As corridas de rua
estão cada vez mais populares no Brasil. Apesar disso, o número de praticantes
de maratonas está bem abaixo do padrão americano e europeu. Enquanto a Maratona
de São Paulo, em 2013, teve 2981 corredores completando os 42 km, as mais
famosas do mundo como Chicago, Nova York e Berlim, superam a marca de 36 mil
concluintes. Só Nova York obteve 50 mil inscritos.

Largada da Maratona de Paris 2013

Em nosso favor o que
podemos dizer é que ainda são poucos os praticantes dessa modalidade de corrida.
A preferência nacional é por curtas e médias distâncias, priorizando os 10 km.
Além disso, no mapa das maratonas há uma concentração nas regiões sul/sudeste,
com cerca de vinte, contra apenas duas ou três na região nordeste e nenhuma no
norte. Havendo, portanto, uma demanda reprimida.

Um outro fator é que as
maratonas são recentes no Brasil. A primeira na distância dos 42 km foi a
Maratona Internacional do Rio de Janeiro, realizada em 1979. Enquanto que, a
primeira nos Estados Unidos (EUA) foi a Maratona de Boston, que aconteceu em
1897 e segue ininterrupta até os dias atuais.

Passagem da Maratona de SP pela Ponte Estaiada
O verdadeiro “
marathon boom” ocorre nos EUA. Dados da Running USA, organização sem fins lucrativos que
objetiva o desenvolvimento das corridas no país, somente em 2011, foram
realizadas 720 maratonas, uma média de quase duas
por dia.
No Brasil, a
expectativa é de que sejam realizadas menos
de 30 maratonas
em 2014. Além de serem poucas provas para a distância, elas
estão má distribuídas em nosso espaço geográfico, com hegemonia do eixo
sul/sudeste. Não há também uma distribuição homogênea durante o ano. Nos meses
de janeiro e fevereiro não temos nenhum evento de 42 km programado, enquanto
que em abril, agosto e novembro, concentram-se a maioria das maratonas. Isso
impede que os praticantes da modalidade participem de um número maior de provas.
É certo que o Brasil
engatinha na organização de maratonas, mas a expectativa é que com o aumento do
número de praticamente de corridas de rua, uma boa quantidade se aventure nos
42 km. É que o número de maratonistas no Brasil ainda é pequeno para encher os
olhos dos organizadores. Tanto que as maratonas são realizadas juntas com
outras distâncias opcionais para proporcionar uma quantidade de corredores que
justifique o investimento. Enquanto isso, só nos resta continuar treinando e
praticando o maraturismo.
Seja
alternando com os treinos de corrida ou no mesmo dia, é importante fortalecer
outras partes do corpo, além das pernas.
*Por Luiz Carlos de Moraes
GRUPOS
MUSCULARES QUE DEVEM SER TRABALHADOS
●PEITORAL – É um grupo muscular muito valorizado
esteticamente pelos homens, mas tem importante missão na postura, evitando as
dores no meio das costas e coluna cervical.
●COSTAS –
Respondem pela manutenção da postura quando em sintonia com o peitoral.
●ABDOME –
Importante para a funcionalidade da coluna vertebral, especialmente a lombar,
assim como os órgãos internos. É responsável também pela transmissão de força
do tronco para as pernas.
●BÍCEPS –
Respondem por manter os braços flexionados. Braços fracos cansam numa corrida
longa, contribuindo para a perda de rendimento.
●TRÍCEPS – Ajudam a equilibrar a manutenção dos
braços flexionados, em sintonia com os bíceps.
●QUADRÍCEPS – A frente da coxa responde pelo ataque
inicial do gesto esportivo. Faz grande diferença nas subidas, especialmente as
mais íngremes.
●POSTERIORES DA COXA – Costuma ser um grupo muscular mais
fraco. É muito exigido nas descidas.
●PANTURRILHA – Trabalha em equilíbrio com o tibial
anterior (frente da perna) nas arrancadas, aumento da velocidade e
principalmente a fase do lançamento do corpo para o alto e para frente (voo).
_______________________________________________
*Extraído do
artigo “Musculação só ajuda na corrida”,
publicado na revista Contra-Relógio, n◦ 242, ano 21, edição de novembro de
2013.
Os números da Maratona de São Paulo, edição de 2013, começam
pela mudança de data do primeiro para o segundo semestre. A prova aconteceu no
dia 6 de outubro e teve um discreto aumento no número de concluintes. Foram
2.981 “finishers” contra 2.417 do ano
anterior, ou seja, 564 a mais. Entretanto, a luta continua para quebrar a
barreira dos 3 mil finalizadores. Veja os dados da maratona paulista:
●Foram 2.981
concluintes contra 2.417 do ano anterior, 564 a mais do que em 2012. Destes, 2.685
homens e 296 mulheres;
●Apenas 901 atletas
masculinos concluíram a maratona com tempo sub-4h ou 33,5%;
●Entre as mulheres,
apenas 40 atletas completaram os 42 km ou 13,5% das participantes;
●Na prova de 25 km,
foram 2.147 concluintes, sendo 2.147 homens e 592 mulheres;
●Nos 10 km, 4.255 passaram
pela linha de chegada, com 2.804 homens e 1.451 mulheres;
●Somando os
concluintes das três distâncias, 9.975 mandaram bem e receberam a medalha de
participação.
Maratona de São Paulo 2013

VENCEDORES

Ninguém foi mais
rápido do que o queniano Stanley Koech,
que venceu a prova masculina com o tempo de 2h26min04s. No feminino, quem desbravou as ruas paulistanas e
conseguiu chegar na frente foi a marroquina Samira Raif, assinalando 2h38min21s.
IMPRESSÕES DA PROVA
Minha segunda vez na
Maratona de São Paulo foi bem melhor que a primeira. Corri em 2011 e conclui em
3h41min46s. Dessa vez, melhorei o tempo, finalizando a prova em 3h35min22s, na 391ª
colocação no geral e 77ª na categoria 40-44 anos. Vale ressaltar que apenas 465
atletas concluíram a prova abaixo de 3h40min, ou seja, 21,6% do total
masculino.
Maratona de São Paulo 2013

Em função das duas
participações, faço as seguintes constatações:

●A mudança da largada
da Av. Roberto Marinho, como nos anos anteriores, para o obelisco no Parque do
Ibirapuera tornou os primeiros 21 km mais difíceis, com duas passagens pela
Ponte Estaiada;
●O percurso é difícil,
com muitas subidas e a passagem pelos túneis nos últimos quilômetros tornou a
prova ainda mais penosa;
●O clima ajudou, não
foi tão quente quanto nos anos anteriores;
●A estrutura da prova
foi boa, vários postos de água e isotônico, além da batata cozida perto do
final da maratona;
DICA
Se você pretende
correr uma maratona, mas é marinheiro de primeira viagem, na minha opinião, São
Paulo não deve ser o local ideal para você ancorar e desembarcar para encarar o
desafio. Procure provas com altimetria plana e clima ameno para sentir como o
corpo vai reagir. Depois de adquirir confiança e uma rodagem adequada, você
pode içar velas e navegar pelas ruas da capital paulista. Para 2014, a prova
está definida para o dia 19 de outubro.

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Foto extraída do Facebook de Elizeu Júnior

Eu não tenho dúvidas
de que corredor é um bicho competitivo. À medida que melhora o condicionamento
físico, sai correndo, literalmente, em busca de melhores marcas. Na prática,
ter um desempenho melhor numa prova passa a ser algo até natural, quando há
ganho na condição física do atleta.
No universo dos
atletas amadores, como a corrida é um esporte individual em que o resultado
final depende exclusivamente do seu esforço, é aceitável buscar essa
competição, pelo menos, consigo mesmo. A ideia do desafio pode ser um aspecto
motivador e levar o atleta a manter-se disciplinado para cumprir uma meta de
tempo, por exemplo.
Por outro lado, a
competição com foco em resultados para tornar-se melhor ou qualificar-se na sua
categoria como um diferencial de performance, em geral, pode ter um final
inesperado. É que, às vezes, o corpo não rende o que projetamos e a frustração
vem na forma de decepção. Além disso, os demais corredores também se preparam
para obter o máximo de rendimento e vencê-los nem sempre será possível.
Algumas vezes,
torna-se necessário correr de forma despretensiosa para vislumbrar a prova
sobre outro aspecto. Já experimentei corridas ao lado de meu filho sem a
preocupação com ritmo ou performance, apenas com a intenção de desfrutar de sua
companhia.

Corrida Eu Atleta 2012
Recentemente, na Corrida do MP, incentivei alguns amigos a participarem.
Corremos fantasiados de super-heróis e a diversão foi completa. Nunca havia
recebido tantos pedidos para fotos quanto nessa prova. Foi muito bacana.

Corrida do MP 2013
Em ambas as
situações, passei pela linha de chegada com tempos muito acima do que
normalmente faço. O resultado foi o menos importante. A intenção era completar
o percurso e suar a camisa com alegria. Correr pelo prazer de correr,
divertir-se! Ao contrário de um sentimento negativo, o que prevalece é o
espírito esportivo. E isso, também, é necessário para manter-se renovado e
motivado.
No meu caso
específico, afirmo que sou competitivo. O que posso dizer em minha defesa é que
o adversário não tem cara ou nome, tem endereço. Minha luta, no bom sentido,
para melhorar minhas marcas é baseada no maraturismo. Escolho um país, uma
cidade e de acordo com minhas possibilidades, estabeleço a meta. Não pretendo
ganhar de ninguém, nem na premiação por categoria. Contento-me com o que o
corpo me permite fazer.
Nós que não vivemos
da corrida, temos profissão definida, não precisamos torná-la algo penoso.
Priorizar a disputa com os colegas de treino, hipervalorizando a competição, os
recordes e por consequência, treinar cada vez mais forte, submetendo o corpo à
exaustão, pode ter como resultado o mau humor, a decepção, quando não conseguir
atingir seus objetivos.
Ter a possibilidade
de correr em grupo, fazer novas amizades, fortalecer laços com os atuais ou
simplesmente desfrutar do prazer de correr, pode ser uma boa motivação para
continuar correndo. Se as marcas melhorarem, beleza! Mas não condicionemos a
nossa santa corrida como uma forma de tratar nossos colegas corredores como uma
pessoa a ser “batida”. Sua luta deve ser para encontrar motivação para
continuar correndo. Isso sim é o que importa.
A
neurociência já comprova que correr rejuvenesce e que treinar modifica o
cérebro.
*Por Debora Thomé
BENEFÍCIOS
DA CORRIDA PARA O CÉREBRO
●Mais nutrientes e
comunicação
●Aumento da
comunicação neural e do fluxo sanguíneo
●Melhora no
desempenho de funções cerebrais
●Aumento da produção
da proteína BDNF, no cérebro, que permite regeneração
●Maior produção de
compostos que geram novos neurônios
●Estímulo para
formação de novos vãos sanguíneos
●Mais liberação de
VEGF, que atua na consolidação da memória
CARGA
NECESSÁRIA DE ATIVIDADE FÍSICA
●O ideal é se
exercitar pelo menos três vezes por semana
●A atividade deve
durar entre 20 e 30 minutos, para iniciantes, e um tempo maior para os mais
condicionados
●A intensidade do
exercício para beneficiar o cérebro não deve ultrapassar os 70% da FCMax
COMO
ACONTECE A TRANSFORMAÇÃO
Entenda como você
ganha novos neurônios e deixa os existentes mais espertos, ao correr.
1) A atividade
aeróbica eleva a circulação de sangue no cérebro e a comunicação entre os
neurônios. Assim, eles produzem mais neurotransmissores, como a proteína BDNF
2) A BDNF recupera
neurônios danificados e estimula o crescimento de novos dendritos, as extensões
dos neurônios que fazem a comunicação entre as células do sistema nervoso
3) Dentro do
hipocampo, a BDNF atua sobre as células-tronco armazenadas. Elas se desenvolvem
e se tornam centenas de milhares de novos neurônios, que seguem para outras
áreas do cérebro, melhorando seu funcionamento.
_______________________________________________
*Extraído do
artigo “Bom também pra cuca”, publicado na revista Contra-Relógio, n◦ 242, ano
21, edição de novembro de 2013.
Já sabemos que o tênis é um utensílio extremamente
importante para o corredor. Ninguém tem vida longa nesse esporte sem um bom par
de tênis. Por outro lado, um inconveniente é o cadarço desamarrar durante a
prática do exercício físico e provocar uma queda, no caso de alguém pisar nele.
Entretanto, para eliminar esse transtorno, alguns corredores
optam pelo cadarço elástico. É que ele não desamarra e não laceia. Além disso, expande
e contrai de acordo com o movimento do pé. É, portanto, uma boa opção de acessório
para você não ficar pelo caminho amarrando o tênis, o que pode tomar alguns preciosos segundos do seu tempo de prova.

O cadarço elástico consiste de um elástico resistente de aproximadamente um
metro de comprimento e que se ajusta ao tênis sem apertar, proporcionando
conforto.  O ajuste é controlado pelas ponteiras, sendo que alguns modelos usam duas por tênis.
Outros usam uma ponteira e um fecho para prender as extremidades do elástico,
para que não fiquem aparentes.

Veja algumas vantagens do cadarço elástico:
●É
confortável, anatômico e bem prático;
●Dado sua versatilidade, pode ser usado em
qualquer tipo de calçado;
●Não há restrição de gênero ou idade;
●Não desamarra e nem laceia;
●Pode ser ajustado tanto no comprimento quanto
na pressão, deixando o calçado confortável;
●Permite calçar e descalçar com
facilidade, sem alterar o ajuste do calçado;
●Há varias opções de cores para combinar
com o tênis;
●Pode ser cortado, caso esteja comprido
demais, para adaptar-se ao calçado.
Todo corredor é, por natureza, um colecionador de medalhas. Entretanto, uma em especial faz parte do imaginário dos praticantes de corridas de rua. É a medalha da São Silvestre, sonho de consumo de dez entre dez corredores. Olha a beleza da edição de 2013.
Medalha da edição de 2013 da São Silvestre
Não
tenho o que reclamar de 2013. Foi um ano de muitas realizações no campo
pessoal, profissional e, principalmente, nas corridas.
Primeiro de tudo: foi
um ano sem lesões. Só isso, já é motivo para comemorar. É que em 2012, fui
acometido por uma série de sucessivas contusões que não permitiram correr
maratonas, As poucas provas que participei foram na fase na transição e por
isso, não obtive tempos expressivos. Mas em 2013, foi diferente. Mesmo com dificuldade
para cumprir treinos e sessões de musculação, perceber os limites do corpo
ajudou a fazer exatamente o que ele permitia.

Meia Maratona de São Paulo 2013
Sem lesões, consegui cumprir
o calendário de corridas proposto. Havia planejado duas maratonas, uma em cada
semestre, e duas meias maratonas preparatórias, uma para cada maratona. E assim
foi feito. Na primeira metade do ano, corri a Meia Maratona de São Paulo, em março,
e a fantástica Maratona de Paris, em abril. No segundo semestre, veio a Meia
Maratona do Rio, em agosto, e a Maratona de São Paulo, em outubro. As demais,
foram corridas entre 7 e 10 km. Num total, contabilizamos oito provas.
Maratona de Paris 2013
 Com boas condições físicas
e cumprindo o calendário de corridas, os resultados vieram na forma de tempos expressivos.
Nas meias maratonas, os tempos ficaram abaixo de 1h40min e nas maratonas,
consegui manter um tempo médio entre 3h31min e 3h35min, o que não é nada mal
para um atleta amador. Além disso, fiz o meu melhor 10 km, na Corrida do Círio,
em outubro, em Belém-PA, com o tempo de 42min40s.
Meia Maratona do Rio 2013

Além disso, consegui
dois pódios em corridas curtas que não são minha especialidade. O primeiro foi
na Corrida da FAMA, em setembro. A prova tinha um percurso de 4 km e consegui
chegar em terceiro lugar na classificação geral. O outro foi um terceiro lugar
na categoria por faixa etária (40-49 anos), nos 8 km da Corrida Porta do Sol.
Corrida do Círio 2013
Portanto,
foi um ano extremamente produtivo e recheado de bons resultados. Pratiquei o
maraturismo como nunca, com viagens inesquecíveis. Conheci outros países e
ainda por cima, estabeleci marcas expressivas nas principais provas. Espero que
possa, em 2014, pelo menos repetir os feitos, ou simplesmente participar dos
eventos programados. É que quando se corre pelo prazer de correr, o resultado
vem na forma de satisfação e de dever cumprido.
Os
quenianos comandaram o pelotão que liderou a prova por todo o percurso e dominaram
o pódio masculino da São Silvestre.
Os quenianos
finalizaram o ano com festa na Avenida Paulista, em São Paulo. Eles dominaram o
pódio da São Silvestre, nesta terça (31/12). Além do bicampeão da prova
(2012/2013), Edwin Kipsang, o grupo conseguiu o segundo e terceiro lugares, com
respectivamente, Mark Korir e Stanley Koech.
Edwin Kipsang vencedor da SS 2013
 Os quenianos fizeram
um trabalho de equipe durante todo o percurso. Revezaram-se na liderança estabelecendo
um ritmo que pouco a pouco foi deixando os adversários para trás. A ajuda mútua
não ficou por aí, compartilharam água e dialogaram quanto ao pace ideal. Em
entrevista ao Globoesporte.com, admitiram a “troca de favores”.
O único brasileiro
que manteve-se no pelotão principal e ameaçava os africanos foi Giovani do
Santos. Ele acompanhou os quenianos nos quilômetros iniciais e ficou próximo
nos finais, porém, não foi suficiente para ameaça-los. Giovani foi o melhor
brasileiro na corrida ficando na quarta colocação e repetindo o resultado do
ano anterior.
FEMININO
Na prova feminina,
Nancy Kipron consolidou a supremacia queniana na São Silvestre de 2013. A
partir da segunda metade, ela tomou a dianteira e resistiu a tentativa de
aproximação da etíope Kebede Gudeta. Nancy venceu a prova pela primeira vez. A
melhor brasileira foi Sueli Silva que chegou em sexto lugar.
Nancy Kipron vencedora no feminino
RESULTADO
O pódio ficou da
seguinte forma:
MASCULINO
1) Edwin
Kipsang – QUE – 43m48s
2) Mark Korir
– QUE – 44m09s
3) Stanlei
Koech – QUE – 44m29s
4) Giovani dos Santos – BRA –
44m50s
5) Abderrhime
Elasri – MAR – 45m28s
FEMININO
1)Nancy Kipron
– QUE – 51m58s
2) Kebede
Gudeta – ETI – 52m06s
3) Jackline
Juma Sakilu – 52m29s
4) Sara Makera
– TZA – 52m40s
5) Delvine
Meringor – QUE – 52m46s
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Crédito das fotos: Marcos Ribolli

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