De médico e louco todo mundo tem um pouco. É dessa forma que vou encarar minha lesão. A dor era irradiada de uma região que não conseguia identificar, por isso, a dificuldade em remediar o local correto. Mas agora já diagnostiquei o mal. Trata-se de uma fascite plantar, dor da fáscia plantar, caracterizada por inflamação por microtraumas de repetição no arco plantar e que se estende até a região do calcanhar.
Segundo um breve pesquisa que realizei, a fascite plantar está relacionada com a “falta de flexibilidade do arco longitudinal da fáscia plantar e a rigidez das musculaturas da panturrilha, assim como o uso de calçados inadequados e o aumento do passo durante a caminhada ou corrida, já que é uma anomalia comum entre corredores”.
No meu caso, a dor tem origem no arco plantar e é irradiada para a musculatura da perna, principalmente, da panturrilha. O engraçado disso, se é que tem graça, é que só identifiquei o local após pisar descalço numa tampinha de garrafa peti, exatamente no ponto da dor.
Sei que a automedicação é preocupante, por isso vou utilizar uma forma alternativa, menos convencional para tratá-la e sem medicamentos. Vou continuar com a eletroacupuntura e fazer massagens no local. Uma forma prática de massagear a sola do pé e ainda colocar gelo na região é pisar sobre uma garrafinha com água congelada e deixá-la rolar para frente e para trás, durante 20 minutos, três vezes ao dia.
Acredito que vai dar para participar da Meia da Corpore. Nesses dias que antecedem a prova, vou manter os treinos apenas com rodagens leves de 50 minutos. Portanto, a contagem regressiva continua.
Faltam 4 dias para a Meia Maratona Corpore Internacional da Cidade de São Paulo.
A Meia Maratona Corpore Internacional da Cidade de São Paulo está marcada para o dia 10 de abril. A prova atrai muitos atletas devido a sua altimetria, com percurso quase totalmente plano, excelente para melhorar marcas pessoais; além de passar por ruas arborizadas na região da USP. Veja o mapa.
Em agosto de 2009 corri a 10 Milhas Mizuno com percurso dentro da USP, em grande parte, coincidente com o da Meia da Corpore. A diferença está na distância. A primeira era 16km e a segunda 21km. Entretanto, minha performance foi muito boa. Corri num ritmo de 4min55s/km. Aliás, foi a primeira vez que consegui correr nesse ritmo numa prova acima de 15km. Isso é uma demonstração de que a altimetria da prova influencia na performance do atleta.
Está quase tudo pronto para a Meia da Corpore. O principal instrumento de trabalho nas corridas, a perna, já está recuperada. No sábado (02/04), fiz 1h50min de corrida leve, sem preocupação com ritmo ou velocidade e de forma descontraída, na companhia do amigo Gil Leite, que também está se recuperando de uma lesão. Senti apenas um leve desconforto no pé direito, mas não incomodou. Consegui percorrer 18 km, sem maiores dificuldades.
No sábado e domingo continuei o tratamento da lesão e fiz sessões de eletro-acupuntura com a Ana Lúcia. Estão previstas, ainda, mais três sessões até a viagem. Quinta pela manhã, sigo para São Paulo.
Na atividade de hoje corri dentro ritmo estabelecido para o treino, entre 5min50s e 5min30s. A perna respondeu bem e não tenho dúvida de que vai dar para participar da meia maratona. Só vou aguardar até quarta para definir a estratégia da prova. De qualquer forma, a ideia é correr num ritmo de 5min/km ou um pouco abaixo disso, tendo em vista que essa prova é preparatória para a Maratona de São Paulo, em junho; quando pretendo correr os 42 km num ritmo de 5min10s a 5min20s.
Faltam 6 dias para a Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo.
Na cidade não temos uma pista oficial de atletismo. Tão pouco um local demarcado para a prática da corrida. Há tempos atrás havia a demarcação de mil metros na calçada da antiga Praça Zagury, a única devidamente demarcada a cada 50 metros, mas que já precisava de uns reparos. A praça entrou em reforma e o que já estava ruim, acabou ficando pior. A reforma não foi concluída e a única pista, desapareceu.
Ela continua sendo muito freqüentada, mas está abandonada. A reforma, pelo que parece, não vai ser concluída. É uma pena que a prefeitura deixe um espaço público tão bonito, com uma vista inigualável para o rio Amazonas, nesse estado. Imagine a quantidade de dinheiro público que já foi desperdiçado nessa obra.
Pistas oficiais de atletismo são cada vez mais raras nas cidades brasileiras. Isso é uma demonstração do descaso das autoridades públicas com o esporte amador no Brasil. Imaginem a quantidade de atletas que poderíamos formar se cada cidade brasileira tivesse uma pista. Não precisava ser no padrão internacional em termos de qualidade do piso. Um exemplo é a pista de atletismo da cidade de Franca-SP que é de saibro, nem por isso menos importante. Nela acontecem as competições dos Jogos do Interior, que reúne as principais cidades do interior de São Paulo e que já revelou grandes nomes para o atletismo nacional.
No projeto de reforma do Estádio Zerão haverá uma pista de atletismo. Já será um começo, mas o uso será restrito. A ideia é criar espaços públicos, multiuso, para dar acesso não só ao atleta que busca performance, também ao cidadão que sai para dar sua corridinha sem maiores pretensões. Queremos o mesmo tratamento que o Governo do Estado do Amapá deu aos praticantes do futebol: disseminou arenas em quase todos os bairros da capital e alguns municípios. Fica a pergunta: Não seria melhor criar espaços nas arenas que contemplassem também outras modalidades esportivas?Só praticamos futebol em Macapá?
Que tal uma pista de atletismo com medidas oficiais, pública, aberta sete dias por semana, 24 horas por dia? Como se pode formar novas gerações de corredores, sem pistas? Se cada cidade tivesse uma pista o atletismo brasileiro começaria a renascer. Sem falar que é urgente criar espaços democráticos para o uso de todos, onde pudéssemos encontrar atletas profissionais e amadores, grupos da terceira idade, “gordinhos” querendo emagrecer, portadores de deficiência física, policiais, bombeiros e guardas municipais, todos correndo; sem qualquer distinção.
A organização da Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo fará a entrega do kit da corrida a partir de sexta-feira (08/04), das 10h às 2oh e no sábado (09/04) de 08 às 14h, no CEPEUSP (Cidade Universitária – USP) sito a Av. Professor Melo de Morais (Av. da Raia), Portão 14 (velódromo). O kit é composto do número do peito, chip de cronometragem e camiseta da prova.
Haverá entrega no domingo (10/04) das 6h às 7h, para atletas provenientes do interior de São Paulo e para aqueles que não conseguiram retirar nos dias normais.
A Maratona de Buenos Aires está marcada para o dia nove de outubro. Nos últimos anos tem atraído muitos amadores brasileiros por ter percurso quase todo plano, que favorece uma performance melhor. Outro atrativo é o baixo custo da viagem se comparado com uma viagem nacional.
Recebi o pacote da Kamel Turismo com as seguintes informações:
Saída sugerida: 07 de outubro.
Retorno: 11 de outubro.
Voando: TAM ou GOL.
Hospedagem: Hotel 562 Nogaro (Av. Julio Argentino Roca, 562, Buenos Aires 1067, Argentina.
PACOTE TERRESTRE
● 3 noites de hotel com taxas e café da manhã.
● Translado de chegada e saída.
● Seguro viagem para 3 dias.
PREÇOS POR PESSOA
● Em acomodação tripla: 217 USD
● Em acomodação dupla: 250 USD
● Em acomodação individual: 444 USD
FORMA DE PAGAMENTO
● Sinal de 150 USD no ato da reserva e restante parcelado em 2 vezes sem juros desde que o pagamento esteja finalizado até 15 de julho.
… nome, segundo os antigos moradores, a designação deve-se ao formato de navio do rio que passa em frente a cidade, quando observado de um avião.
… a vila, que foi construída para abrigar os familiares e funcionários da ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios) na exploração do manganês. Já foi modelo de organização e eficiência em todos os setores. Recentemente foi tombada pelo IPHAN como patrimônio nacional.
… o hospital, que hoje encontra-se no CTI, mas já foi referência no uso de técnicas médicas e cirúrgicas avançadas para a época, que nem as grandes cidades realizavam ou realizam até hoje.
… fauna,bastante rica e exuberante.
… o beija-flor, topazziou brilho de fogo, espécie rara que só é encontrada lá.
… flora, diversificada, com espécies raras.
… trilhas, para corridas de aventura e bike outdoor (adventure) com visual fantástico das montanhas, onde funcionavam as minas de manganês.
… serranavienses ilustres, Fernanda Takai (Banda Pato Fú) e Flávia Freire (apresentadora da Previsão do Tempo da Globo).
Estive nesta semana por duas vezes em Serra do Navio. E para mim é sempre uma grande emoção estar em minha Terra natal. É impressionante que, apesar do tempo, ainda tenho grandes recordações. Lembro de como a cidade era bonita, bem tratada e o verde dos gramados imperava na frente das casas. Aliás, as “peladas” nesses gramados só eram interrompidas quando passava a turma da vigilância da ICOMI ou quando a bola caía no abismo.
No entanto, é impossível não observar o quanto a vila está maltratada, mal cuidada, com um visual de quase destruição. Ela que foi exemplo de ser bem cuidada está em frangalhos. As ruas estão esburacadas e poucas tem o antigo asfalto ou receberam um novo. As casas precisam de reformas e o ramal de acesso a vila, entra ano e passa ano, continua do mesmo jeito, quase intrafegável.
Mas continua sendo especial para mim. Explico:
Nasci em Serra do Navio, neste hospital que foi já referência para a região…
Fui batizado nesta igreja da vila…
E dei os primeiros passos nesta casa na BC-7.
É uma sensação gostosa ver que parte de minha história ainda resiste, apesar dos gestores. Poder ver, fotografar, mostrar para as pessoas e ter acesso fisicamente a esses locais é certamente um privilégio, uma forma de resgatar momentos bons da minha vida e de minha família.
Faltando um pouco menos de duas semanas para a Meia Maratona da Corpore continuo firme no tratamento da lesão. Ontem, corri 1h20min com a intenção de testar se a perna estava recuperada. No início havia um desconforto, mas sem dor. Tenho a impressão tratar-se de uma autoproteção da perna esquerda, em relação à direita, durante as passadas. Com o passar dos minutos, tudo normalizou-se e a corridinha foi perfeita, sem dores.
Devido ter ido para a Serra do Navio, achei que fosse sentir um cansaço maior em função das seis horas de estrada, três na ida e mais três na volta e pelo menos quatro num trecho não asfaltado. Apesar de tudo, nada de cansaço e por isso, resolvi sair para treinar.
Antes de dormir, ainda fiz uma sessão de Acupuntura com a Ana Lúcia. Aliás, devo dizer que estou encantado com os resultados dessa terapia. Tive melhoras e atribuo ao tratamento, pois, não usei os medicamentos convencionais normalmente prescritos para dor e inflamação.
No momento não estou sentindo dores e nenhum incômodo quando caminho. Mais tarde faço um treino de velocidade e na quinta, a atividade será pela manhã. Logo depois, retorno para a Serra do Navio.
Faltam 11 dias para a Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo.