Falta um mês para a MARATONA DE PORTO ALEGRE. A prova está marcada para o dia três de junho na capital gaúcha e tem percurso de 42 km. Será a minha quarta maratona e a meta é melhorar a posição do RANKING BRASILEIRO DE MARATONISTAS. Para isso, basta correr num tempo abaixo de 3h41min46s, marca obtida na Maratona de São Paulo, em 2011 (foto abaixo).
Quando fui correr minha primeira maratona estava extremamente empolgado. Era uma maratona internacional (Maratona de Estocolmo) num país belíssimo (Suécia). Então, resolvi registrar o evento levando uma máquina fotográfica, dessas digitais portáteis. Já tinha no cinturão de hidratação cinco sachês de carboidratos, três de sal, tabela de ritmo plastificada, RG e dinheiro para o caso de uma eventualidade.
Foto do Palácio Real retirada durante o percurso da Maratona de Estocolmo
No início da prova até conseguir fazer algumas fotos, entretanto, com o desenrolar dos quilômetros, o simples ato de guardar e retirar a máquina consumia toda a minha energia. Os gramas da máquina pareciam toneladas. Carregá-la pelo percurso, diante de uma altimetria com muitas subidas, era desperdiçar energia, que poderia faltar para concluir a prova.
Ao completar os primeiros 21 km, encontrei os amigos que estavam dando apoio naquela prova (Mara, Sven e Andreas). Imediatamente, retirei a máquina fotográfica e entreguei a eles. E de fato, a corrida ficou bem mais fácil. Era perceptível que o peso que carregava estava influenciando o meu desempenho.
A lição que eu tirei dessa prova é que não se brinca numa maratona. A dica é levar somente o que vai ser usado durante o percurso. Pode parecer insignificante, mas um simples ato repetitivo consome bastante energia e um peso a mais vai tornar o “muro” do km 30 intransponível. Ninguém merece correr uma maratona com a sensação de estar carregando um urso nas costas. Portanto, não vale a pena arriscar. Leve somente o necessário!
O forte calor que atingiu a capital mineira, no domingo (29/04), durante a Meia e a Maratona da Linha Verde “torrou” o desempenho dos atletas. A organização da prova, diante das subidas dos primeiros 21 km da meia, definiu a segunda metade praticamente plana, mesmo assim, o Sol marcou presença e esquentou literalmente o percurso, provocando uma quebra no desempenho dos atletas amadores. Aliás, a elite também sofreu com o clima. Os três primeiros colocados fizeram tempos considerados altos. O vencedor João Marcos da Fonseca fez 2h23min32s, o segundo colocado Alan Bezerra de Oliveira marcou 2h30min59s e o terceiro Ivan Pereira Mendes concluiu em 2h31min30s.
Em depoimento ao quadro “O Que Vi da Vida” do programa “Fantástico” da Rede Globo, neste domingo (29/04), o padre Marcelo Rossirevelou, entre outras coisas, que seu esporte preferido, nos dias de hoje, é a corrida. O religioso que é formado em educação física, afirmou que corre 45 minutos todo dia.
Foi justamente depois de cair de uma esteira em alta velocidade e sofrer uma lesão grave nos ligamento do tornozelo, que o deixou recluso por três meses, acamado e sem andar, que escreveu o livro “Ágape”, que virou best-seller e está entre os mais vendidos no Brasil, com sete milhões de cópias.
Na entrevista, ele contou que era “viciado em musculação, comia 60 claras de ovos por dia e chegou a usar anabolizantes”. Treinava musculação por mais 3 horas por dia. Mudou completamente e entrou para a vida religiosa.
Tenho a impressão que a melhora da lesão, que me permitiu treinar ontem (01/05), deixou-me empolgado demais e cuidadoso de menos. Acostumado com o sob e desce para alternar o piso entre asfalto, calçada e grama, acabei posicionando o pé esquerdo de forma inadequada. Imediatamente, lembrei-me do comercial que está rolando na TV com “Os Cabuçus”, quando um deles reclama: “distroci o carcanhar”. O meu não chegou a tanto, mas doeu pra valer!
Parece que a “bruxa está solta” e caminha na minha direção. Gostaria muito de correr a Maratona de Porto Alegre, entretanto, só a farei se estiver em condições físicas favoráveis. Lesões mal curadas são danadas em aparecer após o km 30 da maratona, quando tudo de ruim, que não estiver funcionando adequadamente, será exteriorizada da pior forma: com muita dor.
Comecei o dia com dificuldade para seguir a marcha normal da caminhada. A região do calcanhar está dolorida. O dia está “gelado” para o calcanhar, apesar do Sol estar firme e forte. E continuará gelado nos próximos dias.
…propicia a melhoria da saúde em geral e traz resultados positivos em todas as áreas da vida, seja pessoal ou profissional. Pesquisas tem demonstrado que correr regularmente reduz o risco de problemas cardíacos, ajuda a combater distúrbios psicológicos como estresse, ansiedade, angústia e preocupação e melhora o desempenho no trabalho.
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou ontem (30/04) a lista dos convocados para a maratona dos Jogos Olímpicos de Londres. No masculino, conforme já havíamos divulgado no blog, os três representantes são: Marilson Gomes dos Santos, Paulo Roberto de Almeida Paula e Franck Caldeira. No feminino, apenas Adriana Aparecida da Silva conseguiu o índice exigido. A convocação foi feita através da Nota Oficial 48/2012.
Veja um breve resumo publicado no site da CBAt sobre os atletas convocados:
•Marilson Gomes dos Santos
“O brasiliense Marilson dos Santos, de 33 anos, compete como o mais forte corredor da modalidade no País. Oitavo colocado na Maratona de Londres deste ano, com 2:08.03, o atleta da BM&FBovespa colocou em foco agora os Jogos Olímpicos de Londres. “A expectativa é que o Marílson possa ter um bom resultado na maratona olímpica”, disse Adauto Domingues, treinador do atleta.
•Paulo Roberto de Almeida Paula
O paulista Paulo Roberto de Almeida Paula, do Cruzeiro, participa de sua primeira maratona olímpica. Aos 33 anos, ele é treinado por Marco Antonio de Oliveira. Paulo Roberto, nascido na cidade de Pacaembu, melhorou duas vezes seu recorde na maratona e chegou a 2:10:23, em Pádova, este mês. “O Paulo está muito bem”, disse a ex-atleta portuguesa Rita Borralho, agente do corredor na Europa.
•Franck Caldeira
O mineiro Franck Caldeira, de 29 anos, vai para a sua segunda maratona olímpica. “O Franck está mais maduro e experiente. Começamos a trabalhar juntos em setembro de 2011, com objetivo, a curto prazo, de conseguir a vaga para Londres. Em Milão, ele marcou seu recorde pessoal (2:12:03), depois de fazer boa preparação”, afirmou Ricardo DAngelo, treinador do atleta, que este ano passou a defender a Orcampi/Pão de Açúcar.
•Adriana Aparecida da Silva
No feminino, Adriana Aparecida da Silva, do Pinheiros/Asiscs, está qualificada para os Jogos 2012. Para o técnico Cláudio Castilho, Adriana, de 30 anos, está muito tranquila e consciente de sua preparação olímpica. Na programação até os Jogos, há dois pedidos de Campings de Treinamento em altitude, um a partir do dia 20 de maio, em Paipa, na Colômbia, e outro na Suíça, depois do Troféu Brasil/Caixa de Atletismo.”
Estou na barca e rumo a um porto alegre. Ou melhor: estou com os pés na estrada e rumo a Maratona de Porto Alegre. Mas poderia resumir dizendo que estou entrando nos trilhos. Na verdade, as expressões querem enfatizar que estou recuperado da lesão e de volta aos treinos.
O “running test” de ontem (30/04) renovou às esperanças e aumentou a motivação em participar de minha quarta maratona. Corri 50 minutos em ritmo lento, média de 6min26s/km, com algumas acelerações e desacelerações, sem nenhum desconforto ou dor. Aliás, o treino de tão confortável pode ser comparado a um passeio.
É bom lembrar, principalmente para quem tem dúvidas sobre sua eficácia, que o tratamento com a acupuntura foi extremamente importante na recuperação da musculatura lesionada. Já venho fazendo uso dessa terapia a um bom tempo, não só tratando como prevenindo lesões.
Tenho boas recordações do GP de Atletismo realizado em Belém. Em 2006, tive a oportunidade de participar da Milha do Economiário e assistir às provas no Mangueirão.
Corri a Milha do Economiário, que é destinada aos funcionários e seus familiares. A prova aconteceu na noite de 19/06/2006 e seu percurso era na Doca de Souza Franco, com largada e chegada em frente ao atual Boulevard Shopping. Naquela oportunidade, corri a distância de 1,6 km (1 milha) no tempo de 5min49s, chegando em quarto lugar.
Não sou veloz em provas curtas. O meu forte é a resistência. Mas essa prova foi fantástica. Consegui uma arrancada espetacular e encostei nos três primeiros colocados. Corremos juntos até ao final e na hora do sprint final faltou-me pernas. Mesmo assim, fiquei extremamente contente com o meu rendimento.
Eu e o Juninho na Milha do Economiário de 2006
Foi a partir desta prova que percebi que estava com um bom condicionamento físico e comecei a minha carreira de maraturista. Quem não gostou muito da minha performance foi o Júnior – meu filho. Ele insistia em dizer que o terceiro colocado chegou “quase morrendo” e depois passou mal. É que fui 3 segundos mais lento que ele e se forçasse um pouco mais, talvez o tivesse vencido. Só entendi o lamento do Juninho na hora da entrega da premiação: o terceiro colocado ganhou uma bicicleta. Ele estava de olho na bike. Pode isso?
O resultado final da Milha do Economiário de 2006, ficou assim: