Bom, depois de cruzar a linha de chegada e completar o seu desafio pessoal, chegou a hora de ouvir com atenção as mensagens que seu corpo está enviando a você. É que correr uma maratona tem reflexos significantes sobre o organismo. Por isso, é importante manter-se atento nos dias após a corrida. Não há nada contra em treinar no dia seguinte, porém, atletas amadores dificilmente conseguem em função das dores musculares. O corpo foi submetido a um esforço descomunal e precisa descansar para recuperar-se.
Maratonistas mais experientes indicam o tradicional banho quente como um excelente remédio para aliviar as dores musculares. Tomar um banho quente após a maratona acalma a rigidez e os espasmos da musculatura.
Outras alternativas bastante usadas são as almofadas térmicas que proporcionam um alívio temporário. Finalmente, uma massagem com óleo de arnica pode ajudar no retorno venoso, assim como, uma sessão de sauna.
Cada um sabe a dor e a delícia de ser maratonista. Embora, no curto prazo seja doloroso, a conquista é para sempre. Então, vale a pena tentar, pois a dor é passageira!
Uma boa opção para passar o feriado do dia do trabalhador em Belém-PA é a Corrida do SESI. A prova é organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e pelo SESI-PA. A corrida que vai para sua 23ª edição é uma muito prestigiada pelos paraenses. Em 2012, cerca de 3 mil corredores participaram dela.
A prova tem percurso de 10 km e percorrerá as principais vias do centro da capital paraense. A largada/chegada será ás 6h40min em frente a FIEPA, na Av. Quintino Bocaiuva. As inscrições estão abertas até o dia 25/04 e podem ser feitas através do site www.sesipa.org.br.
O L’EQUIPE, um dos mais importantes jornais esportivos da Europa, no dia seguinte a Maratona de Paris, divulgou um suplemento gratuito com o resultado da prova.

O caderno especial de 56 páginas, além de belíssimas fotos do evento, traz em ordem alfabética o nome e o tempo líquido de todos os concluintes da maratona.

Segundo o jornal francês, 38690 atletas passaram pela linha chegada, sendo o maior número de concluintes da história da prova.
Um fato interessante é que no mesmo dia o resultado já estava disponível para consulta. E mais, aqueles que no ato da inscrição optaram e pagaram pelo serviço de mensagem receberam o resultado via SMS.
O suplemento do L’EQUIPE é uma demonstração da rapidez e agilidade dos organizadores em fornecer os dados oficiais da maratona aos participantes. Um ato singelo, mas que faz toda a diferença para nós corredores.
A Meia Maratona da Corpore contou com a presença de um ilustre corredor amapaense, nosso amigo Emerson Rabelo. Ele correu os 21 km do percurso em 1h40min15s, ritmo médio de 4min45s/km. A prova aconteceu na cidade universitária da USP, em São Paulo, no dia 14 de abril.
Emerson Rabelo na Meia Maratona da Corpore
Nosso amigo Emerson, além de grande atleta, incentiva e coordena a associação “Porta do Sol”, uma entidade que realiza um trabalho de inclusão com jovens talentos, difundindo valores positivos e cidadania através das corridas de rua.
Parabéns Emerson!
Há coisas na vida que são imprevisíveis. Uma delas é como o corpo vai reagir durante uma maratona. Por mais bem treinado e preparado estejamos, há algo inesperado que aparece e sabota nossa corrida.
Como poderia imaginar que o frio de Paris pudesse ter uma interferência tão forte sobre meu corpo a ponto de prejudicar minha performance? E olha que não o desprezei. Estava bem agasalhado, com uma certa quantidade de roupa, que deveria cumprir o papel de proteger do frio. Porém, a musculatura travou e não desenvolveu todo o seu potencial.
De qualquer forma, ter cruzado a linha de chegada em 3h31min13s chegou a surpreender. É que não senti o corpo desenvolver e a luta pela manutenção do ritmo parecia indicar um tempo bem pior. O técnico Adriano Bastos já havia relatado em que há ocasiões em que o corpo não rende o esperado e quando isso ocorre, não adianta lutar contra o corpo. A melhor atitude é fazer uma corrida mais conservadora.
Por outro lado, há lições que se pode tirar do ocorrido. A principal de todas é o respeito aos limites do corpo. Não se pode colocar em risco a vida. A saúde deve estar em primeiro lugar. E mais, sempre haverá uma maratona após a outra, onde as metas de corrida podem ser perseguidas. É só ter paciência!
Do ponto de vista prático, há outros aprendizados. Clima muito frio não é a minha praia. Minha melhor marca na maratona foi em Buenos Aires num clima inicial de 8◦C, mas com final de prova na casa de 14◦C. O corpo rendeu espetacularmente bem.
Outra coisa é quanto aos acessórios usados durante a corrida. Substituiria os manguitos por uma camisa térmica de mangas compridas. Eles apertaram a musculatura dos braços já nos primeiros 20 km. Não restou outra alternativa senão descarta-los, o que possibilitou mais frio.
A calça leg também parece ser mais adequada ao clima frio do que o short. Ela protege toda a região da perna, além de não interferir na sua livre movimentação. Apesar de preferir o short, numa próxima oportunidade não custa nada testar a calça.
Portanto, em cada maratona é possível tirar lições para o futuro. Essa é uma corrida em que um mínimo detalhe pode fazer toda a diferença, tanto a favor como contra. E para um atleta amador isso tem um significado ainda maior.
Causa incômodo em algumas pessoas minha preferência em comemorar meu aniversário correndo maratonas. Não sei dizer ao certo o porquê disso, mas em geral, classificam essa mania como um “programa de índio”.
Não há dúvida de que essa visão é uma forma pejorativa de encarar meu estilo de vida. Aliás, antes de mais nada, entendo com um desrespeito aos nossos ancestrais indígenas, vincular o termo a algo negativo, que não dá certo e que não merece crédito.
Primeiramente, vou esclarecer o que a corrida fez, tem feito e continua fazendo pela minha saúde física e mental. Correr é acima de tudo uma questão de atitude. Não quero morrer vendo a vida passar. Por isso, estar ativo é uma questão de sobrevivência.
Ninguém pode negar os benefícios que o ato de correr me proporcionou ao longo desses anos. Corpo mais enxuto, um excelente condicionamento físico, melhor qualidade de vida, estresse controlado, compartilhamento de experiências com outras pessoas, aumento significativo do circulo de amizade, entre outras coisas.
Além disso, aliar corrida e viagens foi uma das atitudes que reputo como mais benéfica para minha vida. Proporcionou conhecer outros países, culturas, histórias, uma infinidade de coisas que dificilmente, através de outro esporte, conseguiria realizar.
Visita ao Palácio de Versailles no dia do meu aniversário
E mais, reafirmo que passar meu aniversário em Paris foi algo muito próximo daquilo que designamos como “felicidade”. Uma alegria sem tamanho. Um dos momentos mais marcantes da minha vida.
Portanto, no dia em que rendemos homenagens aos nossos indígenas, é justo desfazer o mal entendido do termo “programa de índio”. Na minha cabeça, se o que faço pode ser classificado dessa forma, então, considero com algo positivo, desprovido de preconceito e extremamente prazeroso. Se os termos evoluem e se modificam com o tempo, está na hora de relacionar esse programa como que fazemos de melhor na vida. Até porque, como diz a música “todo dia é dia de índio”.
A Maratona de Paris é um evento grandioso e os números demonstram isso. Para a edição de 2013, a organização recebeu 50 mil inscrições, com atletas de 117 nacionalidades. Veja os números:

#INSCRIÇÕES:
•Número total de inscritos: 50 mil
•Número de inscritos do sexo feminino: 21%
•Número de inscritos do sexo masculino: 79%
•Número de inscritos estrangeiros: 36%
•Número de países representados: 117.
#NACIONALIDADES:
•França: 30.596
•Grã Bretanha: 4.107
•Estados Unidos: 1.420
•Italia: 1.119
•Alemanha: 990
•Espanha: 817
•Bélgica: 812
•Irlanda: 764
•Holanda: 545
•Austrália: 502
#ESTRUTURA:
7 estações de ajuda durante todo o percurso;
10 stands com alimentos e bebidas;
27 marcadores de ritmo (coelhos);
45 desfibriladores para a segurança dos atletas;
90 tipos diferentes de entretenimento;
3.032 voluntários;
72.000 laranjas distribuídas;
120.000 bananas comidas;
425.000 torrões de açúcar distribuídos;
456.164 garrafas de água distribuídas.
Os incidentes ocorridos em Boston, com a explosão de duas bombas durante a maratona da cidade, criaram um ambiente de preocupação para alguns familiares e amigos, que achavam que eu estava correndo esta prova. Em função disso, recebi e-mails, mensagens e ligações telefônicas expressando preocupação com minha integridade física.
Foto: Reprodução/Youtube
O assunto mereceu até uma notinha do jornalista Luiz Melo, do jornal “Diário do Amapá”, que na sua coluna “From” fez um esclarecimento sobre a minha real localização. A nota pode ser vista através do link: http://www.diariodoamapa.com.br/blogs-e-colunas/from/ufa-2.
O fato de expressar minha vontade de correr em Boston deve ter despertado essa onda de preocupação nas pessoas. Por outro lado, o atentado não abala meu interesse pela prova. Vou continuar na busca pelo índice para qualificar-me para uma edição da Maratona de Boston.
De minha parte, só me resta agradecer o cuidado e a preocupação de todos.
Nenhum outro esporte me levou tão longe quanto às corridas de rua. Não que eu não tenha tentado outros esportes. Ao contrário. Sempre fui um esportista e com bom desempenho atlético em várias modalidades, com exceção da natação, que nunca aprendi e afugentei de vez a pretensão depois de uma ferrada de arraia no rio Amazonas.
Estou na minha quarta maratona e cheio de orgulho. É que sendo um esporte solitário, depende exclusivamente de sua força de vontade para não perder o foco e fugir do compromisso, além de exigir muita disciplina, determinação e uma capacidade de superação que nem sempre acreditamos que temos. Assim, cada vez que viajo para correr, renovo todos esses sentimentos e faço de cada instante um momento inesquecível.
Correr a Maratona de Paris foi uma das maiores alegrias de minha vida. Tanto pela maratona quanto pela cidade. Paris é algo digamos inexplicável. É preciso passar por essa emoção para saber exatamente o que estou querendo dizer. A paisagem aparentemente sem vida dá um tom diferenciado, incomum e ao mesmo tempo encantador. Os pontos turísticos, os monumentos, os boulevards tem uma linearidade marcante, com uma perspectiva tão perfeita quanto intrigante. Se a obra de Oscar Niemeyer é marcada pelas curvas, Paris é a capital do ângulo reto, da linha reta, “dura, inflexível”, como diria Niemeyer, mas dando vida a um acervo invejável de palácios, monumentos, castelos, vias, museus, que retratam a história da humanidade.
Com tudo isso, antes de mais nada, deve-se considerar a Maratona de Paris com uma corrida turística. O percurso é um passeio. Imagine largar na Champs-Élysées, à sombra do Arco do Triunfo. A emoção toma conta de seu corpo. Na minha cabeça, olhar para trás e ver o Arco do Triunfo, forte e imponente, é como se ele tivesse sido erguido não só para representar as conquistas napoleônicas, mas como forte estímulo a uma conquista pessoal.
Havia motivo para tanto. Estava determinado a buscar o índice para qualificar-me para a Maratona de Boston. O maior inimigo nesse momento nem era o tempo a ser perseguido. O clima estava frio para os padrões de um amazônida. Os termômetros marcavam 4◦C, mas a sensação térmica era de uma temperatura abaixo de zero. Achei que meia de compressão, bermuda leg, short, camiseta térmica, camiseta com o número do peito, manguitos, luvas, gorro, casaco de algodão, capa plástica e um cobertor fossem suficientes para afugentar o frio, principalmente na largada. Depois, no decorrer da prova, esses acessórios seriam dispensáveis.
Além da elite, apenas o pelotão de 3h nos separavam do pórtico de largada. Ao se aproximar da hora “H”, descartei o cobertor, o casaco e a capa plástica. O corpo permanecia arrepiado, parte pela emoção e uma parcela maior devido ao clima frio.
Os primeiros quilômetros da prova, corri na companhia do Mauro, um descendente de japonês determinado a fazer 3h15min, que também veio a Paris por intermédio da Biarritz Turismo. Como tínhamos uma meta em comum, correr juntos seria uma boa motivação. Mas no km 8, dado a dificuldade em manter o ritmo pretendido, aconselhei o parceiro a seguir seu caminho.
Os quilômetros se sucederam nessa tentativa em manter o ritmo planejado. O corpo não aquecia e a musculatura estava travada. Tinha dificuldade para respirar. O ar frio e denso parecia congelar os pulmões. Aos poucos os problemas foram acumulando-se. O nariz começou a sangrar e só percebi num posto de hidratação, quando tirei a luva para pegar água e involuntariamente passei a mão nessa região. Depois, os lábios racharam e a garganta ficou irritada. Estava difícil engolir o carboidrato em gel e a água passava incomodando. E o frio perdurava. Acho que cheguei perto de uma hipotermia.
Com todos esses problemas, não conseguia manter o ritmo planejado. O corpo sofria principalmente com o frio. A partir do km 35, resolvi abortar o plano de 3h15min. Passei a correr sem monitorar o tempo. Reduzi o ritmo, mas mantive um pace que me permitiu finalizar a prova em 3h31min13s.
É evidente que o corpo não rendeu o esperado no clima frio de Paris. Por outro lado, um tempo na casa de 3h30min não pode ser desprezado. Terminei a maratona com a nítida sensação de que consigo correr bem abaixo desse tempo. Na minha avaliação, essa performance não se deu em função de treinamento inadequado. É provável que o corpo não tenha se adaptado ao clima frio e tenha sentido a mudança de temperatura.
E isso persistiu mesmo depois de completar a prova. Após receber a medalha, a camiseta finisher, o cobertor plástico e o kit-lanche meu corpo parecia que ia congelar. Saí para buscar o transporte da Biarritz no local combinado e lá encontrei o Mauro que havia concluído a maratona em 3h19min. As rajadas de vento frio davam uma sensação estranha. Resolvemos não aguardar a van, apanhamos um taxi e fomos direto para o hotel.
Como avaliação final, fiquei extremamente satisfeito com meu desempenho, que ficou assim:
Tempo oficial: 3h31min13s
Classificação Geral: 5626
Classificação p/ faixa etária (40-49): 2389
Ritmo: 5min/km
Velocidade média: 12 km/h

Conheça mais o Maraturista

Envie-nos um email para tirar suas dúvidas

Somos Credenciados

Credenciado da metodologia Vo2Pro