As fotos abaixo são da largada da 84ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, em 2008. A largada da SS é diferente das outras provas. É pura festa, alegria e descontração. Aparece cada figura. Muita gente corre fantasiado, com faixas, protestando. Somente a elite corre pra valer!
São Silvestre 2008 – 1h20min25s

Na hora da largada é uma muvuca completa, como mostra a foto abaixo. Mas vale a pena!

Largada da São Silvestre 2008
Há uma mística em torno da Corrida de São Silvestre que encanta. A médica Samira Layaun finalizou o seu livro “Comer, treinar, dormir”, publicado pela editora Prumo, com um texto exclusivo sobre sua experiência nesta prova. Para quem vai fazer sua estreia, vale a pena ler o texto, que transcrevemos abaixo, para ir entrando no clima da corrida.
Eu não poderia encerrar este livro sem escrever um pouco sobre a Corrida Internacional de São Silvestre (SS), a prova mais tradicional do Brasil!
Acredito que participar da SS seja o sonho que amis povoa a mente dos corredores brasileiros.
O clima festivo da passagem de ano, o local onde a prova é realizada, os participantes (famosos, desconhecidos, fantasiados), a transmissão ao vivo pelas redes de TV, a plateia, tudo isso gera uma aura especial em torno da SS. É uma verdadeira festa.
Participei da SS em 2005 e 2006. Nessa época, as mulheres largavam antes do pelotão masculino, porém num horário cruel para qualquer atleta, seja ele homem ou mulher: às quinze horas do horário de verão, ou seja, quatorze horas, na realidade (hora em que a temperatura ambiente está elevadíssima). Em 2005, no momento da largada, os termômetros da avenida Paulista marcavam 33◦C.
Além do clima desfavorável, o percurso também é difícil. Trata-se de um percurso acidentado, com aclives e declives que provocam desgaste físico e articular.
A distância (15 km) não é das mais desgastantes, não fosse o fato de o percurso ser acidentado, sem árvores ou gramas para amenizar a temperatura e o desgaste físico.
O leitor deve estar pensando: como alguém pode querer submeter-se a tamanho sofrimento?
Pois é, eu explico.
Acontece que a SS é, realmente, uma corrida festiva! Mesmo com todas as dificuldades, é uma prova que se corre feliz.
Há, basicamente, dois responsáveis por esse clima de festa: o primeiro são os corredores, sem os quais, obviamente, não haveria corrida. O segundo é a plateia, que está presente durante todo o percurso, aplaudindo e interagindo com os atletas. Essa plateia maravilhosa é formada por gente comum, que muitas vezes desconhece as dificuldades inerentes à prova, mas dá-se ao trabalho de estar lá, debaixo de sol ou de chuva, em pé, para ver e incentivar os atletas na sua dura jornada rumo à linha de chegada.
Embora o glamour da corrida noturna (sim, originalmente a SS era uma corrida noturna) tenha deixado de existir, esteja certo de que, para um corredor, não há melhor forma de comemorar o ano-novo do que correndo, literalmente.
Aos corredores, parabéns; à plateia, muito obrigada!
Para quem vai participar da Corrida do Ministério Público pela primeira vez ou tem pouca experiência em corridas, seguem abaixo algumas dicas para montar sua estratégia de corrida, tirar o máximo de proveito, ter um bom rendimento e superar sua marca pessoal na prova.

Corrida do MP do Amapá 2011

1 OLHO NO PERCURSO. Estude o percurso no site do MP e veja os postos de hidratação. Como trata-se de uma prova curta, faça o percurso de bicicleta ou correndo, pelo menos duas semanas antes do evento. Dessa forma, você vai estar familiarizado com os pontos de descidas e subidas e as condições do percurso no grande dia.

2 ESQUENTAR O MOTOR. Cerca de 20 minutos antes da largada, inicie seu aquecimento. Corra, alongue e faça exercícios dinâmicos para soltar a musculatura e melhorar a circulação sanguínea.
3 FIQUE ATENTO. Muito cuidado na hora da largada. Em geral, ela é tumultuada e nem todos os corredores são cordiais. Um pequeno descuido e você pode sofrer uma queda ou uma contusão.
4 PEGUE LEVE. O primeiro quilômetro é em trecho plano, por isso, cuidado para não forçar muito na largada e esgotar suas energias. Isso pode prejudicar seu rendimento e fazer com que você se arraste o restante da prova.
5 SOBE E DESCE. A prova tem algumas subidas e descidas ao longo do percurso, por isso, não force muito nas descidas, elas podem comprometer sua musculatura nas subidas. Mantenha o ritmo planejado e se tiver dificuldades nas subidas reduza-o e depois retome o seu pace.
6 VÁ PELA TANGENTE. Durante o percurso, procure correr tangenciando a rua, mantendo-se na borda da pista e sempre do lado para o qual irá dobrar. Isso faz com que você percorra a distância efetiva da prova. Só tome cuidado com o asfalto irregular.

7 NA MESMA BATIDA. Procure correr num ritmo constante durante toda a prova. Correr acima ou abaixo do ritmo estabelecido pode comprometer o seu planejamento e a estratégia de prova.
8 CORRIDA CHARMOSA. Uma postura correta na corrida faz com que você não desperdice energia. Durante a corrida não baixe a cabeça, ela deve estar voltada para frente focando o horizonte; os ombros relaxados; os braços devem estar em sincronia com as passadas; mãos entreabertas (jamais de punho cerrado); pés devem pousar leve e rapidamente sobre o solo e aterrissar sobre a porção mediana e pisar sobre os dedos para impelir o corpo para frente.
9 SUPERAÇÃO. Os quilômetros finais de uma corrida são de pura superação. Não há dor, cansaço ou incômodo que faça você desistir ao visualizar a linha de chegada. Você pode caminhar ou correr, desistir jamais.
10 HORA DE FESTEJAR. Após concluir a prova não pare, continue trotando ou caminhando para acelerar a eliminação de ácido lático da musculatura. Aproveite esse momento para celebrar a sua conquista.
…a prática regular do ato de correr é uma forma saudável de você mudar o estilo vida e cuidar da sua saúde. Através da corrida você pode reduzir a carga de estresse proveniente do trabalho, parar de fumar, alimentar-se adequadamente, participar de provas e tornar-se um bom exemplo para os filhos.
O médico Drauzio Varella ficou famoso pelo seu livro “Estação Carandiru”, que veio a transformar-se em filme, e pelas aparições no programa “Fantástico” da Rede Globo, onde apresenta um quadro sobre saúde. O que muita gente não sabe é que, mesmo com uma vida bastante atribulada, por conta de suas atividades profissionais, o doutor Drauzio é praticante de corridas de longa distância.

Dr. Drauzio Varella
Isso mesmo, ele é maratonista. Esse ex-fumante (fumou até os seus 36 anos de idade) já correu 11 vezes a Maratona de Nova York e seu melhor tempo foi 3h38min. Já enfrentou também os 42 km da Maratona de Blumenau e os 15 km da São Silvestre em duas ocasiões.
Pois é, além de médico, escritor, apresentador, o doutor encontra tempo para ser um esportista, ou melhor, um maratonista. Um bom exemplo a ser seguido por aqueles que pretendem correr, literalmente, do vício do cigarro.
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*Crédito da foto: portaldoenvelhecimento.org.br
Quando se trata de uma corrida com trajeto curto, uma boa dica é fazer o percurso, pelo menos duas semanas antes da prova. A ideia é simular o dia da corrida, para se ter elementos para uma boa estratégia no dia “D”. E, é claro, sentir na pele os pontos críticos do percurso.
Com vistas à Corrida do MP e atendendo ao convite dos amigos Adenilson e Brazão (dois quenianos às avessas), resolvi aceitar essa empreitada. Combinamos de fazer o percurso da prova nesta segunda (26/11). Optamos por iniciar o treino bem cedinho, devido ao trânsito louco no horário previsto para a largada da corrida, programada para às 7 da manhã.
Partimos da Av. FAB às 5h34, em direção a residência do governador e dobramos à direita na Rua Cândido Mendes. Em frente ao Teatro das Bacabeiras, completamos o primeiro quilômetro, de trecho plano, num ritmo de 4min13s. A partir daí, há umas descidas discretas que ajudam a manter o ritmo. O primeiro obstáculo aparece ainda na Rua Cândido Mendes, no cruzamento com a Av. Coaracy Nunes. São 100m de uma subida discreta.
Logo após essa subida, outro declive, na área de estacionamento do Parque do Forte. Seguimos para entrar no trecho da orla do rio Amazonas. Na primeira rampa da orla (sentido Centro/Araxá) atingimos o km 2, com ritmo 4min12s/km e tempo total de 8min25s. O trecho da orla é plano e resolvemos dar mais uma “esticadinha”. Nosso amigo Brazão percebeu que o ritmo estava forte e resolveu reduzir a velocidade e guardar suas energias para o restante do percurso.
Eu e o Adenilson continuamos juntos e entramos na Av. Pedro Lazarino para completar o terceiro quilômetro num ritmo de 4min07s/km e tempo de 12min32s. Logo adiante, tem uma subida curta, mas íngreme, com cerca de 90 m de extensão. Procuramos manter o ritmo, mas ao cruzarmos a Rua Odilardo Silva, senti o esforço e fui segurando até dobrarmos na Rua Jovino Dinoá. Consegui manter-me na cola do Adenilson até a Escola Amapá, quando ele imprimiu um ritmo ainda maior. Como estávamos com dois GPS’s, cada um monitorou seu rendimento adequadamente.
O meu pace caiu um pouquinho. Passei pelo km 4, na Praça da Conceição com ritmo de 4min26s/km e tempo de 16min58s. Reduzi a velocidade e trabalhei a respiração para tentar renovar as energias. Seguindo na Rua Jovino, antes de dobrar na Av. Padre Júlio, há um declive de cerca de 70 m. Imediatamente após esse declive, entrando na citada avenida, uma subida íngreme e poderosa, dá as boas-vindas e avisa que estamos no km 5. Como esperado, o ritmo passou para 4min31s/km e o tempo de corrida atingiu 21min29s.
Consegui sobreviver após essa subida, porém, o ritmo despencou. Dobrei na Rua Hamilton Silva, trecho todo plano, e prossegui já tentando buscar forças para o quilômetro final. É que no km 6 o pace foi de 4min54s/km e tempo total de 26min23s.
Entrei na Av. FAB com o pensamento de retomar o ritmo e tentar dar um gás final, para melhorar o tempo, já que esse trecho final é todo plano. Consegui correr num pace de 4min18s e completar o treino em 30min41s.
Imagem do percurso da Corrida do MP realizada pelo Garmin
O treino finalizou com Adenilson marcando 29min42s e ritmo de 4min10s/km, entretanto, o GPS da Soleus, que ele estava usando no treino, mediu 7,1 km. O meu tempo foi de 30min41s, pace de 4min23s/km, porém o GPS Garmin mediu 6,98km. O Brazão fez 32min05s, com ritmo de 4min34s/km.
O treino foi importante para ajudar a prever um ritmo ideal para o dia da prova. É que as subidas enganam. Elas não são tão extensas, mas dependendo do ritmo pode prejudicar o planejamento de toda a sua corrida. Então, cuidado com elas.
É possível transformar-se num corredor mais rápido e resistente treinando apenas 3 dias por semana? Pesquisadores americanos afirmam que isso não só é possível, como desenvolveram um programa de treinamento com essa finalidade.
A grande maioria dos métodos de treinamento é baseada no princípio de que para melhorar a performance na corrida é necessário correr todos ou quase todos dias. O foco é na quantidade e não na qualidade. Entretanto, um grupo de pesquisadores da Universidade FURMAN da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, defende a inversão dessa lógica, ou seja, investir na qualidade ao invés da quantidade, para garantir a evolução gradativa na corrida. E mais, asseguram que para isso, correr 3 vezes por semana é o suficiente.
Os cientistas Bill Pierce, Scott Murr e Ray Moss, que também são corredores, conciliaram suas experiências nesse esporte ao conhecimento científico e desenvolveram o Programa de Treinamento FIRST – 3 mais 2. A descoberta dos princípios que são a base do Treinamento FIRST veio quase que por acaso, a partir da constatação desses pesquisadores quando iniciaram preparação para os triatlos. Eles mantinham seis dias de treinamento de corrida e ainda acrescentaram natação e ciclismo. Como as atividades ficaram muito exaustivas, tiveram que abrir mão de alguns dias da corrida para acrescentar mais bike e natação. Como passaram a correr menos, esperavam que o desempenho na corrida piorasse. Então, perceberam que a performance, desde os 5km até a maratona, não piorou, ao contrário, melhorou. Estavam lançadas as bases do Treinamento FIRST.
O programa FIRST (sigla do inglês Furman Institute of Running and Scientific Training e que em português quer dizer: Instituto Furman de Corrida e Treinamento Científico) tem como filosofia de trabalho a prevalência da qualidade sobre a quantidade, da intensidade sobre a frequência e da corrida rápida sobre o acúmulo de quilometragem. A ideia é o princípio da especialidade: se você quer correr mais rápido precisa treinar mais rápido.
O programa preconiza tornar a corrida mais fácil e mais acessível, à medida que restringe o excesso de treinamento e o desgaste, e diminui o risco de lesões, uma vez que o corredor terá mais tempo para se recuperar das sessões de treino. Além disso, o método procura capacitar o atleta para correr mais rápido e atingir metas sem sacrificar trabalho, saúde, família e amigos.
O método FIRST também é conhecido como treinamento “3 mais 2”. O termo “3 mais 2” é a concepção da abordagem inovadora do programa. Quer dizer que serão três sessões de corridas de qualidade por semana e mais duas de cross-training (treinamento alternativo), em dias alternados. Se você corre terça, quinta e sábado, fará sessões de treinamento alternativo segunda e quarta, por exemplo.
As sessões de corrida foram planejadas para desenvolver ritmo, velocidade e resistência do corredor. Para cada corrida será privilegiado um ritmo e uma distância específica, de acordo com o nível atual de condicionamento físico do atleta. A inovação do programa está em definir uma meta específica para cada sessão de corrida, garantem os autores do método.
Os treinos alternativos do programa, o “2” do FIRST, adotam a diversidade como forma de ampliar o condicionamento físico e reduzir a vulnerabilidade a lesões por excesso de treinamento. Além, é claro, de tornar o treinamento mais interessante, uma vez que você pode optar por modalidades que funcionam melhor com você ou com os quais você tenha mais afinidade. Dentre as modalidades, os autores recomendam: ciclismo, natação, remo, corrida na água, simulador de escadas (step) e equipamento elíptico.
O que diferencia o programa FIRST das outras metodologias é que além de você correr menos, ele adota ritmos mais velozes do que normalmente é recomendado para as corridas longas. Segundo as pesquisas dos autores, imprimir um ritmo definido e mais exigente nos treinos longos prepara o organismo fisiológica e mentalmente para as provas, em particular as maratonas. Além disso, ao enfatizar a intensidade, sobra mais tempo para a recuperação do atleta entre as sessões de treino.
O estudo e os anos de pesquisa realizados pelos autores, na Universidade FURMAN, um dos principais centros de pesquisa em treinamento de corrida no mundo, estão reunidos no livro “Treine menos, corra mais”, publicado inicialmente pela Runner’s World, edição americana. No Brasil, o livro foi lançado pela Editora Gente e pode ser encontrado em livrarias e na internet, por um preço bem acessível de R$ 25. É uma fonte de leitura que deve fazer parte da biblioteca de todo corredor.
“Qualquer um pode correr 32 quilômetros. São os últimos dez que importam”. (Barry Magee, corredor neozelandês, recordista mundial dos 10 mil metros e vencedor da Maratona de Fukuoka, em 1960)



FOTO: Maratona de Estocolmo 2010 – 4h12min55s



Corredores são pessoas normais, atarefadas com as atividades pessoais e profissionais, que lutam para encontrar tempo para correr. Vencer esses desafios exige uma grande paixão pela corrida, além de disciplina, sacrifício, determinação e motivação. É que há coisas na vida que só a paixão por correr pode proporcionar e quando ocorre na companhia de amigos, não tem preço. Por isso, o ato de correr se torna prazeroso e divertido, assim como essa turma da foto abaixo.
Galera boa de perna, no treino de sábado: Fernando Reis, Tânia Reis, Josiane Rodrigues, Dorilice Albuquerque, Lorena Conceição, Emerson Rabelo e Ilza Facundes.
Se é para sofrer, que seja num lugar belíssimo.
FOTO: Maratona de Paris
Maratona de Paris 2013 – A mais charmosa maratona do mundo. Privilégio de largar em frente ao Arco do triunfo e se maravilhar por 42 km com os encantos de Paris.
DATA: 07 de abril de 2013.
LARGADA: 8h45min na Champs-Élysées.

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