Revista The Finisher, Edição 001, Jan/fev 2011 – Laps
Apenas 37 atletas correram uma maratona em um ritmo mais veloz que a barreira de 3 minutos por quilômetro (2h06min35s). Desses, 24 são do Quênia, seis da Etiópia, dois no Marrocos, dois dos EUA, um do Japão, um da África do Sul e um é o brasileiro Ronaldo da Costa, o primeiro a quebrar a barreira. A hegemonia racial também é presente: apenas dois não são negros.
Adquiri o Garmin Forerunner 405 na feira da Maratona de Estocolmo, na Suécia, em junho de 2010 e pude comprovar sua funcionalidade. É uma excelente ferramenta de monitoramento de treino. Em média, no Brasil, custa cerca de mil e trezentos reais. O seu custo/benefício vale o investimento.
Desde, então, utilizo esse equipamento em meus treinos e provas. Passou a fazer parte dos utensílios de uso pessoal obrigatório na corrida do dia-a-dia.
O relógio da Garmin que é pura tecnologia, a serviço do corredor.
O Garmin Forerunner 405 é um relógio esportivo moderno, prático e com muitos recursos avançados para os corredores. Além de informar as horas, apresenta alarme, cronômetro, GPS e monitor de frequência cardíaca. Registra e informa, em tempo real (durante a atividade), a velocidade, distância, pace, calorias gastas, cadência, posicionamento de coordenadas polares (latitude, longitude e altitude) e o parceiro virtual, espécie de “personal trainer digital”.
O relógio vem acompanhado de uma interface USB que detecta e transfere para o computador os dados de sua corrida, que podem ser vistos e analisados no PC, inclusive, com o mapa do percurso, traçado pelo satélite e visto através do Google Earth ou do próprio software distribuído pela Garmin, o Garmin Training Center.
Apresenta apenas dois botões, mas a funcionalidade vem através do “aro tocável”. Você desliza o dedo por ele, que é sensível ao toque, e navega pelas opções do “menu”. Esse aro pode ser travado para evitar toques indesejáveis, bastando, para isso, pressionar os 2 botões simultaneamente e repetir o procedimento para destravá-lo. A luz interna é acionada através do toque simultâneo em dois locais distintos do aro e para desligá-la também.
O relógio ao ser ligado se conecta a 3 ou 4 satélites, dos 24 que orbitam a Terra e configura o dia e a hora automaticamente. Devido a isso, apresenta precisão de 99%, cerca de 6 a 12 metros. Através desse geoprocessamento é que é feita a medição da velocidade instantânea, de grande importância para manutenção do ritmo e da estratégia de corrida dos atletas.
Outra novidade do Garmin é o monitor de freqüência cardíaca. Vem acompanhado da cinta, como nos modelos já disponíveis no mercado, entretanto, é considerado um dos mais precisos. É extremamente prático para treinos baseados nos batimentos cardíacos, além de ser ter um bom parâmetro do pace para cada zona de treinamento.
Durante a atividade física o visor do relógio pode mostrar 4 tipos de configurações de dados diferentes, que podem ser repassadas pelo toque no aro. Numa, pode-se ver os batimentos cardíacos, distância e velocidade. Noutra, o pace, cadência e calorias gastas. Ou, ainda, configurar uma combinação diferente de elementos de dados, de acordo com os interesses do usuário.
O Parceiro Virtual é uma ferramenta para ajudar o corredor a cumprir seus objetivos de treino ou prova. É configurado para competir com o usuário no ritmo pretendido, sempre que o cronômetro for acionado. No visor será mostrado dois bonecos (corredores), onde um representará o usuário e o outro, as configurações de ritmo e velocidade (Parceiro Virtual) e indicará as diferenças de tempo e distância, entre um e o outro.
O Garmin é recarregável através de um cabo USB conectado ao PC ou através de um cabo de força conectado a rede elétrica. A bateria tem duração de 2 semanas em modo relógio e de 8 horas no modo de gravação. As configurações do relógio são preservadas quando a bateria descarrega e os dados registrados não são apagados.
Especialistas indicam a corrida para quem quer aposentar o cigarro e ter mais qualidade de vida.
Uma boa dica para quem quer parar de fumar é começar a correr. Durante a corrida o organismo libera a endorfina (hormônio do bem-estar) provocando a mesma sensação que a nicotina produz nos fumantes, ajudando a superar as crises de abstinência. Além disso, correr, melhora sua capacidade pulmonar, torna você mais disciplinado e propicia a convivência num ambiente mais saudável.
Outros benefícios da corrida é que ela reduz em 35% o risco de câncer de pulmão, pois, fortalece o sistema cardio-respiratório e diminui a concentração de substâncias carcinogênicas no organismo. Melhora seu nível de atenção e concentração no trabalho, tornando você mais produtivo e mais motivado.
Para começar a correr, antes, porém, é necessário consultar um médico. Em geral são prescritos exames laboratoriais (sangue, fezes e urina), teste ergométrico, ecocardiograma e ergoespirométrico. Iniciar com atividades leves como caminhada e progressivamente evoluir para a corrida. Os exercícios devem ser realizados, preferencialmente, pela manhã, pois, segundo especialistas, é quando a vontade de fumar é mais intensa.
Outro fator importante é aliar a corrida a um plano de reeducação alimentar. A abstinência ao cigarro pode produzir crises de ansiedade e desencadear um consumo desenfreado de alimentos, elevando seu peso corporal. Segundo nutricionistas, a tática é se alimentar a cada 3 horas para manter o metabolismo ativo e incluir na dieta alimentos saudáveis.
Não poderia deixar de registrar a estréia do Ronaldinho Gaúcho (R10) no MENGÃO, ontem, 02 de fevereiro. Mesmo não estando no melhor de sua forma física, o craque teve lampejos de genialidade e encantou a torcida por sua disposição em campo. Chutou três vezes ao gol e quase marcou numa cobrança de falta. Nos 94 minutos de jogo, o R10, correu 8,7 km.
Foto: Alexandre Cassiano/O Globo
Agora é esperar que ele retribua, em campo, todo o carinho da torcida!
Sonho de consumo de atletas amadores, a Maratona de Buenos Aires é a opção dos brasileiros para o segundo semestre.
Foto: blog.decolar.com – O Obelisco
Programei correr duas maratonas em 2011, uma no primeiro e outra no segundo semestre. A primeira será a Maratona de São Paulo no dia 19 de junho. A segunda, a Maratona de Buenos Aires no dia 9 de outubro.
A opção por Buenos Aires tem suas razões. O percurso é quase totalmente plano e passa por vários pontos turísticos da cidade como o Obelisco, a Casa Rosada, os estádios do Boca Júnior e River Plate, lagos e bosques. A prova tem sido disputada num clima com temperaturas bastante agradáveis. Bom para melhorar minha marca obtida na Maratona de Estocolmo, em 2010.
Foto: maladerodinhas.wordpress.com – Casa Rosada
Além disso, a cidade tem muitos atrativos. Buenos Aires é considerada “um pedaço da Europa na América do Sul” e com o real valorizado dá para fazer umas comprinhas.
O ano de 2005 foi o meu retorno ao universo das corridas de rua. Até, então, simplesmente corria, sem maiores expectativas. Nesse ano, como parte da programação, da etapa de Belém, do Troféu Brasil de Atletismo, aconteceu a Milha do Economiário. O evento marca a participação dos funcionários da Caixa (patrocinadora do evento) e seus familiares, antes do evento principal.
Foto Arquivo: Milha do Economiário
Na foto com o Juninho, depois de completar os 1609m, na quarta colocação. Ele rindo! Achava que eu fosse chegar entre os últimos. Eu, morto de cansado, depois de uma arrancada sensacional para encostar na turma da frente. Direto do túnel do tempo.
Em 2011 o planejamento é correr duas maratonas. A primeira será a Maratona de São Paulo (19/06) e a segunda, a Maratona de Buenos Aires (09/10). Antes, porém, farei uma prova-teste com o ritmo pretendido para cada uma delas. Serão duas meia-maratonas, a de São Paulo (10/04) e a do Rio (21/08).
Estabeleci metas diferenciadas para as duas maratonas, mas que ainda, poderão sofrer alterações, caso o técnico ache conveniente. Em 2010, quando participei de minha primeira prova de 42km, a estratégia era correr num ritmo de 5min30s/km até o km 30. Depois, verificar as condições físicas e apertar o ritmo para concluir a prova em 3h52min. Isso só funcionou até o km 27, quando, então, passei a sentir cãibras e tive que reduzir a velocidade e concluir a Maratona de Estocolmo em 4h12min55s, pace de 6min/km.
Foto Arquivo: Maratona de Estocolmo 2010
Na Maratona de São Paulo, a idéia é fazer uma prova conservadora, mas “bater” esse tempo de 2010. Fazer um tempo sub-4, que na linguagem dos corredores quer dizer correr abaixo de 4h. A estratégia de correr num pace de 5min30s/km deve ser a recomendada, uma vez que, pela Fórmula de Riegel o tempo calculado foi 3h45min, com pace de 5min20s/km, utilizando como base o tempo obtido na São Silvestre.
Para a Maratona de Buenos Aires a estratégia é “correr pra valer”. É fazer uma prova absolutamente técnica e para marcar tempo, correndo num ritmo de 5min/km e concluir a prova em 3h30min. Lá, as condições são extremamente favoráveis, com temperaturas agradáveis e com percurso praticamente todo plano. Além disso, vou estar bem mais e melhor preparado do que as maratonas anteriores.
Entrei no segundo mês de treinamento referente ao período de base. Trabalho árduo, mas necessário para quem planeja correr duas maratonas neste ano. Em 2010, fiz a mesma preparação e o saldo foi zero de lesões e muitas conquistas, com todas as metas cumpridas.
Além da planilha de treinamento, no período da tarde, com treinos diários, exceto o domingo que foi destinado ao descanso, há sessões de musculação na academia (segunda, quarta e sexta) pela manhã.
Pode parecer muita coisa para um quarentão, mas meu corpo já está adaptado e faço tudo, antes de mais nada, com muito prazer, jamais como uma obrigação. Talvez esse seja o segredo. Então, bons treinos para todos nós.
Foto Arquivo: Treinando para Maratona de Estocolmo 2010
As metodologias destacadas para previsão do resultado, obviamente, depende de outros fatores, como: nível de condicionamento, alimentação, altimetria da prova, enfim. Entretanto, é uma boa referência para definição da estratégia de prova.
Apenas, para efeitos práticos, vou empregar a Fórmula de Riegel para comparar seus resultados com os obtidos em duas provas que disputei no ano passado (Meia do Rio e São Silvestre). A idéia é verificar a proximidade dos resultados da equação com os obtidos na prática. Para efeito dos cálculos, vou utilizar como tempo de referência o obtido na Corrida do Círio, que é uma prova de 10km, de 45min36s (ou 45,6 em minutos).
:: Meia do Rio:
● Fórmula de Riegel:
T2=T1(D2/D1)1,06; T2=45,6(21/10)1,06; T2=101,5 min ou T2=1h41min30s; pace de 4min49s/km.
● Resultado oficial: 1h45min47s; pace de 5min/km
:: São Silvestre:
● Fórmula de Riegel:
T2=T1(D2/D1)1,06; T2=45,6(15/10)1,06; T2=72,5 min ou T2=1h12min30s; pace de 4min49s/km.
● Resultado oficial: 1h15min47s; pace de 5min03s/km
:: Comentário: A diferença percebida nos resultados é perfeitamente aceitável. No dia da prova ao perceber condições climáticas desfavoráveis (temperatura elevada, umidade do ar e ventos contrários) deve-se optar por rever a estratégia e incluir de 10 a 20s no pace planejado. Isso foi exatamente o que me aconteceu na Meia maratona do Rio e São Silvestre. Além disso, posicionei-me muito atrás na largada, o que dificultou, nos primeiros quilômetros, manter o ritmo desejado.
A fórmula é apenas um indicativo para que o atleta tenha noção do ritmo que deverá imprimir durante as competições. Correr no ritmo certo evita um desgaste desnecessário e uma “quebra” durante a prova.