Os blogs de corrida vem noticiando a façanha do inglês, radicado no Canadá, Ed Whitlock na Maratona de Roterdam no último domingo (10/04). Whitlock cravou 3h25min nos 42km da prova. A princípio nenhuma novidade, a não ser pela sua idade: 80 anos. Isso mesmo, 80 anos de idade.
O super Ed, como vem sendo chamado, já foi o autor de outras proezas. Foi o primeiro sub-3h (abaixo de 3h) acima dos 70 anos e sub-40min (abaixo de 40min) nos 10km com mais de 75 anos.
Para se ter uma noção do feito do vovô-corredor, vou comparar seus resultados com os meus. Com 41 anos estou planejando completar a minha primeira maratona sub-4h. Ele já corre abaixo de 3h30min. Faço 10km em 45min e ele, sub-40min . Ou seja, o vovô é o “papaléguas”.
Os atletas da equipe Adriano Bastos Treinamento Esportivo que participaram Meia Maratona Corpore Internacional da Cidade de São Paulo, no último domingo (10/04), comemoraram não só o segundo lugar do atleta-técnico Adriano Bastos, como a quebra de seu recordes pessoais. Veja o tempo dos corredores abaixo.
No meu caso, utilizando o tempo líquido medido pelo chip, melhorei minha performance em 5min47s, sendo o meu recorde pessoal nos 21km. A minha melhor marca, 1h45min47s, tinha sido obtida na Meia do Rio em 2010. Nessa mesma prova, em 2009, fiz 1h57min10s. Nos últimos dois anos, melhorei o tempo em mais 27 minutos. Isso demonstra como tenho evoluído com o passar dos anos, apesar da idade estar aumentando. Estou mais velho e mais veloz.
A Meia da Corpore foi uma prova-teste para os 42km da Maratona de São Paulo, que irá acontecer no dia 19 de junho. A ideia é treinar um ritmo adequado para correr essa maratona num tempo, na linguagem dos corredores, sub-4h, ou seja, abaixo de 4h. Para isso, basta um pace em torno de 5min30s/km, o que não parece uma tarefa difícil, uma vez que já consigo manter um ritmo abaixo de 5min/km numa prova longa.
Para o segundo semestre está programada uma outra prova de 42km – Maratona de Buenos Aires, que acontecerá em outubro. Nessa, pretendo ser mais rápido e fazer uma prova audaciosa, buscando o tempo de 3h30. Antes dela, faço outra prova-teste que vai ser a Meia Maratona do Rio (21km), onde a pretensão é correr num ritmo de 4min30s/km e fazer um tempo na casa de 1h35min.
A partir de agora, a contagem regressiva é para a Maratona Internacional de São Paulo 2011.
Sobre o meu rendimento nos 21km da Meia Maratona Corpore Internacional da Cidade de São Paulo 2011
Foi um grande resultado, se levar em consideração que estava com uma lesão no pé, que me impediu de treinar por cerca de duas semanas. É claro que a temperatura amena, variou de 16 a 20 graus, a altimetria plana e grande parte do percurso arborizado, ajudaram. Além disso, lembrei de tangenciar as curvas, quando a grande maioria buscava, principalmente a sombra das árvores. Em alguns momentos fiz isso de forma solitária. É um pequeno detalhe, mas em se tratando de uma prova longa, influencia. Tanto que a distância das corridas é medida, nas curvas, na tangente e não pelo arco maior.
É o que se pode dizer que tudo deu certo. O planejamento para ingestão do gel de carboidrato no posto de hidratação no momento certo e com água gelada; o isotônico fornecido pela organização deu mais energia; o controle do ritmo de corrida no Garmin e com a música no mp3, foi uma combinação perfeita; a lesão que só deu sinal no km 18, já no final da prova e não atrapalhou meu rendimento e finalmente, a ideia de comemorar o aniversário na corrida.
Foi a soma desses fatores. Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa motivação é o “conjunto de fatores, os quais agem entre si, e determinam a conduta de um indivíduo” Estar motivado foi, portanto, o ingrediente para correr tão bem. O corpo e a alma estavam preparados e energizados e nessa condição somos levados adiante pela motivação de alcançar aquele objetivo ou para terminar aquilo que havíamos começado. Aqui, vale dizer que “quando se tem uma paixão por correr, ou por qualquer outra coisa, não é necessário nenhuma motivação extra. Mas a motivação sem paixão só pode levá-lo até determinado ponto.
Após liderar praticamente toda a prova, o maratonista Adriano Bastos passa mal no último quilometro e chega em segundo lugar na Meia Maratona Internacional Corpore de São Paulo.
Por Renata S. Bastos
São Paulo – Aconteceu neste domingo, dia 10 de Abril, mais uma edição da Meia Maratona Internacional Corpore de São Paulo, que contou este ano com a participação de cinco mil corredores e um clima quente, em torno de 26º. Dentre os competidores que brigariam pela vitória, um dos favoritos era Adriano Bastos que desde o inicio se manteve presente no grupo líder composto por seis atletas e por vários momentos assumiu a liderança ditando o ritmo da prova.
O grupo se manteve junto até a passagem pelo oitavo quilometro, quando os atletas Adriano Bastos e Fábio do Nascimento apertaram o ritmo e rapidamente se distanciaram dos demais competidores. Os dois atletas se revezaram na liderança até o décimo quinto quilometro, momento este em que Adriano Bastos atacou e imprimindo um forte ritmo abriu grande vantagem sobre Fábio. Na altura do décimo oitavo quilometro, Bastos já tinha mais de trinta segundos de vantagem sobre o segundo colocado, Fábio do Nascimento.
Porém, a partir do décimo nono quilometro começou um pesadelo para Bastos, o maratonista começou a sentir muito mal, com uma forte fadiga tomando conta de seu corpo e seu ritmo começou a cair rapidamente. Adriano ainda tentou resistir correndo com muita dificuldade, mas a partir do vigésimo quilometro e completamente esgotado, o atleta precisou caminhar por diversas vezes para conseguir completar a prova. Com isso, Fábio do Nascimento que vinha bem atrás, rapidamente enxugou a diferença e faltando apenas quatrocentos metros para a linha de chegada conseguiu ultrapassar o maratonista Adriano Bastos. Fábio venceu a prova com 1h08min00seg., enquanto que Adriano finalizou a prova em 1h08min34seg, os metros finais da prova pareciam uma eternidade para o atleta.
“Ainda não caiu a ficha, não consigo acreditar até agora no que aconteceu comigo, estou extremamente frustrado com a situação que vivenciei hoje. Eu tinha a prova ganha, corri o tempo todo com domínio total do que estava fazendo, me sentindo inteiro e apenas controlando em cima dos adversários. Quando resolvi atacar no quilometro quinze, eu estava me sentindo muito bem e confiante de que ganharia a prova, agora vejo que esta foi uma estratégia precoce, deveria ter esperado mais alguns quilometros antes de atacar, mas era a situação do momento, não tinha como prever que haveria alguma possibilidade disto acontecer me sentindo bem como estava. De repente apagou tudo, foi como se tivesse desligado, a fatiga veio de uma maneira muito forte repentinamente, comecei a perder as forças e a coordenação para continuar correndo, depois do vigésimo quilometro perdi as contas de quantas vezes precisei andar para conseguir chegar, estava esgotado. É lógico que ter conquistado o segundo lugar numa prova importante como esta é um ótimo resultado, mas não estou feliz com a colocação e muito menos com o tempo que acabei concluindo, eu vinha em ritmo para fecha-la num tempo muito menor e a única coisa que me interessava era a vitória, exatamente para compensar os resultados ruins que venho tendo neste inicio de ano. É realmente decepcionante ter a prova ganha com uma vantagem gigantesca sobre o segundo colocado como eu tinha e de repente perde-la faltando apenas 400m para a chegada.”, relatou Bastos muito desapontado com seu resultado.
A próxima prova de Bastos será a Mizuno 10 Miles Series SP que acontecerá no próximo domingo, dia 17, no Jockey Club, depois disso o maratonista priorizará seu treinamento para a Maratona de Porto Alegre que acontecerá em Maio.
Acordei um pouco mais velho às quatro e meia da manhã. Tomei um banho para despertar, pois, não foi uma boa noite de sono. Considero isso normal. A tensão pré-prova me deixa ansioso e o resultado é uma espécie de sono pingado, acordo e durmo, por vezes.
O café da manhã foi rápido e prático, com suco, sanduiche natural e banana. Depois, arrumei a mochila com o material da prova e às cinco e meia já estava a caminho da cidade universitária da USP. Contactei um taxista para levar-me a USP e buscar-me depois da prova. Esse cuidado é importante. Na Mizuno 10 Milhas, depois da corrida, tive que caminhar quase cinco quilômetros para conseguir um taxi para o hotel, por conta do fechamento das vias de acesso a USP.
Depois de combinar o horário e o local com o taxista, segui para a tenda da Assessoria Esportiva Adriano Bastos. O kit da corrida estava lá com meu chip e número da prova. No caminho pelas vias arborizadas da USP um leve friozinho dava sinais de que a prova iria ocorrer numa temperatura agradável. Bom para correr mais forte e fazer marcas mais baixas nos 21km. Meu melhor tempo nessa distância foi na Meia Maratona do Rio de Janeiro, em 2010, quando marquei 1h45min47s.
Na tenda os corredores da equipe começavam a chegar. Recebi o kit e iniciei os preparativos. Primeiro, colocando o chip no tênis. O segredo é não tirar todo o cadarço, apenas a metade é suficiente para prendê-lo. Deve-se lembrar que após cruzar a linha de chegada o chip deverá ser devolvido e você exausto, terá dificuldades para retirá-lo. Depois, passei a prender a numeração na camiseta que havia sido presenteada pelo Adriano Bastos.
41 km de vida
Nem lembrava do meu aniversário. Já estava envolvido e no clima da prova. De repente me chamaram e começaram a cantar parabéns. Foi legal e divertido estar compartilhando esses momentos com todos. Apesar da família estar distante, sabia que estavam contentes, torcendo e mandando energia positiva para minha aventura ocorrer tudo dentro do planejado.
Aquecimento
Depois da foto, iniciamos o alongamento. Foi coletivo, com toda a equipe. Fizemos alguns exercícios do tipo estica daqui e puxa pra lá… e pronto! Já era sete da manhã e parti para o aquecimento. Como ainda sentia dores no pé direito, fiz uns trotes leves e aos poucos aumentei o ritmo. À medida que o corpo entrava nos eixos a dor diminuía até praticamente desaparecer. Faltando cinco minutos para a largada entrei na baia do ritmo que pretendia correr (5min/km).
A prova
O termômetro marcava 16 graus. Passei pelo pórtico de largada e acionei o Garmin. O início foi um pouco tumultuado, por conta da largura da pista. Não dava para correr no ritmo pretendido e nem ultrapassar. Em alguns momentos dava para usar a calçada e correr um pouco mais rápido. Mesmo assim, resolvi curti os primeiros quilômetros e aguardar um pouco para imprimir o meu ritmo. Preferi nem olhar no cronômetro para não ficar tenso, caso estivesse num tempo acima do planejado.
No km 5, tudo estava sob controle. Meu pace era de 5min/km e me sentia muito bem, sem cansaço e com a respiração normal. A temperatura estava agradável e o percurso era arborizado, projetando sombra sobre a pista. Resolvi, então, aumentar o ritmo e passei a correr num pace de 4min50s/km. Já havia espaço na rua e aproveitei para fazer muitas ultrapassagens. Aproveitei os postos de hidratação e no km 8 ingeri um gel de carboidrato. No km 10, o corpo respondia bem ao esforço e resolvi aumentar o ritmo, que oscilava entre 4min30s e 4min45min/km.
O sol apareceu e pegamos um trecho do percurso sem a sombra das árvores, mas o ritmo permanecia na mesma balada. No km 14, o locutor da prova anunciava a chegada do primeiro colocado (Fábio do Nascimento) e do segundo (meu técnico, Adriano bastos). Eu ainda tinha 7km pela frente. No km 16 ingeri o segundo gel de carboidrato e resolvi aumentar o ritmo. Mas 2 km adiante, o pé deu sinal de vida e uma dor discreta apareceu. Como faltava apenas 3km para o final da prova, mantive a calma. O ritmo oscilava, ora aumentava, ora diminuía, mas abaixo dos 5min/km. Cruzei o pórtico de chegada com 1h39min10s, marcados no meu Garmin.
Melhorei minha melhor marca nos 21km em 6min37s. Mais um recorde pessoal. Minha performance ficou assim:
Tempo oficial: 1h39min10s
Classificação Geral: 702
Classificação p/ faixa etária: 152
Ritmo: 4min41s/km
Velocidade média: 12,8 km/h
O resultado final, no masculino, ficou assim:
1º – Fábio do Nascimento – 1h08min.00seg.
2º – Adriano Bastos – 1h08min.34seg.
3º – Francisco das Chagas Bezerra – 1h08min.59seg.
4º – Naval Freitas – 1h09min.25seg.
5º – Fábio Ramos dos Santos – 1h09min.46seg.
Feminino
1ª – Elizabeth Esteves de Souza – 1h21min.05seg.
2ª – Beatriz G. S. Nascimento – 1h23min.04seg.
3ª – Maria José Alves – 1h24min.31seg.
4ª – Jaciane Barroso Araujo – 1h25min.36seg.
5ª – Edneusa de Jesus Santos Dorta – 1h26min.14seg.
Finalmente, cheguei em casa! Depois de correr os 21km da prova tive que encarar uma outra maratona, muito mais exaustiva, que a meia maratona. Meu voo da PUMA, que sairia às 13h do domingo, foi cancelado e fiquei a ver navios em Guarulhos sem nenhuma solução por parte da companhia. Somente às dez da noite nos levaram para um hotel.
Na segunda-feira nova peregrinação pelos corredores do aeroporto atrás de uma solução. Apenas às sete da noite nos colocaram num vôo para Belo Horizonte e de lá pegamos outro para Belém. Chegamos em Belém na madrugada de terça e nova batalha para conseguir um hotel, já que o vôo para Macapá só sairia às duas da tarde. Finalmente, por volta das quatro da tarde de hoje, consegui chegar em casa. Imagine o estresse e o cansaço depois de tudo isso.
Na prova me saí bem. Tinha planejado correr na casa dos 5min/km por conta da lesão no pé. Entretanto, após os cinco primeiros quilômetros, senti que podia correr um pouco mais rápido e então aumentei o ritmo. O pé só ficou desconfortável pelo km 18 da prova, mas já estava no final e segurei o ritmo, fazendo na minha cronometragem 1h39min10s, média de 4min41s/km e 1h40min cravados na cronometragem oficial.
O legal disso é que baixei o meu melhor tempo na distância que era 1h45min47s, obtido na Meia do Rio, em 2010, em mais de 5 min e tendo a sensação de que posso render ainda mais. É certo que o clima ajudou bastante, em torno de 16 graus na largada e por volta de 20 graus na chegada, mas por outro lado, não estava bem fisicamente devido a lesão do pé, o que me levou a fazer os últimos quilômetros de forma conservadora, apenas mantendo o ritmo.
Na quarta, retomo as postagens do blog, conto mais sobre a prova e mostro as fotos.
O Estado de São Paulo tem uma rede hoteleira diversificada que vai do luxuoso ao supereconômico. Quando participo de provas na cidade costumo utilizar a rede Accor, principalmente, o Formule 1.
O Formule 1 é um hotel supereconomico, geralmente localizado às proximidade de estações do metrô, o que facilita o deslocamento na cidade. Seus apartamentos comportam três pessoas e a diária é fixa, independente do número de hóspedes no quarto. É bom quando você viaja em turma. Entretanto, não oferece frigobar no quarto, mas possui uma loja de conveniência.
Para quem vai participar da São Silvestre o Formule 1 da Rua Consolação é uma boa pedida. Fica próximo da Av. paulista (a poucos minutos da largada/chegada da prova), de cinema, shopping, restaurantes e ao lado da estação Consolação do metrô. Dada a grande procura nesse período a reserva deve ser feita a, pelo menos, 5 meses antes da corrida.
Dessa vez não consegui vaga no Formule 1 e em vários outros hotéis. Mas como já tinha ficado em outra oportunidade consegui no Hotel Stela. Esse localiza-se próximo da estação Paraíso do metrô e a diária também é razoável. Oferece café da manhã e apartamentos com frigobar.
O melhor mesmo é procurar hospedar-se em hotéis próximos ao evento. Assim, você economiza no transporte, tem a comodidade de maior mobilidade e curte mais o pós-prova.
Depois do vôo cancelado na quinta pela manhã, embarquei a tarde na GOL e cheguei em Sampa por volta das 23 horas. Fui direto para o hotel. Como havia comunicado do atraso, não tive problemas no check in. Estava cansado e só uma boa noite de sono para recuperar as energias.
Havia programado ir buscar o kit da corrida na sexta-feira pela manhã. Mas o Adriano Bastos (maratonista e técnico) me fez essa gentileza. Vou pegar o chip e o número da corrida na tenda da equipe, antes da largada. Só fui atrás das encomendas de práxis e após resolver isso fui ao cinema no shopping. Aproveitei para jantar uma massa para estocar carboidratos para a corrida.
Hoje, entretanto, está um dia preguiçoso. A temperatura está agradável, em torno de 20 graus. A previsão do tempo é de “Sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora”. Temperaturas variando com mínima de 16 graus e máxima de 26 graus. Espero que no horário da prova a previsão se concretize.
O “breakfast” no hotel só é servido a partir das sete da manhã. Como vou ter que sair por volta das 5h30min rumo a cidade universitária da USP, já providenciei o meu café da manhã. Comprei suco, frutas e biscoito integral. Está tudo no frigobar. Faço isso, porque já passei por uma experiência desagradável quando fui participar da Mizuno 10 Milhas. Na ocasião, não verifiquei o horário do café da manhã no hotel e tive que correr atrás de uma loja de conveniência para comprar algo. Fiquei tenso e quase chego atrasado para a largada da prova.
Apesar do pé direito ainda não estar completamente recuperado, continuo com as massagens. A impressão que tenho é que vai dar para participar da prova. Talvez não dê para fazer um tempo abaixo de 1h45min, que é meu melhor tempo nos 21km, mas o pensamento é curtir a prova e festejar os meus 41km de vida.
Falta 1 dia para a Meia Maratona Corpore da Cidade de São Paulo
Fui um corredor na minha adolescência. Participava de provas e tinha tempos competitivos. Cheguei a competir em três corridas do campeonato paraense em 1986 pela equipe do Imperial. Consegui dois marcantes segundos lugares na minha categoria. Estava com 16 anos. Tinha potencial para seguir carreira, mas optei por dedicar-me com mais afinco aos estudos. Passei a acompanhar as corridas pelas transmissões da TV.
Forçosamente, em 2002, com alguns quilinhos em excesso, vida extremamente sedentária e com problemas de saúde, voltei a praticar exercícios físicos. Iniciei com caminhadas e lentamente fui alternando com trotes, até conseguir correr por cerca de meia-hora. Foi quando percebi que correr é uma grande oportunidade de mudar o estilo de vida.
Quase dez anos depois, vinte quilos a menos, muitos quilômetros rodados, várias cidades visitadas, tornei-me um maraturista. Aliei a alegria de correr com o prazer de viajar. Conheci pessoas. Fiz novas amizades. Mudei a forma de ver meu corpo, passei a tratá-lo como um grande parceiro. É certo que às vezes o submeto a exaustão, ao limite do esforço físico, mas a recompensa vem na satisfação do “dever”cumprido, de vê-lo firme e forte e proporcionando experiências inesquecíveis.
Foi assim, na Suécia, quando participei da Maratona de Estocolmo. No km 27, passei por uma experiência diferente, nunca antes sentida. Dores musculares e câimbras foram tomando conta de minhas pernas, até se tornarem insuportáveis. Com a dor e o sofrimento você tem uma idéia diferente de você mesmo e terminar uma prova nessas circunstâncias o torna uma pessoa diferente e isso é pra vida toda. Hoje, quando relembro desses momentos, o que vem à cabeça não é a intensidade do sofrimento, mas minha capacidade em suportá-la. Por isso eu corro…
Continuo na mesma balada e cultivando novas aventuras. Em breve, passarei pela experiência de comemorar meu aniversário de forma especial, digno de um maraturista: viajando e correndo! Vou estar na Meia Maratona Corpore Internacional de São Paulo. No dia 10 de abril, às sete e meia da manhã, quando estiver completando quarenta um anos e uma hora de nascimento, vou estar dando a largada para mais uma experiência inesquecível: festejar a alegria de viver com a mania de correr!
A maioria dos voos, partindo de Macapá-AP para o centro-sul do país, é de madrugada. Nesses, você perde uma noite de sono e chega no destino pela manhã. Para quem vai participar de provas longas não é uma boa opção. Além de retardar a recuperação do cansaço da noite sem dormir, você terá mais algumas horas de esperas ao chegar ao hotel. Na maioria deles a diária inicia ao meio-dia.
Optei por um voo matutino da PUMA dado a comodidade. Sairia às 07h50min, faria uma escala em Belém e seguiria para São Paulo, chegando por volta das 12h50min. Teria a comodidade de uma boa noite de sono e chegaria numa hora excelente para o check-in no hotel. Mas não deu certo. O vôo foi cancelado. Colocaram-me num vôo da GOL, que está programado para às 15 horas.
Bom, pelo menos dormi muito bem!
Faltam 3 dias para a Meia Maratona Corpore da Cidade de São Paulo.