Iniciei dezembro no modo “slow”, ou seja, de forma lenta. Isso não quer dizer que estou deixando de cumprir o treinamento previsto. Ao contrário, sigo gabaritando a planilha e frequentando assiduamente a academia. Então, o que será que está acontecendo?
Nos últimos três anos, nessa época do ano, seguia com os treinos num ambiente de muita empolgação, trabalhando duro e suando horrores, para estar preparado para os 15 km da Corrida Internacional de São Silvestre. Quando entrava dezembro, começava a sentir o clima da prova e quase que diariamente lia, assistia ou escrevia algo relacionado a corrida.
Tenho a impressão que a decisão de não participar da São Silvestre em 2011, deve ter desencadeado esse processo de lerdeza que está me consumindo. Talvez, nem seja pela prova em si, mas pelo fato de não ter um objetivo a cumprir nesse final ano, como normalmente acontecia.
Pensando bem, minha preparação para a programação de corridas que estabeleço durante o ano tem funcionado como uma espécie de elixir da motivação. Correr com uma meta para uma determinada prova, sela o compromisso, que faço comigo mesmo, de cumprir os objetivos estabelecidos. E quando se trata de cumprir metas em corridas a única alternativa é treinar e treinar. Por isso, a necessidade de tornar os treinamentos prazerosos e divertidos. Do contrário, vai ser algo penoso, que não vai resistir ao primeiro dia de preguiça.
É possível tirar lições disso para a nossa vida. Vejo que encontrar motivação para fazer algo na vida pessoal ou profissional é um grande dilema, mas assim como no esporte, toda conquista fruto do seu esforço, com perseverança, disciplina e determinação, terá um sabor especial e será para a vida toda.

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