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Meus amigos acham que estou ficando marrento por conta da presença no Ranking Brasileiro de Maratonistas (RBM), divulgado recentemente pela revista de corrida Contra Relógio. Não é bem assim! Aqui e acolá, dá para tirar um “sarro”, mas o fato é que isso não aconteceu por acaso. É fruto de muita disciplina, perseverança e determinação.
Inicialmente, meu objetivo na corrida nunca foi por performance. A ideia era perder peso e melhorar minha saúde fragilizada por uma hipertensão arterial, excesso de peso, insônia e nível elevado de estresse. Com o tempo, na mesma proporção em que as condições físicas melhoravam os fatores de risco eram eliminados, um a um. Passei a correr sem metas a cumprir no esporte, pelo simples prazer de correr. Era o meu “remédio” diário contra essas doenças.
Posso dizer aos meus amigos que esse esporte teve um efeito transformador na minha vida pessoal e profissional. Melhorou a saúde e trouxe bem-estar físico e mental. Elevou a autoestima e revigorou o humor. Proporcionou um excelente condicionamento físico para cumprir as tarefas diárias com mais disposição, ânimo e prazer.
É óbvio que os resultados também vieram na melhoria da performance. Estabeleci metas e desafios em distâncias cada vez maiores. Passei dos 10 km para a meia maratona e em seguida para a maratona. Nessas provas venho acumulando recordes pessoais, correndo mais ágil, rápido, com melhor técnica e em ritmos cada vez mais velozes.
Foto: Maratona de SP 2011
E para manter a motivação em alta, aliei a alegria de correr com o prazer de viajar. Participei de provas em várias cidades do Brasil e no exterior. Conheci novos lugares, novos países. O círculo de amizade cresceu e novas pessoas incorporaram o meu jeito maraturista de ser.
Já são dez anos de estrada. Ano após ano, venho acumulando quilometragem que aos poucos vem trazendo resultados significativos no mundo esportivo, principalmente para um quarentão. Nesses dois últimos, obtive resultados surpreendentes. Passei a integrar o ranking de meia maratona do Clube dos Corredores YESCOM e mais recentemente o RBM. Em 2011, por pouco, não consegui o índice exigido para qualificar-me para a Maratona de Boston, mas estou bem perto de conseguir.
Portanto, a corrida não mudou minha vida. Eu mudei minha vida pela corrida. E posso confessar: valeu muito a pena! Por isso, não me incomoda pular cedo da cama; enfrentar um dia quente de rachar ou encarar uma chuva com raios e trovões. O que faço tem um sentido maior que é ter uma melhor qualidade de vida através do esporte.
