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Dar um passo maior que as pernas pode rasgar as calças. É uma verdade tanto na vida quanto no mundo das corridas.
Para quem está iniciando a vida de corredor a regra de ouro é o progresso gradual. É que você não nasce andando e não se torna corredor antes de começar a andar. Então, é preciso seguir a sequência natural da vida: aprender a andar, caminhar e depois correr.
Com o tempo, o organismo vai se adaptando às novas exigências de esforço. Não é preciso se preocupar com ritmo. Simplesmente caminhe ou corra para torna-la uma atividade habitual, como se fosse um compromisso pessoal importante. A regularidade é fundamental para desenvolver esse hábito.
Algum tempo depois, você poderá participar de provas, começando por corridas menores e gradualmente evoluir para longas distâncias. Encarar provas longas no início da carreira de corredor pode provocar lesões e levar a uma aposentadoria prematura. O processo inverso é mais adequado: corridas curtas de 5 km e 10 km e quando estiver bem mais condicionado fisicamente enfrentar meia e maratona.
Estudos demonstram que o desenvolvimento fisiológico através da corrida atinge o auge depois de 8 a 10 anos de treinamento. Portanto, o ideal é pensar a corrida com uma atividade esportiva para a vida toda, não como um evento isolado. Estando preparado para os desafios é mais saudável e prazeroso. As chances de permanecer no esporte são maiores se a experiência inicial for positiva. Do contrário, a decepção poderá leva-lo a abandonar a vida de corredor.
Na corrida seus sonhos são medidos pelo tamanho de suas passadas. Dessa forma, exigir mais do que elas podem te oferecer ou dar um passo além do que elas podem alcançar é o caminho para tornar seu sonho num pesadelo. E a frustração virá no esporte e na sua vida pessoal.
A corrida deve ser pensada com uma atividade física saudável, prazerosa e, principalmente, para a vida toda.
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Sensacional o artigo. Parabéns!
Valeu! Simples como o ato de correr! Grd abraço