…o hábito de correr torna você mais jovem. Pesquisas indicam que pessoas que correm de maneira habitual são ‘biologicamente mais jovens’ do que os sedentários. Então, faça o tempo correr a seu favor e pé na estrada!
Está cada vez mais difícil ser blogueiro no Amapá. É que com a internet “banda lerda” que temos, não dá para fazer absolutamente nada. Não se consegue postar textos e muito menos imagens. Desse jeito, não há como manter a regularidade dos posts.
O que era para ser algo divertido ou prazeroso acaba se tornando uma dor de cabeça. É que a gente paga por um serviço acreditando na boa fé da empresa que promete conexão rápida e eficiente. Ela não cumpre o prometido e, ainda por cima, não atende ao telefone para não dar explicações aos clientes.
Não sou rápido como corredor, mas essa internet – via rádio, bateu todos os recordes em lentidão. Como explicar que ondas eletromagnéticas, que se propagam na velocidade da luz (300 mil km/s), tenham um desempenho tão ruim. Nem podemos dizer que ela se compara ao desempenho de uma tartaruga ou do bicho preguiça. Bom, pelos menos, esses bichinhos não aparentam ser o que não são – rápidos, e nem prometem chegar à frente da concorrência.
Com todo respeito as tartarugas a as preguiças, que são adeptas do ‘devagar e sempre’, mas essa internet é um animal, que difunde o ‘nem sempre’. Como ela não está em extinção, só no resta correr dela.
Na preparação para uma maratona os “longões” (treinos com quilometragem alta e intensidade baixa) é que dão a base para suportar os 42 km da prova. Por outro lado, considero que esse é o tipo de treinamento que provoca as maiores consequências no atleta, seja no aspecto físico ou psicológico.
O fator psicológico entra em cena quando os treinos parecem intermináveis. O cansaço se instala e passa a dominar a cabeça com pensamentos negativos. Desistir parece ser a única opção e a vontade de parar só não vence se a determinação for maior em cumprir aquilo que planejou.
Nas maratonas, o caminho do sucesso é o treinamento e não há vitória sem dor. É evidente que tanto o físico quanto o psicológico devem ser treinados, uma vez que um evento dessa natureza vai levar o organismo a exaustão e o equilíbrio, a harmonia entre mente e corpo é fundamental para cruzar a linha de chegada.
Os treinos longos fazem o corpo sair da zona de conforto e enfrentar situações desfavoráveis para que promova o processo de adaptação e o condicione a suportar o desfio de uma prova longa e manter, também, a harmonia entre corpo e mente. E quando conseguimos essa harmonia, percorrer 25, 30 ou 36 km, não faz a menor diferença. É apenas uma etapa a ser cumprida naquilo que nos propomos a fazer.
É como costuma dizer o Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei: “A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer”. É que o resultado é consequência da boa preparação. Então, quem pretende enfrentar uma maratona, deve estar consciente da rotina extenuante de treinamento, que provoca cansaço, dores musculares, indisposição e outras coisas a mais que tomam conta do corpo. A vantagem é que tudo isso pode ser remediado com uma boa alimentação, hidratação e, claro, descanso. Mesmo assim, vale a pena tentar!
Calendário de corridas para os próximos três meses, para você escolher a sua preferida, treinar e fazer bonito no grande dia.
#CORRIDAS DE FEVEREIRO/2013
•02/02:
– Volta de Itu (Itu-SP)
•03/02:
– Copa Paulista de Montanha (Mogi das Cruzes-SP)
– Circuito do Sol (São Paulo-SP)
•17/02:
– Corrida das Cores (Rio de Janeiro-RJ)
•24/02:
– Meia das Pontes (Brasília-DF)
– Circuito das Praias (Peruíbe-SP)
– Corrida da Ressaca (Mariana-MG)
– Circuito SESC Corra pelo Hexa (Belo Horizonte-MG)
– 10 km de Porto Rico (Porto Rico)
– Maratona de Caracas (Venezuela)
– Maratona de Hong Kong (China)
– Maratona de Tóquio (Japão)
– Maratona e Meia Giuseppe Verdi (Italia)
#CORRIDAS DE MARÇO/2013
•01/03:
– Maratona e Meia de Jerusalém (Israel)
•03/03:
– Supermaratona de Rio Grande (RS)
– K21 (Campo Magro-PR)
– Meia Maratona de Paris (França)
– Meia Maratona de Silverstone (Inglaterra)
– Maratona de Treviso (Italia)
– Maratona do Kilimanjaro (Tanzânia)
•10/03:
– Corrida da Mulher (Rio de Janeiro e Curitiba)
-Corrida da Mulher (Belém-PA)
– Abertura do Circuito Corpore (SP)
•16/03:
– Corrida Cidade de Aracaju (Aracaju-SE)
– Circuito X Terra – Night Run (Natal-RN)
•17/03:
– Meia Maratona de São Paulo (SP)
– Mini Maratona de Paraty (Paraty-RJ)
– Corrida General Salgado (Taubaté-SP)
– Corrida Cidade de Monte Mor (SP)
– Mônaco Run (Mônaco)
– Mountain do Deserto Atacama (Chile)
– Meia Maratona de Liverpool (Inglaterra)
– Maratona de Roma (Italia)
– Maratona de Barcelona (Espanha)
•23/03:
– Corrida Aniversário de Porto Alegre (Porto Alegre-RS)
– Cross Contry (Colombo-PR)
•24/03:
– Corrida Ecológica (Sorocaba-SP)
– Meia Maratona de Florianópolis (Florianópolis-SC)
– Meia Maratona de Lisboa (Portugal)
– Maratona e Meia Two Oceans (África do Sul)
•27/03:
– Meia Maratona Stramilano (Italia)
•30/03:
– Copa Paulista de Montanha (Paranapiacaba-SP)
– Corrida da Disney (São Paulo-SP)
•31/03:
– Corrida das Pontes (Recife-PE)
Postado em 03/01/2013 às 08h30min.
#CORRIDAS DE ABRIL/2013
•07/04:
– Circuito Caixa (Goiânia-GO)
– Joinvile 10 K (Joinvile-SC)
– Meia Maratona de Madri (Espanha)
– Meia Maratona de Berlim (Alemanha)
– Maratona de Paris (França)
– Maratona e Meia de Santiago (Chile)
•13/04:
– Corrida em Montanha (S. Luiz do purumã-PR)
•14/04:
– Meia Maratona da CORPORE (São Paulo-SP)
– Campeonato Carioca de Montanha (Petrópolis-RJ)
– Ecorrida de Revezamento (Rio de Janeiro-RJ)
– K21 Maresias (São Paulo-SP)
– Maratona em Movimento (Goiânia-GO)
– Maratona de Roterdã (Holanda)
– Maratona de Viena (Áustria)
•15/04:
– Maratona de Boston (EUA)
– Circuito X Terra – Night Run (Natal-RN)
•20/04:
– Volta à Ilha (Florianópolis-SC)
•21/04:
– Circuito das Praias (Monguagá-SP)
– Rústica Tiradentes (Maringá-PR)
– Corrida dos Inconfidentes (Itupeva-SP)
•27/04:
– Mountain Do Praia do Rosa (SC)
•28/04:
– Copa Paulista de Montanha (São Sebastião-SP)
– Meia Maratona de Porto Alegre (Porto Alegre-RS)
– Maratona Ecológica de Quatro Barras (PR)
– Maratona de São Paulo (SP)
– Maratona e Meia da Linha Verde (Belo Horizonte-MG)
– Maratona e Meia Big Sur (EUA)
– Maratona Rock’n’Roll Madri (Espanha)
Janeiro já é coisa do passado. Nada melhor que o “longão” de sábado para dar as boas vindas ao mês do carnaval. É por isso que fevereiro tem seu encanto, principalmente, pelas festanças do período. Para os corredores, em função dos feriados, dá para aproveitar para treinar e se divertir também. 
Enquanto o povo se prepara para o carnaval, sigo a programação com vistas a Maratona de Paris. É o primeiro “longão” de fevereiro foi também o primeiro do ano em Macapá, depois do retorno das férias.
O treino foi na companhia dos amigos da ‘AMAPÁ RUNNING’. Fizemos na minha cronometragem 1h30min, num percurso pela cidade, mesclando retas, curvas, subidas e descidas. No total, percorremos 16,14 km, num ritmo médio de 5min35s/km.
Em Janeiro, a quilometragem rodada foi de 209,44 km. Nessa semana, foram 55,89 km, incluindo alguns dias do mês passado. Fevereiro começa com a distância do ‘longão’ de hoje (16,14 km). No geral, já foram percorridos 225,58 km.
Vamos torcer para que fevereiro nos traga saúde para continuar na batalha rumo a Paris.
Janeiro se foi e com ele, as liquidações. Normalmente, nesse mês, as grandes redes de lojas aproveitam para dar cabo do estoque e vendem seus produtos por um preço bem abaixo do normal, tornando a compra mais atrativa.
No mercado de corridas de rua, as marcas mais conhecidas aproveitam o início do ano para o lançamento de novas versões de seus produtos. As lojas, por outro lado, como dispõem da versão anterior no estoque, os chamados ponta de estoque, tratam de comercializar a preços mais acessíveis.
Um exemplo foi a feira da etapa carioca do Circuito do Sol. A loja patrocinadora do evento, especializada em produtos de corrida, ofereceu tênis, camiseta, meias, shorts e outros acessórios a preços bem abaixo do valor de mercado. Só para se ter ideia, meia de compressão estava sendo comercializada a R$ 50,00 e de uma marca bem conhecida.
Uma outra forma de comprar produtos a preços abaixo do valor de marcado é no outlet (ou outlet store). Esse é um mercado de vendas muito utilizado nos Estados Unidos, onde as indústrias que produzem grifes famosas comercializam seus produtos diretamente ao público, em lojas abertas em shoppings, a preços mais em conta. No Brasil, esse tipo de mercado vem ganhando força e já é possível encontrar nos grandes centros.
Muito bom. Aproveitei para montar um belo estoque de tênis. É o nosso principal acessório de corrida e devido à rotina de treinamento é necessário fazer backup de tênis, para evitar o seu desgaste excessivo e com isso, a possibilidade de lesões.
Os eventos de corridas tem crescido consideravelmente no Brasil, nos últimos anos, e a qualidade também. Os organizadores vem inovando e se preocupando em apresentar provas que atendam aos interesses dos corredores. São kits diversificados com camiseta tecnológica, chip de cronometragem, água gelada, lanche pós-prova e outros itens visando o bem-estar do atleta.
No site da etapa carioca do Circuito do Sol (http://o2porminuto.com.br/prova/confira/evento/3943#resultado), é possível perceber pelos comentários que, no geral, os corredores aprovaram a organização da prova. Entretanto, algumas reclamações foram quase unânimes e ecoaram mais fortes que outras.
Normalmente, gosto de analisar a organização das provas que participo. Considero-me um corredor exigente. É que a gente paga caro na inscrição e no meu caso, ainda tem o gasto com passagens e hospedagem para participar desses eventos. Portanto, o custo é alto para deixar de lado os vacilos dos organizadores. Seguem as minhas impressões sobre o Circuito do Sol, Etapa Rio:
#PONTOS POSITIVOS:
•HIDRATAÇÃO: A distribuição de água pelo percurso foi perfeita. A água estava gelada e a distribuição ocorreu sem tumulto. Só acrescentaria uns cestos de lixo há cerca de 20 a 40 metros dos postos para que os copinhos fossem jogados. Isso evitaria acidentes e facilitaria a limpeza pós-prova.
•PERCURSO: O percurso no Aterro do Flamengo é extremamente favorável para a obtenção de tempos expressivos, uma vez que é todo plano.
•KIT: Gostei bastante do kit da prova. Itens diversificados, de boa qualidade e com cores vibrantes. O local escolhido para a entrega também foi adequado, com ambiente fechado e com espaço suficiente para fazer a entrega do kit e também acolher a feira da prova, o que, aliás, tinha produtos com preço bem em conta.
•STAFF: Tinha bastante gente na equipe de apoio, orientando adequadamente os corredores e informando sobre a localização dos serviços oferecidos.
•DISPERSÃO: A área de dispersão era restrita e devidamente separada a partir da chegada, onde os atletas eram orientados para devolução do chip, recebimento da medalha e recebimento do lanche pós-prova.
•MEDALHA E CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO: A inovação foi o certificado de participação para ser baixado no site. Essa é uma prática que deveria ser adotada por todos os organizadores. É uma lembrança que agrada aos atletas e divulga a prova. A medalha não é uma das melhores, mas também não foi a pior que já recebi. O design precisa ser melhorado.
•FORUM NO SITE DA PROVA: O fórum também foi uma boa iniciativa da organização. É um canal de comunicação importante com os atletas. Espero que leiam o que os atletas escreveram.
#PONTOS NEGATIVOS E SUGESTÕES:
•CHIP: Os organizadores de provas anuais têm optado pelo chip descartável, mas quando se trata de um circuito de corridas, para eles, é mais prático e econômico a utilização de chip que é devolvido ao final da prova. Por isso, optam por fazer a entrega do chip no local da prova, momentos antes da largada, para não correrem o risco de o atleta receber no kit e não comparecer para correr. Não sei o custo do chip descartável, mas também a inscrição não é barata. Queremos comodidade e o chip descartável é bem melhor. Não tem o embaraço de concluir a prova e cansado ter que agachar-se para retirá-lo do tênis para devolução.
•LANCHE PÓS-PROVA: Inadequada a forma em que as frutas eram entregues. Você pegava diretamente no cesto. Achei anti-higiênico você acabar de correr e pegar uma fruta para comer. O ideal seria montar um kit devidamente embalado para entregar aos atletas.
•LIXEIRAS: Já citei acima que faltaram mais cestas para coleta dos copinhos de água durante o percurso e também mais lixeiras na área de convivência. Foi difícil se desfazer da casca da banana e da latinha do isotônico.
•BANHEIROS QUÍMICOS: Os banheiros químicos estavam insuportáveis e sem condições de uso. Há, entretanto, duas questões. A primeira é quanto ao uso adequado do banheiro. Fico me perguntando se uma pessoa usa o banheiro de sua casa da mesma forma que utiliza o banheiro químico, porque o que se vê é uma falta completa de educação. A segunda é que esses banheiros precisam ser limpos para permitir o seu uso. São mais de 5 mil pessoas  utilizando e sem limpeza a coisa complica.
•PREMIAÇÃO POR FAIXA ETÁRIA: Os organizadores precisam prestigiar mais os atletas amadores. São eles que fazem volume e dão retorno financeiro nas provas. Deveriam receber um tratamento melhor, como uma premiação por faixa etária, pelo menos. Não precisa ser em dinheiro, um troféu já faz toda a diferença. No entanto, premiam apenas os atletas de elite, que são poucos em relação ao número total de participantes.  Pensem nisso!
•ISOTÔNICO: Essa foi a única unanimidade na prova. Reclamação generalizada sobre o paladar do isotônico de água de coco com manga. E de fato, era muito ruim.
#ORGANIZAÇÃO:
No geral, a organização da prova foi muito boa. Há aspectos que precisam melhorar e outros, serem aperfeiçoados.  O que considerei negativo deve ser encarado mais como sugestão, porque não comprometeu a qualidade do evento. Quanto mais oferecerem, melhor para nós corredores. É, portanto, uma prova que eu recomendaria para quem pretende participar no futuro.
Uma boa iniciativa da organização da etapa carioca do Circuito do Sol foi fornecer certificado aos participantes da prova. O documento além do nome do atleta destaca o tempo obtido na prova.
Para fazer o download do certificado, o atleta deve acessar o resultado no site da prova através do link (http://o2porminuto.com.br/prova/confira/evento/3943#resultado) e preencher os dados do evento e do atleta para a busca. Abaixo do tempo de prova do atleta aparece o link do certificado. É só clicar e salvar.
Na minha opinião, essa deveria ser uma prática adotada por todas os organizadores de corridas de rua. É um ato simples que ajuda a divulgar o evento e, para nós, uma forma de imortalizar a participação naquela corrida, junto, é claro, com a medalha.
A expectativa para a largada do Circuito do Sol, etapa do Rio de Janeiro, como o próprio nome sugere, era de sol. No entanto, o domingo estava nublado, encoberto por nuvens, mas não menos quente. Sem querer ser estraga prazeres, preferi o dia desse jeito. Menos mal para nós corredores.
Apesar da organização ter deixado a entrega do chip de cronometragem para o local da prova, momentos antes da largada, não havia tumulto. Em dados grupos de numeração havia filas, mas nada que assustasse. No meu caso, recebi o chip sem fila. Tudo muito rápido. Já fazia algum tempo que não participava de prova que exige devolução do chip. A moda é chip descartável.
Retirando o chip de cronometragem
A largada aconteceu às oito da manhã. Fiquei cerca de 30 metros do pórtico de largada, o que deu para fugir do tumulto inicial. A ideia era correr num ritmo bom, entre 4min30 a 4min40 por quilômetro, mas sem compromisso com uma meta específica. Na verdade, esse é o ritmo que pretendo correr na Maratona de Paris, portanto, essa prova seria uma oportunidade de fazer um treino de luxo. 
Fazendo aquecimento na área do Monumento dos Pracinhas
A saída foi em frente ao Monumento dos Pracinhas, na Av. Infante D. Henrique, na pista sentido centro. Cerca de 500 metros a frente havia o retorno para a pista do sentido oposto. Quando passei novamente pelo pórtico, vi muita gente que ainda nem havia largado. Segui margeando a pista, pelo centro estava congestionado. Dava para seguir no ritmo pretendido. Aqui e acolá, tinha que dá uns dribles para poder passar. Talvez, por isso, tenha conseguido o ritmo de 4min29s no primeiro quilômetro. 
Os primeiros quilômetros do percurso
Nesse início, um pequeno incômodo proveniente da palmilha esquerda do tênis. Parecia mais saliente que o normal na região do arco plantar. Continuei sem interromper o ritmo. No segundo quilômetro, o primeiro posto de hidratação. Tomei um pouco d’água para aliviar a garganta, que já estava seca e confirmei no Garmin o ritmo de 4min16s/km, totalizando 8min45s.
Nos dois quilômetros seguintes, corri confortavelmente procurando manter o pace. Os apressadinhos que largaram forte, já não conseguiam manter o pique inicial e destoavam do restante de corredores. Estavam ofegantes e trotando. Apesar do ritmo de 4min31s/km, estava com a respiração controlada, sem cansaço e com a musculatura respondendo bem. Apenas a tal da palmilha continuava incomodando. Mesmo assim, os quatro primeiros quilômetros foram cumpridos em 17min47s.
Uma das vantagens das provas no Aterro do Flamengo é que o percurso é plano. Isso permite que você consiga manter o pace com mais facilidade. Assim, passei no km 5 mantendo a mesma balada, ritmo de 4min30s/km e tempo total de prova de 22min17s. Apesar do tempo nublado e da ausência do sol, o clima não estava agradável. O mormaço atormentava e uma espécie de ar quente subia do asfalto. Ainda assim, passei no sexto quilômetro num ritmo de 4min28s/km e com 26min45s de tempo total.
No km 7, a sede já tomava conta quando passei pelo posto de hidratação. Cheguei a engasgar com a dose excessiva a ponto de ter que diminuir o ritmo. O restante, joguei na cabeça e no rosto para aliviar o calor. O pace foi de 4min38s/km e 31min23s de corrida.
Chegada da corrida
Depois da hidratação, retomei o ritmo e já pensando em correr mais forte nesses quilômetros finais. Como estava bem, apesar do incômodo da palmilha, resolvi pisar fundo nesses quilômetros finais. Passei pelo km 8 com pace de 4min32s e já tinha o pórtico de chegada na alça de mira. Dá um alívio saber que a chegada está no seu campo de visão.
A partir do km 8, a pista estava tumultuada. Tínhamos que disputar espaço com os corredores que faziam a prova de 5 km. Muita gente caminhava. Tinha que fazer malabarismo para desviar. Isso comprometeu a manutenção do ritmo. Mesmo assim, fiz 4min31s no km9 e 40min26s de tempo de prova.
No último quilômetro, sai em desabalada carreira. Um Sprint tradicional para finalizar a corrida desafiando o cansaço. Passei pelo pórtico de chegada bufando, num pace espetacular de 3min43s e tempo final de 44min09s. Mais uma prova de 10 km sub-45min.
Depois da chegada
Consolidando o resultado geral, o meu rendimento ficou assim:
Nome: Marco Aurélio P. Ferreira
Tempo oficial: 44min09s
Classificação Geral: 113
Classificação p/ faixa etária (40-49): 15
Ritmo: 4min24s/km
Velocidade média: 13,5km/h
Verificando as bolhas no pé esquerdo. 
Após a chegada, caminhei um pouco e parei para retirar o chip do tênis. Nesse instante, notei o desconforto no pé esquerdo. Era o incômodo que havia relatado durante a corrida. Entreguei o chip, recebi a medalha, peguei o kit lanche e imediatamente tratei de tirar o tênis para verificar o estrago. Apenas três pequenas bolhas, formando um triângulo, que pareciam moldadas pelos furinhos da palmilha esquerda. Nada grave!

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