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Após o anúncio da alteração do percurso da São Silvestre, que transferiu a chegada da prova da Avenida Paulista para o Parque do Ibirapuera, novas alterações no percurso deixam a corrida desfigurada.
No novo percurso, a Rua da Consolação foi excluída e a corrida segue em frente, agora, pela Av. Dr. Arnaldo. Depois, dobra-se à direita na Rua Major Natanael, que é um declive acentuado. Prossegue contornando o estádio do Pacaembu pela Rua Itápolis, desce a Av. Pacaembu até a Av. Marquês de São Vicente e segue em direção ao centro da cidade, passando, praticamente, pelo percurso antigo, Norma Pieruccini Gianotti e, Av. Rudge, Av. Rio Branco, Av. Ipiranga, Av. São João, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Rua Libero Badaró, Largo do São Francisco e Av. Brigadeiro Luiz Antonio, cruza a Paulista e desce em direção ao Ibirapuera, finalizando no Obelisco.
Imagem extraída do site globoesporte.com
Tenho a impressão que a direção da São Silvestre está sepultando aquela mística que envolve a prova. Há muita manifestação contrária a essas mudanças, que descaracterizam a prova mais charmosa e tradicional do Brasil. A sua grandeza está exatamente na sua tradição. É por isso, que tornou-se o sonho de consumo de todos corredores.
A São Silvestre sem a chegada na Paulista é como feijão sem arroz, cinema sem pipoca, corrida sem medalha. Já imaginou a São Silvestre sem corredores? Parece que é isso o que a organização pretende com essas mudanças.
