Acordei às três e meia da madrugada de domingo para assistir a transmissão da Maratona de Paris. A motivação para madrugar é que havia a expectativa de quebra do recorde mundial e, além disso, as ‘feras’ estavam em busca de índice para as Olímpiadas de Londres, já que o prazo expira no dia 29/04.
O legal de assistir essas provas é o aprendizado. Fiquei embasbacado de ver a simplicidade da organização da largada em ondas. Será que os organizadores da São Silvestre viram como é que se faz? Já havia relatado aqui no blog, que a largada em ondas só será bem sucedida se houver controle das baias. Em paris, a separação de onda era feita por duas pessoas, cada uma segurando a extremidade de uma fita. Foi o suficiente para garantir e respeitar a saída de cada onda. Na Maratona de Buenos Aires, em 2011, havia a separação de baias através de uma fita. Entretanto, quando os atletas da baia anterior largaram, a que eu estava foi invadida pelos atletas da baia posterior. Como disse um corredor naquela oportunidade: “embaralhou tudo”.
Tudo muito simples! Até fiz umas fotos da TV para mostrar como é fácil fazer o controle. Veja abaixo.
Outra coisa que chama a atenção é que a população prestigia a prova. Vai às ruas incentivar por quase todo o percurso. A organização ajuda na animação. Há pontos do trajeto com bandas tocando os mais diversos ritmos. Além disso, os atletas podem apreciar os principais pontos turísticos da cidade. Isso dá um brilho e um charme que atrai mais e mais corredores todo ano. Nessa edição, mais de 40 mil corredores estiveram pelas ruas de Paris. O Brasil foi o quinto em número de participantes. Está nos meus planos para 2013. 
A prova foi vencida pelo queniano Stanley Biwott com o tempo de 2h05min11s. Biwott acompanhou o pelotão que liderou a prova até a metade da prova. Depois tomou a frente e correu os últimos cinco quilômetros sozinho, para vencer e bater o recorde da prova. Os primeiros colocados foram:
1) Stanley Biwott – 2h05min11s
2) Raji Assefa – 2h06min24s
3) Sisay Jisa – 2h06min27s
4) Eric Ndiema – 2h06min37s
5) Teferi Balcha – 2h07min38s
Sábado foi um dia de desafios. Estava programado duas horas de treino. Até o momento, o mais longo dos “longões” desse início de temporada. A expectativa estava em como o corpo reagiria durante a corrida e a musculatura no pós-treino. Durante esse período é frequente ocorrer o aparecimento da chamada dor muscular tardia (DMT).
A tendência é o aumento da quilometragem, daqui pra frente, à medida que nos aproximamos do dia da Maratona de Porto Alegre. No mês de maio, atingiremos o ápice, cerca de 32 km, a exemplo da planilha que usamos na preparação para a Maratona de Buenos Aires.
Para aguentar essa ‘tranqueira’ é necessário estar com as atividades de musculação em dias. Dois dias da semana são reservados para a musculação na academia. Ela é importante, principalmente, para quem já é um veterano, pois, devido a idade, há uma redução natural da massa muscular e óssea. A musculação ajuda a prevenir essa perda e contribui para o aumento do tamanho do músculo. Além, é claro, de melhorar a força muscular.
Felizmente, às duas horas de treino do longão, não trouxeram maiores consequências. Foram percorridos 18,85 km no ritmo médio de 6min22s/km, com velocidade média de 9,4 km/h e máxima atingida de 11,7 km/h, sendo gastas 1399 calorias. O domingo foi de descanso e sem a temida DMT.

“A corrida me deu coragem para começar, determinação para continuar tentando e o espírito jovem para sempre me divertir ao longo do percurso. Corra sempre, mas nunca deixe escapar a sua alegria de fazer isso.”
(Julie Isphording – campeã da Maratona de Los Angeles em 1990)
Sou assinante de três revistas de corridas. Costumo recebe-las na primeira quinzena de cada mês. Entretanto, uma em particular tem sido alvo de alguns e-mails de reclamação. É que só recebo a revista depois de enviar e-mail comunicando do ocorrido.
Tenho a impressão que os funcionários do setor de distribuição para assinantes da revista Contra-Relógio devem ter ficados aborrecidos com minhas reclamações. É que a edição de março, só me foi entregue no final do mês. Porém, no início de abril, fui surpreendido com a remessa de mais duas edições. Achei que fosse a edição de abril e uma edição especial, ou coisa do gênero, mas para minha surpresa, novamente as edições de março.
Isso mesmo: recebi três edições da revista Contra-Relógio referentes ao mesmo mês. Não sei o porquê disso. Mas a edição de abril, “nadica de nada”.

Havia esquecido de registrar a quilometragem do Asics Speed Star que usei no treino de ontem e que estou monitorando. A última vez que ele havia sido utilizado foi no início do ano (10/01/2012) e a quilometragem naquela oportunidade era de 266,59 km.  Com os 11,56 km percorridos do treino de ontem, a nova quilometragem é 278,15 km.
A ideia de monitorar os quilômetros rodados com o tênis é para avaliar a sua durabilidade e testar a previsão dos especialistas, que acreditam que os “pneus” de um corredor duram em média entre 500 a 600 km de uso, sem perder as suas características técnicas e funcionais, em condições normais de uso.
Uma maravilha de disposição. Apesar de participar de poucas provas, cerca de 4 a 6 por ano, costumo treinar sem grandes interrupções. Mantenho uma frequência de treinos que acredito ser a responsável pela melhora de performance em todas as provas que corri, em que pese estar ficando mais velho.
Independentemente da distância, os resultados surpreendem. Em 2006 (com 36 anos), nos 10 km da Corrida do Círio, em Belém-PA, fiz o tempo de 46min29s. No ano passado (com 41 anos), nesta mesma prova, marquei 42min48s, cerca 3min41s a menos. E posso afirmar que terminei a prova com a sensação de que poderia ter sido melhor.
Nas provas de longas distâncias, também houve uma melhora nos resultados. Pelos números a sensação é mais perceptível. Aqui, posso afirmar que planejar um ritmo constante para as provas tem sido uma boa estratégia. Veja os tempos na meia maratona e na maratona:
•Meia Maratona do Rio: 2009 (39 anos)-1h57min10s e em 2011 (41 anos), 1h34min57s. Melhora do tempo em 22min13s.
•Maratona de Estocolmo: 2010 (40 anos)-4h12min55s e em 2011 (41 anos) na Maratona de Buenos Aires-3h25min31s. Redução de tempo de 47min24s.
Viu? Treinar é bom! Por isso, ontem, fiz o meu ‘treininho’, que consistiu em 15 minutos de trote para aquecer, 10 ‘tiros’ de três minutos com intervalos de 1min20s e finalizando com 10 minutos de trote para desaquecer. O treino totalizou 1h08min, sendo percorridos 11,56 km. Os ‘tiros’ foram realizados num ritmo médio de 4min43s/km, velocidade média de 12,5 km/h e máxima atingida de 14,5 km/h, frequência cardíaca média de 164 bpm e foram gastas 832 calorias.
Então, bora treinar! Quem treina, corre!
Estou readquirindo “condicionamento físico” para retomar as atividades do blog. Ainda não foi possível entrar no ritmo habitual de postagens. Entretanto, é importante dizer que os treinos estão em dias. Durante a Viagem fiquei sem internet, o que impossibilitou manter o blog atualizado, mas não deixei de cumprir a planilha de treinamento.
Há um compromisso agendado para o dia 03/06 em Porto Alegre. É a maratona dessa cidade. Costumo dizer para os amigos que não se brinca com uma maratona, treina-se. Dela extrai-se exatamente o que você ofereceu em termos de treinamento, não mais do que isso. É uma máxima que tenho procurado seguir nesses dez anos de estrada. Por isso, sigo cumprindo as atividades programadas.
Aos poucos o blog vai entrando num ritmo competitivo!
No ano passado, corri a Meia Maratona da CORPORE, em São Paulo. Para muitos, era uma prova como outra qualquer das dezenas que ocorrem todo final de semana na cidade. No meu caso, não era simplesmente mais uma meia maratona no curriculum. Era uma corrida de 21 km no dia do meu aniversário.
Até aquele momento, minha melhor marca nessa distância, tinha sido 1h45min na Meia Maratona do Rio de Janeiro, em 2010. Correr uma prova no dia do seu aniversário dá uma motivação a mais, um gás extra. A ideia era usar essa motivação e melhorar o meu tempo nos 21 km.
E foi o que ocorreu nessa prova. Bati meu recorde pessoal na meia maratona, fazendo 1h39min10s, correndo num ‘pace’ de 4min41s/km e velocidade média de 12,8 km/h. Um bom parâmetro para analisarmos o meu tempo nessa corrida, é que foi a primeira vez que corri uma meia maratona num ritmo abaixo de 5min/km.
Fiquei extremamente satisfeito com meu rendimento. Comecei a vislumbrar que poderia obter marcas mais expressivas em maratonas. Isso se confirmou nas duas que corri após essa prova.  Na Maratona de São Paulo completei o percurso em 3h41min46s e na Maratona de Buenos Aires fiz 3h25min31s, meu recorde pessoal na distância.

Mais uma vez, o presente valeu a pena! Faça essa ‘loucura’!

Parece loucura, mas para quem corre, curtas ou médias distâncias, uma maratona é uma questão de tempo. Diria até que é o sonho de consumo de todo corredor. Foi assim comigo e será assim com a maioria. O problema é que correr os 42 km de uma maratona não é tarefa das mais fáceis. É preciso muito treino, disciplina, dedicação e, sobretudo, motivação.
Mas se eu consegui você também consegue. Basta encontrar a motivação certa para alimentar essa “loucura”. No meu caso, foi comemorar os quarenta anos de vida, numa viagem internacional. Na verdade, a viagem era o pretexto, porque a real intenção era encarar a minha primeira maratona. Fiz um pacto comigo mesmo e assumi o compromisso de cumprir o que havia estabelecido.
Correr a Maratona de Estocolmo, na Suécia, foi um dos momentos mais marcantes de toda a minha vida. Tenho a impressão que a dificuldade em completar os 42 km do percurso tenha dado um sabor especial a essa conquista. Correr os 15 km finais da prova com dores musculares e câimbras intensas foi um momento único de superação pessoal, determinação e uma “loucura” sem tamanho. Diante da dificuldade extrema, consegui buscar forças, reagi e cumpri com o que havia planejado.
Hoje, quando relembro desses momentos, o que vem à cabeça não é a intensidade do sofrimento, mas minha capacidade em suportá-la e vencê-la. Por isso, posso dizer que vale a pena tentar!
Estou completando 42 km de vida. Isso mesmo: uma maratona de vida! É uma maneira diferente de expressar a idade. É que a corrida faz parte do meu estilo de vida e me acompanha há uma década. Nos últimos anos, inclusive, tenho comemorado o meu aniversário de uma forma inusitada: correndo e viajando! É o maraturismo, termo que expressa o turismo de corridas.
Na verdade, isso começou depois de um período de extrema dificuldade no aspecto pessoal e familiar. Nos anos de 2008 e 2009, ocorreram o agravamento do estado de saúde de meu pai, seu falecimento e depois as sucessivas cirurgias de minha mãe, que felizmente recuperou-se. Foram tempos difíceis e ao mesmo tempo de muito aprendizado. Estávamos no limite da exaustão. E foi quando percebi que meu corpo parecia reagir melhor nesses momentos de estresses. A recuperação era mais rápida que a dos demais, depois de uma noite sem dormir, por exemplo. Tinha mais disposição e raciocinava melhor nos momentos de crise.
Não estava convencido, mas era óbvia a constatação de que a atividade física regular havia me proporcionado um nível de condicionamento físico, capaz de suportar e reagir com mais ânimo diante da carga de estresse a qual éramos submetidos. Os momentos de corrida tornaram-se um notável fator de descarga de estresse, baixo-astral e toda aquela energia negativa acumulada.
Em 2010, resolvi submeter meu corpo a um teste final. Estava com um pé na casa dos “enta” (completando quarenta anos) e pensei em comemorar meu aniversário correndo os 42 km de uma maratona. Meus 40 anos foram festejados na Maratona de Estocolmo, na Suécia. Foram momentos inesquecíveis, tanto na prova, quanto depois, durante os incansáveis passeios por outros países.
Há um ano, exatamente no dia 10 de abril, repeti a dose. Corri os 21 km da Meia Maratona da CORPORE, em São Paulo. Mais uma vez comemorei meu aniversário de forma especial: viajando, correndo e festejando a alegria de viver com a mania de correr.
Pode parecer loucura comemorar aniversário correndo, mas vejo com uma forma de celebração à vida. A recompensa vem na satisfação pelo dever cumprido e pelas experiências inesquecíveis que o ato de correr proporciona. Além de desenvolver valores positivos que nos deixam mais disciplinado, determinado e motivado para vencer os desafios que a vida nos impõe.
Tenho plena consciência que, apesar de estar envelhecendo, meu corpo está mais bem condicionado que há dez anos. Os tempos nas provas demonstram isso. Talvez, a idade não represente a minha capacidade de correr, mas sei onde estou e até onde posso chegar.
Espero muito anos de corrida pela frente!

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