maratonas. Fiz minha estréia na Maratona de Estocolmo em 2010 e consegui completá-la em 4h12min. O tempo não é relevante dado as circunstâncias em que corri os 15km finais da prova: muitas dores musculares e câimbras. O objetivo principal era concluir a prova, mas o planejamento visava um tempo entre 3h40min e 3h55min. Ou seja, abaixo de 4h.
Naquela oportunidade fiz uma preparação com bastante antecedência. Foram nove meses de treinamento, incluindo atividades de corrida, pilates, acupuntura e musculação, além do acompanhamento nutricional. Cumpri, religiosamente, todas as etapas do treinamento e segui rigorosamente todo o planejamento pré-prova.
Apenas um fato quase pôs tudo a perder. Dois dias antes da prova tive uma infecção intestinal que causou um desconforto estomacal seguido de muitas dores. Perdi bastante líquido que, muito provavelmente, foi o responsável pelo o que aconteceu no decorrer da prova.
Nesse ano o desafio continua sendo a maratona. Dessa vez, serão duas. Uma no primeiro e outra no segundo semestre. Cada uma com objetivos já definidos.
A Maratona de São Paulo será a primeira, dia 19 de junho. O propósito será de resgatar a meta estabelecida para a Maratona de Estocolmo, que era fazer um tempo sub-4h, ou seja, abaixo de quatro horas, sem maiores perspectivas de tempo. Se fizer 3h59min a meta já estará cumprida.
A segunda será a Maratona de Buenos Aires, dia nove de outubro. Nessa, a meta será mais ousada. Além de ser sub-4h, terá uma busca por performance. A intenção é fazer um tempo na casa de 3h30min e correr num pace de 5min/km, com variações entre 4min55s e 5min05s/km.
Essa será minha principal aventura em 2011, encarar essas duas maratonas em busca de um tempo abaixo de 4h. Uma verdadeira “operação sub-4h”. Todas as atividades vão estar direcionadas para atingir esse objetivo. Já tenho a experiência da prova passada e sei o que posso render nessa distância.
Faltam 58 dias para a Maratona Internacional de São Paulo