O primeiro treino de tiro nessa nova etapa do treinamento foi espetacular. Apesar do vento forte avisando para reduzir, consegui imprimir ritmos fantásticos sem levar o corpo a exaustão. Os três últimos tiros foram entre 3min55s/km e 3min57s/km. A média ao final dos 15 tiros foi de 4min07s/km.
A sensação é de que o processo de adaptação do organismo está ocorrendo dentro do planejado. A cada semana é possível verificar ganhos de performance. É só verificar os tiros de janeiro, que fazia entre 5min/km e 5min30s/km. Nove semanas depois, já estou conseguindo correr sub-4min e sentir-me levíssimo.
Isso dá segurança e alimenta a nossa pretensão de obter índice para a Maratona de Boston. Para isso, a estratégia é correr a Maratona de Paris num ritmo de 4min40s/km até o km 30. A partir daí, verificar o tempo e analisar as condições físicas para finalizar a prova abaixo de 3h15min.
Sinceramente? Eu acho que dá!
Nessa semana, início uma nova etapa de treinamento. Os dois primeiros meses foram destinados ao trabalho de base, que visa preparar o corpo para as atividades futuras, focando a obtenção de resistência, fortalecimento muscular e trabalho aeróbico.
A partir de agora, o treinamento será mais árduo. É a fase específica, onde a intenção é obter velocidade. Comparando-se com a fase do trabalho de base, há um aumento da intensidade refletindo-se nos treinos de tiros, que serão mais rápidos.  Os longões sofrerão um acréscimo na quilometragem e atingirão seu ápice nos 32 km.
É de se esperar um desgaste maior, com treinos mais exaustivos. Nesse sentido, a recuperação e a alimentação devem ser uma preocupação constante. Bom, como quem está na rua é para treinar, só nos resta enfrentar mais essa etapa do desafio visando a Maratona de Paris.
… o hábito de correr melhora o condicionamento cardiovascular, evita o acúmulo de gordura na região abdominal e elimina aquela barriguinha saliente. Além disso, deixa você fora da estatística da obesidade. É que, somente em nosso país, 43,4% dos brasileiros estão acima do peso.
Iniciei a temporada 2013 carregando pelo menos 3 kg a mais. Achei pouco para quem já vinha de um dezembro sem metas a cumprir e de férias trabalhista em janeiro. É que normalmente, nessas condições, cometemos alguns pequenos excessos e o treinamento tem seu volume e intensidade reduzidos, sem incorporar alterações na alimentação.
O resultado é uns ‘pneus’ querendo se alojar na região abdominal, sem pedir licença. O técnico Adriano Bastos acostumado a acompanhar esse efeito em seus atletas amadores, considera normal um aumento de peso entre 3 a 4 kg. Com o retorno a rotina normal de treinos e uma dieta saudável e sem excessos, ele garante que durante o período de base o atleta retoma o ‘corpicho’ de antes em condições de cumprir o calendário anual de corridas.
Estou finalizando o mês de fevereiro em paz com a balança. Os quilinhos a mais já são coisa do passado. O bom disso, é que corremos mais leve, literalmente. Conseguimos imprimir ritmos competitivos e mantê-los por mais tempos. É, dessa forma, que percebemos que estamos entrando na forma ideal para encarar os desafios.
Apesar de estar dentro do peso ideal, tenho a impressão de que, para a Maratona de Paris, ainda é possível queimar mais uns 2 kg. É que correr deixando de carregar esse peso há a possibilidade de render mais. É a lógica do carga de menos, rendimento de mais.
Fiquei surpreso ao ver que houve alteração na data da XIX Maratona Internacional de São Paulo. A prova anteriormente marcada para o dia 28 de abril foi transferida para o segundo semestre, para 06 de outubro. Segundo a organização, a mudança foi necessária em função de obras na cidade.
Um transtorno para quem já comprou passagens, reservou hospedagem e estava em pleno treinamento para a prova. Apesar da organizadora informar no site sobre a mudança da data, não enviou qualquer correspondência (e-mail) aos atletas. Digo isso, pelo fato de que alguns amigos ficaram surpresos quando os indaguei sobre a mudança.
Uma boa opção para não interromper o treinamento e manter o foco nesse primeiro semestre é a Maratona de Brasília. A prova está marcada para o dia 05 de maio na capital federal. Há, portanto, tempo suficiente para se reorganizar e botar o pé na estrada, literalmente.
Nada mais divertido do que correr em Paris, em abril. Como estamos em fevereiro e faltando um pouco mais de um mês para a maratona, dá para entrar no clima assistindo a edição de 2012. É que no ano passado, gravei a Maratona de Paris, que foi transmitida pelo canal Sportv.
Passei o domingo estudando e analisando o percurso da prova. Pelas imagens, o que impressiona mesmo é um tour cultural que as ruas de Paris proporcionam. É uma aula de história.
A largada é à sombra do Arco do Triunfo e como disse, devido ao belíssimo percurso atrai milhares de corredores. Em 2012, recorde de participação, mais de 41 mil atletas de 112 nacionalidades desfilaram pelas ruas de Paris. Só de brasileiros foram 497.
A prova também atrai o povo parisiense, cerca de 240 mil pessoas vão assistir a prova para incentivar os corredores. E mais, o evento é transmitido para 185 países.
A organização é um show à parte. O chip vem embutido no número do peito e a largada é feitas em baias de tempo, a cada cinco minutos. Há estações de hidratação e posto de atendimento médico a cada 5 km. Além disso, 93 postos de entretenimento ao longo do percurso proporcionam todos os estilos de música, que dão ritmo à sua corrida.
Um grande incentivo que atrai os melhores maratonistas do mundo é a premiação. O campeão da edição de 2012 faturou 120 mil reais pela vitória e mais bonificação por ter quebrado o recorde da prova. Dependendo do tempo de conclusão, o vencedor pode faturar até 400 mil dólares.
Como premiação está longe das minhas pretensões, o que quero mesmo é conseguir a meta de 3h15min. Para isso, preciso estar bem preparado e com uma estratégia de prova bem elaborada. E é por isso que estou correndo atrás.
Correr uma maratona pressupõe uma longa jornada de treinamento. São horas e muitos quilômetros de rodagem para permitir que o corpo suporte e resista ao esforço de seus 42 km.
Quem resolve encarar o desafio deve estar consciente que a preparação é dureza, principalmente, para os estreantes. Mas com o tempo, o corpo se adapta ao esforço e tudo começa a fluir melhor.
A grande dificuldade, no meu ponto de vista, é conseguir conciliar o aumento da quilometragem com o processo de recuperação. É que os treinamentos levam o corpo a exaustão e se não houver um plano alimentar eficiente, pode limitar outros aspectos de sua vida, como trabalho, família e vida social. A não ser que você tenha tempo suficiente para dedicar somente a essa tarefa. O que é muito difícil quando se trata de um atleta amador.
Estou indo para minha quarta maratona e, de certa forma, estou acostumado a esse tipo de preparação. É que prefiro correr longas distâncias. Meu corpo reage bem a esse tipo de esforço. Além disso, há o aspecto motivador do desafio, da aventura, que faz com que cada maratona reforce o meu prazer por correr.
O planejamento de treinamento para a Maratona de Paris consta de 14 semanas. Oito já ficaram para trás. Mais de 404 km já foram percorridos e cerca de 43 horas gastas somente em treinos de corridas. Não entra nessa contabilidade o tempo destinado a outras atividades como musculação e bike.
Como só se atinge o topo da montanha se você estiver disposto a enfrentar o esforço da escalada, então, vamos continuar nossa caminhada rumo a Paris.
A cada treino percebo que a manutenção de ritmo está cada vez mais confortável. Seja nos treinos de tiros ou nos longões dos finais de semana. Na quinta (21/02), já havia percebido e relatado aqui no blog.
No longão de hoje (23/02) aconteceu a mesma coisa. Geralmente, nesse tipo de treino não havia preocupação com ritmo, apenas corria confortavelmente. Com a proximidade da Maratona de Paris, tendo somente mais um mês para os longões, a ordem é correr com paces programados. Apesar disso, o corpo reagiu bem e consegui cumprir os ritmos estabelecidos.
A programação era correr por duas horas variando os ritmos: 1h30min com pace entre 5min10s/km a 5min30s/km e os 30 minutos finais entre 4min40s/km a 4min50s/km. A ideia do ritmo mais forte no final era para simular o ritmo proposto para a Maratona de Paris.
Até o quinto quilômetro, consegui manter o ritmo planejado, entretanto, a partir do sexto e sétimo, os ritmos foram para, respectivamente, 5min05s/km e 5min03s/km e resolvi segurar para não sabotar o treino. Os demais colegas da equipe Amapá Running seguiram em ritmos cada vez mais fortes e abriram distância.
Controlei o ritmo e todos os demais quilômetros foram dentro do ritmo programado. Estávamos na rodovia JK e a estratégia era correr uma hora numa direção e fazer o caminho de volta também em uma hora. O retorno foi feito às proximidades do Parque de Exposições no distrito de Fazendinha.
Foram 16 km perfeitos, sempre dentro do ritmo programado. Na meia hora final, imprimi uma velocidade maior para encaixar o ritmo pretendido. Foram percorridos 6,70 km, o que dá um pace médio de 4min28s/km. Muito bom para um final de treino longo.
No total, foram percorridos 22,70 km em duas horas de treino. Um pouquinho mais que uma meia-maratona. O Corpo reagiu bem e suportou legal o esforço. Posso dizer que foi um longão pra lá de bom.
Lembram que há dias de treino que o fácil parece difícil e o difícil fica fácil. Pois é. Dessa vez, aconteceu que o difícil ficou fácil. Não é que a coisa tenha sido moleza, porque treino de tiro raramente acontece isso. Na verdade, quero dizer que consegui imprimir ritmos melhores e mantê-los, sem ficar extremamente exausto.
Cansaço sempre está presente e não há como negar. Faz parte do universo dos corredores. Acredito que o clima ameno ajudou a tornar o treino agradável e contribuiu para uma performance melhor. O fato é que consegui manter uma média de 4min27s/km nos 15 tiros efetuados, sem muito esforço.
A ideia é continuar evoluindo nesses ritmos e entrar em março com paces ainda melhores. Se 4min27s/km já está ficando confortável é provável que até lá, consiga a meta de 4min20s/km. E para isso, conto com a ajudinha do corpo para dar uma resposta positiva, entrar nos eixos e estar azeitado no dia da maratona.

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