Quando fui correr minha primeira maratona estava extremamente empolgado. Era uma maratona internacional (Maratona de Estocolmo) num país belíssimo (Suécia). Então, resolvi registrar o evento levando uma máquina fotográfica, dessas digitais portáteis. Já tinha no cinturão de hidratação cinco sachês de carboidratos, três de sal, tabela de ritmo plastificada, RG e dinheiro para o caso de uma eventualidade.

Foto do Palácio Real retirada durante o percurso da Maratona de Estocolmo

No início da prova até conseguir fazer algumas fotos, entretanto, com o desenrolar dos quilômetros, o simples ato de guardar e retirar a máquina consumia toda a minha energia. Os gramas da máquina pareciam toneladas. Carregá-la pelo percurso, diante de uma altimetria com muitas subidas, era desperdiçar energia, que poderia faltar para concluir a prova.
Ao completar os primeiros 21 km, encontrei os amigos que estavam dando apoio naquela prova (Mara, Sven e Andreas). Imediatamente, retirei a máquina fotográfica e entreguei a eles. E de fato, a corrida ficou bem mais fácil. Era perceptível que o peso que carregava estava influenciando o meu desempenho.
A lição que eu tirei dessa prova é que não se brinca numa maratona. A dica é levar somente o que vai ser usado durante o percurso. Pode parecer insignificante, mas um simples ato repetitivo consome bastante energia e um peso a mais vai tornar o “muro” do km 30 intransponível. Ninguém merece correr uma maratona com a sensação de estar carregando um urso nas costas. Portanto, não vale a pena arriscar. Leve somente o necessário!

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