A
Meia Maratona do Rio de Janeiro é uma prova que todo corredor deve pensar em
correr um dia. A razão é simples: é uma das principais e mais belas provas do circuito
nacional de corridas. Tem percurso plano, boa organização e presença de muitos estrangeiros
de elite e também amadores.
Largada da Meia do Rio

A largada é na praia
de São Conrado e a chegada no Aterro do Flamengo. O ponto forte da Meia do Rio é
o percurso. Apesar da “muvuca” na largada, bastante congestionada, e
consequentemente lentidão no começo, o visual é fantástico, passa pelas praias
do Leblon, Ipanema e Copacabana, sempre com muita gente incentivando.
Outro aspecto
motivador para quem pretende correr essa prova é que ela é perfeita para o
maraturismo. Há diversos locais para visitar: o morro do pão de açúcar e o
bondinho, Cristo Redentor, Jardim Botânico, o maracanã e as praias.
Então, bora lá meu povo!
Minha amiga Sandra Drago desfilando simpatia, beleza e formosura na Maratona Internacional do Rio de Janeiro, realizada dia 07 de julho de 2013. Como ela mesma diz, “Paz e amor para quem corre”. É isso aí. Corre Sandra!
Sandra Drago na Maratona do Rio 2013
Depoimento do meu amigo Mauro Marufuji sobre
sua participação na Maratona Internacional do Rio de Janeiro 2013, ocorrida em
07 de julho.
“Essa maratona foi dureza terminá-la. Pretendia fazer em
3h10min. Até o km 30 estava bem, mas senti uma lesão na panturrilha esquerda.
Pensei em abandonar no km 34, pois estava doendo muito, mas o orgulho de
maratonista acabou falando mais alto e terminei arrastando. Completei em
3h34min com muito sofrimento, mas como dizem “a dor é passageira, o orgulho é
para sempre!.
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Texto extraído
da página do atleta no facebook
Vejam o certificado do Marcio Chaym fornecido pela organização da Maratona Internacional do Rio de Janeiro.
Taí uma coisa simples que os organizadores deviam tornar uma prática permanente em todos os eventos que promovem.
Apesar de ser uma das mais tradicionais corridas do Brasil, a
edição de 2013 da Maratona do Rio de Janeiro foi recheada de reclamações por
parte dos atletas.
A principal delas foi com relação a organização no local da
entrega do kit. “As filas eram enormes, debaixo de um sol forte e muitas
pessoas nem sabiam se estavam na fila certa. A tenda da entrega dos kits era muito
pequena para o tamanho do evento, obrigando as pessoas a ficarem debaixo de um
sol escaldante e se desidratando em plena véspera de prova”, afirmou Mauro Marufuji,
que completou a prova em 3h34min.
Por outro lado, durante o percurso da prova, o que aliás é um
consenso entre os corredores por ser belíssimo, não houve problema com a
hidratação. Havia isotônico em saquinhos, água a cada 3 km, frutas e o
tradicional refrigerante cola, muito comum nas provas internacionais.
Temos que exigir que a organização dos eventos de corrida
ofereça serviços de qualidade, visando sempre o conforto e o bem-estar do
atleta. Quem já participou de provas internacionais, principalmente na Europa,
sabe que há respeito pelo atleta e os serviços são prestados de forma tão
natural que não entendemos o porquê dessa dificuldade no Brasil.
Os organizadores das maratonas brasileiras precisam melhorar.
Para isso acontecer tem que correr atrás, literalmente.
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Crédito das fotos: Mauro Marufuji
Por Marcio Chaym
Três meses antes,
havia me dado uma missão: provar para mim mesmo que poderia correr dignamente
uma maratona, a despeito de julgar que meu corpo e genética eram de longe
fracos para a corrida. Talvez por isso esse desafio fosse mais instigante e
duro; a recompensa, mais doce e intensa.
De modo a abreviar este relato, ouso adiantar o relógio e pular os três meses de treinamento intenso e específico que separaram minha decisão de tentar correr a maratona e o momento da largada, ontem, dia 07/07 [Maratona do Rio].
Poucos minutos antes do início da batalha, a entidade Maratona já mandou o seu primeiro recado e disse a que veio: 7:25 hs da manhã e o termômetro marcando 24°. Não se via uma nuvem nos 360° de céu. Se a Maratona havia mandado o sol ardente para nos enfraquecer, eu, preventivamente, troquei o Manto da MPRUN pela camisa techfit BRANCA da Adidas, adquirida especialmente para ocasiões como essas, para refletir ao máximo os deletérios raios solares – foi minha armadura contra o primeiro dos asseclas que a Maratona enviaria para evitar que os guerreiros completassem suas missões e a derrotassem impiedosamente.
Dada a largada, a multidão de guerreiros se espremia como podia, avançando com todo o vigor com suas lanças em punho em direção ao monstro a ser abatido, como que se não notasse o sol e o leve calor que em algumas horas começaria a drenar sua força vital. Após o km 2 a pista começou a se ‘abrir’ e os espaços apareceram, e pude então começar a imprimir o ritmo pretendido e, principalmente, controlar com precisão suíça minha frequência cardíaca, para aumentar as chances de completar a prova e derrotar a fera.

Segui então com pace levemente abaixo de 5’ e FC próxima a 164, de modo estável até o km 21, tendo como aliados a perfeita hidratação fornecida pela organização da prova a cada 3km e o Gatorade em saquinhos plásticos a cada 5km. Foi a primeira vez que recebi o isotônico neste recipiente e, depois da experiência, posso afirmar que é uma grande vergonha toda e qualquer organização de prova que teime em oferecer a bebida em copos descartáveis. Pude aproveitar todo o conteúdo de todos os saquinhos oferecidos. Não houve desperdício, nem de bebida nem de tempo.

A essa altura havia espantado solenemente o meu fantasma particular – a reserva e o trecho da Barra da Tijuca que me derrubaram nas duas Golden Four da Asics. Não havia mais fantasma; a técnica, o preparo e o polimento exorcizaram todos os demônios.
Então, eis que surge o segundo leviatã enviado pela Maratona: o elevado do Joá. Apesar de não ser tão impiedoso como o que viria depois, começou a derrubar uma grande quantidade de guerreiros que por lá passaram, já combalidos após percorrerem cerca de 23km. Muitos já alternavam entre trotes e caminhadas; outros, como eu, seguiam decididos e sem diminuir muito o ritmo e se desvencilhando sem muitas dificuldades de mais essa ameaça. Sequelas do combate, no entanto, começavam a surgir…
Após a subida do elevado, enquanto aguardava a FC estabilizar novamente nos patamares desejados, notei que alguns músculos da perna começavam a doer; uma dor leve, mas que poderia se transformar no prenúncio da derrota.
Aproveitei então o trecho de alguns km protegido do sol para recobrar as energias e retomar o ritmo, um pouco mais cadenciado que o anterior mas suficientemente forte para completar a prova em um bom tempo.
Eis que chego a São Conrado e me lembro novamente as duas Golden Four – a primeira em que alternava entre trote e caminhada e a segunda com câimbras excruciantes nos braços e costas. Desta vez, naquele ponto já havia corrido 4 km a mais e ainda estava conseguindo manter um pace de 5’15’’, controlando a FC em 165.
Fechando o trecho de São Conrado, a Maratona decidiu apelar e enviou o mais mortal de seus asseclas: a subida da Niemeyer. Após 28 km já não havia muitas cartas na manga para enfrentar mais esse desafio. A vontade de alternar corrida e caminhada ficou forte e doravante não alguns, mas muitos guerreiros caíam, leva após leva, sucumbindo aos montes. A Maratona ria em altos brados, mostrava seu poder e intimidava cada um dos guerreiros que ousaram em algum momento desafiá-la.
Chegando ao ápice da Niemeyer, após total exaustão das pernas, a descida se iniciava com esforço comparado ao da subida e então duas opções se apresentaram: cadenciar a descida, forçando mais a musculatura mas evitando acidentes e lesões, ou deixar o corpo se levar pela descida, enxugando o tempo da prova mas com maiores impactos e risco de queda. Optei pela segunda, acelerei, senti o impacto de um aríete em cada um de minhas pernas a cada passada e cheguei como um foguete ao Leblon, onde tive a mais bela das surpresas: uma multidão de expectadores aplaudindo os guerreiros sobreviventes que lá surgiam e nos incentivando com gritos, sorrisos e muitos aplausos. Foi uma injeção de ânimo na veia, que fez com que meus olhos ficassem marejados em diversos momentos. Aplaudi de volta, agradeci ao público pelo apoio e continuei. A vontade de chorar era imensa, meus olhos se encheram de lágrimas várias vezes, mas tive que me controlar – faltavam ainda 12km.
A partir daí a dor nas pernas começava a ficar insuportável e, como se isso não bastasse, surgiam câimbras nos braços. O pensamento que passava em minha mente e se repetia a cada 5 segundos era “tenho que terminar essa prova com dignidade”. Mas a dor excruciante, aliada às câimbras, mostrava que o Monstro Maratona ainda estava vivo e determinado a não se deixar derrotar.
Leblon e Ipanema superados com muito sacrifício, abandonei qualquer controle sobre frequência cardíaca e segui guiado pelo coração. A mente me ordenava parar e o corpo doía demais. Apelei então para o coração. A visão ficava procurando cada próxima placa de km, sem sucesso. As câimbras permaneceram nos braços, mas cresceram para as costas. Corria alongando os braços, levantado o tronco, alongando as costas, mas as câimbras não cediam. Foi então que vi que havia cometido um erro crasso: esqueci de tomar meu segundo pacotinho de sal…rapidamente tentei sacá-lo do bolso da bermuda, em vão…as câimbras não me permitiriam executar um movimento tão audacioso e complexo…é, a Maratona tem suas artimanhas.
Com o passar dos metros os espasmos foram se espaçando e a dor se concentrou nas pernas. Leves espasmos começaram, entretanto a se instalar no músculo posterior da perna esquerda. Passei a controlar minha passada e acionei mais a perna direita. Se a Maratona tem suas armas, eu também tenho meus subterfúgios, e como bom guerreiro iria lutar até cair, não iria deixar me levar. E novamente, a cada 5 segundos: “tenho que terminar essa prova com dignidade”.
Pela intensidade do esforço, fiz questão de me premiar. Não deixei minha mente pensar que havia me derrotado, apenas me presenteei. 1 minuto. Comecei a contar até 60 e andei por 1 minuto. Foi o prêmio que recebi por suportar tanto esforço. Usufruído o prêmio, era hora de derrubar de vez o último de muitos muros que a Maratona havia construído em seus 42,2km.
Cheguei ao aterro e pensei: “estou em casa. Já corri tantas vezes aqui, que esse trecho é meu, não vou ser derrotado na minha casa”. Com esse sentimento segui forte nos 2 km finais. As placas de km continuavam a se esconder de mim, mas eu não parei de seguir em frente. Aos poucos notei que grades laterais surgiam no horizonte e a população se espremia junto a elas. Avistei a placa de 42km e sofri ao pensar que faltavam 200m + 200m para a chegada.
Comecei a
procurar em volta rostos conhecidos. Não os achei até enxergar a tenda da
MPRUN. Olhei de relance e vi os colegas de equipe gritando meu nome. Tentei
sorrir, mas a dor era grande. Olhei o pórtico e cruzei-o, enfiando a adaga
mortal entre os olhos do monstro que insistia em tentar me derrotar. Olhei para
o Polar e vislumbrei o tempo de 3h42m49s.
A Maratona, antes
para mim um mito, agora se tornara uma lenda.
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Depoimento do
leitor do blog Marcio Chaym sobre seu desempenho na Maratona Internacional do
Rio de Janeiro, ocorrida em 07/07/2013.
Dicas de como fazer seu split
negativo
A primeira dica para que
isso seja possível é treinar muito bem, sempre conciliando bom volume e
intensidade. Com pouco volume de treino e sem treinos de intensidade, o ritmo
do corredor sempre tende a cair no final de prova.
A segunda dica é
acrescentar em seu programa de treinamento um ritmo mais forte no final da
corrida, sobretudo treinos longos e intervalados em ritmo progressivo. Se você
correr o começo do treino sempre em ritmo mais forte e diminuir no final,
dificilmente vai conseguir o tão sonhado split negativo. O ideal é aumentar a
intensidade no final dos treinos.
A terceira dica é cuidar
muito bem da hidratação e ingerir gel de carboidratos na medida certa no dia da
prova, para que não falte gás no final – do contrário, sobre.
A quarta e última é
correr a primeira parte da prova com paciência, de forma mais conservadora ou
controlada, mesmo que você sinta que está sobrando. Assim, guarda reservas para
aumentar o ritmo no final.
Acho esta a parte mais
difícil, sobretudo aos menos experientes e aos que são mais velozes em
distâncias menores. Mas como diria o sábio treinador da Nova Zelândia, Arthur
Lydiard, “na maratona se deve correr a primeira parte da prova com a frieza de
um cientista e a segunda parte com a emoção de um artista”.
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Artigo do prof. Nelson Evêncio
extraído do portal do WEBRUN. Para ler o texto completo acesse http://www.webrun.com.br/maratona/n/saiba-o-que-e-e-como-treinar-para-fazer-split-negativo-em-maratonas/14128.
Veja
abaixo as maratonas previstas para o segundo semestre e escolha a sua:
●NO
BRASIL
#JULHO
•07/07:

Maratona e Meia do Rio de Janeiro (RJ)
•28/07:

Maratona das Praias (Bertioga-SP)
#AGOSTO
•03/08:

Maratona Beto Carrero (Penha-SC)
•04/08:

Maratona de Blumenau (SC)
•17/08:

K42 (Bombinhas-SC)
•25/08:

Maratona de Santa Catarina (SC)
#SETEMBRO
•14/09:

Maratona Pro (Rio de Janeiro-RJ)
•29/09:

Maratona Mauricio de Nassau (Recife-PE)
#OUTUBRO
•06/10:

Maratona de São Paulo (SP)
#NOVEMBRO
•09/11:

Maratona Cross Country de Búzios (RJ)
•10/11:

Maratona de Revezamento Express (Florianópolis-SC)
•15/11:

Maratona em Montanha (Chapada da Diamantina-BA)
•17/11:

Maratona de Curitiba (PR)
#DEZEMBRO
•01/12:
– Ayrton Senna Racing Day
(SP)
●NO
MUNDO
#JULHO
•14/07:

Maratona de Quito (Peru)
•27/07:

Maratona Alpina da Suíça (Suíca)
#AGOSTO
•04/08:

Maratona e Meia de Assunção (Paraguai)
•17/08:

Maratona e Helsinque (Finlândia)
•25/08:

Maratona e Meia de Quebec (Canadá)
#SETEMBRO
•08/09:

Maratona e Meia de Medelin (Colômbia)
•22/09:

Maratona e Meia de Punta del Este (Paraguai)
•29/09:

Maratona de Berlim (Alemanha)
#OUTUBRO
•08/10:

Maratona de Portland (EUA)

Maratona de Sparkassen (Alemanha)
•13/10:

Maratona de Chicago (EUA)

Maratona de Buenos Aires (Argentina)

Maratona de Budapeste (Hungria)

Maratona de Melbourne (Austrália)
•20/10:

Maratona de Amsterdã (Holanda)
•27/10:

Maratona dos Fuzileiros (EUA)
#NOVEMBRO
•03/11:

Maratona de Nova York (EUA)

Maratona do Porto (Portugal)
•10/11:

Maratona de Atenas (Grécia)
•17/11:

Maratona de Turim (Italia)
•24/11:

Maratona e Meia Rock’n’Roll de Las Vegas (EUA)
#DEZEMBRO
•01/12:

Maratona de Lisboa (Portugal)
•08/12:


Maratona de Honolulu (EUA)
FIQUE
ESPERTO
A
corrida não é desaconselhada a quem está acima do peso, mas fique atento a:
● Sinais
excessivos de cansaço e a quedas bruscas de rendimento;
● Exames
médicos, como teste ergométrico, exame de sangue, etc., que devem estar sempre
em dia;
● O retorno
após um período de inatividade, que deve ser progressivo;
● Tênis
específicos ao tipo de pisada;
● Trabalho de
fortalecimento muscular, priorizando a execução de exercícios em máquinas e na
posição sentada;
● E o mais
importante: atenção ao que ingere, pois apenas a atividade física não garante o
balanço energético negativo para promover o emagrecimento.
__________________________________________________

Extraído
da Revista Corredores S/A, ano 11 – no. 123, edição de junho/2013.
Devagar mas sem parar. Esse foi o ritmo do blog nesses dois últimos meses. Foi o preço que tive que pagar pelo acúmulo de atividades, em função da viagem para Paris. Porém, a partir de agora, retomo o ritmo normal das postagens.
Maratona de Paris 2013
Vida de corredor não é fácil e nem preciso dizer que ela é corrida para não ser redundante.
Bora correr!

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