Os números do peito das minhas três maratonas: Estocolmo, São Paulo e Buenos Aires. Sinta o drama da qualidade, criatividade e design do material!
MARATONA DE ESTOCOLMO 2010: 4h12min55s
  MARATONA DE SÃO PAULO 2011: 3h41min46s
MARATONA DE BUENOS AIRES 2011: 3h25min31s
Amanheci com aquela dúvida cruel quando uma lesão já não irradia dor: treinar ou não treinar. Como falta um pouco mais de um mês para a Maratona de Porto Alegre essa dúvida se intensifica ainda mais. É uma sensação terrível. Mas o bom senso recomenda não ousar correr. E o que fazer, então?
Com a experiência de uma lesão anterior na musculatura posterior da coxa, só que na perna oposta, o melhor realmente é retornar aos treinos só depois de recuperar e fortalecer o músculo lesionado. Entretanto, há atividades alternativas que evitam ficar totalmente parado e ajudam na manutenção de um condicionamento físico mínimo, para que o atleta não tenha que começar do zero, principalmente, pela proximidade da prova. A natação, o deep running e o remo são as mais recomendadas.
Pela manhã, estive na academia e de fato, pude constatar que a dor súbita desapareceu. Por recomendação do professor não fiz os exercícios habituais, mas iniciei alguns para o fortalecimento da região. Além disso, realizei atividade sem carga na bike, sem desconforto ou dor.

Enquanto isso, nada de corrida. Vou continuar com a acupuntura com eletroestimulação, que tem se mostrado eficiente no tratamento desse tipo de lesão muscular. A expectativa de retorno fica marcada para a próxima semana, se tudo der certo.

O brasileiro Marilson Gomes dos Santos foi o único não africano a chegar entre os dez primeiros colocados na Maratona de Londres, neste domingo (22/04). Marilson chegou em oitavo lugar com o tempo de 2h08min03s. Com esse resultado, ratificou sua vaga na maratona olímpica. Outro brasileiro que participou da prova foi o campeão pan-americano Solonei Rocha, que não conseguiu índice para as Olímpiadas e concluiu a maratona na décima-oitava posição, com o tempo de 2h14min57s.

 

O queniano Wilson Kipsang venceu a maratona com 2h04min44s, seguido de outro queniano Martin Lel, que fez 2h06min51s e do etíope Tsegaye Kebede, com 2h06min52s.

No feminino a prova foi dominada pelo Quênia, fazendo um pódio triplo. A campeã foi Mary Keitany, com o tempo de 2h18min37s, seguida por Edna Kiplagat, com 2h19min50s e Priscah Jeptoo, com 2h20min14s.

Veja os resultados:

Masculino
1º – Wilson Kipsang (QUE) – 2h04min44
2º – Martin Lel (QUE) – 2h06min51
3º – Tsegaye Kebede (ETI) – 2h06min52
4º – Adil Annani (MAR) – 2h07min43
5º – Jaouad Gharib (MAR) – 2h07min44
8º – Marílson Gomes (BRA) – 2h08min03
18º – Solonei Rocha (BRA) – 2h14min57
Feminino
1ª – Mary Keitany (QUE) – 2h18min37
2ª – Edna Kiplagat (QUE) – 2h19min50
3ª – Priscah Jeptoo (QUE) – 2h20min14
4ª – Florence Kiplagat (QUE) – 2h20min57
5ª – Lucy Kabuu (QUE) – 2h23min12
“Ninguém deveria dizer: ‘você não pode correr mais rápido do que tal tempo, ou não pode saltar mais alto do que tal altura…’. O espírito humano é indomável.”
(Roger Bannister – corredor britânico, primeiro homem a correr 1 milha abaixo de 4 minutos)
Não passava pela minha cabeça que isso pudesse acontecer, mas a musculatura deu sinais de estresse. Apesar de estar em dias com as atividades programadas de treinos, musculação e descanso, no treino de ontem senti fortes dores na panturrilha direita e parte posterior da coxa.
Estava concluindo o último tiro e o “bip” do Garmin já anunciava o seu final quando senti aquela “pontada” na panturrilha direita. Imediatamente reduzi a velocidade e a dor instalou-se na parte posterior da coxa. Prossegui caminhando já em direção de casa. A dor incomodava a ponto de não permitir a marcha normal. Estava parecido com um cavalo manco, com todo o respeito aos cavalos.
Quando uma lesão é iminente, isso mexe com a cabeça da gente. Devido ao planejamento que correr uma maratona requer, em geral, um pingo d’água vira uma tempestade e um gelo, um iceberg. Mas confesso que dessa vez não fiquei tão desapontado. Até porque, depois do atendimento médico, anti-inflamatório, gelo e acupuntura, a dor deu uma trégua. Talvez, nem tenha sido tão grave quanto pensei. O certo é que amanhã não farei o longão tradicional e durante a próxima semana, é provável que não treine. Durante esses dias vou estar tratando da lesão.
De qualquer forma, minha participação na Maratona de Porto Alegre está mantida. Se não der para correr, certamente, vou estar lá com minha inseparável e moderna máquina fotográfica. Já estou com quase tudo preparado, passagens compradas e inscrição feita. Portanto, a lesão pode até me tirar da maratona, mas do turismo não!
Apesar do acontecido, conclui o treinamento percorrendo 10,87 km em 1h02min30s, correndo num ritmo médio de 4min32s/km, velocidade média de 12,8 km/h e máxima 15,3 km/h e gastando 790 calorias.

Bons treinos!

A BOA NOTÍCIA Estudo desenvolvido pelo Dana-Farber Cancer Institute e Escola de Medicina de Havard, nos EUA, e publicado na revista Nature, sugere que é possível alterar a gordura corporal sem atividade física. Os pesquisadores extraíram o hormônio irisina, que é produzido pelas células musculares durante a caminhada, corrida ou pedalada, por exemplo, e aplicaram em ratos. A substância agiu como se eles tivessem praticado exercício físico. O mecanismo de funcionamento, segundo o estudo, fundamenta-se na conversão de gordura branca (aquele que é estocada principalmente no abdômen) em gordura marrom (usada para aquecer o corpo). Nesse processo haveria um gasto de energia elevado, resultando em perda de peso e numa silhueta mais bem definida.
A MÁ NOTÍCIA Se esse mecanismo funcionar em humanos, em breve pode ser produzido um novo remédio para emagrecer. Entretanto, ele não poderá substituir completamente os benefícios da atividade física. É que ele não fortalece os músculos. Portanto, para ter uma musculatura firme e bem definida, o camarada vai ter que “comer ferro”, como se diz na gíria das academias.
Doce veneno – Cientistas americanos sugerem que o açúcar seja proibido para menores e taxado do mesmo modo que o álcool, por causa de seus efeitos à saúde.
Gordura dói – Um estudo conduzido por pesquisadores americanos provou  que, quanto mais gorda uma pessoa for, maior será sua chance  de sentir  dor em seu dia a dia.
*Extraído da revista Galileu, edição de março de 2012.
Alguns podem dizer que é apenas um pedaço de metal. Outros, que é uma simples medalha. Mas para quem correu os 42 km de uma maratona, ela é muito mais do que isso. Representa disciplina, paixão, dedicação, determinação, superação, planejamento, empenho, preparo físico e acima de tudo, muita saúde. No seu círculo de amizade, quantas pessoas tem um ‘pedaço de metal’ recebido numa maratona? Pois é, pouquíssimos tem!
As minhas guardo com carinho. Cada uma tem sua história de conquista, de dever cumprido, mas também de ‘dor’ e ‘sofrimento’. Entretanto, ocorreram em circunstâncias que mudaram minha vida. Quando relembro desses momentos, o que vem à cabeça não é a intensidade do sofrimento, mas minha capacidade em suportá-la. É um fato que eu mudei minha vida pela corrida. Ela melhorou a saúde e trouxe bem-estar físico e mental. Elevou a autoestima e revigorou o humor. Proporcionou um excelente condicionamento físico para cumprir as tarefas diárias com mais disposição, ânimo e prazer.
A agenda da terça estava simplesmente lotada. Diria até tumultuada. Tinha plantão, levar e buscar o filho na escola pela manhã e a tarde, pegar a Ana Clara na escola no final da tarde, enfim. Para treinar tinha duas opções: ou acordava cedo ou a noite.
Particularmente não gosto de treinar a noite. A impressão é que meu organismo demora um pouco para recuperar-se do esforço e não consigo relaxar para uma boa noite de sono. Como a programação previa treino de ‘tiro’, que exige um pouco mais do corpo, teria dificuldade de assimilar a carga da atividade e absorver o treinamento de forma adequada. A melhor saída era acordar cedo e começar o dia antes de tudo e de todos. E assim foi feito.
A atividade programada era de um ‘tiro’ de dez minutos seguido de dois minutos de trote e mais cinco ‘tiros’ de três minutos com intervalo de um minuto e meio. Corri bem, sem cansaço excessivo e cumprindo o treino em uma hora. Foram percorridos 10,12 km. Os ‘tiros’ foram realizados num ritmo médio de 4min36s/km, velocidade média de 12,8 km/h e máxima atingida de 14,2 km/h. No total, foram gastas 730 calorias.
O treino de terça foi uma demonstração de que diante de um dia tumultuado, como geralmente é nosso dia-a-dia, com as poucas opções que se apresentam, é possível encontrar uma que permita alguns minutos para cuidar da sua saúde. Depende muito mais de sua disposição do que qualquer outra coisa.
…é uma forma barata de manter o corpo ativo. Não há necessidade de grandes investimentos. Além disso, é um ato natural que não exige maiores habilidades porque fomos feitos para correr.

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