Um dos atrativos dos eventos de corridas são as feiras, principalmente quando se trata de maratonas. Há uma expectativa dos participantes das provas em encontrar produtos relacionados à corrida. As grandes marcas esportivas, que patrocinam tais eventos, em geral, expõem, para comercialização, produtos mais em conta. E isso, agrega valor ao comércio das cidades-sedes, além, é claro, entre outros, do turismo e a hospedagem.

Foto: Stand montado na “Feira” da Maratona de POA
Apesar dessa tradição, a organização da Maratona de Porto Alegre deixou a desejar nesse quesito. Havia apenas um stand de loja montado ao lado de um baú de caminhão, mas com poucos produtos em exposição. Um exemplo disso é que não havia camisetas promocionais da prova para comercialização. Um absurdo isso. Todo corredor quer levar um brinde do evento para presentear seus familiares e amigos. A organização deixou de arrecadar um bom dinheiro apenas com esse produto. Em algumas cidades é necessário chamar a polícia para intervir junto aos microempresários que não estão credenciados e comercializam seus produtos aos arredores da feira da maratona.
Sinceramente, não entendi o porquê da ausência de uma feira com a grandiosidade da cidade de Porto Alegre.
Foto: Feira da Maratona de Estocolmo
Continuo reafirmando que para fazer uma boa prova a dedicação aos treinos é fundamental. O treinamento é que dá a bagagem necessária para você chegar no dia da prova em condições de completa-la com segurança. Pela primeira vez não segui essas recomendações. Digo isso, porque em Porto Alegre fiz algumas coisas que não recomendo e, normalmente, até reprovo. Cometi uns “erros” que na bíblia do corredor é considerado pecado capital.
O primeiro deles, o que considero o mais grave, é que estava há mais de um mês sem treinar, digo sem correr e que, portanto, não deveria encarar uma prova. Até o técnico se surpreendeu quando comentei que enfrentei os 8 km da Corrida Rústica. A verdade é que não estava totalmente parado. Simultaneamente com a fisioterapia, em três dias fazia musculação e em outros três andava de bike. Participar da prova tinha como objetivo verificar se os pés estavam recuperados da lesão. Já havia cumprido o período de tratamento e deveria testá-los. Achei que os oito quilômetros da prova seriam adequados, já que, no caso de um imprevisto, poderia cumpri-la caminhando, como muitos participantes fizeram.
Os demais podem ser comentados no mesmo tópico, pois, referem-se ao mesmo  pecado. De uma só vez, estreei tênis, short e camiseta. Recomenda-se que os acessórios a serem utilizados no dia prova sejam previamente testados, uma vez que eles podem ocasionar alguns desconfortos. Em se tratando de short e camiseta é comum provocarem assaduras, devido ao atrito com a pele. Isso não vai impedir ninguém de correr, mas é uma opção dolorosa. Quanto ao tênis, as famosas bolhas são mais preocupantes. Além de incomodarem, a dor é intensa, interferem na mecânica da corrida e muito provavelmente, prejudicarão o seu rendimento. No meu caso, nada disso aconteceu, talvez, por sorte e/ou por tratar-se de uma corrida curta.
Entretanto, reafirmo aqui que normalmente sigo as recomendações do treinador. Em dez anos de atividade, nunca tive problemas com os “pecados” que relatei acima, pois, nunca havia feito isso. Foi a primeira vez e graças aos Deuses da Corrida, nada aconteceu. O objetivo era apenas verificar se estava recuperado da lesão, após o tratamento.
Há um ditado popular, bem oportuno, que retrata muito bem o ocorrido em Porto Alegre: “Faça o que eu digo. Não faça o que eu faço”.
Mais um treino pós-tratamento da lesão, ontem (14/06). Novamente utilizei o gramado do entorno da Fortaleza de São José, só que dessa vez sem chuva e com o sol forte no horizonte. Senti o calor, mas pelos dados do Garmin, o ritmo médio foi abaixo de 6min/km, 5min53s/km para ser mais exato. Sendo, portanto, um ritmo confortável.

Uma volta no forte deu um pouco mais de 1 km marcados no GPS, como foram 8 voltas e meia, percorri 8,5 km em 50 minutos de treino. A velocidade média foi 10,2 km/h e foram gastas 625 calorias.
Até o presente momento, não há sinais de desconforto nos pés. A sensação é de que a lesão está curada. Como estou retomando minhas atividades aos poucos, a ideia é seguir no ritmo do “devagar e sempre”. Nada de pressa e tudo com muita paciência.
Fiquei parado, sem treinar, quase dois meses, por conta de uma lesão – a fascíte plantar. O retorno aos treinos deve ser gradativo e exige alguns cuidados especiais. Para prevenir novas lesões, seguem algumas dicas abaixo:
1 Utilize tênis adequado ao seu tipo de pisada.
2 Faça alongamentos antes e depois do treinamento.
3 Faça um aquecimento prévio, trotando entre 15 a 20 minutos.
4 Cuide de sua alimentação. Ela é o combustível para o bom desempenho do organismo.
5 Hidrate-se com água a cada 20 minutos de corrida e/ou bebidas esportivas (isotônico) em corridas mais longas.
6 Procure distribuir a carga corporal adequadamente para não sobrecarregar uma determinada região.
7 Evitar treinamentos que atinjam uma zona de fadiga intensa. Opte por uma intensidade moderada.
8 Procure diversificar o pavimento dos treinos. Correr na grama pode ser uma opção de retorno.
A respeito do treino de retorno, realizado na grama do entorno da Fortaleza de São José de Macapá, esqueci de mencionar o novo tênis utilizado na atividade. Na prática, ele já havia sido utilizado na Maratona de Porto Alegre, por ocasião da Corrida Rústica, o que proporcionou uma pequena avaliação. Entretanto, minhas impressões serão registradas no decorrer de seu uso nos treinamentos.

Trata-se do Asics Gel Nimbus 13, que segundo o fabricante, é um tênis de performance, com foco no amortecimento. Apresenta sistema de estabilidade (Space Trusstic Sustem) que melhora a eficiência da passada. É indicado para corredores com pisadas neutras e supinadas, tanto para treinamentos como para competições. Para segurança de quem treina a noite, ele conta com material refletivo, que permite sua visualização.
Na minha avaliação, nesse primeiro teste, o tênis apresentou-se confortável e anatômico. Como o treino ocorreu debaixo de chuva foi possível verificar a funcionalidade do sistema ComforDry, a água é drenada e garante pés secos e ventilados. Outra coisa é o amortecimento, que permite um ciclo de passada confortável e com boa propulsão. Valeu a pena o investimento.
O registro do novo equipamento segue a ideia anterior de monitorar os quilômetros rodados com o tênis, para avaliar a sua durabilidade e testar a previsão dos especialistas, que acreditam que os “pneus” de um corredor duram em média entre 500 a 600 km de uso, sem perder as suas características técnicas e funcionais, em condições normais de uso.
Comentei aqui no blog, no dia 04/06, sobre a cobrança do lanche servido pelo serviço de bordo da companhia aérea GOL. A surpresa foi geral e muita gente não estava acreditando no preço informado. Consegui o cardápio que é distribuído durante o voo com os preços dos lanches. Veja abaixo e tire suas conclusões.
Pelo que observei no voo para Porto Alegre, com escalas em Belém e uma conexão em São Paulo, em voos com duração abaixo de 1 hora, o lanche é distribuído gratuitamente. É óbvio que não é o mesmo que é vendido. No trecho Macapá/Belém foi oferecido suco, água ou refrigerante e um pacotinho de amendoim. De São Paulo para Porto Alegre foi distribuído o cardápio e cobrado pelo serviço. E não se preocupe se você não leva dinheiro em mãos no avião. Para pagar há três opções: crédito, débito e dinheiro vivo.
Para os corredores há uma preocupação: a alimentação. Em voos longos, a estratégia alimentar com vistas à prova começa dentro da aeronave. Principalmente no que se refere a hidratação. Aquele que não quiser gastar vai ter que levar água e umas barrinhas de cereais para segurar o tranco. E a fome também!
Falando dessa forma – de volta aos gramados, fica parecendo que sou jogador de futebol. Não se trata de futebol. Refere-se ao meu retorno aos treinos, fazendo uma alusão ao piso que passo a usar nesse período pós-lesão, tratamento e recuperação.
A grama é um piso macio, que absorve mais o impacto e maltrata menos os pés e articulações, em relação ao asfalto e concreto, superfícies que mais usamos nos treinos de rua. O problema é que temos poucos locais públicos com grama disponíveis para a prática da corrida. O jeito é improvisar.
Em 2009, Fiz minha preparação para a São Silvestre na grama que fica na lateral direita da Fortaleza de São José, onde normalmente é montado palco de shows. É uma área pequena, mas quebrou o galho nos treinos de tiro. As corridas longas de sábado não tem jeito, tem que ser na rua, devido a alta quilometragem.
Nesse primeiro treino, utilizei a área do entorno da Fortaleza, que é gramada. No local, treina a Equipe de Corrida Beira-Rio, que é coordenada pelo Aluizio Conceição, que alterna as funções de técnico e corredor. É um percurso plano e não tão curto quanto a área que mencionei anteriormente. E o melhor: tem um visual interessante do Parque do Forte, da Fortaleza e do Rio Amazonas.

Não sei ao certo a medida de uma volta porque iniciei o treino na calçada do Parque do Forte. Vou medir na próxima ocasião. Entretanto, a imagem do Garmin dá uma visão geral do local. Durante o treino fui saudado por uma chuva torrencial, que de tão forte, incomodava quando batia no rosto. Mas com diz o ditado de corredor: quem tá na chuva é para correr…, segui firme.
Programei uma corrida de 40 minutos, com a ressalva que de se algum dos pés desse sinal de desconforto o treino seria cancelado. Como nada de anormal aconteceu, nesse tempo, percorri 6 km, num ritmo médio de 6min28s/km, velocidade média de 9,3 km/h e máxima atingida de 11,4 km/h. O registro do Garmin dá uma ideia mais detalhada do treino.

Correr requer gestos educados com os demais corredores e com o local onde você pratica sua atividade esportiva. A corrida é a oportunidade para você melhorar sua qualidade de vida através do esporte. Afinal, você corre para descontrair, esquecer os problemas diários e evitar aquele estresse desnecessário. Algumas medidas simples, que se adotadas, fazem toda a diferença.
1 Preste auxilio a outro corredor caso ele passe mal, caia ou sofra alguma lesão. Lembre-se que isso pode acontecer com você também.
2 Dê passagem àqueles que estejam correndo num ritmo mais forte que o seu. Não torne sua corrida descompromissada numa disputa de cem metros rasos.
3 Procure cumprimentar as pessoas que correm no sentido inverso. Um simples gesto com a mão ou a cabeça demonstra respeito e educação.
4 Peça desculpas toda vez que pisar no pé ou esbarrar em alguém. Todos tem direito de usufruir do mesmo espaço. Não torne seu momento de lazer uma grande confusão.
5 Respeite as regras de circulação e procure sempre ocupar a faixa da direita de calçadas, vias e parques. Isso evita “encontrões” e desobstrui a passagem.
6 Não jogue lixo nas ruas. Guarde os resíduos de sua corrida para colocar nos locais adequados.  
…ela é o mais justo dos esportes, pois, independentemente da sua colocação, ao cruzar a linha de chegada, do primeiro ao último colocado, todos são premiados com medalhas.

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