Veja
abaixo as maratonas previstas para o segundo semestre e escolha a sua:
●NO
BRASIL
#JULHO
•07/07:

Maratona e Meia do Rio de Janeiro (RJ)
•28/07:

Maratona das Praias (Bertioga-SP)
#AGOSTO
•03/08:

Maratona Beto Carrero (Penha-SC)
•04/08:

Maratona de Blumenau (SC)
•17/08:

K42 (Bombinhas-SC)
•25/08:

Maratona de Santa Catarina (SC)
#SETEMBRO
•14/09:

Maratona Pro (Rio de Janeiro-RJ)
•29/09:

Maratona Mauricio de Nassau (Recife-PE)
#OUTUBRO
•06/10:

Maratona de São Paulo (SP)
#NOVEMBRO
•09/11:

Maratona Cross Country de Búzios (RJ)
•10/11:

Maratona de Revezamento Express (Florianópolis-SC)
•15/11:

Maratona em Montanha (Chapada da Diamantina-BA)
•17/11:

Maratona de Curitiba (PR)
#DEZEMBRO
•01/12:
– Ayrton Senna Racing Day
(SP)
●NO
MUNDO
#JULHO
•14/07:

Maratona de Quito (Peru)
•27/07:

Maratona Alpina da Suíça (Suíca)
#AGOSTO
•04/08:

Maratona e Meia de Assunção (Paraguai)
•17/08:

Maratona e Helsinque (Finlândia)
•25/08:

Maratona e Meia de Quebec (Canadá)
#SETEMBRO
•08/09:

Maratona e Meia de Medelin (Colômbia)
•22/09:

Maratona e Meia de Punta del Este (Paraguai)
•29/09:

Maratona de Berlim (Alemanha)
#OUTUBRO
•08/10:

Maratona de Portland (EUA)

Maratona de Sparkassen (Alemanha)
•13/10:

Maratona de Chicago (EUA)

Maratona de Buenos Aires (Argentina)

Maratona de Budapeste (Hungria)

Maratona de Melbourne (Austrália)
•20/10:

Maratona de Amsterdã (Holanda)
•27/10:

Maratona dos Fuzileiros (EUA)
#NOVEMBRO
•03/11:

Maratona de Nova York (EUA)

Maratona do Porto (Portugal)
•10/11:

Maratona de Atenas (Grécia)
•17/11:

Maratona de Turim (Italia)
•24/11:

Maratona e Meia Rock’n’Roll de Las Vegas (EUA)
#DEZEMBRO
•01/12:

Maratona de Lisboa (Portugal)
•08/12:


Maratona de Honolulu (EUA)
  1. Marco. Não sei se vc se recorda de mim. Na época da Corrida do Sol, em que terminamos a prova com tempos praticamente iguais, eu havia lhe perguntado sobre a distância real da prova, uma vez que meu gps indicava cerca de 300 metros a menos que a marcação oficial.
    Bom, sempre leio seus posts e os uso como fonte de inspiração. Realizei ontem minha primeira maratona da vida, após 4 meia-maratonas. Segue o relato que postei no FB e faço questão de compartilhar com vc:

    A Grande Batalha de 07/07.
    Três meses antes, havia me dado uma missão: provar para mim mesmo que poderia correr dignamente uma maratona, a despeito de julgar que meu corpo e genética eram de longe fracos para a corrida. Talvez por isso esse desafio fosse mais instigante e duro; a recompensa, mais doce e intensa.
    De modo a abreviar este relato, ouso adiantar o relógio e pular os três meses de treinamento intenso e específico que separaram minha decisão de tentar correr a maratona e o momento da largada, ontem, dia 07/07.
    Poucos minutos antes do início da batalha, a entidade Maratona já mandou o seu primeiro recado e disse a que veio: 7:25 hs da manhã e o termômetro marcando 24°. Não se via uma nuvem nos 360° de céu. Se a Maratona havia mandado o sol ardente para nos enfraquecer, eu, preventivamente, troquei o Manto da MPRUN pela camisa techfit BRANCA da Adidas, adquirida especialmente para ocasiões como essas, para refletir ao máximo os deletérios raios solares – foi minha armadura contra o primeiro dos asseclas que a Maratona enviaria para evitar que os guerreiros completassem suas missões e a derrotassem impiedosamente.
    Dada a largada, a multidão de guerreiros se espremia como podia, avançando com todo o vigor com suas lanças em punho em direção ao monstro a ser abatido, como que se não notasse o sol e o leve calor que em algumas horas começaria a drenar sua força vital. Após o km 2 a pista começou a se ‘abrir’ e os espaços apareceram, e pude então começar a imprimir o ritmo pretendido e, principalmente, controlar com precisão suíça minha frequência cardíaca, para aumentar as chances de completar a prova e derrotar a fera.
    Segui então com pace levemente abaixo de 5’ e FC próxima a 164, de modo estável até o km 21, tendo como aliados a perfeita hidratação fornecida pela organização da prova a cada 3km e o Gatorade em saquinhos plásticos a cada 5km. Foi a primeira vez que recebi o isotônico neste recipiente e, depois da experiência, posso afirmar que é uma grande vergonha toda e qualquer organização de prova que teime em oferecer a bebida em copos descartáveis. Pude aproveitar todo o conteúdo de todos os saquinhos oferecidos. Não houve desperdício, nem de bebida nem de tempo.

    Segue ->>>>

  2. PARTE 2:
    A essa altura havia espantado solenemente o meu fantasma particular – a reserva e o trecho da Barra da Tijuca que me derrubaram nas duas Golden Four da Asics. Não havia mais fantasma; a técnica, o preparo e o polimento exorcizaram todos os demônios.
    Então, eis que surge o segundo leviatã enviado pela Maratona: o elevado do Joá. Apesar de não ser tão impiedoso como o que viria depois, começou a derrubar uma grande quantidade de guerreiros que por lá passaram, já combalidos após percorrerem cerca de 23km. Muitos já alternavam entre trotes e caminhadas; outros, como eu, seguiam decididos e sem diminuir muito o ritmo e se desvencilhando sem muitas dificuldades de mais essa ameaça. Sequelas do combate, no entanto, começavam a surgir…
    Após a subida do elevado, enquanto aguardava a FC estabilizar novamente nos patamares desejados, notei que alguns músculos da perna começavam a doer; uma dor leve, mas que poderia se transformar no prenúncio da derrota.
    Aproveitei então o trecho de alguns km protegido do sol para recobrar as energias e retomar o ritmo, um pouco mais cadenciado que o anterior mas suficientemente forte para completar a prova em um bom tempo.
    Eis que chego a São Conrado e me lembro novamente as duas Golden Four – a primeira em que alternava entre trote e caminhada e a segunda com câimbras excruciantes nos braços e costas. Desta vez, naquele ponto já havia corrido 4 km a mais e ainda estava conseguindo manter um pace de 5’15’’, controlando a FC em 165.

    Fechando o trecho de São Conrado, a Maratona decidiu apelar e enviou o mais mortal de seus asseclas: a subida da Niemeyer. Após 28 km já não havia muitas cartas na manga para enfrentar mais esse desafio. A vontade de alternar corrida e caminhada ficou forte e doravante não alguns, mas muitos guerreiros caíam, leva após leva, sucumbindo aos montes. A Maratona ria em altos brados, mostrava seu poder e intimidava cada um dos guerreiros que ousaram em algum momento desafiá-la.
    Chegando ao ápice da Niemeyer, após total exaustão das pernas, a descida se iniciava com esforço comparado ao da subida e então duas opções se apresentaram: cadenciar a descida, forçando mais a musculatura mas evitando acidentes e lesões, ou deixar o corpo se levar pela descida, enxugando o tempo da prova mas com maiores impactos e risco de queda. Optei pela segunda, acelerei, senti o impacto de um aríete em cada um de minhas pernas a cada passada e cheguei como um foguete ao Leblon, onde tive a mais bela das surpresas: uma multidão de expectadores aplaudindo os guerreiros sobreviventes que lá surgiam e nos incentivando com gritos, sorrisos e muitos aplausos. Foi uma injeção de ânimo na veia, que fez com que meus olhos ficasses marejados em diversos momentos. Aplaudi de volta, agradeci ao público pelo apoio e continuei. A vontade de chorar era imensa, meus olhos se encheram de lágrimas várias vezes, mas tive que me controlar – faltavam ainda 12km.

    sEGUE ->

  3. Parte 3:

    A partir daí a dor nas pernas começava a ficar insuportável e, como se isso não bastasse, surgiam câimbras no braços. O pensamento que passava em minha mente e se repetia a cada 5 segundos era “tenho que terminar essa prova com dignidade”. Mas a dor excruciante, aliada às câimbras, mostrava que o Monstro Maratona ainda estava vivo e determinado a não se deixar derrotar.
    Leblon e Ipanema superados com muito sacrifício, abandonei qualquer controle sobre frequência cardíaca e segui guiado pelo coração. A mente me ordenava parar e o corpo doía demais. Apelei então para o coração. A visão ficava procurando cada próxima placa de km, sem sucesso. As câimbras permaneceram nos braços, mas cresceram para as costas. Corria alongando os braços, levantado o tronco, alongando as costas, mas as câimbras não cediam. Foi então que vi que havia cometido um erro crasso: esqueci de tomar meu segundo pacotinho de sal…rapidamente tentei sacá-lo do bolso da bermuda, em vão…as câimbras não me permitiriam executar um movimento tão audacioso e complexo…é, a Maratona tem suas artimanhas.
    Com o passar dos metros os espasmos foram se espaçando e a dor se concentrou nas pernas. Leves espasmos começaram, entretanto a se instalar no músculo posterior da perna esquerda. Passei a controlar minha passada e acionei mais a perna direita. Se a Maratona tem suas armas, eu também tenho meus subterfúgios, e como bom guerreiro iria lutar até cair, não iria deixar me levar. E novamente, a cada 5 segundos: “tenho que terminar essa prova com dignidade”.
    Pela intensidade do esforço, fiz questão de me premiar. Não deixei minha mente pensar que havia me derrotado, apenas me presenteei. 1 minuto. Comecei a contar até 60 e andei por 1 minuto. Foi o prêmio que recebi por suportar tanto esforço. Usufruído o prêmio, era hora de derrubar de vez o último de muitos muros que a Maratona havia construído em seus 42,2km.
    Cheguei ao aterro e pensei: “estou em casa. Já corri tantas vezes aqui, que esse trecho é meu, não vou ser derrotado na minha casa”. Com esse sentimento segui forte nos 2 km finais. As placas de km continuavam a se esconder de mim, mas eu não parei de seguir em frente. Aos poucos notei que grades laterais surgiam no horizonte e a população se espremia junto a elas. Avistei a placa de 42km e sofri ao pensar que faltavam 200m + 200m para a chegada.
    Comecei a procurar em volta rostos conhecidos. Não os achei até enxergar a tenda da MPRUN. Olhei de relance e vi os colegas de equipe gritando meu nome. Tentei sorrir, mas a dor era grande. Olhei o pórtico e cruzei-o, enfiando a adaga mortal entre os olhos do monstro que insistia em tentar me derrotar. Olhei para o Polar e vislumbrei o tempo de 3h42m49s.
    A Maratona, antes para mim um mito, agora se tornara uma lenda.

  4. Olá, Marcio! Sensacional o relato sobre sua participação na Maratona do Rio. Realmente, correr uma maratona é uma batalha e superá-la só para os guerreiros que tem disciplina, determinação e muita força de vontade. Parabéns pela conquista. A primeira maratona a gente nunca esquece e por isso, peço sua permissão para publicar no blog. Grande abraço

  5. Sinto-me lisonjeado com os elogios, vindo de um ícone como você, Marco. Claro que pode publicar sim. É uma honra e prazer. Estivemos tão pertos no dia da Corrida do Sol e não nos conhecemos. Vou ficar de olho em seu calendário de corridas. Quando calhar de disputarmos a mesma prova, vou tentar lhe encontrar.
    Vou lhe enviar o arquivo.
    Muito obrigado.

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