Foram investidos na realização da Maratona de Chicago, edição de 2010, cerca de US$ 171,5 milhões. Por outro lado, estima-se que cada dólar gasto por um corredor gerou US$ 1,29 para a economia da cidade. Retorno mais que garantido.
Em 2011, 226 brasileiros completaram os 42 km da Maratona de Chicago, entre os 35.628 concluintes da prova. A Maratona de Chicago é bastante procurada por atletas amadores que buscam melhorar suas marcas e estabelecer recordes pessoais, devido a sua altimetria plana.
Fonte: Revista The Finisher, edição 006, novembro/dezembro de 2011
Depois do sucesso nos festivais de cinema do curta-metragem sobre a corrida mais popular do país, a BossaNovaFilms irá produzir o longa São Silvestre. A ideia do filme é reproduzir a prova no seu ambiente místico, com as sensações e emoções do ano novo que se aproxima. Por isso, será filmado durante a corrida.
Adquiri o Nike Free 3.0. É a versão minimalista da Nike para o mercado de tênis de corrida. É um tênis extremamente confortável e macio. Simula o correr descalço, favorecendo o fortalecimento dos pés e diminuindo o risco de lesões. Possui sulcos flexíveis no solado que permitem a movimentação e tração natural dos pés e ajuda na recuperação de fascite plantar.
Além disso, as tramas no tecido do cabedal proporcionam boa ventilação interna. Segundo testes de revistas especializadas em corrida, ele funciona com mais segurança em pisos macios, como grama, areia ou terra.
Um pequeno probleminha que constatei é a dificuldade para calçá-lo. É que a lingueta é incorporada ao cabedal e deixa sempre a mesma abertura para a entrada dos pés, independentemente de você afrouxar os cadarços. É possível, inclusive, usá-lo sem os cadarços.
Peso: 204 g
Indicação: pisadas neutras, pronadas ou supinadas moderadas.
Meus amigos acham que estou ficando marrento por conta da presença no Ranking Brasileiro de Maratonistas (RBM), divulgado recentemente pela revista de corrida Contra Relógio. Não é bem assim! Aqui e acolá, dá para tirar um “sarro”, mas o fato é que isso não aconteceu por acaso. É fruto de muita disciplina, perseverança e determinação.
Inicialmente, meu objetivo na corrida nunca foi por performance. A ideia era perder peso e melhorar minha saúde fragilizada por uma hipertensão arterial, excesso de peso, insônia e nível elevado de estresse. Com o tempo, na mesma proporção em que as condições físicas melhoravam os fatores de risco eram eliminados, um a um. Passei a correr sem metas a cumprir no esporte, pelo simples prazer de correr. Era o meu “remédio” diário contra essas doenças.
Posso dizer aos meus amigos que esse esporte teve um efeito transformador na minha vida pessoal e profissional. Melhorou a saúde e trouxe bem-estar físico e mental. Elevou a autoestima e revigorou o humor. Proporcionou um excelente condicionamento físico para cumprir as tarefas diárias com mais disposição, ânimo e prazer.
É óbvio que os resultados também vieram na melhoria da performance. Estabeleci metas e desafios em distâncias cada vez maiores. Passei dos 10 km para a meia maratona e em seguida para a maratona. Nessas provas venho acumulando recordes pessoais, correndo mais ágil, rápido, com melhor técnica e em ritmos cada vez mais velozes.
Foto: Maratona de SP 2011
E para manter a motivação em alta, aliei a alegria de correr com o prazer de viajar. Participei de provas em várias cidades do Brasil e no exterior. Conheci novos lugares, novos países. O círculo de amizade cresceu e novas pessoas incorporaram o meu jeito maraturista de ser.
Já são dez anos de estrada. Ano após ano, venho acumulando quilometragem que aos poucos vem trazendo resultados significativos no mundo esportivo, principalmente para um quarentão. Nesses dois últimos, obtive resultados surpreendentes. Passei a integrar o ranking de meia maratona do Clube dos Corredores YESCOM e mais recentemente o RBM. Em 2011, por pouco, não consegui o índice exigido para qualificar-me para a Maratona de Boston, mas estou bem perto de conseguir.
Portanto, a corrida não mudou minha vida. Eu mudei minha vida pela corrida. E posso confessar: valeu muito a pena! Por isso, não me incomoda pular cedo da cama; enfrentar um dia quente de rachar ou encarar uma chuva com raios e trovões. O que faço tem um sentido maior que é ter uma melhor qualidade de vida através do esporte.
Alguns cuidados que devem ser tomados para minimizar as chances de lesão:
1 SOBREPESONa volta à corrida, é comum atletas estarem um pouco acima do peso, o que pode sobrecarregar tendões, ligamentos e músculos. Por isso, é importante retomar os treinos em ritmo leve até perder os quilinhos extras.
2 FALTA DE AQUECIMENTOO início de qualquer exercício requer cuidados, pois músculos e articulações ainda não estão preparados para o esforço. Daí a importância de sempre fazer 10 minutos em ritmo bem lento para deixar o corpo pronto para a sobrecarga que receberá.
3 TREINAMENTOAqui acontecem alguns dos erros que mais fazem crescer o risco de lesão. Os principais são aumentar a quilometragem semanal em mais de 10%, exagerar na intensidade, não intercalar treinos fortes e fracos, não variar o tipo de piso e desrespeitar o período de descanso.
4 FORTALECIMENTO MUSCULARMúsculos mais fortes ajudam a diminuir o impacto e a sobrecarga nas articulações e suportar melhor trabalhos de alta intensidade.
5 DIETA INADEQUADAManter uma alimentação apropriada para a rotina de treinamentos contribui para a recuperação do organismo e ajuda a diminuir a fadiga.
Extraído da Revista O2, n◦. 104, edição de dezembro de 2011, p. 91.