Atingi a sexta semana de treinamento, segunda do mês de fevereiro. Já foram percorridos 360 km, com 36,3 h de dedicação aos treinos. Só em fevereiro, mais de 120 km em um pouco mais de 12h.
Sou disciplinado e tenho a convicção de que a dedicação aos treinos é que me faz cumprir os percursos das provas dentro dos meus objetivos. Por isso, faça chuva…

 … faça Sol, tô dentro!

Uma das novidades da São Silvestre (SS) do ano passado foi o Certificado Digital para os atletas que concluíram a prova. O download poderá ser feito a partir do dia 21 deste mês no site http://www.saosilvestre.com.br/.
Uma das “inovações” da SS de 2010 e que gerou muita polêmica foi entrega antecipada da medalha de participação no kit da corrida. Os atletas consideraram um desrespeito, por parte da organização do evento, já que a medalha é em honra ao mérito de concluir a prova e, portanto, deveria ser entregue quando da conclusão do percurso.
Outras novidades foram o envio do número do peito por e-mail, vídeo da chegada e o chip descartável. Além da vitória de Marílson Gomes dos Santos, que quebrou a hegemonia queniana e tornou-se o primeiro brasileiro tri-campeão da prova.
Foto: www2.odiario.net/ Marílson comemorando o tri na SS 2010
“Correr é um estilo de vida e uma arte. Estou mais interessada na magia do esporte que em sua mecânica”

Lorraine Moller, corredora neo-zelandesa, medalha de bronze na maratona dos Jogos Olímpicos de Barcelona.

Todos que se envolvem com o mundo das corridas ficam fascinados. Nas minhas andanças para participar de provas sempre que posso levo alguém, a chamada equipe de apoio. Tem sido assim ao longo dos anos.
Foto Arquivo/2008: Equipe de apoio na São Silvestre, na Av. paulista, comemorando a minha chegada – Ana Lúcia, eu, Richard e Júnior (agachado).
Na São Silvestre de 2008, foi a maior equipe: Ana Lúcia, Richard, Júnior, Marcelo e eu. O quarto era pequeno, mas ficamos quatro, quando só era permitido três. Apesar do desconforto a diversão foi total e a empolgação idem. O interessante do pessoal de apoio, é que, com o tempo, cada um sabe o que fazer para ajudar.
Foto Arquivo/2010: Eu, Mara & Sven, em Estocolmo, na saída do hotel e a caminho da largada da maratona. 
Em Estocolmo, na Suécia, quando fui para participar da Maratona de Estocolmo, tive três novos acompanhantes: Sven, Mara e Andreas. Na verdade, foram mais que amigos e anfitriões, foram minha família, a julgar pelo tratamento que recebi. Revendo as fotos do dia e o vídeo da minha chegada é notório o quanto aquele ambiente os empolgou, tamanha a alegria de todos. Certamente, a partir daquele dia, sempre acompanham corridas, ainda que seja pela TV ou nos registros do blog.
Foto Arquivo/2010: Andreas e eu nos fundos do Estádio Olímpico, se preparando para a largada da Maratona de Estocolmo. 
“Meu relógio biológico é um cronômetro. Aliás, tempo sempre foi tudo na minha vida. Para que esperar 9 meses para nascer? Fiz em 7 e meio. Engatinhei cedo e dispensei o andador. Andar não é comigo. Tanto que que o primeiro passo que dei passou despercebido pela corridinha logo a seguir. Hoje não é diferente: Acordo pensando em correr, durmo pensando em correr. Só não vou para a cama de tênis porque nenhum pijama combina com ele. Se um dia me oferecerem uma biografia, abro mão pelo Livro dos Recordes. Só não contem comigo na noite de autógrafos: Nessa hora, estou correndo.”
Extraído da campanha publicitária da Mizuno
Revista O2, Edição 93, janeiro de 2011, Seção Aquecimento – Mundo da Corrida
A 38ª edição da Maratona de Honolulu ficou marcada por uma confusão na linha de chegada. A etíope Belainesh Gebre completou a prova em 2h32min13s, mas teve sua vitória contestada pela russa Svetlana Zakharova, segunda colocada e principal favorita ao título da competição. A discussão aconteceu porque Gebre não estava inscrita na elite e largou como participante comum. A etíope correu acompanhada do namorado Ezkyas Sisay, que a ajudou como “coelho” e carregador de suplementos. Zakharova pediu a desclassificação da etíope, pois achou que ela foi favorecida por contar com um pacer masculino. A reclamação não foi aceita pelos juízes, que entenderam o contrário: Belainesh Gebre não levou vantagem nenhuma na corrida, já que não pôde deixar suas bebidas energéticas nas oito estações de hidratação e ainda perdeu tempo por não ter largado com a elite.
Estou treinando na Assessoria Esportiva do Adriano Bastos há um ano. Tenho bons motivos para comemorar. Realmente, melhorei bastante desde então. No ano de 2010, completei minha primeira maratona, que foi minha meta principal. Além disso, melhorei meus tempos e consegui alguns recordes pessoais nas principais provas que participei. Foi assim na Meia Maratona do Rio, com 1h45min47s e na São Silvestre 1h15min46s. Nos 10km, só não bati o tempo anterior por um erro de estratégia, de ter largado muito atrás, mesmo assim, continuei na casa dos 45min.
Nas anotações que faço das corridas, observei que mesmo correndo nas provas de 10km num pace de 4’30”/km, os 15km e 21km em 5’/km, não encontrei nos treinos informações de ter corrido dentro desse ritmo. E mais, nessas provas tenho terminado com a sensação de que poderia ter dado mais de mim.

Nos treinos, tenho respeitado a freqüência cardíaca adotada nas zonas de treinamento das planilhas. Tenho utilizado como base a minha freqüência cardíaca máxima de 192 bpm, encontrada no Teste Ergométrico que realizei, em 2010, no Sport Check-up do Hospital do Coração-SP. O pace utilizado na estratégia das provas é sugerido pelo técnico (Adriano Bastos), com base nos últimos resultados.
Tenho me adaptado bem aos tipos de treinamentos indicados pelo técnico, cumprido fielmente as planilhas e a recuperação pós-treino tem sido muito boa. Minha dúvida sempre foi se não haveria necessidade de incluir na planilha, treinos que simulassem o ritmo pretendido nas provas. Por exemplo: pretendo correr a Maratona de SP num pace 5’30”/km. Nesse caso, não seria necessário treinos que simulassem esse ritmo pretendido para a prova?
De acordo com o técnico, nossa planilha já contempla esses treinos. São as atividades realizadas às terças e quintas, quando corro bem mais forte que o realizado nas provas. São nos treinos de “tiros” que tenho o ganho de performance que permite que corra num ritmo mais forte nas competições.
Os “tiros” são séries de corridas curtas em ritmo intenso (extremamente fadigante, mas de forma consciente a aguentar todo o treino) e com pausas trotando entre as séries. O objetivo é correr forte para adaptar o organismo a um grau de esforço mais intenso e com isso tornar o ritmo de rodagem e o de prova mais confortável, uma vez que se está adaptando a algo bem mais intenso.
É aquela velha história, se você corre sempre à 5’/km em todo treino como é que irá correr na prova a 4’30”/km se o seu corpo nunca experimentou este ritmo antes, e é exatamente isto que os tiros promovem, que você corra num ritmo muito mais forte do que 4’30”/km, tipo 3’50” a 4’20”/km dependendo da duração do tiro.
Segundo o treinador, as rodagens (treinos de segunda, quarta e sexta) devem ser sempre realizadas em ritmo confortável, como treinos de recuperação após o esforço de treino de tiros do dia anterior, ou descansando para o próximo. A única rodagem a ser realizada de forma mais ritmada e intensa é o longo de sábado, este sim pode ser trabalhado próximo do ritmo de prova como um simulado, até mesmo para que o corpo se adapte a esta situação, mas nunca no mesmo ritmo da prova. O único treino mais forte que o ritmo de prova são os tiros, e mesmo eles, de acordo com a prova, conforme a duração do tiro.
Outra recomendação do técnico é que os treinos sejam realizados com base na sensação de esforço e não pela frequência cardíaca. Ela deve ser usada apenas como parâmetro e não seguida a risca, pois nosso corpo e a FC se comportam cada dia de uma forma diferente e nunca igual. Se a FC estiver alta e mesmo assim, você estiver se sentindo bem e confortável, vá pela sua sensação e continue forçando ou force mais se achar que pode, pois às vezes a FC pode estar alta simplesmente por causa do calor.
Com base no meu tempo de 10km que é 45 minutos, ou seja, 4’30”/km, a sugestão de ritmos para treinos deve ser a seguinte:
● rodagens menores da semana: 5’30” a 5’50”/km
● longos de sábado: 5’10” a 5’30”/km
● tiros curtos: de 2 a 4 minutos: 4’00” a 4’10”/km
● tiros médios: de 5 a 7 minutos: 4’10” a 4’20”/km
● tiros longos: de 8 a 12 minutos: 4’30”/km
Dúvida perfeitamente esclarecida. Nada melhor que uma boa orientação para o ganho de performance.
Na planilha, o treino de quarta era um longuinho de 1h, num ritmo de 5min30s a 5min50s/km. Com o Garmin dá para controlar o ritmo e efetivar a atividade sem correr o risco de ir lento ou forte demais.
Através dele, é possível obter, entre outras informações importantes, a distância total percorrida, tempo total de treino, ritmo médio, velocidade média, velocidade máxima, total de calorias gastas, freqüência cardíaca média, freqüência cardíaca máxima, total de subida e total de descida.

 Além disso, um outro recurso oferecido é o mapa do percurso, através do Google Earth, depois que as informações do treino são transmitidas para o computador.

Início de temporada. Treinamento de base. Os números de janeiro mostram que foram 24 dias de treino, 4 de descanso, onde foram percorridos 240km, média de 60km/semana, 10km/dia, totalizando um tempo 24,2h. E tem, ainda, 12h de musculação, divididas em três dias da semana.
Extrapolando esses dados para o mundo das corridas, se tivesse participado de uma ultramaratona de 240km e terminado a prova em 24,2h, o pace seria de 6min02s/km. Isto é apenas para efeito ilustrativo. Coisa de físico…
Ajudando você na busca da harmonia entre seu corpo e mente.

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