Quenianos vencem a Corrida de São Sebastião, na manhã de domingo, no Rio de Janeiro.
A tradicional Corrida de São Sebastião, que faz parte dos festejos do padroeiro do Rio de Janeiro, marca o início do calendário oficial de corridas de rua na cidade. A prova que tem percurso de 10 km foi vencida pelo queniano Joseph Aperumoi, com o tempo de 29min42s. O segundo colocado foi o brasileiro Gilmar silvestre, que cruzou a linha de chegada 19 segundos depois de Aperumoi, marcando 30min01s. O pódio foi completado pelo tanzaniano Abubaka Hamisi, com a marca de 30min17s.
FEMININO
Todo o pódio foi formado por atletas estrangeiras. A queniana Maurine Kipchumba, campeã da última São Silvestre, liderou desde o início, abriu vantagem e venceu a prova feminina, com o tempo de 34min19s. A segunda colocada, também queniana, foi Rumokol Chepkanan, que completou os 10 km em 34min30s. A colombiana Jackline Sakiluem chegou na terceira colocação com 35min03s e completou o pódio.
Muita gente adota como lema na vida a frase de Benjamin Franklin de que “tempo é dinheiro”. Investem seu tempo na produção de bens e serviços, com a finalidade de obterem lucros. A questão é que os problemas com a saúde aumentam na mesma proporção de sua conta bancária. É que não sobra tempo para cuidar do corpo. Há, portanto, uma relação inversa entre tempo e saúde. Quanto mais você dedica tempo ao trabalho, a ganhar dinheiro, menos saudável você fica. E o pior de tudo: você só se dá conta disso quanto a coisa já desandou.
Nós, corredores, encaramos o tempo de outra forma. É apenas uma grandeza física utilizada para mensurar o desempenho numa corrida. O objetivo também é outro: tornar-se mais saudável à medida que se dedica tempo a prática da corrida ou a outras atividades físicas. Nada impede, por outro lado, que se exerça uma atividade profissional com a finalidade de subsidiar suas necessidades pessoais, afinal, deve-se pensar na sobrevivência e no bem-estar da família.
É óbvio que dominar esses dois fatores (tempo e dinheiro) e não ficar refém nem de um, nem de outro, é o caminho para o sucesso. Cada um precisa saber o seu limite para não ter problemas nem com a falta de dinheiro e nem com a falta de tempo.
Corredores até entendem de economia, sabem a hora certa de poupar e o momento certo para gastar, mas isso não está relacionado a dinheiro. A unidade monetária usada na corrida é energia. Se não economizar ou sair gastando tudo logo no início, você pagará a conta no final e isso pode custar caro. A matemática é simples: ao longo do percurso, deve-se economizar e gastar somente aquilo que o corpo tem disponível em caixa. Assim, você termina aquilo que começou sem entrar no vermelho.
Uma forma de premiar suas conquistas é fazer uma poupança de verdade. Só que o parâmetro usado para definir a quantia a ser depositada vai depender do seu desempenho nos treinos. Basta você arbitrar um valor para cada quilômetro percorrido e depositar o corresponde em dinheiro na sua conta/poupança, toda semana ou mensalmente. No final do período da preparação para uma prova, haverá dinheiro disponível para você premiar sua meta, a superação de uma marca ou um recorde pessoal.
É um bom investimento na sua saúde e uma forma de manter em alta suas ações para as corridas futuras.
 Adriano Bastos venceu a Meia Maratona de Key West nos EUA
Após conquistar sua oitava vitória na Maratona da Disney, semana passada, o maratonista Adriano Bastos venceu a Meia Maratona de Key West, na Flórida (EUA), neste domingo (20/01). Bastos correu os 21 km da prova em 1h13min24s.
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Crédito da foto: Fernanda Paradizo
Acordar cedo em pleno sábado para uns pode ser um suplício, mas para quem está focado numa meta a cumprir numa maratona, isso é lei.
É verdade! Ter uma meta a cumprir numa prova faz com que você assuma o compromisso de treinar. Não é o aconchego de sua cama, frio, calor, sol ou chuva que vai impedi-lo.
Tão importante quanto ter disposição para treinar é saber que cada tipo de treinamento tem um papel fundamental na preparação. Principalmente, quando a meta trata-se de uma maratona, que exige bastante, tanto do físico quanto do psicológico. Isso o torna confiante, pois, nos momentos difíceis da prova, o corpo reagirá de forma positiva, fazendo toda a diferença. Assim sendo, sai para cumprir mais um “longão”.
Dia nublado, termômetro marcando 23 graus e zero de vento. Pode-se considerar uma manhã quente. A Tijuca já estava movimentada com muita gente nas ruas, mas o trânsito ainda estava calmo. A ideia para este treino era sair em direção ao Maracanã e depois desfrutar de sua área. Muita gente pensou a mesma coisa e a “pista” estava quase lotada.
O único infortúnio é que desde cedo, no Maracanãzinho, torcedores formaram filas para comprar ingresso para o jogo da superliga de vôlei (Rio de Janeiro X Campinas) e ocuparam parte da calçada. Não dava para passar correndo. Sem estresse, diminuía o ritmo, passava e retomava a corrida.
Fora isso, o treino foi fantástico. Correr 1h30min e percorrer 15,16 km, num ritmo confortável de 5min56s/km, sentindo-se bem, sem cansaço, dor ou qualquer desconforto e com aquela sensação de bem-estar, é o prêmio por acordar cedo para treinar. É uma demonstração de que o corpo vem respondendo muito bem ao treinamento.
Já se foram três semanas de treinamento. Nesse período, foram percorridos 134,82 km. Somente nessa semana, 51,48 km. E o melhor de tudo: planilha gabaritada, todos os treinos foram cumpridos. E é bom que continue assim!
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Crédito da foto: www.maracanaonline.com.br
Enquanto o Brasil engatinha na organização de maratonas, menos de 30 estão programadas para 2013, nos EUA, 730 provas de 42 km foram realizadas em 2011.
Na há dúvida de que a corrida de rua é um dos esportes que mais cresce no Brasil. Isso pode ser constatado pelo grande número de pessoas correndo em parques, praças, praias e nas ruas. Não há dados oficiais, porém, estima-se que em nosso país há cerca de 3 milhões de praticantes.
Em que pese esse crescimento, há uma demanda reprimida. É que os eventos de corridas concentram-se nas regiões sul/sudeste. Um exemplo disso é quando o assunto é maratonas. Serão em torno de vinte nessa região, contra apenas duas na região nordeste e nenhuma no norte.
Como se vê, não é só a renda que está mal distribuída nesse país. Nem vamos entrar no mérito dessa discussão, porque as maratonas são recentes no Brasil. A primeira na distância dos 42 km foi a Maratona Internacional do Rio, realizada em 1979, no Rio de Janeiro. Enquanto que, a primeira nos Estados Unidos (EUA) foi a Maratona de Boston, que aconteceu em 1897 e segue ininterrupta até os dias atuais.
Maratona de Porto Alegre 2012
Aliás, os dados sobre maratonas nos EUA são encantadores. Segundo o relatório anual da Running USA, organização sem fins lucrativos que objetiva o desenvolvimento das corridas no país, somente em 2011, foram realizadas 720 maratonas, uma média de quase duas por dia. E isso não é de hoje: em 1985, foram 200 e em 2010, 300. Reforçando que os dados são referentes somente às maratonas. Não entram nessa estatística as tradicionais provas de 5 km, 10 km e meia maratona.
NO BRASIL
Voltando ao Brasil, a expectativa é que sejam realizadas menos de 30 maratonas em 2013. Além de serem poucas provas para a distância, elas estão má distribuídas em nosso espaço geográfico e no tempo. Utilizando os dados das organizadoras de corridas e incluindo todas as distâncias, somente em 2010, foram realizadas no Brasil cerca de 730 corridas de rua. São Paulo foi o estado que mais sediou esses eventos, 374 no total, seguido do Paraná e Rio de Janeiro. Mantendo-se a hegemonia do eixo sul/sudeste.
A grande maioria das maratonas, também está má distribuída no tempo. Durante os meses de janeiro e fevereiro não temos nenhum evento de 42 km programado, enquanto que em abril, agosto e novembro, teremos quatro em cada mês.
A EXPECTATIVA
Temos maratonas de menos. É um fato. A expectativa é que com o aumento do número de praticamente de corridas de rua, uma boa quantidade se aventure nos 42 km. É que o número de maratonistas no Brasil ainda é pequeno para encher os olhos dos organizadores. Tanto que as maratonas são realizadas juntas com outras distâncias opcionais para proporcionar uma quantidade de corredores que justifique o investimento. E vale a pena, pois, estima-se que um evento de corrida movimenta entre R$ 1,5 milhão e R$ 6 milhões, sendo que cerca de 40% deste valor fica na cidade que sediou o evento.
Enquanto isso, só nos resta continuar treinando!
Acordar cedo e correr de manhã é bom. Acordar tarde e correr à noite é muito melhor! Circuito de corridas noturnas.
Veja as datas e participe!
São Paulo23/03
Rio de Janeiro20/04
Fortaleza27/04
Brasília04/05
Salvador19/05
Recife27/07
Campinas14/09
Curitiba05/10
Belo Horizonte19/10
Porto Alegre26/10
PERCURSO: 5 e 10 km
INSCRIÇÕES: www.nightrun.com.br
Num texto publicado no Fórum da Assessoria Esportiva do maratonista Adriano Bastos na internet (http://adrianobastos.forumeiros.com), sob o título “Adriano Bastos é octa na Maratona da Disney”, de autoria de Renata Bastos e adaptado pelo blog ao formato abaixo, o atleta fala sobre a prova e a conquista.
A DISPUTA
Posso dizer que a disputa foi tão acirrada quanto o ano passado, mas com um resultado final invertido. Não corri exatamente dentro do que tinha planejado, me senti meio preso, sem conseguir desenvolver o ritmo como desejava, tanto que o tempo deste ano foi dois minutos mais alto em relação ao ano passado, mas de qualquer forma consegui me superar dentro daquilo que podia fazer hoje e assim garantir a vitória que era o mais importante.
O ADVERSÁRIO
O Fredison dominou a prova inteira, do começo ao fim, ele que puxou o ritmo o tempo todo e em alguns momentos sofri bastante para acompanha-lo. Minha única preocupação era não perder contato com ele, ficar sempre junto, não importava o ritmo em que ele corresse. Toda vez que eu tentava ir para a frente ele respondia de imediato com um ritmo mais forte e assumia a ponta novamente e quando faltavam 3 milhas para o final comecei a sofrer bastante para ficar junto e já comecei a pensar que seria segundo novamente, pois visivelmente ele estava mais inteiro.
A VITÓRIA
Quando faltava menos de 1km para o final, resolvi arriscar tudo e parti para um sprint no qual ele não conseguiu vir junto e ai é lógico que o sorriso abriu na mesma hora, quando percebi que venceria pela oitava vez.
O TEMPO DE PROVA (2h21min16s)
Neste ano ocorreram várias mudanças no percurso que no meu ver ficou mais dificil, com muito mais curvas, subidas e cotovelos. Outro fator que contribui para um tempo mais alto foi o calor, algo totalmente atípico para esta época aqui em Orlando, corremos com temperatura média de 20 graus, enquanto que nos anos anteriores sempre esteve abaixo de 10 graus. Mas estou muito feliz com essa vitória e principalmente por ter correspondido à toda expectativa do público e fãs que me acompanham.
…ela ajuda a desenvolver características que são fundamentais para cumprir seus objetivos, seja no esporte, na vida pessoal ou profissional. Motivação, disciplina e determinação são atitudes positivas que o hábito de correr pode incorporar à sua vida.
A Chuva alagou várias ruas do Rio de Janeiro e causou transtornos para a população e para os corredores.
O Rio de Janeiro amanheceu contabilizando uma série de transtornos para a população, ocasionados pela chuva intensa que caiu durante a noite de terça (15/01). A zona norte da cidade foi a mais atingida. Na Tijuca, várias ruas ficaram alagadas, casas foram interditadas e a lama tomou conta das calçadas.
Rio Maracanã transbordou e alagou a avenida que leva o mesmo nome.
Pela manhã, quando saí para treinar, deparei-me com esse ambiente: muita lama e poças d’água. Havia planejado correr no Maracanã e no caminho pela Avenida Maracanã, pude constatar o tamanho da encrenca. Um trecho da avenida, inclusive, rachou e foi interditado. Havia muito lixo disperso pela calçada e em alguns momentos, tinha que fazer malabarismo para me livrar dele.
Quando cheguei ao Maracanã e iniciei a primeira volta, percebi que a calçada estava tomada pela lama. Não dava para correr sem atolar o tênis. Além disso, estava muito liso, impróprio para a prática da corrida. Nem concluí a primeira volta e resolvi retomar a corrida com barreira, digo, com lixo e fiz o caminho de volta para a Tijuca.
Foi mais um dia para testar o quanto estou compromissado com a próxima aventura. Consegui concluir o treino apesar da dificuldade de correr nas calçadas e ruas da cidade após o temporal de ontem. Após 1 h, foram percorridos 9,84 km num ritmo médio de 6min06s/km.
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Crédito da foto: Luiz Fernando Castro/Arquivo pessoal

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