Para um corredor assíduo e praticante, às vezes, é constrangedor ter que justificar a ausência nos treinos. Os amigos estão acostumados a vê-lo correndo e o sumiço repentino é indicativo que algo de errado está acontecendo. Até na clínica quando chego para a fisioterapia sou abordado com esse questionamento.
Eu diria que é uma espécie de “tortura” psicológica, ser lembrado, a todo momento, que você está no estaleiro para reparos. Claro, que o termo “tortura” é apenas para dar um aspecto de dramaticidade, mas no fundo, a comparação é até pertinente (e engraçada também), apesar de ser uma “tortura” do bem.
Vejam só o que acontece. Primeiro, a abordagem a que me referi acima. Depois, já na clínica, as sessões de “tortura”. Eletrodos são colocados nos pés e, em seguida, vinte minutos de choques. Logo após ser “eletrocutado”, sou submetido a variações extremas de temperaturas que, vão do muito frio ao “escaldante”.
Brincadeiras à parte, na verdade, estou me referindo às sessões de fisioterapia. E aqui abro um parêntese para agradecer ao trabalho desses profissionais e registrar o quanto a lesão regrediu, graças a essas terapias. É que nós corredores gostamos mesmo é de correr e ficar sem isso é, de fato, uma tortura. A brincadeira é apenas para encarar o momento com bom-humor e alto-astral, o que, aliás, são benefícios adquiridos com o ato de correr.
É por isso que digo: lugar de corredor é na rua, correndo!

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