A matemática ajuda a prever o seu tempo para completar determinada prova.
Existem expressões matemáticas para você prever o seu rendimento numa prova. O termo utilizado é “predição de rendimento” ou simplesmente “previsão do resultado”. Por meio dessa matemática simples é possível fazer uma previsão do tempo provável que o corredor irá completar determinada distância e estabelecer seu pace ideal, de acordo com a distância da corrida.
A vantagem dessa ferramenta é possibilitar uma estratégia de corrida que permita manter um ritmo competitivo e dentro das reais condições físicas do atleta, para que possa estabelecer metas possíveis de serem atingidas.  
Os especialistas sugerem que o teste, para a utilização dessa metodologia, seja realizado entre 7-14 dias para as distâncias de 5 a 10km e entre 14-21 dias para e meia e a maratona. A idéia é que o atleta possa realizar o teste num treino ou prova e aplicar o ritmo pretendido para a prova-alvo, para poder avaliar as suas reais condições para a corrida.
Veja algumas das principais metodologias utilizadas por treinadores e atletas, para previsão do resultado:
1) Fórmula de Peter Riegel: indicada para distâncias genéricas.
T2=T1(D2/D1)1,06
Onde T2=tempo previsto (min); T1=tempo base (min); D2=distância prevista (km); D1=distância base (km).
2) Fórmula de Peter Coe e David Martin: utilizada para previsão nos 5 e 10km.
5km: TP=T1500/0,27
10km: TP=T3000/0,28
Onde TP=tempo previsto (min); T1500=tempo nos 1500m (min); T3000=tempo nos 3000m (min)
3) Fórmula de Dave Martin: utilizada para previsão na maratona.
TM=4,76.Y
Onde: TM=tempo previsto para a maratona (min); 4,76=constante para quem corre 10km acima de 33min; Y=melhor tempo recente nos 10km.
Em outro post, vou aplicar as fórmulas e comparar os resultados com os tempos obtidos em 2010, levando em conta o meu melhor tempo nos 1okm, nesse mesmo ano.
A foto abaixo foi tirada na segunda edição da Corrida do Círio, em Belém, no ano de 1986. A prova era realizada a noite. Na época tinha 16 anos, muita disposição e quase zero de gordura. O parceiro da foto é Márcio Ubiraci, grande amigo da época de estudante secundarista na capital paraense. Seu nome era quase impronunciável na sala de aula. Descobriram que ele tinha uma irmã muito bonita e todos só o chamavam carinhosamente de “meu cunhado”. Apelido que perdura até hoje.
Corrida do Círio 1986
Reencontrei o “meu cunhado” em 2009, na vigésima sexta edição da Corrida do Círio, 23 anos depois. Continua correndo e seguindo a vida de atleta amador, intercalando entre um treino e outro, uns goles de cerveja. Permanece gente boa e extremamente agradável.
Corrida do Círio 2009
Quem realiza sua caminhada ou corrida na orla de Macapá, pelo Parque do Forte ou Complexo do Araxá, no final da tarde, tem encontrado o rio Amazonas em fúria. A força da água é tanta que ao bater no muro de contencão espalha água para todos os lados e o banho é inevitável. Para quem corre é refrescante e ajuda a conter o cansaço, mas para aqueles que passeiam, o jeito é fugir da água.
 Orla do Araxá
Técnicas que ajudam na recuperação muscular pós-atividade física
Após treinos intensos, dores e desconforto muscular são comuns na rotina do corredor. Entretanto, existem técnicas que amenizam o desconforto e contribuem para a recuperação muscular. As mais utilizadas pelos corredores são:
1) Massagem: ajuda no relaxamento e contribuem no processo de vasodilatação dos músculos, permitindo que novos nutrientes penetrem no músculo. É indicado nas pernas, coxas, na lombar e glúteos.
2) Acupuntura: segundo especialistas promove “o equilíbrio físico e emocional, a prevenção e a recuperação de lesões e de dores musculares e a melhora da flexibilidade.


3) Banho de água fria ou quente: também chamada de hidroterapia. Técnica baseada no uso do gelo, água gelada ou quente, ou mesmo, intercalando frio e quente. Utilizada de forma local ou na imersão dos membros inferiores na água gelada ou quente. Ajuda na diminuição do processo inflamatório causado pela atividade física.
4) Vestes de compressão: embora, ainda, pouco utilizadas, segundo os fabricantes favorecem a retirada de metábólitos (substâncias metabolizadas pelo organismo) e facilitam o retorno venoso. As meias de compressão são as mais populares entre os corredores.
5) Suplementos alimentares: A ingestão de carboidratos e proteínas, na proporção de 4/1 g, ajuda na recuperação dos tecidos danificados. Uma pesquisa recente que comparou água, bebidas esportivas e leite achocolatado, concluiu que o último é mais eficaz que os demais na recuperação muscular.
6) Recuperação ativa: consiste na realização de atividades leves e de curta duração (abaixo de 1h) como caminhada, musculação, natação, bike ou corrida leve. Ajuda na remoção do lactato sanguíneo.
Estudos recentes mostram que dieta sem atividade física pode provocar aumento da gordura corporal.

Pesquisadores tem estudado o emagrecimento relacionado com atividade física e a reeducação alimentar. Num grupo de indivíduos submetidos a restrição alimentar sem se exercitarem, observou-se o aumento da gordura corporal, quando esperava-se o contrário. A explicação deve-se a perda de massa magra e a diminuição do gasto energético diário, em função da restrição calórica. Com a redução calórica o organismo passou a gastar menos energia, para igualar com o que estava sendo consumido, levando ao ganho de gordura corporal com a alimentação. Isso demonstra que processos de emagrecimento apenas com dieta não são tão eficientes como se imaginava.

Dessa forma, os pesquisadores tem sido contundentes em afirmar que a forma mais eficiente de perder gordura corporal é aliando exercícios físicos com a reeducação alimentar.
Assim como na corrida, se você sai gastando todo seu fôlego logo no início vai ficar sem gás no final. É preciso ter boa performance com o dinheiro também.

Costuma-se dizer que a corrida é o mais democrático dos esportes. Basta calçar um par de tênis, vestir short e camiseta e disposição para ir as ruas, praças e parques para praticá-la. É por isso que é um dos esportes que mais cresce no Brasil e movimenta milhões de reais por ano.

Há, porém, uma meia-verdade nisso. Correr, pura e simplesmente, tênis, short e camiseta, de fato, resolvem. Entretanto, a prática regular da corrida, seja como atividade esportiva de atleta amador ou de lazer, exigirá um pouco mais do seu bolso.

Um tênis de corrida adequado como o seu tipo de pisada, de marcas mais populares, custa em média R$ 250. Se optar pelos top de linha vai pagar o dobro daqueles. A indústria de calçados de corrida cresceu tanto que é comum em revistas especializadas, a divulgação de guias com as novas tecnologias incorporadas na sua produção.

A indumentária de corrida inclui também shorts, camisetas e bonés. Seguindo o mesmo caminho evolutivo da indústria de calçados, os fabricantes passaram a utilizar tecidos tecnológicos que, além de ajudar na transpiração do corpo, evitam a fricção com a pele que podem provocar irritação e assaduras. Em média custa cerca de R$ 60, cada peça.

Além disso, se você se enveredar pelos caminhos das corridas terá que pagar a inscrição nas provas, cerca de R$ 80. E, se optar por correr fora de sua cidade terá que incluir no orçamento despesas com passagens, hospedagem, alimentação e transporte. Portanto, vai ter que gastar um pouco mais.

O segredo é planejamento. Ao montar o calendário anual de corridas, faça uma poupança mensal com uma parte dos seus proventos. É necessário fazer também, um orçamento para cada evento, incluindo, inscrição, passagens, hospedagem, alimentação, transporte e possíveis gastos com um tênis, camiseta, enfim. Mas tudo deve estar devidamente programado. Assim como na corrida, se você sai gastando todo seu fôlego logo no início, provavelmente, vá ficar sem gás no final. É preciso ter boa performance com o dinheiro também.

TwittersRun levantam R$ 1.788 em doações para vítimas das chuvas no RJ
Os TwittersRun se mobilizaram entre os dias 15 e 18 de janeiro para ajudar as vítimas dos estragos causados pela chuva na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Foram 76 participantes no TwittersRunDay Solidário (#TWRDSolidario). No total, foram percorridos 1.437,5 km e doados R$ 1.788 a entidades empenhadas em ajudar as vítimas nas cidades mais afetadas, como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. A entidade que mais recebeu doações foi a Cruz Vermelha do Rio de Janeiro.

Embora a sugestão fosse doar R$ 1,00 por quilômetro percorrido, os atletas doaram em média R$ 1,24 por quilômetro.

A ação de caráter social foi idealizada por Cíntia Esteves (@Cintia_Esteves), de São Paulo, e Patrícia Gomes (@patgomes1), de Belo Horizonte.

Os corredores-doadores estão espalhados por 12 estados, além de um brasileiro que mora nos Estados Unidos.

Para ver os detalhes, acesse a página do TwittersRunDay Solidário.

Extraído do sítio http://www.twittersrun.com.br/
Você passa meses se preparando para uma prova e no grande dia, tudo parece dar errado e parar é a única opção. O que fazer com tamanha frustração?
 
Passei um ano me preparando para participar da primeira maratona do meu currículo. Fiz matrícula numa assessoria esportiva e segui uma planilha de treinamento. Fui em consulta médica com cardiologista, depois de intermináveis exames laboratoriais. Ingressei num plano alimentar rigoroso preparado por minha nutricionista. E ainda, o planejamento da viagem, que seria em outro país. Tudo foi cuidadosamente e criteriosamente planejado.

Imagine o tamanho da frustração, depois de tudo que foi feito, se as coisas não ocorrerem da forma que você planejou e tiver que desistir no meio da prova?

Quando corri a Maratona de Estocolmo 2010, que foi realizada no dia 6 de junho, na Suécia, no início da prova tudo ocorreu dentro do planejado. A partir do km 25, câimbras apareceram nas panturrilhas e me atormentaram nos quilômetros finais. A opção era desistir ou se “arrastar” até a chegada. Optei por continuar correndo e quando avistei o estádio olímpico, uma sensação de alívio tomou conta do meu corpo. Busquei forças nos incentivos e continuei mesmo com as dores intensas e completei a prova.

Parece loucura o que fiz, mas parar, depois de se preparar com tanto afinco para estrear bem na maratona, é muito difícil. E esse é um sentimento compartilhado por todos aqueles que já passaram por tal situação. Sejam atletas amadores ou de elite. “Quebrar” no meio da prova, mesmo sabendo que naquele momento a decisão mais sensata é desistir, não é nada fácil.

Quando isso ocorre, o psicológico fica afetado e a sensação de frustração e fracasso vem à tona toda vez que tem que explicar o que aconteceu. Daí, o pensamento de que ficou devendo algo a si próprio e para aqueles que acompanham sua carreira, principalmente, familiares.

Mesmo diante da dificuldade de parar, depois de meses de preparação específica, a melhor coisa a se fazer é desistir para não agravar uma lesão, que pode deixá-lo mais tempo parado. Deve-se levar em conta, que desistir não é o fim do mundo! No universo das corridas há sempre uma prova após outra e reprogramar a meta para a próxima, pode servir de motivação para atingir aquele objetivo. Portanto, faça de suas corridas algo prazeroso, com metas alcançáveis, sem traumas e que lhe traga saúde e bem-estar.

Neste dia de reverências ao nosso querido Ferreirinha, o blog presta sua singela homenagem.

O blog não existiria sem ele. Sabem por que? Ele é o autor do autor do blog. Entenderam? Com sua contribuição genética, a cegonha seguiu para a Serra do Navio, intercalando vôos, caminhadas e uma carona no trem da ICOMI, chegando pontualmente às seis da manhã.

Depois, ele foi um dos responsáveis por sua formação intelectual, sendo, entre outras coisas, o caixa forte nos três anos do ensino médio em Belém e nos quatro, no Rio de Janeiro, durante o curso acadêmico. Contribuiu, portanto, na bagagem cultural e nos valores adquiridos por esse maraturista, que são compartilhados através dos posts do blog.

Alguns anos mais tarde, a inesperada doença…

Quando todos os recursos da medicina já haviam esgotados, veio a fé, a crença em Deus e a promessa: pedi a Deus e a Nossa Senhora de Nazaré pela saúde de meu pai e me propus a correr para alcançar essa graça. Desde 2005, fiz da limitação do meu corpo ao esforço físico o combustível que alimentava a minha esperança em dias melhores. Essa era a minha motivação para correr e, ainda hoje, continuar correndo. Então, “ele é o cara…” responsável pela minha mania de correr.

Hoje faz dois anos que meu pai partiu para sua viagem eterna. Antonio de Melo Ferreira, era seu nome de registro; Ferreira, como era conhecido pelos amigos e colegas de trabalho da Polícia Civil do Amapá; Ferreirinha, como eu carinhosamente o tratava e PAI, a forma de honrarmos e respeitarmos seu nome.

Nasceu no interior do Pará, ilha do Salvadorzinho. Veio com a família ainda criança para Macapá. Aqui, casou-se com Laura Pacheco Ferreira, com quem teve sete filhos: Mauro, Paulo, Carmem, Marco, Cristina, Ana Laura e Ana Lúcia; netos e bisnetos.

Estudou no antigo Colégio Comercial do Amapá (CCA), hoje Escola Gabriel de Almeida Café, onde conclui o curso de Técnico em Contabilidade. Foi militar do Exército, da Guarda Territorial e Agente da Polícia Civil do Amapá, onde fez carreira. Exerceu suas atividades em vários municípios do Amapá, mas com destaque em Macapá e Oiapoque, exercendo vários cargos de confiança e nesse último, como Delegado de Polícia nomeado, até o final de sua carreira.

Lutou bravamente durante mais dez anos contra um câncer de pele raro, passando por tratamento em Belém-PA, Campinas-SP, Barretos-SP e Franca-SP. Em Franca, fixou residência e viveu seus últimos anos de vida, construindo laços de amizade e companheirismo.

Para nós da família, fica a saudade; as lembranças de suas características marcantes e dos anos de convívio. O agradecimento por ter sido incansável na formação dos filhos (todos os filhos estão formados e encaminhados na vida) e o orgulho de tê-lo como pai.

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