Se tiver oportunidade, treine por morros neste mês ou descubra trajetos com subidas e descidas, mesmo que por ruas ou em parques.

-AS VANTAGENS
Cross country é o mais natural dos treinos do corredor fundista, atuando em 6 valências físicas:
1) CONDICIONAMENTO AERÓBICO. É a principal valência, especialmente pelos trechos de maior dificuldade, como as subidas.
2) FORÇA EXPLOSIVA E AGILIDADE. A potência muscular influência no rendimento global do atleta porque tem a ver com o sustento da velocidade final. Nesse tipo de treinamento, a transposição de obstáculos obriga o atleta saltar, ato que estimula o desenvolvimento da força explosiva.
3) FORÇA RESISTENTE. Hoje a maioria dos treinadores concorda com os benefícios que a corrida em ladeira proporciona no que diz respeito ao fortalecimento das pernas, usando apenas o peso do próprio corpo. Esse fortalecimento não fica restrito às pernas, já que todo o sistema cardiovascular se beneficia.
4) VELOCIDADE PLENA. Correr na descida favorece o desenvolvimento da velocidade, ritmo e equilíbrio, mas só se deve aproveitar a descida se estiver bem preparado para isso com um treinamento adequado. O impacto chega a três vezes o peso corporal e pode gerar problemas no joelho, panturrilhas e toda a musculatura posterior da coxa, muito solicitada nessa atividade. Por isso, no início do treinamento de cross country, as descidas devem ser feitas com muito cuidado.
5) COORDENAÇÃO MOTORA. Essa valência física é estimulada o tempo todo durante o percurso porque é impossível correr sem olhar para o chão sempre irregular. No início, as chances de torções de tornozelo são maiores, mas com o tempo o corpo começa a desenvolver o mecanismo de reflexo e o pé já não vira com tanta facilidade. Além disso, essa irregularidade do piso acaba desenvolvendo os músculos mais profundos da perna, proporcionando mais estabilidade no gesto esportivo.
6) RITMO. O treinamento moderno e que dá confiança ao atleta é dividir a prova em três terços largando com certa tranquilidade, entrar no ritmo proposto no segundo terço e aumentar no terceiro. Como geralmente um percurso de cross country é montado num traçado de 2 a 4 km, é muito fácil treinar ritmo fazendo passagens em cadência progressiva.
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Texto de Luiz Carlos de Moraes publicado na Revista Contra Relógio, ano 21, no. 245, edição de fevereiro de 2014.
O blog está de cara
nova. Um visual diferente, mas que retrata bem o que gostamos de fazer. Os
monumentos são uma referência aos caminhos que pretendemos trilhar rumo as
maratonas do mundo.
Nesse sentido, nossa
missão continua sendo a de incentivar o maraturismo e ser uma fonte de
informação para essa categoria de turistas, que buscam correr maratonas pelo
mundo afora e depois passear. O casamento entre maratonas e turismo é que dá
vida ao blog, esperamos que essa união seja duradoura.
O upgrade também se reveste em novos ares
em termos de parcerias. Em breve estaremos com mais apoiadores/incentivadores
que estarão divulgando suas marcas em nossas aventuras pelo mundo.
As empresas já
perceberam que investir em atletas amadores comprometidos em divulgar valores
positivos através do esporte, que nem precisam ter tempos expressivos, mas que
estejam bem relacionados no mundo das corridas, principalmente na internet,
através de blogs e redes sociais, pode trazer bons frutos, à medida que
estabelece canais diretos de comunicação entre a empresa e seus potencias
clientes. Como na web não há limitação geográfica ou barreiras, uma boa imagem torna-se
propaganda positiva em escala mundial.
Como temos uma legião
de simpatizantes, pois, temos acessos frequentes de várias cidades do Brasil e
também de outros países, esperamos continuar contando com a presença e
confiança de nossos leitores-maraturistas nessa nova fase.
A Maratona
de Paris é a mais charmosa maratona do mundo. Um privilégio para 50 mil
corredores que conseguiram preencher as vagas disponíveis para a edição de 2014.
A prova que acontecerá no dia 6 de abril terá representantes de mais de cem
países. Somente os estrangeiros, correspondem a 34% do total de inscritos.

Maratona de Paris 2013
Os
brasileiros adoram Paris. É que além de correr, podem durante o percurso fazer tour
cultural pelas ruas da cidade. Uma saudável aula de história. A largada é à
sombra do Arco do Triunfo na fantástica Champs Elysées, passa pela Catedral de Notre Dame, pela Torre Eiffel, no museu do
Louvre, pela Place de la Concorde, Tuileries, Place de la Bastille, Bois
de Vincennes e Bois de Boulogne. É um percurso cultural imperdível.

Próximo da chegada da Maratona de Paris 2013
Outro bom
motivo para correr em Paris é que o número acentuado de corredores não é um
problema, é um símbolo de organização. A largada é feita em baias separadas por
ritmo, o que evita tumultos e permite que o atleta entre no ritmo planejado
logo no início da corrida. Aliás, a organização é um show à
parte. A estrutura é invejável: chip embutido no número do peito; hidratação
e atendimento médico a cada 5 km; postos com água, frutas e gel de carboidrato
e sete estações de distribuição de esponjas. Além disso, 93 postos de
entretenimento ao longo do percurso proporcionam todos os estilos de música, que
dão ritmo à sua corrida. Sem falar na expo feira que é uma das melhores da
Europa, montada nos três dias anteriores à prova.

Grupo de brasileiros (BT Sports) na Maratona de Paris 2013
Sem dúvida, a prova
consegue conciliar corrida e turismo como nenhuma outra no mundo. Uma ótima
opção para quem curte o maraturismo.
Do jeito que
as coisas andam, estamos caminhando para maratonas somente para corredores
velozes. É o que parece com a notícia de que a organização da Maratona de
Chicago vai exigir índice como critério de participação. Chicago entra na lista
junto com Nova York, Berlim e Boston, que adotam critérios parecidos.

Crédito da foto: correrpelomundo.com.br
Já havia o
critério de sorteio de vagas devido à grande procura, agora o atleta terá que conseguir
índice para garantir participação. O problema é que o tempo de qualificação é
bastante exigente para atletas amadores, sub 3h15 para homens e sub 3h45 para
mulheres, obtidos a partir de janeiro de 2012. Parece que a ideia é evitar a
presença dos “pangarés” e fazer maratona só para os “mangalargas”.
Os critérios
para participar da Maratona de Chicago são os seguintes:
1)
Vagas garantidas:
a) correr por
instituições de caridades;
b) através das
agências de viagem;
c) os que completaram
a prova 5 ou mais vezes nos últimos 10 anos;
d) através de
índice;
e)
cadeirantes.
2)
Sorteio de vagas:
a) para a
edição de 2014, a inscrição para o sorteio ocorrerá no período de 05/03 a 07/04.
Os inscritos no sorteio receberão a resposta no dia 14 de abril.
Correr é um vício positivo que só acrescenta coisas saudáveis na sua
vida. Pode substituir as prejudiciais como o tabagismo, o alcoolismo, a gula e
outras dependências. O vício da corrida não é ilegal e dá barato. É que o corpo
libera endorfina, o hormônio da felicidade. É um vício do bem.

Maratona de Estocolmo 2010
Além disso, correr é uma ótima forma de praticar o maraturismo. Você
pode viajar para participar de provas em outras cidades ou países e de quebra
fazer turismo. Conhecer cidades, a cultura local, a arquitetura, a gastronomia
são os ingredientes para manter acesa sua motivação para continuar correndo.


Uma tradição entre os corredores de rua é participar de um jantar de massas, muitas vezes promovido pela própria organização da prova, na noite que precede a competição. A ideia seria fazer uma espécie de supercompensação, prevendo um gasto calórico alto na prova. Porém, se os carboidratos não forem bem selecionados, eles podem ser metabolizados como gordura antes mesmo da largada.
“Essa é uma dúvida muito frequente que recebo no consultório”, revela a nutricionista Jaqueline Bernardini. “Depende de quanto tempo de duração terá a atividade. Se você terá a chance de se alimentar corretamente nas horas que antecedem a prova ou se vai cair da cama para a corrida. São muitos os fatores que influenciam na resposta a essa pergunta.”
A profissional recomenda que o corredor se faça uma série de perguntas? quantos quilômetros de corrida terá essa prova? pelos meus treinos, em quanto tempo pretendo completá-la? De quantos em quantos quilômetros haverá postos de distribuição de água? “As respostas ajudarão a analisar a possível necessidade de suplementar ou não durante a prova.”
Jantar de massa BT Sports na Maratona de Paris 2013
caso o gasto seja difícil de repor com a alimentação nas horas que antecedem a competição, o jantar de massas vale como opção. Mas com ressalvas: “Se as massas forem integrais, com molhos ou recheios com pouca gordura e ainda para complementar conterem carnes magras, sim, esses alimentos ajudarão a encher os estoques de energia para a prova do dia seguinte. Agora, se as massas não forem integrais, provavelmente o tiro sairá pela culatra e você só encherá seus estoques de gordura”, diz Jaqueline.
A preferência pelos alimentos integrais se dá pelo tipo de carboidrato que eles possuem. “Esse processo se explica simplesmente porque os alimentos integrais possuem baixa velocidade de absorção, ou seja, enquanto dormimos nosso organismo irá utilizar a energia do carboidrato que comemos no jantar e poupará a energia estocada (glicogênio muscular), processo que não ocorre com os alimentos refinados (massas com farinha branca).”
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Texto extraído do artigo “Corredor também suplementa”, publicado na revista CORREDORES S/A, ano 12, no. 130, edição jan-fev/2014.
Metas de corrida são
sonhos com data de validade. Termina uma, começa outra. Nada contra correr sem um propósito definido. Mas
acredito que correr com um sonho em mente sela o compromisso de cumprir com seu
objetivo. Em se tratando de corrida, isso quer dizer que treinar torna-se lei.
É bom sair de vez em quando para correr sem se preocupar com ritmo, velocidade
ou performance. É como diz uma amiga: “correr sem compromisso é como passear no
shopping apenas para olhar a vitrine, sem comprar nada”. Entretanto, tenho a
impressão que podemos fazer isso, mas se de repente você bater a vista em algo
que lhe toca até as profundezas do seu bolso, a coisa fica mais excitante. Essa
sensação é que a corrida é imbatível em nos proporcionar.
Agora, não se cumpre
uma meta sem planejamento. Algumas etapas precisam ser cumpridas. Ninguém em sã
consciência vai dos 5 km diretamente para uma maratona. Há uma espécie de
hierarquia entre as provas que precisa ser respeitada. Então, para quem tem
como meta correr uma maratona é recomendado acumular quilometragem, passando pelos
5 km, 10 km, até chegar na meia-maratona. O ideal é correr algumas meias até
sentir-se confiante. Para ser bem sucedido nessa empreitada, a meta tem que ser
algo possível, atingível e até mesmo inteligente. Não se brinca com a saúde. É
preciso ser honesto quanto a sua capacidade, porque é uma linha tênue que
separa o sucesso do fracasso.
Embora, a tarefa seja
árdua, a sensação é indescritível. É óbvio que ter um corpo saudável, em forma,
capaz de fazer coisas inimagináveis já são motivos de orgulho, mas ser
bem-sucedido em algo que só você acreditava que era capaz, deixa sua
auto-estima nas estrelas.
Corredor gosta de
clima ameno, percurso plano, pista sem deformidades, comodidade, local com boa
estrutura de água e isotônico. Certo? Não para um grupo de atletas amadores que
despertou às 4 da manhã deste sábado (22/02).

Concentração do grupo
A jornada começou percorrendo
62 km de carro pela Rodovia BR 156 e mais 11 km floresta à dentro. Não é uma vegetação
nativa, foi implantada por uma empresa multinacional que exporta cavaco para
seis países, mas, nesse momento, isso não importa. O grupo pretende explorá-la
da forma que só os corredores de trilha sabem fazer.

As primeiras subidas do percurso
Antes da largada, um
café da manhã de confraternização. Um pouco antes das oito da manhã, 13 atletas
começaram a aventura. Cada um com sua programação de distância. Ritmo, nem se
falou. Afinal, ninguém poderia supor como seria correr em condições adversas de
clima e percurso.

Trecho de lama do percurso
Logo no início, uma
chuva fina deu às boas-vindas. Em seguida, a lama alertava que ninguém sairia dessa
“sujeira” impune. Uma ajuda necessária para encorajar a todos. Depois, as poças
d’água ajudavam a limpar. Ou seria, sujar mais? As subidas se sucediam e
alternavam com alguns momentos de paz dos trechos planos. Por outro lado, a
mata verde era um cenário atípico para o grupo de corredores urbanos. Era
revigorante e nos dava força para seguir e cumprir o treinamento.

Lama e água na pista
Aos poucos, os
atletas foram chegando à base. Todos com expressão de cansaço, mas com a
sensação de dever cumprido. Ninguém reclamou das adversidades do percurso. Ao
contrário, elogiaram, conforme as palavras do Flavio Cavalcante: “um treino
diferente, desafiante e motivador”.

Emerson e Marco durante o percurso
Essa mesma natureza
que propiciou um treino “duro de terminar”, ajudou na recuperação com o banho
de água fria do Rio Matapi. Nada como um riozinho para quem meteu o pé na lama,
literalmente.
Banho pós-treino
Veja as dicas de Fillipe Biancardi Ribeiro, treinador da assessoria esportiva BH Race, em Belo Horizonte (MG), de como evitar o atrito
“Bolhas causadas pelo atrito são comuns nos corredores. A vaselina é um belo aliado, já que cria uma película protetora quando aplicada. Outra boa opção é a lanolina, menos gordurosa e que não mancha a roupa. Os mamilos podem ainda ser protegidos com um adesivo de micropore. No vestuário, priorize tecidos macios e leves (como 100% poliamida) e que ajudam na absorção do suor. No caso ds mulheres, prefira tops esportivos sem costura ou com a costura rebatida. Meias, só as específicas para corrida.”
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Texto
extraído do artigo “A PROVA DE SUA VIDA”, de Lisa Marshall e Patrícia
Julianelli, publicado na Revista Runner’s World, edição de fevereiro de
2014.

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