Depois de cumprir os 21km da meia da Corpore a ideia, agora, é continuar o planejamento com vistas a Maratona de São Paulo. Antes, porém, uma pausa para recuperar a fascíte plantar. A lesão persiste e as dores incomodam quando corro. Então, sem treinos nessa semana. Apenas continuo com as atividades de fortalecimento muscular na academia.
Na próxima semana inicio a fase de corridas longas e ritmo constante. O objetivo é preparar o organismo para o esforço em grandes distâncias, já que na maratona são 42km.
O treinamento para uma maratona é exaustivo e toma muito tempo. Os longões de sábado vão iniciar em 24km e atingirão 35km, gastando na maior distância, cerca de 4h de treino. A partir dessa rodagem, faço ainda, um treino de 22km em ritmo leve, uma semana antes da prova.
Para essa prova devo chegar em São Paulo na quinta pela manhã. A maratona é no domingo, dia 19 de junho, e retorno na terça. O objetivo é ter tempo para iniciar o processo de recuperação pós-prova sem maiores transtornos e sem correria.
Faltam 59 dias para a Maratona de São Paulo
Para nós, simples mortais, é dificíl engolir o fato do queniano Geoffrey Mutai correr 42,195 km, fazer um tempo de 2h03min01s, melhor marca do mundo na maratona, e não ser considerado recordista mundial.
O fato aconteceu nesta segunda-feira (18/04) na Maratona de Boston. A Federação Internacional de Atletismo (IAAF), entre outras coisas, alega, principalmente, que o percurso é em linha reta, o que ajudou os atletas, pois a velocidade média do vento foi de 23km/h, a favor deles.
Uma das exigências da IAAF para homologar as provas é que entre os pontos de largada e chegada a distância não pode ser mais da metade da distância da prova, ou seja 21,097km. O fundamento disso é para que o percurso não seja sempre no mesmo sentido.
Mas cá em entre nós: a Maratona de Boston tem mais de cem anos e ninguém havia conseguido uma marca tão expressiva quanto a de Mutai. Ele baixou o recorde da maratona em quase um minuto, 58 segundos para ser exato, num percurso considerado mais difícil que os de Londres, Chicago e Berlim (onde o atual recorde mundial foi homologado).
Deixemos as formalidades para a IAAF: Haile Gebrselassie continua sendo, de direito, o recordista mundial da maratona. Mas para nós, de fato, Geoffrey Mutai é o cara… Recordista moral da maratona.  
O queniano Geoffrey Mutai venceu a Maratona de Boston ontem (18/04) e de quebra, bateu o recorde mundial com 2h03min01s, 58 segundos abaixo do recorde mundial da maratona, pertencente ao etíope Haile Gebrselassie (2h03min59s). Entretanto, o tempo não será homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) pelas especificidades da prova, como o desnível do percurso e o fato da ter a largada/chegada em pontos distintos, um dos requisitos para a homologação.

Foto: Adam Hunger/Reuters

O segundo colocado na prova foi o queniano Moses Mosop, que também fez um tempo abaixo do recorde mundial 2h03min05s.
Morre a super campeã da Maratona de NY, Grete Waitz. Leia a reportagem do Globoesporte.com

Morre ex-atleta norueguesa nove vezes campeã da Maratona de NY

Grete Waitz, atleta mais premiada de sua país, lutava contra um câncer

Por Agência de Notícias
Oslo, Noruega

A ex-atleta norueguesa Grete Waitz, nove vezes vencedora da Maratona de Nova York, morreu nesta terça-feira, aos 57 anos, devido a um câncer. O anúncio foi feito pela fundação da própria maratonista: a Aktiv Moto Kreft (“Ativos contra o Câncer”).
Grete Waitz era a atleta mais premiada da Noruega (Foto: AP)
Ela era a atleta mais premiada da Noruega. Entre os títulos conquistados, ganhou nove meses a Maratona de Nova York, entre os anos de 1978 e 1988. Também bateu o recore mundial dos 3.000 metros duas vezes, em 1975 e 1976, e ganhou o título mundial de cross country cinco vezes.
Já corro há quase dez anos. E a cada ano reafirmo meu compromisso em continuar ativo. Algumas vezes, corro simplesmente pelo prazer de correr, sem maiores preocupações com quilometragem ou tempos. Em outras, corro atrás de aventuras. Busco atingir metas para torná-la empolgante e esportivamente desafiadora.
Entretanto, em ambas as situações, procuro tirar o máximo de proveito. Seja, correndo por diversão, ocasião em que desfruto da companhia de amigos e coloco a conversa em dia; seja, quando busco performance, alimentando a autoestima e desenvolvendo a disciplina e a determinação, características importantes num esportista e que podem ser aplicadas à vida pessoal e profissional.
Gosto de estabelecer metas como forma de superação pessoal para melhorar marcas em determinada prova ou atingir um objetivo específico numa distância desafiadora, como numa maratona, por exemplo. Faço uma competição saudável comigo mesmo, tentando superar algumas barreiras e em alguns casos, o meu próprio limite.
Dedico um tempo de minha vida em treinamento para uma corrida. Torno cada corrida como uma nova aventura e exercito minha capacidade em alcançar um objetivo como forma de motivação. Dessa forma, desenvolvo minha paixão pela corrida, pois, o foco do meu interesse não é propriamente o evento em si, mas a aventura, a diversão e a alegria que contagia esse ambiente. A meta por tempo é apenas um atrativo para reafirmar o compromisso diário para sair de casa e treinar.
Meu compromisso não é por desempenho, mas pelo prazer de correr. Isso mantém a motivação em níveis elevados. Mas creio que ter objetivos claros e atingíveis é que faz desfrutar dos incontáveis dias de treinamento na preparação para um evento, independente do cansaço, chuva e trabalho. Atingir o objetivo pode ser o prêmio pela dedicação, mas a satisfação está na jornada e não na chegada ao destino.
O prazer de correr é a minha recompensa. “Quando se tem uma paixão por correr, ou por qualquer outra coisa, não é necessário nenhuma motivação extra. Mas a motivação sem paixão só pode levá-lo até determinado ponto”. É por isso que digo que correr é um vício.
Adriano Bastos venceu a etapa de São Paulo da Mizuno 10 Milhas e ainda lançou moda de forma irreverente
No último domingo (17/04), o maratonista Adriano Bastos venceu a Mizuno 10 Milhas e de quebra chamou atenção do público pela forma irreverente com que correu a prova. Todos os olhares eram para seus pés. Veja o motivo.

O objetivo de Bastos, calçando um tênis de cada cor, era atrair a atenção do público para a marca do calçado, que é seu patrocinador e concorrente da marca que organizava a prova. A brincadeira deu certo e por onde passava atraía os olhares de todos. Se essa moda pega…

Em janeiro desse ano, publiquei no blog dois posts sobre predição de rendimento. No primeiro, mostrei algumas metodologias utilizadas por treinadores de corrida para definirem a estratégia de prova de seus atletas (Leia acessando o link http://www.maraturista.net/predicao-de-rendimento/).

O segundo, “Testando a Técnica de Predição de Rendimento” (http://www.maraturista.net/testando-tecnica-de-predicao-de/), apliquei as fórmulas e comparei com os resultados obtidos em duas provas que corri em 2010, a Meia do Rio e a São Silvestre. O tempo-base utilizado para os cálculos foi o obtido nos 10km da Corrida do Círio (45min36s), em Belém, naquele mesmo ano.

Naquela ocasião, o resultado obtido para os 21km  foi de 1h41min30s, com pace de 4min49s/km. Comparando essa previsão com a marca que consegui na Meia Maratona Corpore de São Paulo (10/04), quando cravei 1h40min e pace de 4min44s/km, é possível confirmar a aplicabilidade da técnica. A diferença foi extremamente pequena e compatível com o ritmo desenvolvido na prova.

Não houve, nesta prova, condições desfavoráveis que justificasse rever a previsão matemática da técnica. O clima estava agradável com temperatura amena; altimetria plana, sem aclives e ruas arborizadas em grande parte do percurso, projetando sombra pelo caminho.
Em eventos de corrida com condições climáticas e altimetria desfavoráveis, a técnica sugere que o ritmo de prova seja revisto e acrescentado em torno de 10 a 20 segundos ao pace planejado.
Como diz um amigo: coisa de físico…

Depois do segundo lugar na Meia Maratona Corpore Cidade de São Paulo apesar de passar mal na prova quando liderava, o heptacampeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos venceu a Mizuno 10 Milhas etapa de São Paulo.

O maratonista marcou 51min21s nos 16,1 km da prova. A corrida foi realizada neste domingo no Jockey Club da capital paulista e contou com a participação de cerca de 5 mil corredores.

Emmanuel Mutai conquista a prova e estabelece novo recorde com o tempo de 2h04m40s. Brasileiro é o único não africano no pódio da competição

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

(Foto: Agência Reuters)
O brasileiro Marilson Gomes conquistou o quarto lugar na tradicional Maratona de Londres. Com o tempo de 2h06m34s, o brasileiro só ficou atrás dos três quenianos, que dominaram a prova com facilidade. Emmanuel Mutai foi o grande campeão, estabelecendo o recorde da prova com 2h04min40 (a marca era de Samuel Wanjiru, em 2009, com 2h05min10). Martin Lel terminou em segundo lugar e Patrick Makau em terceiro. O etíope Tsegaye Kabede, campeão da edição de 2001, terminou em quinto lugar.
Marílson foi o intruso no pódio. O brasileiro diminuiu em mais de dois minutos a sua melhor marca na corrida.
– Eu estou muito feliz. Queria muito essa marca porque eu sabia que as 2h08m não eram para mim. Eu sabia que tinha condições – disse Marílson, no fim da prova.
O brasileiro, bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre, disse que, no início da prova, conseguiu correr com o pelotão da frente, com os quenianos, mas que depois a formação do grupo começou a variar muito.
– Decidi manter o meu ritmo, porque comecei a pensar no tempo. Achei que eu não deveria seguir o pelotão para não correr o risco de “quebrar” nos quilômetros finais. Eu senti cansaço nos dois quilômetros finais e aí percebi que tinha feito a coisa certa. Se eu tivesse insistido, talvez minha marca não tivesse saído. Foi uma prova muito boa – disse o brasiliense.
A hegemonia queniana na prova foi completa. Mary Keitany sobrou e completou a corrida em 2h19m19s. A russa Lillya Shobukhova, que marcou 2min20s15, conquistou a segunda colocação

Extraído do site Globoesporte.com

“Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje. Mas continue sempre em frente”
Martin Luter king

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