Metade do caminho já
foi percorrido rumo a Maratona de Porto Alegre. No planejamento está previsto um
total de 20 semanas de treinamento, onde constam a planilha e o treino
funcional.
A planilha é
praticamente a mesma que já vinha utilizando nas maratonas anteriores. Um
treino regenerativo, uma rodagem, dois treinos para ritmo e velocidade e um
longão. A única diferença foi a inclusão de um longão no ritmo pretendido para
a prova alternado por outro, em ritmo moderado, realizado em ambiente “off
road”.
A novidade, além da
corrida em trilhas, foi a substituição da musculação pelo treino funcional. São
três dias alternando o piso entre grama e areia. Os exercícios contribuem para
o fortalecimento muscular e o ganho de força, equilíbrio, flexibilidade,
condicionamento físico, resistência e agilidade, que são habilidades que ajudam
na economia de energia, técnica de corrida e no ganho de rendimento.
A intenção é
testar o treinamento e avaliar o rendimento na Maratona de Porto Alegre. Se
tudo der certo, pretendo incorporá-lo em definitivo na preparação para as
próximas maratonas, inclusive a de Berlim.
Tudo que sobe desce é
uma verdade científica que expressa que nenhuma ação fica sem uma reação. Na
sabedoria popular representa uma relação de causa e efeito muito aplicada na
vida das pessoas. É como conselho de vó, bula de remédio e leis da física, nunca
falham. Para os corredores de trilha, a história é outra. O inesperado é quem
comanda. O que quer dizer que nem sempre subir significa descer. Ou melhor, o
que vai só volta se tiver fôlego.

Mas primeiro é preciso
entender que a corrida em trilhas é uma espécie de versão verde das corridas
urbanas.  Não tem trânsito de carros,
apenas os corredores desbravando a mata. As ruas são trilhas forjadas pelo
solado dos tênis. Não há casas, somente a floresta. Não tem poluição,
respira-se o ar puro da mata. Aqui, buracos, lama e piçarra são bem-vindos. Os obstáculos
e o terreno irregular são os ingredientes principais.

As trilhas não devem
ser ignoradas, mas admiradas. Os trechos planos não devem ser menosprezados,
mas respeitados. As descidas, abençoadas. Mas com as subidas não se brinca, faz-se
reverência inclinando o tronco para frente, como se o rosto quisesse tocar a
terra.

Portanto, com esse
cenário, corredor é piloto “off road”. Deve estar com o espírito preparado para
sujar-se, pois, a lama faz parte do traje e da maquiagem. Não se preocupa com o
ritmo que imprime para superar cada obstáculo, “dança” conforme exige o trecho
da trilha. Por isso, não é vergonha lutar contra a gravidade e subir uma
ladeira caminhando, aproveita-se a ocasião para apreciar a natureza. Porém, é
preciso estar atento sempre, vislumbrando a dureza que se avizinha. Dessa
forma, você estará no limite da dor e do prazer. E que vença o segundo.
Quando a natureza se curva a tanta disposição, disciplina e determinação.

Correr em ritmo
constante durante uma maratona é uma estratégia que todo corredor gostaria de cumprir.
Entretanto, não é uma tarefa das mais fáceis. Mesmo para os mais experientes, o
ritmo planejado pode sofrer algumas variações. O problema é que, caso o ritmo sofra
grandes oscilações, pode provocar um aumento do gasto energético e prejudicar o
rendimento do atleta para a parte final da maratona.
Segundo especialistas
em treinamento esportivo, para que o “marathon runner” obtenha uma economia de
esforço com a consequente redução do gasto energético é necessário uma variação
mínima no ritmo de prova compreendida entre 2% para mais ou para menos. O que
significa que, caso o ritmo oscile acima ou abaixo desse valor, haverá um
dispêndio maior de energia que muito provavelmente levará o atleta a ter
dificuldade em manter ou aumentar o ritmo nos quilômetros finais e decisivos da
maratona.
Maratona de Buenos Aires 2011

Por exemplo, para quem pretende
correr uma maratona no ritmo de 4min50s/km, a variação mínima está
compreendida entre 4min45s/km e 4min55s/km, ou seja, o pace pode oscilar na
casa de 5 segundos para mais ou para menos. A metodologia funciona para provas
com altimetria plana e com condições favoráveis de clima. Em situações de
percursos com muitas subidas ou descidas e com temperaturas elevadas, os
especialistas aconselham, por medida de segurança, uma variação superior a 5%.

A intenção dessa
estratégia é a manutenção de um ritmo competitivo e, ao mesmo tempo,
possibilitar ao atleta economia de energia para os momentos difíceis da prova,
principalmente, do km 30 ao 35, quando aparece o chamado “muro” da maratona. Para
os iniciantes é uma forma de poupar energia e fazer bonito logo na estreia.
Para os mais experientes, afoitos em melhorar o a sua melhor marca, ajuda a
manter um ritmo competitivo nos momentos finais dos 42 km.
Assunto motivo de protestos no final do ano
passado gerou comunicado à Polícia Federal, responsável pela fiscalização dos
atletas.
Depois de
alguns anos sem bandeiras verde-amarelas no pódio das principais provas do
Brasil, um grupo de fundistas brasileiros resolveu fazer uma manifestação no
Circuito de Corridas da Caixa de 2013. Este protesto gerou um documento
oficial, protocolado na Polícia Federal por Alexandre Luiz Minardi, diretor
técnico de atletismo do Cruzeiro Esporte Clube. O motivo seria o excessivo
número de estrangeiros que competem as provas em situação irregular.
Outro motivo
seria o extenso calendário do ranking que os brasileiros têm que competir sem
tempo de descanso, com provas de dez quilômetros, meia maratona e maratona,
enquanto o grupo de africanos que compete no país corre apenas algumas provas e
se renova de três em três meses.
Nelson
Evêncio, presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São
Paulo), explicou que a lei diz que todo estrangeiro participante de alguma
prova premiada em dinheiro deverá apresentar uma carta-convite da organização
do evento, liberada pela embaixada de seu país de origem.
Segundo o
presidente, muitos atletas correm sem a autorização da embaixada e com o visto
de turista, prática que torna ilegal a execução de atividade remunerada por
parte do corredor. A baixa fiscalização e consequente vitória dos estrangeiros
nas provas, resultante de melhores condições de treino, ainda gera escassez de
novos talentos brasileiros nas categorias de bases.
A CBAt
(Confederação Brasileira de Atletismo), estabeleceu em 2009 normas que
regulamentam a participação dos estrangeiros, porém a fiscalização deve ser
colocada em prática pela Polícia Federal. Após o seminário da entidade, onde o
assunto foi amplamente debatido, o presidente José Antonio Martins Fernandes
prometeu dar mais atenção ao assunto, sempre fazendo cumprir as normas em provas
com Permit da Confederação.
“Não
temos nada contra a presença dos estrangeiros no Brasil. Pelo contrário, aqui
como em qualquer país do mundo, temos que ter essas feras para elevar o nível
técnico das provas e automaticamente dos brasileiros”, comenta Minardi.
“Porém, queremos a diminuição desses estrangeiros e que venham com visto
de trabalho e Carta Convite. Estamos lutando pelos nossos direitos”,
completa. 
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Extraído
do portal WEBRUN (www.webrun.com.br)
Todos nós já sabemos que a corrida é
um dos esportes mais democráticos. Basta colocar o tênis e partir para a rua.
Porém, quando se trata de correr maratonas a exigência é maior do que
simplesmente um par de tênis. Um treinamento bem elaborado, estruturado e
planejado é certamente um dos aspectos que deve ser priorizado pelo atleta.

Maratona de São Paulo 2011
Entretanto, um programa de
treinamento, por si só, não é garantia de sucesso. É que há características
necessárias ao maratonista que não se adquirem com o simples ato de correr. São
aspectos subjetivos que respondem pelo comprometimento do corredor em cumprir
com o que foi estabelecido. Trata-se de dedicação,
perseverança
e disposição. E nesse sentido, ninguém conseguiu explicar
melhor essas características do que o treinador Marcelo Augusti:
“Dedicação: não basta
treinar, é necessário treinar sempre.
Perseverança: não basta
treinar sempre, é necessário não desistir.
Disposição: não basta
não desistir, é necessário vontade para superar as dificuldades e alcançar
novos patamares da forma esportiva.”
Portanto, com a aplicação de um
programa de treinamento aliado a esses três aspectos, o atleta estará pronto
para obter sucesso nos 42km. 
Corra
para internet e faça sua inscrição para a Maratona de Porto Alegre
Dada a largada
para quem pretende correr uma maratona neste primeiro semestre. Estão abertas
as inscrições para a Maratona de Porto Alegre 2014. O valor da inscrição junto
com a taxa administrativa é de R$ 102,50, mas corram, pois, a partir de
28/04/2014 haverá uma reajuste e o atleta terá que desembolsar R$ 105 + Taxa
administrativa.

Maratona de Porto Alegre 2012
A prova está
programada para o dia 18 de maio e se você não se sentir confiante para correr
a maratona, há a possibilidade do revezamento com dois, quatro e oito
participantes. Além disso, a prova conta com a Corrida Rústica com percurso de
8 km.

As inscrições
podem ser feitas através do site da Esportif (http://www.esportif.com.br) até o dia 10
de maio ou completados os 6 mil participantes.
Correr
maratona é algo que faz parte da minha vida, mas não foi uma questão de
oportunismo. Foi algo pensado e planejado. Cumpri as etapas que os treinadores
consideram essenciais para quem quer aventurar-se nos 42 km. Passei por provas
curtas, encarei várias de 10 e 15 km, até chegar na metade da distância, com as
meias maratonas. Algum tempo depois, encarei a primeira maratona.
Ingressar na carreira
de maratonista é um processo lento e gradual. Você deve começar com corridas
menores e, aos poucos, fazer a transição para as provas longas. Pular etapas pode provocar lesões e levar a uma
aposentadoria prematura. Não se trata de uma opinião. Há estudos que comprovam
que o desenvolvimento fisiológico através da corrida atinge o auge depois de 8
a 10 anos de treinamento.

Largada da Maratona de Porto Alegre 2012
Outra coisa que se deve
levar em consideração é que os treinamentos são cansativos levando o corpo a
exaustão. Além disso, a recuperação pós-treino é lenta, o que exige bastante
repouso e faz você abdicar de uma vida social mais intensa. É por essa razão
que alguns treinadores sugerem uma maratona ou duas, no máximo, para atletas
amadores. Por isso, tudo deve ser devidamente planejado e nos mínimos detalhes.
E, claro, você deverá estar pronto para dedicar-se a essa árdua tarefa.
Bem, por outro lado, completar
uma maratona não é algo impossível. Mas tem um aprendizado que vale também para
sua vida pessoal. Ela não te dará mais do que merece. Você receberá exatamente
aquilo que produziu durante os treinamentos. Não espere nada além disso. É por essa
razão que se aconselha uma meta de tempo conservadora, para que seja atingível.
Portanto, não adianta
querer dar um passo além do que suas pernas podem alcançar. Não antecipe
etapas. Estando preparado para os desafios é mais saudável e prazeroso. O ideal
é pensar a corrida com uma atividade para a vida toda, não como um evento
isolado. Sempre haverá uma maratona esperando por você.

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