Já está sendo entregue o kit da Corrida do Círio, edição 2012, desde quinta-feira (18/10). O kit é composto de uma bolsa esportiva, camiseta promocional, chip descartável e número do peito.
O kit está sendo entregue na sede da TV Liberal, afiliada da Rede Globo no Pará e organizadora da prova, que fica na Av. Nazaré, 350, bairro Nazaré, entre as travessas Benjamin Constant e Dr. Moraes. O horário de funcionamento para a retirada do kit será até sábado, das 10 às 18 horas.
Cheguei, me instalei e treinei em solo paraense. Já deu para sentir o cheiro e o sabor da terrinha, desta vez sem chuva.
Como de costume, corri na rua Santarém que corta o Conjunto Médici, no bairro da Marambaia. É uma via arborizada com 1.350 metros de extensão, muita boa para praticar atividade física porque, independentemente da hora, projeta uma boa sombra, que ameniza o calor e protege do Sol.
Imagem do percurso do treino feita pelo GARMIN
Como não há muito a se fazer em termos de treinamento, apenas segui a orientação do técnico e fiz uma corrida leve/moderada para “soltar” a musculatura e entrar no clima da prova. Foram 9 km em 50 minutos, num ritmo médio de 5min34s/km, velocidade média de 10,8 km/h e máxima atingida de 13,9 km/h.
Com a proximidade da Corrida do Círio, que acontece neste domingo (21/10), é hora de poupar energia. Não há mais nada o que se possa fazer em termos de treinamento. A ideia é fazer uns trotes leves para soltar a musculatura e aguardar o grande dia.
Em termos de alimentação, segue algumas recomendações repassadas pela minha nutricionista:
1Hidratação: Durante a semana toda: água de coco, sucos naturais e água.
2 Dia que antecede a prova: Manter a frequência das refeições (comer de 3 em 3 horas). Evitar comidas diferentes, o melhor seria uma alimentação caseira (arroz, frango grelhado, vegetais no vapor, frutas) – Jantar: preferir um macarrão ao molho vermelho, acompanhado de vegetais.
3 Líquidos: Pelo menos 2,4 litros (35ml/kg), distribuídos em águas, sucos naturais e água de coco.
4 Dia da Prova: Fazer um bom café da manhã com frutas (sem cascas), pão integral com requeijão light ou geléia, sucos naturais.
5 30 minutos antes da prova: 200 ml de líquido bem gelado (água de coco) + maçã (pêra, pêssego, morango – sem casca) + pão pequeno com geléia sem açúcar ou com goiabada.
6 Durante a prova: Levar carboidrato em gel (usar a cada 30 ou 50 min) + bebidas hidroeletrolíticas (repositora) + água (beber pausadamente).
7 Após a prova: Importante a hidratação abundante + frutas (banana) + iogurtes e lanches como pão com queijo e presunto de peru ou com ovo mexido.
Em relação ao vestuário a ser utilizado na corrida, o ideal é que já tenha sido testado antes, para evitar bolhas, assaduras e outros transtornos.
Uma dica importante para quem pratica o maraturismo e tem que conciliar turismo e corrida é chegar com pelo menos dois dias de antecedência a cidade do evento. Assim, você pode pegar o kit da prova e curtir os pontos turísticos sem maiores atropelos.
Para quem gosta de viajar em cima da data da prova, vou citar o que aconteceu comigo em 2011, quando fui correr a Maratona de Buenos Aires. Programei sair de São Paulo na sexta-feira às 13 horas num voo da Aerolíneas Argentinas. Vejam o que aconteceu: os funcionários fizeram greve e todos os voos da companhia foram cancelados. Só consegui embarcar na madrugada do sábado, em outra companhia, após ficar mais de 13 horas em pé no aeroporto de Guarulhos. Cheguei em Buenos Aires às 5 da manhã e somente às 7 consegui me instalar no hotel. Com isso, quase comprometi minha participação na prova, pois, fui buscar o kit e só parei para dormir às 21 horas do sábado, completamente vencido pelo cansaço.
Aprendi a lição e nesta quinta já estarei em Belém para participar da Corrida do Círio pela oitava vez.
Outra coisa importante para evitar transtorno e um estresse desnecessário é levar o material que vai ser utilizado na prova na bagagem de mão, pois, caso ela seja extraviada, furtada ou sabe-se lá o quê, sua corrida não estará comprometida, por conta da irresponsabilidade da companhia aérea.
Já se pegou em um estágio de corrida em que você sabe que está fazendo algo errado, mas não consegue entender o quê, tampouco tem alguém que faça isso por você? Seus problemas acabaram. A treinadora americana Christine Many Luff, membro da American Council on Exercise e da Road Runners Club of America, publicou um miniguia com as dez coisas que um corredor de rua deve parar de fazer para realizar uma corrida com segurança.
1 IGNORAR A DOR
A atividade física não foi feita para doer. Se o corpo dói, algo está errado. Não pense que perder uma ou outra corrida por conta da dor vai arruinar seu programa de treinos. Na verdade, se você correr dolorido, isso pode evoluir para uma lesão ou algo pior.
2 CORRER COM O TÊNIS ERRADO
Muitas lesões e desconfortos acontecem quando você corre com um tênis vencido ou inapropriado para o seu pé e para o seu estilo de corrida. Os pés transpiram três vezes mais do que qualquer parte do corpo e precisam ser bem cuidados. Aposte em ajuda especializada, como ortopedistas esportivos e testes específicos sobre o tema.
3 DIZER QUE VOCÊ NÃO É UM CORREDOR DE VERDADE
Existe um preconceito com quem corre acima de um pace de 7’. Esses geralmente justificam a baixa velocidade dizendo que não são corredores de verdade. Mas, para ser um verdadeiro corredor, basta correr. Não importa se é uma maratona ou uma prova de 5 km em uma hora. Honre seu hobby.
4 PULAR O AQUECIMENTO
Muitos corredores, algumas vezes instruídos por seus treinadores, não realizam o devido aquecimento antes do treino diário ou de uma prova. Esse erro tira a flexibilidade do músculo e impede uma amplitude maior na hora de correr. Um aquecimento de 5 minutos, com uma caminhada ou alongamento básico, faz com que o sangue flua pelo corpo e prepare a musculatura para o exercício.
5 CORRER SEM SE HIDRATAR
Certos corredores não bebem líquido antes e durante a corrida, com medo de sentir dores abdominais ao longo do exercício. Pecado mortal. Quando corremos, perdemos quase 2 kg de nosso peso normal por conta da transpiração e equilíbrio de temperatura interna. Sem água, o organismo superaquece, além de não repor os sais minerais perdidos no suor.
…correr melhora sua qualidade de vida e o seu estado de ânimo. A partir das primeiras passadas e com persistência já vai ser possível sentir tão agradável sensação e exteriorizar a energia positiva advinda do ato de correr.
Tecnicamente, à medida que envelhecemos, vamos ficando mais lentos. Nosso organismo entra em processo de mudanças fisiológicas significativas que afetam a performance na corrida. A perda de massa muscular, força, velocidade, diminuição da elasticidade muscular e articular são as principais alterações experimentadas pelo corpo.
Tais alterações afetam mais diretamente a velocidade do que a resistência. É por isso, que corredores mais velhos são mais resistentes e menos velozes. Segundos dados do Furman Institute of Running and Scientific Training (Instituto de Corrida e Treinamento da Universidade de Furman), nos Estados Unidos, um corredor com 55 anos de idade, por exemplo, se tiver o mesmo tempo que um atleta de 20 anos nos 5 km, é possível que ele seja mais rápido na meia-maratona ou na maratona.
Por outro lado, a perda natural de rendimento à medida que ficamos mais velhos não quer dizer que não podemos quebrar um recorde pessoal (RP). É óbvio, que precisamos estar cientes que ela vai acontecer, mas, em geral, a quebra de um RP está mais ligada às condições ideais no dia da prova do que propriamente a situações fisiológicas ligadas a idade. Um RP é resultado de uma confluência de fatores, dentre os quais, podemos citar: condições de clima, altimetria da prova e condicionamento físico adequado ao nível do esforço exigido à distância a ser percorrida.
Posso dizer isso, pois é exatamente o que vem acontecendo comigo. A minha melhor marca nos 10 km aconteceu em 2006. Tinha 36 anos e consegui fazer 46min29s. Quatro depois, com 40 anos de idade, fiz 45min54s. No ano passado, cravei a minha melhor marca nos 10 km com 42min48s. E a constatação prossegue para distâncias maiores. Meu RP na maratona veio no ano passado na Maratona de Buenos Aires, 3h25min31s.
FOTO: Maratona de Buenos Aires 2011
O fato é que, apesar de estar mais velho, consegui fazer marcas melhores e até expressivas para um quarentão, demonstrando que é possível driblar esse decréscimo de rendimento que ocorre com o aumento da idade. E vou mais longe, particularmente, tenho a sensação de que ainda não atingi o máximo de rendimento. Nos tempos citados acima, os fatores de confluência não convergiram para uma mesma prova, o que significa dizer que posso continuar tentando marcas melhores.
Obviamente, que quando se fala de desempenho físico é importante lembrar que cada organismo reage de forma distinta, diante de certas circunstâncias. E a ciência está aí para comprovar o que estamos falando. Mas entendo que atribuir a idade o aumento do tempo de conclusão de prova, ano após ano, é assumir que está possuído pela “síndrome de tartaruga”, um mal que assombra corredores mais lentos.
Correr mais lento pode ser uma opção e até mais prazerosa do que ser competitivo, mas não justifica atribuir a idade tempos inexpressivos, quando visivelmente se percebe que o rendimento poderia ser melhor.
Sem querer ser pejorativo com quem corre pelo prazer de correr, o termo só se aplica aos corredores que abusam do uso da idade para justificar um desempenho inadequado ao seu nível de condicionamento, quando sabemos que são bastante competitivos. Até porque quem começou a correr já com uma idade avançada o declínio de rendimento ainda não é observado, pois, o corpo vai estar saboreando os benefícios advindos da corrida e a tendência é melhoria da saúde em geral e do rendimento, em particular.
Como físico, posso dizer que ainda não é possível voltar no tempo e retardar o processo de envelhecimento, mas como corredor, sou testemunha que se treinarmos com sabedoria, seriedade e de forma contínua poderemos obter ganhos expressivos em termos de rendimento esportivo, mesmo com o aumento da idade.
Você pode não dar nada por ela, mas a uva-passa é uma fonte de carboidrato, vitaminas e minerais. Por causa disso, costuma ser ofertada até nos postos de hidratação e distribuição de frutas de algumas maratonas. Parece incrível, mas um punhado delas tem o mesmo efeito de uma bebida energética ou de um gel de carboidrato consumidos para dar energia durante treinos mais longos. Sem contar que são mais baratas e naturais!
Você não leu errado: um punhado de 30 g de uva-passa, semelhante a uma colher de sopa cheia, pode dar todos os nutrientes de que você precisa durante seus treinos.
Isso porque ela também é rica em potássio, fibras e antioxidantes. Além disso, ajuda a prevenir o câncer e doenças cardiovasculares, auxilia o organismo a regular a pressão arterial e os níveis de colesterol.
CONFIRA OS NÚMEROS – 30 G DE UVA-PASSA TEM:
• 90 kcal.
• 24 g de carboidrato (que dão energia), contra 20 g do sachê de gel de carboidratos.
• 1,2 g de fibras, enquanto o gel não possui fibras.
Fonte: Daniela Cyrulin e Maria Fernanda Cortez, NutriConsult
Nos anos anteriores, a organizadora da Corrida do Círio, TV Liberal – afiliada da Rede Globo no Pará, disponibilizava previamente para download o regulamento da prova. Com isso, era possível saber com antecedência os horários de largada do evento.
Neste ano, entretanto, não há qualquer informação sobre os horários de largadas, tanto da corrida, quanto da caminhada, no site de divulgação do evento. Resta aguardar o kit da prova, pois nele virá o Regulamento da Corrida, que esperamos constar os tais horários.
Entretanto, na edição passada da prova, as largadas obedeceram aos seguintes horários:
1) Feminina-06h05min
2) Necessidades Especiais-06h10min
3) Geral-06h15min
4) Caminhada-06h20min
De qualquer forma, aguardemos a divulgação dos horários de largada e utilizemos os informados acima apenas como parâmetro para estar no local da largada com pelo menos 30 minutos de antecedência.
Um rap vem embalando treinos e animando as arquibancadas dos estádios que recebem as etapas do campeonato brasileiro de atletismo. A música foi composta por Davidson Henrique de Souza, que é especialista no lançamento do martelo do Grêmio Recreativo Barueri (cidade da Grande São Paulo), e pelo ex-atleta MC Batata. Os dois fazem parte do grupo “Distorção Sonora”. O “Hino do Atletismo” foi postado pelo grupo no Youtube e começou a fazer sucesso entre os atletas.
Ouça a música e baixe para seu tocador de MP3 para animar suas corridas.