Costuma-se dizer que a corrida é o mais democrático dos esportes. Basta calçar um par de tênis, vestir short e camiseta e disposição para ir as ruas, praças e parques para praticá-la. É por isso que é um dos esportes que mais cresce no Brasil e movimenta milhões de reais por ano.
Há, porém, uma meia-verdade nisso. Correr, pura e simplesmente, tênis, short e camiseta, de fato, resolvem. Entretanto, a prática regular da corrida, seja como atividade esportiva de atleta amador ou de lazer, exigirá um pouco mais do seu bolso.
Um tênis de corrida adequado como o seu tipo de pisada, de marcas mais populares, custa em média R$ 250. Se optar pelos top de linha vai pagar o dobro daqueles. A indústria de calçados de corrida cresceu tanto que é comum em revistas especializadas, a divulgação de guias com as novas tecnologias incorporadas na sua produção.
A indumentária de corrida inclui também shorts, camisetas e bonés. Seguindo o mesmo caminho evolutivo da indústria de calçados, os fabricantes passaram a utilizar tecidos tecnológicos que, além de ajudar na transpiração do corpo, evitam a fricção com a pele que podem provocar irritação e assaduras. Em média custa cerca de R$ 60, cada peça.
Além disso, se você se enveredar pelos caminhos das corridas terá que pagar a inscrição nas provas, cerca de R$ 80. E, se optar por correr fora de sua cidade terá que incluir no orçamento despesas com passagens, hospedagem, alimentação e transporte. Portanto, vai ter que gastar um pouco mais.
O segredo é planejamento. Ao montar o calendário anual de corridas, faça uma poupança mensal com uma parte dos seus proventos. É necessário fazer também, um orçamento para cada evento, incluindo, inscrição, passagens, hospedagem, alimentação, transporte e possíveis gastos com um tênis, camiseta, enfim. Mas tudo deve estar devidamente programado. Assim como na corrida, se você sai gastando todo seu fôlego logo no início, provavelmente, vá ficar sem gás no final. É preciso ter boa performance com o dinheiro também.
Embora a sugestão fosse doar R$ 1,00 por quilômetro percorrido, os atletas doaram em média R$ 1,24 por quilômetro.
A ação de caráter social foi idealizada por Cíntia Esteves (@Cintia_Esteves), de São Paulo, e Patrícia Gomes (@patgomes1), de Belo Horizonte.
Os corredores-doadores estão espalhados por 12 estados, além de um brasileiro que mora nos Estados Unidos.
Para ver os detalhes, acesse a página do TwittersRunDay Solidário.
Imagine o tamanho da frustração, depois de tudo que foi feito, se as coisas não ocorrerem da forma que você planejou e tiver que desistir no meio da prova?
Quando corri a Maratona de Estocolmo 2010, que foi realizada no dia 6 de junho, na Suécia, no início da prova tudo ocorreu dentro do planejado. A partir do km 25, câimbras apareceram nas panturrilhas e me atormentaram nos quilômetros finais. A opção era desistir ou se “arrastar” até a chegada. Optei por continuar correndo e quando avistei o estádio olímpico, uma sensação de alívio tomou conta do meu corpo. Busquei forças nos incentivos e continuei mesmo com as dores intensas e completei a prova.
Parece loucura o que fiz, mas parar, depois de se preparar com tanto afinco para estrear bem na maratona, é muito difícil. E esse é um sentimento compartilhado por todos aqueles que já passaram por tal situação. Sejam atletas amadores ou de elite. “Quebrar” no meio da prova, mesmo sabendo que naquele momento a decisão mais sensata é desistir, não é nada fácil.
Quando isso ocorre, o psicológico fica afetado e a sensação de frustração e fracasso vem à tona toda vez que tem que explicar o que aconteceu. Daí, o pensamento de que ficou devendo algo a si próprio e para aqueles que acompanham sua carreira, principalmente, familiares.
Mesmo diante da dificuldade de parar, depois de meses de preparação específica, a melhor coisa a se fazer é desistir para não agravar uma lesão, que pode deixá-lo mais tempo parado. Deve-se levar em conta, que desistir não é o fim do mundo! No universo das corridas há sempre uma prova após outra e reprogramar a meta para a próxima, pode servir de motivação para atingir aquele objetivo. Portanto, faça de suas corridas algo prazeroso, com metas alcançáveis, sem traumas e que lhe traga saúde e bem-estar.
O blog não existiria sem ele. Sabem por que? Ele é o autor do autor do blog. Entenderam? Com sua contribuição genética, a cegonha seguiu para a Serra do Navio, intercalando vôos, caminhadas e uma carona no trem da ICOMI, chegando pontualmente às seis da manhã.
Depois, ele foi um dos responsáveis por sua formação intelectual, sendo, entre outras coisas, o caixa forte nos três anos do ensino médio em Belém e nos quatro, no Rio de Janeiro, durante o curso acadêmico. Contribuiu, portanto, na bagagem cultural e nos valores adquiridos por esse maraturista, que são compartilhados através dos posts do blog.
Alguns anos mais tarde, a inesperada doença…
Quando todos os recursos da medicina já haviam esgotados, veio a fé, a crença em Deus e a promessa: pedi a Deus e a Nossa Senhora de Nazaré pela saúde de meu pai e me propus a correr para alcançar essa graça. Desde 2005, fiz da limitação do meu corpo ao esforço físico o combustível que alimentava a minha esperança em dias melhores. Essa era a minha motivação para correr e, ainda hoje, continuar correndo. Então, “ele é o cara…” responsável pela minha mania de correr.
Nasceu no interior do Pará, ilha do Salvadorzinho. Veio com a família ainda criança para Macapá. Aqui, casou-se com Laura Pacheco Ferreira, com quem teve sete filhos: Mauro, Paulo, Carmem, Marco, Cristina, Ana Laura e Ana Lúcia; netos e bisnetos.
Estudou no antigo Colégio Comercial do Amapá (CCA), hoje Escola Gabriel de Almeida Café, onde conclui o curso de Técnico em Contabilidade. Foi militar do Exército, da Guarda Territorial e Agente da Polícia Civil do Amapá, onde fez carreira. Exerceu suas atividades em vários municípios do Amapá, mas com destaque em Macapá e Oiapoque, exercendo vários cargos de confiança e nesse último, como Delegado de Polícia nomeado, até o final de sua carreira.
Lutou bravamente durante mais dez anos contra um câncer de pele raro, passando por tratamento em Belém-PA, Campinas-SP, Barretos-SP e Franca-SP. Em Franca, fixou residência e viveu seus últimos anos de vida, construindo laços de amizade e companheirismo.
Para nós da família, fica a saudade; as lembranças de suas características marcantes e dos anos de convívio. O agradecimento por ter sido incansável na formação dos filhos (todos os filhos estão formados e encaminhados na vida) e o orgulho de tê-lo como pai.